sábado, 31 de julho de 2010

"UMA FRASE - CHARLES DARWIN"


"SÃO TÃO EXTRAORDINÁRIOS MUITOS DOS INSTINTOS HUMANOS, QUE O SEU DESENVOLVIMENTO PARECERÁ, SEM DÚVIDA AO LEITOR, UM OBSTÁCULO SUFICIENTE PARA SOLAPAR TODA A MINHA TEORIA"

(A Origem Das Espécies - pag 229)

"SUPERMATÉRIA - O INSTINTO HUMANO E O MOTIVO EMOCIONAL"

(Instinto humano, sintonia quantica)


Houve tempos em que eu via o mundo, os seres humanos, com certa revolta. As pessoas me pareciam egoístas, vaidosas, despreocupadas com o bem estar alheio, separadas de si próprias e de tudo.

Isso me trazia desgosto.

Compartilhando uma visão depressiva herdada de certas influências místicas e filosóficas, pensava nos humanos como seres desprezíveis, afastados de uma plenitude habitada por seres divinos e transcendidos. E o pior, os seres humanos eram em sua maioria, desprezíveis por escolha. Queriam ser assim.

Não conseguia ver nenhuma outra razão para um mundo em estado tão deplorável, que não fosse a total incompetência humana para a felicidade, quer fosse por covardia, maldade ou ignorância.

Compartilhava de um Complexo de Paraíso Perdido, achando que havíamos deixado algo num longínquo passado por nossa própria falta, e para completar possuía o natural desmembramento dessa "patologia" psicológica, o Complexo de Juízo Final, que me levava a crer que a única esperança no futuro era uma mudança traumática, um acontecimento apocalíptico, que pela força, endireitaria o mundo eliminando a maioria dos seres humanos que por uma justiça divina seriam separados tal como joio e trigo, deixando a Terra para os humanos de boa vontade.

Os bons herdariam o Mundo.

Após algumas incursões nos terrenos da especulação e investigação filosóficas, de cunho superficial, mantinha ou por vezes mesmo reforçava meu ponto de vista, até que nos estágios finais de meu amadurecimento para a idade adulta, de 25 a 30 anos, tive o que gosto de me referir como sendo, saltos de consciência.

Tais saltos abriram minha mente de forma que eu jamais esperava, fomentações internas que foram despertadas por agentes externos, derrubaram de uma só vez barreiras e obstruções que inibiam minha mente, essência ou espírito, que eu não derrubara em quase ¼ de século.

Num certo dia tive algo que por vezes me parece como uma "iluminação".

De repente, uma terrível grilhão psicológico que me acorrentou durante toda a vida, foi exposto e severamente danificado, não sendo totalmente rompido mas deixando claro qual era o caminho para a superação, para uma amplitude, para a felicidade. Foi como se de repente alguém preso durante anos numa cadeira de rodas, ainda que bastante versátil, pudesse se levantar e andar, e correr, ainda que não fosse possível logo de início, voar.

Desde então minha vida mudou muito, para melhor, não no sentido físico imediato mas no mental. As coisas perderam a capacidade de me entristecer, passei a ser mais forte e convicto, descobri finalmente o que queria e não só isso, como deveria fazer para conseguí-lo.

Concordei que e ÓDIO, ANGÚSTIA, TRISTEZA, DESESPERO, INVEJA, CIÚME. Tudo vem de uma única e terrível fonte: O MEDO!!!

O MEDO é a matriz geradora de todos os maus sentimentos, mas o medo não é a raiz do mal, é apenas o seu tronco. Pois o MEDO vem da IGNORÂNCIA. E favor não confundir ignorância com inocência.

Inocência é não saber.

IGNORÂNCIA é saber erroneamente. Ou pensar equivocadamente que se sabe.

Da inocência nasce a contemplação, a curiosidade sadia, o impulso para o crescimento.

Da Ignorância nasce o preconceito, o medo, a violência e pulso para a auto destruição.

Se um dia virmos um estranho extraterrestre e formos inocentes, ficaremos fascinados. Curiosos por saber o que ele é. Querendo conhecê-lo e compreendê-lo, e aceitá-lo como ele de fato possa ser.

Mas se formos ignorantes, ficaremos atemorizados. Emitiremos preconceitos infundados devido a sua aparência, nos será talvez similar a um demônio de nossas distorcidas crendices. O julgaremos precipitadamente pelo tamanho, pela cor da pele, pelo modo como se move. E tudo será motivo de conceitos pré concebidos. "Saberemos" talvez que ele só pode querer nos fazer mal, e talvez ataquemos antes de sermos atacados.

A Ignorância é a Raiz de todo o mal!

Se eliminarmos a ignorância eliminaremos o Medo e toda a sua horda maligna.

Podemos eliminar a Ignorância através do conhecimento da Realidade. A Verdadeira REALIDADE!

Podemos conhecer a realidade utilizando...

...OS 4 PODERES HUMANOS!

Obs: Qualquer semelhança com as 4 nobres verdade e a senda óctupla de Buda é, a princípio, mera convergência!

OS QUATRO PODERES HUMANOS

São meios para se conhecer a verdadeira REALIDADE e superar a ignorância . Eles são: SENSAÇÃO
EMOÇÃO
RAZÃO
INTUIÇÃO

Eles podem ser apresentados na seguinte hierarquia evolucional:


INTUIÇÃO

RAZÃO

EMOÇÃO

SENSAÇÃO


Ou na seguinte hierarquia de intensidade:


SENSAÇÃO+


EMOÇÃO

RAZÃO

INTUIÇÃO -


Mas podem ser diagramados assim:


Cada um desse dons, podem nos mostrar algo sobre a realidade, cada um deles pode nos ajudar a compreender a nós mesmos e ao mundo a nossa volta.

Mas apenas a utilização dos 4 pode nos mostrar a REALIDADE GLOBAL!

E mais, deve ser a utilização dos 4 EQUILIBRADAMENTE!

Mas o que são exatamente esses poderes? De onde eles surgiram? Por que os possuímos?

Precisamos, como sempre, voltar ao passado.


DESENVOLVIMENTO TEMPORAL

A medida que as formas de vida foram evoluindo, desenvolveram meios cada vez mais efetivos de se relacionar com o mundo a sua volta. A primeira forma de comunicação receptiva é a sensoralidade, os sentidos que captam a realidade física do mundo. Todos os animais a possuem, e até mesmo alguns vegetais, que através da percepção do ambiente reagem de forma a melhor se adaptarem ao mesmo. Girassóis e trepadeiras por exemplo.

O tempo e a adaptação foi desenvolvendo estruturas de percepção cada vez mais complexas, surgiram os sensores de vibração tátil e sônica, os sensores de luz, movimento e cor, de odores e substâncias químicas.

Esse é portanto o primeiro poder humano, o mais antigo e o mais intenso, pois é compartilhado pela maioria dos seres vivos desde os primórdios da evolução. Esse é o dom da SENSAÇÃO física, capaz de mostrar a realidade tangível do mundo.

Através do tato podemos sentir a textura de um tecido, e é impossível transmitir essa experiência para uma outra pessoa em sua total plenitude, é preciso de fato tocar e sentir.

É o mais intenso, pois pode desencadear as mais fortes reações no organismo e na psique, de forma instantânea e inegável. É totalmente evidente e mensurável e possui todo um suporte físico e biológico.

A medida que foram evoluindo, outra característica foi surgindo nos seres vivos, a EMOÇÃO. Já nem tão evidente quanto os sentidos, as estruturas da emoção ainda são entretanto perceptíveis no organismo, através principalmente do sistema endócrino.

Não há evidência que esteja presente nos vegetais e animais inferiores, mas pelo menos os vertebrados a possuem em maior ou menor grau e com certeza os animais de sangue quente.

A presença das reações emocionais num organismo complexo tal como o das aves e mamíferos pode ser observada metabolicamente através de suas manifestações hormonais e nervosas, e embora não seja tão intensa quanto a sensoralidade no que diz respeito a afetar o corpo físico, ainda assim desempenha papel essencial na manutenção orgânica, principalmente nos seres humanos, devido a sua capacidade de somatizar sentimentos psicológicos.

De certo sensações podem produzir emoções, mas emoções embora produzam sensações, arrepios e cansaço físico por exemplo, raramente o fazem de forma tão intensa.

Um dor aguda no organismo geralmente irá resultar numa emoção desagradável, com resultados diretos e na maioria das vezes proporcionais. Emoções desagradáveis também podem resultar em dores físicas, mas a relação não é tão intensa quanto no sentido inverso. É preciso muita intensidade e quantidade de emoções negativas para desencadear um dano somático extenso ao organismo.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a emoção também nos diz algo sobre a realidade a nossa volta e sobre nós mesmos, como será explicado mais adiante.

O terceiro poder humano é mais restrito aos animais superiores, não há qualquer indício de que animais invertebrados a possuam, é o dom da RAZÃO. Trata-se de um dom capaz de orientar o aprendizado de forma mais eficiente, e nos dizer muito sobre a realidade do mundo.

Ele é bem menos evidente metabolicamente, só podendo ser de fato observado, a nível de organismo, através da atividade eletroquímica cerebral de determinadas áreas da massa encefálica, o que por sinal ainda é duvidoso cientificamente.

Ele é ainda menos capaz de operar manifestações físicas no organismo, mesmo assim sua presença e inegável em nossa natureza humana.

É mais recente que os anteriores devido a estar presente de forma cada vez mais elaborada nos animais, principalmente os primatas, em conformidade com a teoria evolucionista.

Um inseto não parece apresentar capacidade de raciocínio mesmo diante de problemas simples.

Em minha infância, movido por uma ânsia experimental com requintes de crueldade, promovi como a maioria dos meninos, "brincadeiras" com insetos, besouros por exemplo, que evidenciam isso.

Testava eu e alguns colegas, as resistências físicas de certos escaravelhos com ações do tipo espetá-los com agulhas, congelá-los e até aquecê-los em fornos do microondas, e colocando-os perante situações de escolha de caminhos, tal como labirintos de apenas duas opções, eles eram incapazes de aprender a relativa vantagem de uma opção que os levava a um aparente liberdade ou a uma agressão física.

Promovendo experiências equivalente em mamíferos, bem menos cruéis e agressivas entretanto, observamos que mesmo ratos eram capazes de evitar opções que anteriormente lhe houvessem trazido experiências desagradáveis.

Percebi também que os insetos parecem imunes a dor, e que alguns escaravelhos são capazes de manter a cabeça separado do corpo em pleno funcionamento por horas.

É claro que não poderiam ser essas "brincadeiras" de gosto duvidoso, consideradas experiências de valor científico. Suas variáveis não eram bem controladas, a potencialidade sensorial desses animais por exemplo poderiam influenciar suas "decisões", mas consultando livros de biologia e tomando contado com experiências científicas legítimas, percebi que as conclusões não eram muito diferentes.

Desisti de seguir uma carreira científica em parte por desenvolver um sentimentalismo com relação a essas criaturas que me impediria de realizar experiências como aquelas.

Princípios de racionalidade já parecem ser evidentes em mamíferos, eles aprendem coisas novas mas é claro, precisa-se entretanto diferenciar o que é uma atividade com algum potencial racional primitivo, do que é uma ação baseada no instinto, que será explicado mais tarde.

O terceiro poder, da RAZÃO, é uma espécie de limiar entre o humano e o animal

O 4o poder é o da INTUIÇÃO. E é sem duvida o ponto mais obscuro. Não há qualquer evidência física ao seu respeito, não parece estar presente no animais e mesmo no ser humano é de fato questionável.

O que seria essa Intuição?

Um forma de captar a realidade de forma sobre racional?

Ou apenas um nível mais avançado da razão?

A intuição é capaz de fornecer de forma instantânea uma compreensão a respeito da realidade, ou de uma forma não necessariamente instantânea mais sem dúvida indefinidamente mais rápida que a razão.

Ela poderia ser talvez uma forma mais evoluída de razão, de difícil controle, e evidentemente pouco têm a ver com os conceitos de intuição do senso comum popular, que a confundem inclusive com instinto ou com o julgamento precipitado.

Por ser muito discutível como sendo um domínio separado da razão, sua proposição é uma ousadia. Mas eu gostaria de chegar a um dom humano que fosse exclusivo de nossa espécie, inexistente nos animais e que de alguma forma explicaria por que dentre os demais primatas apenas nós desenvolvemos cultura.

Acredito ser esse dom intuitivo, o responsável pela mística humana e a base de todas as religiões, além de influenciar em todas as outras formas de interação com o mundo.

Por quê acreditamos em deuses? Por quê desenvolvemos mitologias tão elaboradas muito antes sequer de estruturarmos melhor o dom do raciocínio? A quê domínio pertencem as primeiras cosmologias? A razão, a emoção ou uma combinação das duas? E a linguagem simbólica? O quê super desenvolveu de fato nossa capacidade de comunicação?

A intuição poderia ser inclusive um subproduto periférico da intersecção entre os outros poderes anteriores, mas de qualquer forma ainda acredito nela como um 4o poder.

Assim apresento novamente um esquema sobre os 4 poderes da mente humana.

As tonalidades representam a intensidade com que se relacionam com nosso corpo físico, a largura da barras é a abrangência com que influenciam nossas vidas e a posição verticalizada, o potencial que possuem para nos revelar a realidade das coisas, em níveis cada vez mais elevados.

Veremos em seguida a razão pela qual utilizei uma figura circular para agrupá-las, mas antes é preciso uma intervenção para dissipar uma dúvida potencial.

Sobre o INSTINTO

É possível que alguém se pergunte onde entra o Instinto nesse diagrama. Há duas possibilidades:

A primeira é a de que não entre em lugar algum, pelo simples fato de que o Instinto não é um poder humano no sentido de promover compreensão ou sequer percepção da realidade.

A segunda é a de que esteja incluído no âmbito da SENSAÇÃO, juntamente com o Arco-Reflexo, a Coordenação Motora e todas as peculiaridades da sensoralidade ou das funções básicas do organismo.

O Instinto é na verdade uma espécie de programa operacional básico que garante aos animais a sobrevivência, não há indícios claros de que os vegetais o tenham. Ele nada nos diz a respeito da realidade a não ser talvez, a indução de uma experiência que nos leve a conhecer características do mundo físico através da SENSAÇÃO. Mesmo assim, não nos ajuda numa compreensão mais elevada.

Tal programa está presente em praticamente todas as criaturas animadas, desde amebas até o ser humano. Ele é um grupo de diretrizes básicas de ação que garantem as funções primárias da espécie como a subsistência, crescimento e reprodução.

Muito se fala em instinto materno, instinto de preservação da vida, instinto de reprodução e similares. Mas na verdade todos os instintos, programas para garantir a sobrevivência da espécie, traduzem-se no plano físico meramente como dois aspectos básicos: A Busca pelo Prazer e a Fuga da Dor.

Assim, nosso instinto de auto preservação não é baseado operacionalmente num idéia de conservação da vida, mas sim de fuga da dor. Evitamos um perigo físico não devido a uma imediata e inerente idéia de que nossa existência estará ameaçada, mas devido ao fato de pressentirmos que aquilo nos trará sofrimento. Procuramos nos alimentar não baseado num conhecimento antecipado de que através da alimentação sustentaremos o funcionamento de nosso organismo, mas sim de que eliminaremos a sensação desagradável da fome e que teremos talvez o prazer do sabor do alimento. Isso tudo, é claro, num nível primário animal. Mesmo o instinto sexual, não visa conscientemente a reprodução e sim o prazer.

No animais superiores esse programa de evitar a dor e tentar obter o prazer desenvolve todo um complexo de estruturas emocionais, nos animais inferiores isso não é evidente, mas mesmo assim, não acredito que haja grande diferença no instinto de um inseto e no instinto humano, não no instinto em si, apenas na forma com que o "sentimos", principalmente de forma emocional.

Alguns animais possuem instintos que aparentam ser até mesmo mais elaborados, como a espetacular "engenharia" da abelhas e formigas em construir sua moradas e operar suas funções, algo que o ser humano não parece possuir por natureza e sim por cultura.

Dessa forma, ao contrário dos 4 poderes humanos, não acredito numa superioridade do instinto humano em relação ao dos animais. Ele nada mais é do que um programa sem qualquer capacidade de adaptação a situações imprevistas, por isso um besouro não parece ser capaz de aprender.

Mesmo o instinto materno, me parece ser nada mais do que um instinto de busca e conservação de prazer, mas não necessariamente de si próprio, mas também refletido num semelhante, afinal como seres humanos, somos capazes de nos sentir mal apenas ao observar o sofrimento do próximo.

Lamentavelmente, a palavra Instinto é amplamente confundida com Intuição, mesmo sendo conceitos diametralmente opostos. É comum vermos expressões do tipo, "siga seus instintos", para a resolução de problemas que transcendem em muito as funções primárias da espécie. Na verdade tal expressão deveria ser "siga sua intuição". Os instintos são absolutamente inúteis no sentido de ajudar a resolver problemas racionais por exemplo.

Não ouso tentar mais do que esta breve especulação sobre o instinto, pode ser que muito do que agora considero venha a ser mudado por mim próprio ou por outro, mas de qualquer modo, no que se refere a minha proposição básica, estou relativamente seguro.


O Instinto humano não é um poder de conhecimento da realidade, não evoluí como eles e nem sequer é superior ao dos animais inferiores.

OS DOMÍNIOS HUMANOS

Dos 4 poderes humanos surgem os 4 maiores domínios do conhecimento, as grandes áreas da cultura humana. Mas cada qual não brota únicamente de um dos poderes mas sim de pelo menos, dois.

FILOSOFIA

CIÊNCIA

MÍSTICA

ARTE

A Ciência é empírica, utilizando os dados sensíveis do mundo físico, SENSAÇÃO, mas ao mesmo tempo sendo orientada pela RAZÃO, que é compartilhada pela Filosofia, que busca um entendimento maior que o da Ciência não podendo portanto estar restrita aos experimentos meramente físicos. Compartilha a INTUIÇÃO com a Mística, que é o ponto de partida para as religiões, que através de uma sensibilidade emocional com a plenitude e o êxtase "espiritual", baseia-se também na EMOÇÃO, que por sua vez compartilha com a Ciência a percepção sensível, SENSAÇÃO, por meio da Arte.

Na verdade mais de dois poderes podem influenciar um certo domínio da cultura, a TEOLOGIA por exemplo abrange Filosofia e Mística, usando então 3 poderes, o Design e o Artesanato por outro lado são fusões de Arte e Ciência.

Entretanto a presença de mais de dois poderes parece afastar o domínio da natureza prática, enviando-o para um plano mais abrangente mas ao mesmo tempo menos sensível. Já o uso de menor número de poderes ressalta a especificidade do conhecimento, tornando-o mais preciso num sentido restrito, mas menos eficaz numa compreensão global da realidade.

Quanto mais ocorre o aprofundamento em determinada poder ou par de poderes, mais se atinge a especialidade, o conhecimento profundo de parte da realidade, mas o conhecimento do todo fica em segundo plano. Quanto mais se abrange o conhecimento, usando maior número de poderes possíveis, mais se pode compreender o todo, mas o aprofundamento das partes torna-se mais difícil, o que faz que uma compreensão do todo sem um aprofundamento das partes dificulte o entendimento global.

O conhecimento ideal seria então, aquele que pudesse utilizar equilibradamente os 4 poderes, mesmo que isso o relegasse a um plano mais METAFÍSICO, mas ao mesmo tempo se aprofundasse em cada parte.

Seria isso possível?

Creio que pelo menos o equilíbrio, seja desejável, como veremos a seguir.

Imaginemos um ponto central no círculo dos 4 poderes humanos.


O Círculo externo representa a REALIDADE, e o ponto interno a Consciência do Ser Humano. Ela pode se "virar" e contemplar qualquer "lado" da realidade, que no entanto, devido a "distância", se mostra pouco distinguível.

Contemplar apenas um pedaço da "Parede do Real" não é contemplar a plenitude do real. Se só vemos um pedaço permanecemos ignorantes de todo o resto.

Há uma fábula Hindu que ilustra bem isso, a dos 3 cegos e do elefante. Cada um deles toca apenas uma parte do animal e faz sua afirmação, e assim o que toca a trompa afirma ser uma cobra, o que toca a cauda afirma ser um cipó e o que toca a perna diz ser uma árvore.

Contemplar apenas um aspecto da realidade, e insistir nisso, acaba levando a uma série de desequilíbrios. Para exemplificar vamos manter a divisão desse círculo do Real por quadrantes representados pela natureza investigável pelos poderes humanos.

O desequilíbrio entre dois aspectos acaba levando a algum tipo de degeneração nas 4 grandes áreas da atuação humana..

Se a Filosofia se aprofunda apenas na RAZÃO, perde o direcionamento investigativo, se confundindo no labirinto de possibilidades teóricas racionais sem qualquer chance de obter algum resultado mais "prático", mais "sensivelmente" seguro. É o que infelizmente acontece na atualidade.

Se ela se aprofunda na INTUIÇÃO, perde a capacidade de se relacionar com o mundo real, se tornando uma espécie de atividade "ascética", desligada ou dogmática, similar a do período pré-socrático. Desprovida de um maior "controle" racional pode se perder em um tipo de hermetismo desmedido. O mesmo se dá com a atividade Mística que também se isole no aspecto intuitivo.

Já se a Mística se aprofunda na EMOÇÃO, tende a degenerar para o fanatismo, para uma falta de propósito transcendente e ligada apenas na alienação da sensibilidade, que pode mesmo se tornar violenta e destrutiva, ou no outro extremo, ligada apenas a celebrações sem propósito. Assim como a Arte que não dê a devida atenção ao campo da SENSAÇÃO. Volta-se para uma abstração excessiva, fechando-se geralmente num entendimento pessoal incapaz de se comunicar com o externo.

A Arte por outro lado se isolada apenas no campo da SENSAÇÃO, torna-se puramente material, sem conteúdo emocional, sem linguagem artística propriamente dita. Fica reduzida a mera técnica mecânica sem um propósito de comunicar algo além do óbvio e a primeira vista. Assim como a Ciência quando aprisionada no mesmo campo, passa a produzir sem um motivo claro, sem uma finalidade.

Há uma frase irônica que diz: "Teoria é quando tem tudo para funcionar mas não funciona. Prática e quando tudo funciona, mas ninguém sabe por quê!" Isso ilustra bem o resultado de uma área que use unicamente o poder da SENSAÇÃO física.

Por outro lado a Ciência, se restrita apenas ao campo RAZÃO, compartilha o mesmo destino da Filosofia que faça o mesmo. Teorias e teorias sem qualquer resultado concreto ou mesmo consenso teórico.

O equilíbrio entre as duas áreas é vital para um funcionamento pleno de cada um desses domínios dos Poderes Humanos. Além do que a áreas que consequiram abarcar um Poder a mais, apesar de se tornarem menos direcionadas para um propósito mais claro e específico, ganham em abrangência, influência, interdisciplinaridade.

Aqueles que se concentrem apenas num só campo afastam-se da realidade global. Embora isso por vezes seja necessário para se estruturar uma disciplina, como a Matemática por exemplo, que é RAZÃO pura. Como já disse, o ideal seria um conhecimento que conseguisse abarcar equilibradamente as 4 áreas. Talvez um dia surja um novo tipo de campo de atuação, mas até agora o domínio que mais chegou perto disso foi com certeza o da Filosofia.

A Filosofia é sem dúvida, o único campo do conhecimento humano que consegue, ou já conseguiu, abarcar todos os outros. Ciência, Arte e Mística, religiões, são objetos de estudo filosófico, ao passo que as outra áreas pouco chegaram perto disso e quando o fizeram, acabam por tentar destruir o significado daquilo que não podem compreender, como foi o caso das Religiões tentando sufocar a Ciência, ou o caso atual da Ciência tentando desmerecer por completo o conteúdo metafísico das religiões.

Na verdade Arte e Filosofia são as que possuem maior possibilidade de abarcar extremos, e por quê?

Por que agora se torna necessário voltar as Forças Fundamentais do Universo. Aos arquétipos primordiais, as Forças MASCULINA e FEMININA, e como elas regem as duas metades primárias do ser humano, representadas pelos hemisférios cerebrais como um "cérebro" e seus hemisférios. Veremos que Mística e Ciência ficaram cada qual num campo isolado, Feminino e Masculino respectivamente. Já Arte e Filosofia abarcaram ambos, por isso são de certa forma, mais apropriadas para um estudo global. Entretanto a Arte não conseguirá ser tão racional quanto a Filosofia, é claro, e não conseguimos trabalhar de outra forma que não seja a predominantemente racional, pelo menos nesse momento da evolução histórica. Por isso a Filosofia leva vantagem em tentar compreender a totalidade.

Mesmo o senso comum, não terá dificuldades em reconhecer INTUIÇÃO e EMOÇÃO como elementos do Feminino, ou mesmo RAZÃO como sendo do Masculino.

Mas por que SENSAÇÃO estaria no Masculino?

Antes de tudo é preciso eliminar de imediato a confusão possível com o termo.

SENSAÇÃO se refere ao plano Físico, SENSORIAL, dos 5 sentidos neurológicos.

Não se trata de Sensibilidade ou Sensacionalismo, que se relacionariam a EMOÇÃO.

Nem de Sensitividade, que estaria mais no campo da INTUIÇÃO.

Sendo assim a SENSAÇÃO é analítica como a RAZÃO, ela separa suas impressões em 5 sentidos distintos. Visão e Audição são universos separados, Paladar e Olfato também apesar de um relacionamento mais íntimo. Mais à parte ainda temos o tato.

Podemos descrever com relativa facilidade impressões sensoriais isoladas em cada um dos sentidos, mas tentar descrever uma impressão que afetou conjuntamente todos ou uma pluralidade deles?

Tente definir da melhor maneira uma sensação de andar de montanha russa, onde a visão, o barulho dos mecanismos e os gritos das pessoas, são associados a resistência do ar e ao delírio do equilíbrio.

E possível comparar isso a uma impressão monosensorial como, o estrondo de um trovão? Ou a vertigem de uma sequência de imagens?

Geralmente se insistirmos em tentar definir essa amplitude de Sensações acabaremos por apelar para um conceito emocional, ou uma lembrança, sensibilidade, "sensação" emocional.

E por quê?

Por que enquanto mantemos as impressões sensoriais de forma analítica, ou seja separadas, podemos entendê-las como sensações, mas se as unirmos, sintetizá-las, elas se tornam uma Emoção. União, Síntese, são características do Feminino. Análise, Separação, do Masculino.

Por isso Ciência e Religião tem tantas dificuldades em se entenderem, já Arte e Filosofia nem tanto, mas ao mesmo tempo elas se mostram as mais mutáveis, mais passíveis de revoluções, mais inconstantes. Por que abarcam as duas Forças, que pela Dinâmica Universal estão em constante movimento.

Ainda assim Arte parece pesar mais para o lado do Feminino assim como Filosofia para o do Masculino. Mas creio eu, que isso seja apenas uma ilusão cultural.


A forma circular dos 4 poderes também denota uma outra característica interessante. RAZÃO e EMOÇÃO estão diametralmente opostas, mostrando a dificuldade de estabelecer um conhecimento "Racional Emotivo", embora isso não seja absurdo.

O mesmo acontece com SENSAÇÃO e INTUIÇÃO. Mas de qualquer forma ainda há ligação entre eles, mesmo que passando pelo "centro".

Através da hierarquia evolucional dos 4 poderes, podemos observar um predomínio intercalado de aspectos da Força MASCULINA e da FEMININA. Grandes Ciclos da Dinâmica Universal.

Quando mais elevado o Poder, mais ele pode captar realidades menos tangíveis, abarcando um campo mais além da matéria propriamente dita. Mas se foi dito que os tais poderes evoluíram progressivamente, deveria ser notório que no decorrer do desenvolvimento humano eles deveriam se suceder como influência maior nos grupos humanos. Foi o que ocorreu?

Perceberemos logo de início um certo tipo de Paradoxo. Vejamos por exemplo, a Cosmogenia.

As primeiras Cosmogêneses humanas eram místicas, mitológicas, repletas de símbolos e alegorias, sendo então fruto da INTUIÇÃO. Ou seja, num estado humano primitivo, o poder humano mais elevado estava sendo utilizado para explicar a origem do Universo.

Surgiram depois as Cosmogenias Filosóficas, de predominância da RAZÃO, tanto nos filósofos gregos quanto nos filósofos místicos orientais. Embora ainda fortemente de caráter Intuitivo, tais cosmogêneses tentavam traduzir de modo racionalmente compreensível os princípios do Universo.

Posteriormente, surgiram Cosmogêneses de forte influência da EMOÇÃO!

E é aqui que a história se complica.

Observemos um certo caráter de insensibilidade emocional nos deuses antigos. As primeiras mitologias possuíam seres que embora criados à imagem e semelhança do ser humano, compartilhando inclusive seus defeitos, eram em relação a essa mesma humanidade, bastante distanciados.

Em muitos casos o surgimento da espécie humana se dá de forma acidental, como as pulgas de Panku, da mitologia primitiva chinesa, ou das gotas de suor do esforço de Deus (mitologia sérvia). Os deuses não pareciam demostrar muita compaixão, consideração, ou respeito pelos seres humanos. De certa forma, a humanidade era uma criação se não acidental, por vezes abandonada, orfã. E não raro, deliberadamente inimiga pelo menos de algumas deidades.

Com as Cosmogêneses Filosóficas a humanidade permaneceu sendo muitas vezes uma derivação acidental, mas já não havia qualquer relação de conflito com os deuses, ou qualquer postura divina hostil em relação a ela. Em alguns casos já surgia uma característica de criação cuidadosa, e de seres transcendentes que mostraram algum interesse positivo pelos humanos. Mas ainda predominava uma ausência de relação amigável.

As teologias que passaram a dominar em seguida foram diferentes, principalmente na Idade Média. O ser humano parecia carente de uma origem divina que o abençoasse, uma relação parental mais íntima. Agora o deus criador fizera a raça humana à sua imagem e semelhança de forma dedicada e com um objetivo específico. O ser humano fora adotado por um Pai celestial, havia uma relação amigável entre eles, um forte elo Emocional.

Mesmo com o Pecado Original, a retaliação divina não significou um desprezo pela sua criação, mas sim um corretivo típico de pai para filho, e a relação emotiva continuou.

Agora havia uma Cosmogenia dominante, fusão da mitologia primitiva com a filosofia, onde a característica emocional era muito forte, afinal tudo o que Deus criava, via que era Bom! E onde o ser humano tinha um papel de destaque e importância, algo do que se orgulhar.

A motivação do teólogo era sem dúvida carregada de EMOÇÃO, ainda que usando a RAZÃO e a INTUIÇÃO. O sentimento reforçado de religare, a Grande Nostalgia Espiritual pelo plano superior de onde havíamos saído, dava a todas as especulações cosmogênicas, antropogênicas e naturalísticas, um motivo emotivo forte. Era um Amor, ou um Medo de deus que motivava a Teologia. Como diz o livro bíblico dos Provérbios "O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria."

Não foi a toa que estas foram ao longo de toda a história, as idéias mais fortemente defendidas pela EMOÇÃO. A não harmonização com a postura dominante podia ser punida severamente. Embora tal componente sempre tenha sido presente nas religiões, principalmente as primitivas, nunca antes a "Ira de Deus", em contraposição a sua Bondade e Misericórdia infinitas estiveram tão em voga.

É por esse motivo que percebo um predomínio da EMOÇÃO na teologia e consequentemente na Cosmogenia dessa época.

Ela há de se assemelhar as cosmogenias mais primitivas, afinal INTUIÇÃO e EMOÇÃO são características onde predomina a Força FEMININA. Da mesma forma que as cosmogenias de predomínio da RAZÃO e da SENSAÇÃO hão de se assemelhar, sendo fruto de predomínio da Força MASCULINA.

Hoje em dia há uma predileção pelas cosmogêneses científicas. Ciência é o domínio da RAZÃO e SENSAÇÃO. Mas hoje apenas a especulação filosófica não basta, é preciso profunda investigação da natureza física, sensível, ainda que através de equipamentos que ampliem nossa percepção sensorial grandemente.

Foi o progresso da Geologia, Física e Astronomia que garantiram uma avanço no conhecimento científico, e também uma libertação da influência Emotiva da Religião. É agora que chegamos mais perto de uma comprovação tangível das teorias.

Mas isso não significa que nosso destino final seja agir no plano da SENSAÇÃO, e ao mesmo tempo não significa que degeneramos através dos tempos por nos basearmos cada vez mais num poder humano mais primitivo. Significa apenas que estamos passando por ciclos inevitáveis e muito úteis de nossa evolução.

Se demoramos milênios para descer ao plano mais básico, não o fizemos por degeneração, mas sim para estabelecer um base sólida para edificarmos todo o conhecimento humano. Passamos por uma reformulação.

A Filosofia precisou desestruturar, analisar, "destruir", a Mística. A Religião precisou reunificar, unir, a Filosofia e a Mística. E a Ciência novamente desmantelou todo o conhecimento, inclusive "destruindo" a Religião. Chegou-se a decretar a morte da Filosofia, Karl Marx. Chegou-se a prever o fim da Religião, Sigmund Freud. E houve época que se acreditou em larga escala que o materialismo dominaria a mente humana.

Não foi o que aconteceu, após um período de baixa as religiões passaram a ressurgir com força total mesmo dentro do âmbito da Ciência. Há cada vez mais cientistas abandonando uma perspectiva puramente materialista, e a Teoria da Relatividade, a Física Quântica e a Teoria do Caos já abalaram o empirismo.

Isso não significa voltar a "crer cegamente" de forma puramente emocional, nem abandonar a experiência restringindo-se apenas ao plano especulativo e muito menos assumindo uma postura meramente contemplativa e hermética.

Significa que agora podemos reconstruir nosso conhecimento partindo de uma base forte, finalmente a dupla SENSAÇÃO e RAZÃO se fortaleceram suficientemente para edificar uma Ciência sólida e poderosa.

Se não nos perdermos no meio do caminho, podemos restaurar o equilíbrio em todos os poderes humanos. Mas ainda há uma dúvida.

Como vimos trilhamos um longo caminho pela INTUIÇÃO, dezenas de milhares de anos em sociedades primitivas místicas. Quando floresceu a Filosofia, por volta do sexto século antes da Era Cristã, tanto na Grécia quanto no oriente, Índia e China, houve a transição do pensamento Intuitivo para o Racional.

No ocidente essa transição foi mais brusca, a filosofia pré-socrática teve um predomínio da INTUIÇÃO bem mais breve que as filosofias místicas Indianas e Chinesas, cuja a influência da RAZÃO é tão mais baixa que elas sequer são consideradas Filosofia pelas instituições acadêmicas.

A ascensão do Cristianismo adicionou um apelo emocional muito mais forte ao sistema religioso. A doutrina da Compaixão de Cristo se contrastou com a tirania teocrática da Igreja no mesmo nível de contradição encontrado numa teologia de um deus que prega o Amor Supremo e ao mesmo tempo atira almas à Danação Eterna. A difícil comunicação entre RAZÃO e EMOÇÃO se traduziu numa sociedade onde a Ciência tentava crescer mas era barrada pela Fé.

O predomínio Emocional sobre a Religião chegou ao auge após o Renascimento, uma total irracionalidade marcou um certo momento onde a Santa Inquisição se degenerou a ponto de sofrer severa reação mesmo em sua estrutura interna.

Essa fase de transição, da Renascença, foi fortemente marcada por fatores emocionais, o que contribuiu inclusive para o florescimento das mais variadas formas de Arte. Já a Ciência por sua vez, reagiu por vezes de forma radical, ao romper qualquer ligação com o pensamento religioso que dominara a sociedade por mais de 1000 anos e então ao se emancipar, foi cada vez mais se fixando no lado onde predomina a Força MASCULINA disparando nos séculos XIX e XX.

Para onde iremos agora ?


(Por Marcos Valério / www.xr.pro.br/exeriana.html)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"SAÚDE - DOENÇA SOCIAL"


Uma nova pesquisa mostra que as relações sociais são tão importantes para a saúde como outros fatores de risco comuns, como fumar, falta de exercício ou obesidade.

Numerosos estudos sugerem que fortes laços sociais estão associados com melhor saúde e longevidade, mas agora uma revisão abrangente de diversas pesquisas mostra o quão importante as relações sociais realmente são.

Uma equipe de pesquisadores revisou 148 estudos que acompanharam os hábitos sociais de mais de 300.000 pessoas. Eles descobriram que pessoas que têm fortes laços com a família, amigos ou colegas de trabalho têm um risco 50% menor de morrer durante um determinado período de tempo do que aquelas com menos conexões sociais.

Comparativamente, os pesquisadores concluíram que ter poucos amigos ou fracos laços sociais é tão prejudicial para a saúde como ser um alcoólatra ou fumar quase um maço de cigarros por dia. Ter fracos laços sociais é mais prejudicial do que não se exercitar duas vezes por semana, e é mais arriscado do que ser obeso.

Notavelmente, o maior efeito foi demonstrado quando os estudos utilizaram medidas complexas de integração social, focando nos laços de uma pessoa com a família, bem como amizades e relações de trabalho. Nesses estudos, as taxas de sobrevivência para as pessoas com relações fortes foram o dobro das pessoas com laços fracos.

Medidas simples, como se uma pessoa era casada ou vivia sozinho, não foram bons indicadores de saúde. Por exemplo, pessoas que viviam com outras tinham apenas 19% a mais de chance de sobrevivência comparado com aquelas que viviam sozinhas.

Embora esteja claro que as relações sociais estão relacionadas com melhor saúde, não se sabe se o efeito é devido ao fato de que pessoas saudáveis são mais propensas a ser socialmente ativas. Uma pessoa com problemas crônicos de saúde tem mais dificuldade de passar o tempo no trabalho e com amigos. Embora os dados coletados a partir da última análise não provam uma relação causal entre a saúde e os laços sociais, os pesquisadores dizem que isso é fortemente sugestivo.

Há diversas teorias sobre o motivo das conexões sociais melhorarem a saúde, incluindo a ideia de que as pessoas com laços familiares e sociais fortes podem ser mais ativas, mais propensas a procurar assistência médica e têm menos stress. Segundo a equipe, nossas relações encorajam-nos a comer saudavelmente, a fazer exercícios, a dormir mais e a consultar um médico.

Os cientistas acreditam que as consultas médicas e exames devem incluir também medidas de bem-estar social. O atendimento médico pode recomendar, se não totalmente promover, o aprofundamento do relacionamento social como uma medida para melhorar a saúde.

[NewYorkTimes]

UMA FRASE - "ENOCH"


 " E eu dou testemunho da face gloriosa do Antigo de Dias, que foi descrito fielmente nos rolos de Daniel e de João, o Divino. Contemplá-Lo é contemplar uma "Face" inefavelmente além da descrição. Esta Face não tem corpo, pois, como entidades vivas e puras, todos nós somos partes distintas e somos expressões pluralistas de Seu Corpo de Luz. E assim, não estamos alheios à Sua criação eterna."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"FÍSICA QUANTICA - LIVROS"


Para o renomado físico quântico Amit Goswami, a medicina é um campo propício para a aplicação da nova ciência baseada na primazia da consciência.

Essa nova ciência tem capacidade extraordinária para integrar a ciência convencional, a espiritualidade e a cura.

E se existe uma área que precisa de integração, diz Goswami, essa é a da medicina. 'O médico quântico' reinterpreta com ousadia os principais métodos da medicina alternativa - a homeopatia, a medicina chinesa e a acupuntura, e o Ayurveda - e da medicina convencional, do ponto de vista da física quântica.

Ele mostra que esses modelos aparentemente diferentes podem ser integrados num novo sistema multidimensional pautado na nova 'ciência dentro da consciência'. No âmago de toda doença e de toda cura está a consciência, diz Goswami.

O livro está dividido em quatro partes: A Medicina, a Física Quântica (absolutamente compreensível e agradável, mas não muito básica e superficial), as Medicinas Tradicionais (Chinesa / Indiana / Homeopatia ) e por último os rumos das terapias.

Fantástico! Me arrependo de não ter lido antes.
Dica essencial para quem quer dar um salto quântico!

REFERENCIAS: O Médico Quântico

Autor: GOSWAMI, AMIT
Editora: CULTRIX
Assunto: MEDICINA E SAÚDE - BIOMEDICINA

"CIÊNCIA - MOLÉCULA ANTIOXIDANTE PODE AJUDAR TRATAMENTOS DE LEUCEMIA"


ROMA (AFP) - Uma molécula com propriedades antioxidantes naturais, a quercetina, pode ser empregada como complemento de medicamentos utilizados nos tratamentos contra a leucemia, intensificando seus efeitos, anunciou nesta quinta-feira o Conselho Nacional de Pesquisa italiano (CNR).

"A molécula é capaz de bloquear o processo de transformação de uma célula normal em um tumor, ou de inverter se ele já estiver em curso", explicou Gian Luigi Russo, pesquisador responsável pelo estudo, citado no comunicado do CNR sobre estas pesquisas do Instituto de Ciências da Alimentação de Avellino (sul da Itália).

A quercetina é uma molécula antioxidante natural, normalmente presente em alimentos como as alcaparras, a maçã, o vinho tinto, o chá verde, a cebola e o aipo.

"É um grupo de moléculas de origem vegetal com uma atividade químio-preventiva. Pela primeira vez, demonstramos que a quercetina é eficaz contra as células tumorosas de pacientes que sofrem de leucemia linfoide crônica", disse Russo.

"A molécula é bem tolerada, mesmo em doses elevadas", explicou o pesquisador, que, no entanto, fez um alerta: "Doses massivas de antioxidantes, incluindo a quercetina, absorvidas livremente sob a forma de suplementos dietéticos por pessoas saudáveis e sem controle médico, podem se tornar perigosas para a saúde".

A leucemia linfoide crônica, que atinge em média de 1 a 6 pessoas em 100.000, é a forma mais frequente de leucemia entre adultos.


(Reuters)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"CIÊNCIA - CÃES CONSEGUEM PREVER ATAQUES EPILÉPTICOS DE SEUS DONOS"

( ..e oque mais ? )

Eddie é um cão de três anos que foi abandonado no Centro de Resgate Sheffield por causa de sua natureza energética que causou muitos problemas para seus donos anteriores. No entanto, é exatamente isso que faz dele perfeito para o seu novo trabalho como um cão de alerta a ataques epilépticos.

A entidade de suporte a cães é a única no Reino Unido que treina cães de alerta. Ao contrário dos cães guia para surdos e cegos, a função dos cães de alerta não é apenas ajudar, mas também prever.

Pessoas que sofrem de formas graves de epilepsia podem sofrer convulsões na qual perdem a consciência, caem e podem se machucar seriamente.

Os estudiosos não sabem como os cães podem perceber que uma crise está prestes a ocorrer, mas existem três teorias: na primeira hipótese, pode haver micro expressões que o cão entende que precedem um ataque, ou pode haver um cheiro especial ao qual o cão é sensível e, finalmente, pode ser que o cão senta perturbações no campo elétrico que são causados por um ataque.

Eddie é 100% preciso. Vale a pena destacar que pessoas que têm o cão de alerta às vezes passam a ter menos ataques, com efeitos mais atenuados, graças à segurança que o cachorro proporciona. Pessoas alegaram ficarem mais relaxadas por terem o apoio do cão.

O cachorro da senhora Toni Brown-Griffin, AJ, lambe sua mão esquerda obsessivamente cinqüenta minutos antes de uma crise maior. Quando a crise é menor, ele dá um aviso quinze minutos antes, lambendo a mão esquerda três vezes antes de por a pata nela.

É uma forma de poderem levar uma vida normal com tempo suficiente para ficarem seguros antes de um ataque.

Essa virtude extraordinária parece ligada unicamente ao grau de conhecimento afetivo, por parte do cão, da pessoa que apresenta esse problema. Para alguns cientistas, isso provavelmente deriva da capacidade olfativa que os animais possuem: antes de um ataque epilético, o corpo humano poderia sofrer alterações fisiológicas que levariam a mudanças na sudorese e na composição química do suor, modificações que os cães conseguiriam perceber, ou melhor, cheirar. Mas trata-se realmente apenas de olfato?

A psicóloga de animais Beatrice Lydecker, autora do livro What the animals tell me (O que os animais me ensinaram), defende a ideia de que o esforço que os animais fazem para se comunicar conosco é muito maior do que podemos perceber. Para ela, a maioria das mensagens que eles nos mandam escapa totalmente à nossa atenção !

Para Beatrice, os animais não se comunicam conosco verbalmente, e sim por intermédio de percepções extrassensoriais. Ela cita os resultados de uma série de testes que demonstrariam como uma pessoa pode se comunicar com seu animal preferido usando uma linguagem não verbal e visualizando aquilo que deseja. Essa opinião é compartilhada também pelos zoólogos Maurice e Robert Burton, autores da enciclopédia Inside the animal world (Por dentro do mundo animal), que trata de comportamento animal. A obra narra vários exemplos extraordinários de telepatia animal.

Por seu lado, o pesquisador norte-americano J.B. Rhine, considerado o pai da parapsicologia científica, já afirmava que experimentos bem controlados sobre a percepção extrassensorial dos animais confirmavam a evidência e sugeriam que a capacidade dos animais de transmitir e receber mensagens telepáticas é uma propriedade adquirida do organismo animal e precede a consciência sensorial.

[Telegraph]

"CIÊNCIA - TELESCÓPIO DA NASA ENCONTRA MACRO MOLÉCULAS PARECIDAS COM BOLAS DE FUTEBOL LIVRES NO ESPAÇO"


O telescópio Spitzer, da Nasa (agência espacial americana), descobriu moléculas de carbono em formato de esfera chamadas de buckyballs.

O nome foi uma homenagem ao arquiteto Buckminster Fuller, inventor de uma estrutura que se chama domo geodásico (espécie de globo formado por pequenos triângulos). A molécula tem uma composição muito parecida com a invenção.

É a primeira vez que as buckyballs são vistas no espaço, mas astrônomos já haviam estudado sua formação em laboratório há 25 anos.

Em 1996, Richard Smalley, professor americano, foi um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 1996 por descobrir as buckyballs. A novidade foi um grande impulso para o estudo da nanotecnologia.

Cada molécula tem 60 átomos de carbono organizados como se formassem uma bola de futebol cheia de gomos. Além da buckyball, o telescópio detectou moléculas semelhantes, com 70 átomos de carbono e semelhante a uma bola de rúgbi.

As buckyballs vibram em uma grande variedade de modos - 174 maneiras diferentes de sacudir, para ser mais exato. Quatro desses modos de vibração fazem as moléculas absorver ou emitir luz infravermelha. Todos os quatro modos foram detectados pelo Spitzer.

As partículas estavam juntas a nebulosa planetária Tc1, que nada mais é do que um resquício de estrelas, como o Sol, que envelhecem e desintegram suas camadas externas de gás e poeira.

Jan Cami, da Universidade de Ontário ocidental, no Canadá, comentou a descoberta.

- Nós encontramos o que hoje são as maiores moléculas existentes no espaço. Estamos animados porque elas têm propriedades únicas que as tornam agentes importantes para o estudo de todos os processos físicos e químicos que acontecem no espaço.

(Reuters)

terça-feira, 20 de julho de 2010

"CIÊNCIA - UNIVERSIDADE DE MEDICINA QUANTICA EM PAUTA NO BRASIL"

(Medicina Quantica, Medicina Integral)

Pernambuco pode sediar a primeira universidade sobre medicina quântica do Brasil, voltada para o estudo da saúde e da espiritualidade. Pelo menos é o que têm buscado o terapeuta quântico Wallace Lima e o economista e valorizador de patentes, Paulo Coelho Vieira, que já vêm discutindo com o Governo do Estado a possibilidade de sediar, em Aldeia, na Região Metropolitana do Recife, um centro de estudos, com o título de nível superior e com ensino gratuito, capaz de analisar as bases científicas para a medicina vibracional.

“A nossa proposta é um modelo diferente de universidade, que terá como foco o desenvolvimento de ideias e o estímulo à criatividade”, define Coelho. Para isso, os dois têm buscado parcerias no mundo todo. “Já conseguimos duas patentes com o Instituto de Ciências Noéticas Avançadas da Califórnia, nos Estados Unidos, e outra parceria com a Universidade de São Petersburgo, na Rússia. Agora, precisamos do apoio do Governo do Estado”, afirmou Lima.

(Wallace Lima e Paulo Coelho Vieira)

Segundo eles, o foco do instituto será a geração de ideias, voltadas sobretudo para a área da medicina quântica, desenvolvendo equipamentos e patentes para gerar receitas que capacitem a instituição a se manter através do que produz. “Assim, trabalhamos em cima de dois pilares: liberdade de ação, por isso queremos nos manter através da nossa própria produção; e valorização das ideias dos nossos alunos, com uma visão mais abrangente do homem integral, o corpo e o espírito”, explicou o terapeuta.


(Fonte : http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-geral/580577?task=view)

"PESQUISA - RISCO DE SUICÍDIO EM PACIENTES COM FIBROMIALGIA"

(Fibromialgia desencadeia depressão)

Segundo pesquisadores, pessoas com fibromialgia não tem só fibromialgia. Eles alertam os médicos que tratam desses pacientes para ficarem atentos a sinais de depressão e de tendências suicidas.

Pacientes com fibromialgia sofrem de dor generalizada e têm pontos sensíveis que são dolorosos ao toque. Não há cura para a doença e a medicação muitas vezes não é útil. Dessa forma, a dor se torna ruim o suficiente para perturbar a vida cotidiana dos pacientes durante anos. Cerca de 90% das pessoas com a doença são mulheres.

Os investigadores descobriram que o risco de morte por suicídio era dez vezes maior nas mulheres diagnosticadas com esta condição de dor crônica do que na população em geral. As taxas de doenças psiquiátricas também eram mais altas, e foi encontrado um risco maior do que a média de morte por doença hepática e acidente vascular cerebral.

Os autores do estudo dizem que é necessário avaliar os pacientes com a doença para detectar a presença de transtornos psiquiátricos, especialmente transtornos de humor e ansiedade. Mas essas outras doenças psiquiátricas, que muitas vezes ocorrem em conjunto com a fibromialgia, podem não ser a única explicação para as altas taxas de suicídio.

Nenhum dos pacientes do estudo que se suicidaram tinham um histórico de doenças psiquiátricas antes de serem diagnosticadas com fibromialgia. A alta taxa de suicídio pode estar ligada à depressão nesses pacientes, ou a anti-depressivos que são conhecidos por acarretar o risco de suicídio.

Os estudiosos ainda dizem que muitos desses pacientes não tomam os medicamentos anti-depressivos por causa dos efeitos colaterais, ou porque não se sentem deprimidos. A dor pode ser um dos principais motivos para o suicídio em si.

As maiores taxas de suicídio também foram encontradas em quem estava cansado o tempo todo, e muitas pessoas com fibromialgia queixam-se de problemas de sono e fadiga.

Algumas mulheres no estudo morreram de doença hepática. Não está claro o que causou a taxa mais elevada de doença hepática nessas pacientes, mas pessoas com fibromialgia têm maior probabilidade de ter excesso de peso e não podem fazer muito exercício por causa de sua dor muscular, o que os leva a um maior risco de problemas cardíacos. [Reuters]

"CIÊNCIA - EXPLICADO MECANISMO QUE FAZ O BRÓCOLIS PREVENIR E REGREDIR O CANCER DE PRÓSTATA"


O brócolis tem mostrado efeitos protetores contra uma série de doenças, do câncer de mama até a asma.

Ele também atua inibindo o desenvolvimento do câncer de próstata, mas até agora os cientistas não sabiam como o vegetal agia no organismo para produzir esse efeito protetor.

Esse mecanismo acaba de ser decifrado por uma equipe internacional de cientistas, chefiada pelo Dr. Richard Mithen, do Instituto de Pesquisas Alimentares da Inglaterra. A descoberta foi publicada no último exemplar da revista Molecular Cancer.

Sulforafano

Os cientistas descobriram que o efeito benéfico do brócolis deve-se ao sulforafano, um composto químico presente no vegetal que interage com as células que não possuem um gene chamado PTEN, reduzindo as chances do desenvolvimento do câncer de próstata ou retardando seu desenvolvimento.

O grupo realizou uma série de experimentos com tecidos da próstata humana e com modelos animais do câncer de próstata para estudar as interações entre a expressão do gene PTEN e a atividade anticâncer do sulforafano.

"O PTEN é um gene supressor do tumor, e a sua deleção ou inativação pode iniciar a carcinogênese prostática, ou aumentar a probabilidade de progressão do câncer. Nós demonstramos aqui que o sulforafano tem efeitos diferentes dependendo se o gene PTEN está presente ou não," explica Mithen.

Competição celular

Os cientistas constataram que, em células que expressam o PTEN, a ingestão de sulforafano não tem nenhum efeito sobre o desenvolvimento do câncer de próstata.

Em células que não expressam o gene, no entanto, o sulforafano torna as células "menos competitivas", oferecendo uma explicação de nível molecular para como consumir brócolis pode reduzir o risco de incidência de câncer de próstata, ou de sua progressão, se ele já tiver-se instalado.

(Fonte : http://www.diariodasaude.com.br:80/news.php?article=brocolis-contra-cancer-prostata&id=5443&nl=nlds)

"SAÚDE - MANTENDO BONS NIVEIS DE COLESTEROL"


Manter bons níveis de colesterol é uma preocupação constante para quem está de olho na saúde. Recente pesquisa feita por cientistas americanos, por exemplo, descobriu que adequados níveis de colesterol bom são eficazes na prevenção contra o câncer.

Assim, fomos buscar a opinião de duas nutricionistas para revelar quais são os alimentos indicados, e os que devem ser evitados, no consumo diário para dar uma forcinha para a sua saúde.

Para a nutricionista Aline Moscoso a alimentação regrada é o melhor caminho para aqueles que desejam combater o colesterol alto.

— Um segredo fácil de ser posto em prática é fracionar as refeições em cinco a seis vezes ao dia. Além disso, diminuir o consumo de gordura saturada, dar preferência para óleos com alto teor de gordura monoinsaturada, como o azeite de oliva e óleo de canola, e trocar alimentos fritos e empanados pelos assados e grelhados são essenciais — destaca.

Já a nutricionista Viviane Franco lembra também que manter níveis desejáveis de colesterol inclui muito mais do que hábitos alimentares saudáveis com uma dieta regular. Segundo ela, a alimentação balanceada precisa ser acompanhada por outros hábitos.

— De maneira geral, podemos afirmar que uma alimentação variada, com consumo de frutas, leguminosas e hortaliças aliada a outros hábitos de vida saudável como a prática de atividade física regular e a cessação do tabagismo contribuem muito para a manutenção da saúde e redução dos níveis elevados de lipídios plasmáticos — destaca.

Segundo a especialista, fazer exercícios ajuda a diminuir os níveis da Lipoproteína de Baixa Intensidade (LDL), chamada de "colesterol ruim" e aumenta os níveis da Lipoproteína de Alta Intensidade (HDL), chamada de "colesterol bom".

Aline destaca ainda que não se pode verificar os níveis de colesterol bom ou ruim na hora de comprar alimentos.

— Os alimentos são classificados conforme suas propriedades benéficas, seja aumentando o HDL ou diminuindo LDL e os que devem ser evitados por aquelas pessoas com problemas de colesterol ou com alguma pré disposição — explica.

Confira a lista de alguns alimentos que devem ser consumidos por aumentar o colesterol bom ou diminuir o ruim:

Feijão: É rico em fibra solúvel, que ajuda a levar a gordura para fora do organismo.

Tomate e melancia: Alimentos ricos em licopeno, pigmento que confere a cor vermelha nos alimentos, um antioxidante que combate as placas de gordura.

Abacate: Fruta rica em gordura monoinsaturada, que diminui o LDL e aumenta o colesterol bom (HDL). Atenção: Consuma-o com moderação, pois é altamente calórico.

Chocolate: Sendo amargo e consumido com moderação, ajuda a reduzir o LDL pela presença de flavonóides.

Aveia: Rica em vitaminas do complexo B, vitamina E e betaglucano, que é uma fibra solúvel, responsável por remover o colesterol da corrente sanguínea.

Alho: Contém vitamina E, selênio e compostos alílicos. Reduz o LDL, impede que a molécula gordurosa se prenda nas paredes das artérias. Evite cozinha-lo por muito tempo em altas temperaturas para não perder suas propriedades benéficas.

Azeite de oliva: Rico em gorduras monoinsaturadas, capaz de reduzir o LDL e aumentar o HDL.

Amêndoas, nozes e castanhas: São ricas em selênio, vitamina E e gorduras monoinsaturadas, diminuem o LDL e aumentam HDL.

Maçã, laranja e cenoura: São ricas em fibra solúvel chamada pectina que ajuda a reduzir o colesterol.

Uvas: Rica em flavonóides que ajudam a controlar o colesterol.

Veja os alimentos que devem ser evitados por pessoas com problemas de colesterol:

Margarina, manteiga, creme de leite, queijos cremosos e amarelos (prato, parmesão, mussarela), nata de leite, gordura hidrogenada, banha animal, óleo e leite de coco.
Bacon, toucinho, lingüiças, salame, presunto gordo, mortadela.


(Fonte - Site Bem Estar/ http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,2976224,Especialistas-dao-dicas-de-como-manter-bons-niveis-de-colesterol.html)

domingo, 18 de julho de 2010

"GEOTERAPIA - PODERES DA ARGILA"


A Geoterapia consiste na aplicação de Argila nas partes afetadas do organismo com objetivo terapêutico. Também é utilizada com finalidade preventiva pela grande capacidade de desintoxicar o organismo, favorecendo a eliminação de toxinas e aumentando as defesas.

Devido à composição química da argila, a geoterapia é uma terapia eficaz contra muitos problemas de saúde. A argila é rica em sais minerais como ferro, silício e magnésio, que lhe conferem propriedades terapêuticas.

As argilas são rochas sedimentares compostas de grãos muito finos de silicatos de alumínio, associados a óxidos que lhes dão tonalidades diversas. Embebidas em água, formam uma pasta mais ou menos plástica (barro), que pode ser moldada. Divide-se em dois tipos: argilas primárias, originadas da decomposição do solo por ações físico-químicas do ambiente natural, através dos anos, apresentando-se normalmente na forma de pó; argilas secundárias, decorrentes da sedimentação de partículas transportadas através das chuvas e dos ventos, que se apresentam na forma pastosa ou de lama (argila mais água).

A argila possui três propriedades fundamentais:

1 - Absorção: a principal propriedade que lhe atribui a propriedade da maleabilidade quando se mistura argila com água obtém-se uma pasta eficaz no tratamento de inflamações, edemas e inchaços.

2 - Liberação: a argila tem facilidade para liberar elementos que fazem parte de sua constituição (ativos), sendo muito importante pelo seu efeito protetor e absorvedor de toxinas em vários órgãos, principalmente a pele e mucosas.

3 - Adsorção: um processo físico-químico pela qual as argilas deixam passar moléculas, elementos gasosos e partículas microscópicas do meio ambiente e bactérias com o intuito de deslizaram para o interior da pele. Este poder é muito grande e quase irreversível, tornando-se assim, muito útil na fixação de toxinas presentes no organismo para uma posterior eliminação das mesmas.

Acredita-se que suas propriedades normalizadoras devem-se às trocas energéticas, iônicas e radiônicas exercidas pelos elétrons livres existentes nos minerais de sua composição, tais como: manganês, magnésio, alumínio, ferro, sílica, titânio, cobre, zinco, cálcio, fósforo, potássio, boro, selênio, lítio, níquel, sódio e outros.

Outro aspecto interessante é que não há necessidade de preocupar-se com a ação da argila, pois ela tem uma "inteligência" em relação ao trabalho necessário, seja sedar, tonificar, estimular ou absorver, além de potencializar o sistema imunológico e não ser tóxica. Para isso, no entanto, é preciso que sua extração seja controlada e que se tenha o cuidado de evitar solos contaminados por poluição e agrotóxicos. A qualidade da argila utilizada deve ser uma preocupação fundamental para o profissional, antes de qualquer procedimento.

A concentração de determinadas minerais na argila, combinados sabiamente pela natureza, confere-lhe qualidades especiais para curar. Seus principais efeitos no organismo são:

• Desinfiltra os interstícios celulares.
• Elimina toxinas.
• Estimulação da micro circulação cutânea.
• Permite a troca de energia dos minerais com a parte afetada.
• Promove uma microabrasão (peeling suave).
• Regula a produção sebácea.
• Regula a queratinização.
• Regulariza a temperatura do órgão enfermo uniformizando a irrigação sanguínea.

Existem vários tipos de argila e cada uma é indicada para uma finalidade específica. Antes de usá-la, é preciso conhecer sua composição.

Argila Amarela

A Argila Amarela é rica em Dióxido de Silício e Silício que é o elemento catalisador para formação da base de colágeno da pele, por isso é indicada para rejuvenescimento e tratamentos cosméticos. Tem alta capacidade de troca de cátions e anions. Combate e retarda o envelhecimento cutâneo, nutre com seus sais minerais necessários para um tecido mais rígido e saudável sem deixá-lo ressecado. Tem ótimo efeito tensor e melhora a circulação sanguínea. Rica em Dióxido de Silício que tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando na flacidez cutânea.

Argila Bege

A Argila Bege é a mistura da Argila Marrom com a Argila Branca. Desta forma ela incorpora de forma mais suave às propriedades das duas argilas.

Argila Branca

A Argila Branca ou Caulim é uma argila primária composta de silicato de alumínio hidratado resultante da alteração de rochas lavadas pela chuva. Possui um pH muito próximo da pele e seus principais benefícios são: clarear, absorver oleosidade sem desidratar, suavizar, cicatrizar e catalisar reações metabólicas do organismo. É indicada para o tratamento de manchas, peles sensíveis e delicadas.

É a mais leve de todas, possui propriedades cicatrizantes, devido à elevada porcentagem de alumínio presente em sua composição. É a menos absorvente sendo indicada para produtos para peles sensíveis e também usada em máscaras faciais, loções e xampus para cabelos secos.

A Argila Branca contém diversos oligoelementos, entre os minerais encontrados destacam-se os de silício (na pele é um componente dos aminoácidos na proteína da pele), reduz as inflamações, tem ação purificante, adstringente e remineralizante, efeito anti-séptico, cicatrizante.

Argila Branca da Amazônia

Argila Nativa rica em nutrientes. Rico em Ferro, Alumínio, Boro, Potássio, Cálcio e Enxofre. É um ingrediente com alto grau de hidratação e antioxidantes.

Argila nativa da Amazônia, de coloração branca acinzentada. Rica em nutrientes e sais minerais que ajudam a eliminar as toxinas da superfície da pele e ativam a regeneração celular. Possui nutrientes que combatem os radicais livres e canalizam energia positiva. Ativa a regeneração celular

Formada nas ribanceiras dos rios após as inundações provocadas em época de chuva, a argila tem propriedades capazes de fortalecer o tônus da pele, reduzir as rugas e eliminar gorduras localizadas e celulite. Age de forma direta no combate aos radicais livres.

Indicada para máscaras faciais e capilares, cremes, loções e sabonetes corporais para produtos cosméticos destinados a regeneração e limpeza da pele e esfoliantes corporais.

Argila Cinza

A Argila Cinza, Wilkinita ou Bentonita - É retirada de regiões vulcânicas dos EUA. Contém aproximadamente 60% de sílica, o que faz com que tenha grande afinidade com a água, sendo muito eficaz para inchaços e edemas. Tem pH mais alcalino, é antiedematosa, secativa e absorvente. É indicada para peles oleosas, manchadas, edemaciadas.

Argila Marinha

A Argila Marinha é rica em minerais, tem uma cor verde bem escura e é obtida do fundo do mar. Ela tem uma grande concentração de algas marinhas o que a faz perfeita para purificar e tonificar o corpo.

Argila Marrom

A Argila Marrom possui baixo percentual de ferro e elevado teor de silício, alumínio e titânio e outros oligoelementos. Resulta em efeito ativador da circulação, além de contribuir com um efeito equilibrador e revitalizador celular. É uma argila rara, devido sua pureza. É eficaz contra a acne e espinha e tem efeito rejuvenescedor do tecido.

O Alumínio atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante e inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.

O Silício tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.

Argila Preta

A Argila Preta ou Lama Negra é considerada um material muito nobre. Raramente encontrada tão pura. Este material é retirado de uma profundidade maior que 4 metros. Devido ao alto teor de Alumínio e Silício e baixo percentual de ferro, pode ser usado tanto para cosmética como para tratamento de doenças. Seu teor de Titânio agrupado com elevados percentuais de Alumínio e Silício indica um material com excelente agente rejuvenescedor. Tem ação antiinflamatória, anti-artrósica, absorvente, antitumoral e anti-stress. Melhora a circulação sangüínea periférica favorecendo a reprodução celular.

Argila secundária de composição rica e diferenciada em sais minerais e oligoelementos muito importantes para o metabolismo da pele. São eles: silicato de alumínio e de magnésio, carbonato de cálcio e de magnésio, óxido de silício, de zinco e de ferro, enxofre. Tem atividade estimulante, antitóxica, nutriente (oligoelementos), anti-séptica, redutora e adstringente. É mais indicada para tratamentos corporais, pois ativa a microcirculação sanguínea.

Argila Rosa

Ideal para peles cansadas e sem viço. Vitaliza a pele, devolve a luminosidade natural da pele, aumenta a circulação, absorve toxinas e hidrata a pele.

A Argila Rosa é a mais suave de todas as Argilas. É a mistura da Argila Branca com a Vermelha. É indicada para peles sensíveis, delicadas, com vasinhos e rosácea, pois possui ação desinfetante, suavizante e emoliente.

Tem propriedades cicatrizantes e suavizantes. Por ser extremamente suave pode ser usada todos os dias sem ressecar a pele, é recomendada para peles desidratadas e delicadas. Auxilia na queima e na drenagem de celulite e gorduras localizadas.

A Argila Rosa além dos benefícios da Argila Branca, possui grande poder tensor indicada nos tratamentos de flacidez tissular, combate à desestruturação do tecido conjuntivo devido aos sinais de envelhecimento, reidrata a pele, combate os radicais livres.

Argila Verde

A Argila Verde ou Montemolinorita - De origem francesa, sua coloração deve-se à presença de óxido de ferro associado ao magnésio, cálcio, potássio, manganês, fósforo, zinco, alumínio, silício, cobre, selênio, cobalto e molibdênio. De pH neutro, possui ação absorvente, combate edemas, é secativa, emoliente, anti-séptica, bactericida, analgésica e cicatrizante, indicada para as peles oleosas e acneicas e em produtos para cabelos oleosos.

Desinfrilta o interstício celular, esfoliante suave, promove a desintoxicação e regula a produção sebácea.

Argila Vermelha

A Argila Vermelha é uma Argila Secundária porosa, pouco densa, rica em óxido de ferro e cobre. Hidrata e previne o envelhecimento da pele. É anti-stressante, redutora de pesos e medidas.

O Óxido de Ferro tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências deste elemento manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.

Atuação de alguns argilominerais:

Alumínio: atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante, e inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.

Ferro: tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências deste elemento manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.

Magnésio: tem o poder de fixar os íons de potássio e do cálcio e a manutenção do gel celular, ou seja, a hidratação e na síntese das fibras do colágeno.

Manganês: tem ação específica na biosíntese do colágeno, tem ação antiinfecciosa, cicatrizante, antialérgico.

Silício: tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.

Sódio e Potássio: Ajudam a manter a hidratação e o equilíbrio iônico das células cutâneas.

(NETSAÚDE)

"SUPERMATÉRIA - CAMPOS MORFOGENÉTICOS"

(Somos muito mais que nós, somos campos vibracionais de frequencias distintas)


Havia um arquipélago no Pacífico povoado apenas por macacos. Eles se alimentavam de batatas, que tiravam da terra. Um dia, não se sabe porque, um desses macacos lavou a batata antes de comer, o que melhorou o sabor do alimento. Os outros o observaram, intrigados, e aos poucos começaram a imitá-lo. Quando o centésimo macaco lavou a sua batata, todos os macacos das outras ilhas começaram a lavar suas batatas antes de comer. E entre as ilhas não havia nenhuma comunicação aparente.

Essa história exemplifica uma teoria criada pelo fisiologista inglês Rupert Sheldrake, denominada teoria dos campos morfogenéticos. Segundo o cientista, os campos mórfogenéticos são estruturas invisíveis que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Todo átomo, molécula, célula ou organismo que existe gera um campo organizador invisível e ainda não detectável por qualquer instrumento, que afeta todas as unidades desse tipo.

Assim, sempre que um membro de uma espécie aprende um comportamento, e esse comportamento é repetido vezes suficiente, o tal campo (molde) é modificado e a modificação afeta a espécie por inteiro, mesmo que não haja formas convencionais de contato entre seus membros. Isso explica porque, no exemplo, todos os macacos do arquipélago de repente começaram a lavar suas raízes, sem que houvesse comunicação entre as ilhas.

Mas outros exemplos na natureza ilustram bem uma organização invisível no comportamento dos animais. Pegue um gato, por exemplo. Separe-o do convívio com outros gatos poucos dias após o nascimento (algo infelizmente comum) e crie-o isolado. Ele vai ter todas as características comportamentais de um gato, as brincadeiras, inclusive o cacoete de só fazer as necessidades na areia (se tiver areia no lugar, claro). Quem ensinou isso? Milhares de anos de evolução, dirão os Darwinistas. Deus, dirão os Criacionistas. Mas nem um nem outro explica a questão: Quem ensinou isso ao maldito gato que foi criado fora do convívio dos outros de sua maldita raça milenar?!

Ainda mais extraordinários são os pássaros jardineiros, cujo ninho é uma obra de arte, feito de palhas e ramos, e que não se esquecem, para encantar mais a fêmea, de enfeitar com o que se denomina "jóias", sejam ervas ou flores, ou pedrinhas todas iguais, para atapetar o chão. Quem ensinou isso? Foi um Deus caprichoso, que estava numa fase mais artistica e deu esse dom pra esse pássaro e não para os outros? Ou foram seus genes, tão caprichosos quanto? Será que, baseado tão-somente na sobrevivência e possibilidades de acasalamento, não seria mais inteligente pra natureza espalhar essa técnica pra todos os pássaros e outros animais?

A ciência dá um valor muito alto aos genes. É uma verdadeira panacéia: se não sabemos explicar algo, simplesmente "culpamos" os genes. Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado? A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos, e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do aglomerado e o meio ambiente). Tal formação do embrião acontece com precisão tanto aqui quanto na China, tanto no frio como no calor, tanto na poluição e radiação de NY, quanto nos bucólicos campos da Escócia...

A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a seqüência exata dos aminoácidos na construção dessas macro-moléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto. "A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético", afirma Sheldrake. "Dados os genes corretos, e portanto as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente."

A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada pelos campos morfogenéticos, uma estrutura espaço-temporal que direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes, um papel semelhante ao da planta de um edifício. Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância entre os campos.

Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses for cortado em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo. Tal organismo parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas. Sheldrake já realizou várias pesquisas para provar que o corpo possui um campo mórfico e, quando se perde uma parte desse corpo, o campo permanece. Um exemplo é uma das experiências que fez: Uma pessoa que não tem parte do braço age como se estivesse empurrando o membro fantasma através de uma tela fina. Do outro lado da tela, uma outra pessoa tenta tocar o braço fantasma. De acordo com Sheldrake, as duas pessoas envolvidas na experiência são capazes de sentir o toque. É uma prova (subjetiva) de que alguma coisa do braço ainda existe concretamente, e não apenas no cérebro da pessoa que o perdeu.

Depois de muitos anos de estudo e pesquisa chegou-se à conclusão de que a chave desse mistério estaria numa espécie de memória: uma memória coletiva e inconsciente que faz com que formas e hábitos sejam transmitidos de geração para geração. O campo morfogenético seria uma região de influência que atua dentro e em torno de todo organismo vivo. Algo parecido com o campo eletromagnético que existe em volta dos imãs. Para o cientista, cada grupo de animais, plantas, pássaros etc, está cercado por uma espécie de campo invisível que contém uma memória, e que cada animal usa a memória de todos os outros animais da sua espécie. Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantém e se repetem. No exemplo dos macacos, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de ressonância mórfica. Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva.

Os seres humanos também têm uma memória comum. É o que Jung chamou de inconsciente coletivo. A respeito disso, Sheldrake lança uma luz sobre a questão da existência de vidas passadas: Ele diz que, às vezes, as pessoas podem entrar em sintonia com as memórias de uma outra pessoa que existiu no passado.

Isso que não significa que elas foram realmente aquela pessoa, mas que se teve acesso à memória dela.

Talvez por isso existam por aí tantas reencarnações de Napoleão e Cleópatra...

Então, o campo morfogenético é algo que está dentro de nós, e fora de nós. Nos envolve e nos define, está presente em nossos pensamentos, e nossas atitudes. Pode estar por trás do Id; Pode ser a Força. O inconsciente coletivo; O Shaktipat; Em essência, o Tao; Ou mesmo Brahma! O Reino dos céus!

Os campos morfogenéticos também são responsáveis por aquela sensação que a maioria das pessoas tem quando sente que está sendo observada. Sheldrake explica:
"Entrevistei alguns detetives particulares, pessoal da vigilância na polícia, pelotões antiterrorismo da Irlanda do Norte e outras pessoas cujo negócio é olhar outras pessoas.

A maior parte destes observadores profissionais está muito consciente desse fenômeno, e alguns daqueles que operam sistemas de segurança em shoppings, edifícios, aeroportos e hospitais também estão muito conscientes desse efeito. Em uma das principais lojas de departamento de Londres, os detetives da loja disseram que podiam olhar as pessoas na loja através de uma TV, e quando viam alguém roubando, um gatuno, muitas vezes perceberam que, se olhassem para essa pessoa muito intensamente, pela tela da TV, a pessoa começava a olhar a seu redor procurando as câmeras escondidas e depois devolvia o que tinha tirado e saía da loja.

Um segurança em um hospital disse que onde isso dava mais certo era com uma câmera oculta que cobria uma área onde as pessoas iam fumar, embora não fosse permitido fumar no hospital, mas quando ele observava os fumantes através da televisão de circuito fechado eles imediatamente começavam a parecer constrangidos e apagavam seus cigarros e saíam dali. Portanto, há muitas experiências práticas. No SAS britânico, que são as forças especiais usadas para tomar de assalto terroristas em embaixadas e lugares semelhantes, parte do treinamento ensina que, se você está se aproximando cuidadosamente de uma pessoa por trás, para esfaqueá-la nas costas, você não deve olhar fixamente para as costas dela, porque é quase certo que, se o fizer, ela vai se virar. E a primeira lição que um detetive particular aprende sobre seguir alguém é que você não olha para quem está seguindo, porque se olhar, ele vai se virar e seu disfarce terá sido descoberto".

Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade:
"Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros."

Com afirmações como essa, não espanta que a hipótese de Sheldrake tenha causado tanta polêmica. Em 1981, quando ele publicou seu primeiro livro, A New Science of Life(Uma nova ciência da vida), a obra foi recebida de maneira diametralmente oposta pelas duas principais revistas científicas da Inglaterra. Enquanto a New Scientist elogiava o trabalho como "uma importante pesquisa científica", a Nature o considerava "o melhor candidato à fogueira em muitos anos".

Doutor em biologia pela tradicional Universidade de Cambridge e dono de uma larga experiência de vida, Sheldrake já era, então, suficientemente seguro de si para não se deixar destruir pelas críticas. Ele sabia muito bem que suas idéias heterodoxas não seriam aceitas com facilidade pela comunidade científica. Anos antes, havia experimentado uma pequena amostra disso, quando, na condição de pesquisador da Universidade de Cambridge e da Royal Society, lhe ocorreu pela primeira vez a hipótese dos campos mórfogenéticos. A idéia foi assimilada com entusiasmo por filósofos de mente aberta, mas Sheldrake virou motivo de gozação entre seus colegas biólogos. Cada vez que dizia alguma coisa do tipo "eu preciso telefonar", eles retrucavam com um "telefonar para quê? Comunique-se por ressonância mórfogenética". Era uma brincadeira amistosa, mas traduzia o desconforto da comunidade científica diante de uma hipótese que trombava de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida.

A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 20. O que Sheldrake fez foi generalizar essa idéia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos. Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica, como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. "Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam", informa Sheldrake.

Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto constraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas. Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas "soluções". Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua "resposta" foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1. Numa universidade inglesa, alguns pesquisadores conseguiram provar que as palavras cruzadas dos jornais são muito mais fáceis de resolver quando feitas no dia seguinte à publicação original.

Esse fenômeno é muito comum entre os químicos. Quando um deles tenta cristalizar um novo composto leva muito tempo para conseguir um bom resultado. Mas a partir desse momento em outros lugares do mundo muitos outros químicos conseguem cristalizar o mesmo composto num tempo muito mais curto.

Isso explicaria o porquê da geração dos anos 80 ter tido facilidade de programar o videocassete, e a geração de 90 dominar o computador e o celular?

Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York, dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

Outra conseqüência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud (ver artigo "Nas fronteiras da consciência", em Globo Ciência nº 32).

Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia. "A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal", afirmou Sheldrake a Galileu. "Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina, pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas".

Abaixo, os melhores momentos da palestra de Rupert Sheldrake, intitulada " A mente ampliada" (que pode ser lida integralmente aqui):

EXPERIMENTO DO CACHORRO
Deixe-me dar um exemplo do tipo de histórias que temos em nosso banco de dados, sobre um cachorro que sabe quando seu dono está chegando em casa. Essa é de uma pessoa no Havaí: "Meu cachorro Debby sempre fica esperando na porta uma meia hora antes de meu pai chegar em casa do trabalho. Como meu pai estava no exército, ele tinha um horário de trabalho muito irregular. Não fazia diferença se meu pai ligava antes, e uma época eu achei que o cachorro reagia à chamada telefónica, mas isso obviamente não era o caso, porque às vezes meu pai dizia que estava vindo para casa mais cedo, mas tinha que ficar até mais tarde. Às vezes ele nem telefonava. O cachorro nunca se enganava, portanto eu eliminei a teoria do telefone.

Minha mãe foi a primeira pessoa que notou esse comportamento. Ela estava sempre preparando o jantar quando o cachorro ia para a porta. Se o cachorro não fosse até a porta, nós sabíamos que papai ia chegar mais tarde. Se ele chegasse tarde, o cachorro mesmo assim o esperava, mas só quando ele já estivesse no caminho de casa".

Temos agora em nosso banco de dados cerca de 580 relatos de cachorros que fazem isso, e cerca de 300 relatos de gatos que fazem isso, com esse tipo de qualidades. O cético de carteirinha irá dizer "bem, é apenas uma rotina", mas na maioria dos casos não é uma rotina (se fosse as pessoas nem notariam). O próximo argumento do cético de carteirinha é "bom, o que deve acontecer é que as pessoas da casa sabem quando o dono está vindo e com isso seu estado emocional muda, e o animal capta essa mudança através de deixas sutis". Bem, é claro que isso é possível se as pessoas realmente prevêem que alguém está vindo para casa, seu estado emocional pode mudar, elas podem ficar excitadas ou talvez deprimidas e o animal pode captar essa mudança emocional e reagir a ela. Mas, em muitos dos casos, as pessoas na casa não sabem quando a outra está vindo para casa, é o animal que lhes diz, e não elas que dizem ao animal.

Quando eu estava discutindo esse assunto com Nicholas Humphrey, meu amigo cético disse: "bem, tudo isso ainda não elimina a possibilidade de que eles ouvem o barulho do motor do carro, um motor de carro familiar a 30, 40 quilômetros de distância", e eu disse: "isso é obviamente impossível". E ele: "pelo contrário, apenas demonstra como a audição dos cachorros é aguçada". Foi essa discussão que levou à ideia de fazer um experimento. Eu disse: "OK, e se eles vierem para casa de táxi, ou no carro de um amigo, ou de trem, ou de bicicleta da estação em uma bicicleta emprestada, para que não haja sons familiares?" E ele disse: "nesse caso, o cachorro não reagiria", e desde a publicação deste livro eu já descobri muitos cachorros, gatos e outros animais que fazem isso.

Telefonamos para pessoas escolhidas aleatoriamente usando técnicas padronizadas de amostragem e perguntamos se elas tinham animais. Dos donos de animais, havia mais donos de cachorros do que de gatos na maior parte das localidades. Perguntávamos: então "seu animal parece saber previamente quando um membro da família está vindo para casa?" Aproximadamente 50% dos donos de cachorro em todas as localidades disseram que sim - em Los Angeles foram mais de 60% - e podemos ver através desses resultados que os gatos em todas as localidades fazem isso menos que os cachorros.

Nos primeiros experimentos que foram feitos, pedíamos às pessoas que anotassem em um caderno o comportamento do cachorro, mas os céticos disseram: "bem, assim você tem uma tendência subjetiva".

Portanto, agora nós fazemos uma fita de vídeo de todos os experimentos. Temos uma câmera de vídeo em tripé, apontando para o lugar onde o cachorro ou o gato esperam pela pessoa que vem para casa. Há um controle de tempo na câmera e ela fica funcionando por horas. Então, temos horas de filme que irão mostrar se o cachorro ou o gato vão até a janela, e por quanto tempo ficam lá, um registro objetivo e perfeito. O que vou lhes mostrar é um vídeo de um desses experimentos que foi feito com um cachorro com que trabalhei principalmente na Inglaterra. O cachorro chama-se JT e o nome de sua dona é Pam. Quando Pam sai, ela deixa JT com seus pais, que vivem no apartamento ao lado do dela. Eles observaram há muitos anos que JT sempre ia para a janela quando Pam estava a caminho de casa, ou quase sempre. Esse experimento foi filmado profissionalmente pela televisão estatal austríaca, e foi filmado com duas câmeras, para que pudéssemos ver o cachorro e a pessoa que estava na rua ao mesmo tempo. E foi combinado que eles escolhessem as horas de sua vinda para casa de maneira aleatória, que nem ela mesma soubesse previamente, que ninguém soubesse previamente; e ela viria para casa de táxi, para eliminar a possibilidade de sons de carros familiares. Esse, portanto, é um experimento que foi realizado dentro dessas condições.

Na vida real, Pam não vem para casa em horas escolhidas aleatoriamente, e que ela própria desconheça previamente. Quando está no trabalho, ou quando sai para fazer compras ou visitar amigos, ela vem para casa em vários momentos diferentes, e nós monitoramos regularmente as horas em que ela volta, mais de 200 experimentos foram monitorados, temos dezenas deles em vídeo. O cachorro nem sempre reage, cerca de 85% das vezes JT realmente espera por ela quando ela está vindo para casa, cerca de 15% ele não o faz. Analisamos as ocasiões em que ele não faz, a maioria das vezes ocorreu quando a cadela do apartamento vizinho estava no cio. Isso mostra que JT pode se distrair. Isso também ocorreu algumas vezes quando havia visitas na casa ou outro cachorro, e algumas vezes sem nenhum motivo. De qualquer forma, JT normalmente reage quando Pam decide que vai para casa. No filme vê-se que ele não começa a reagir quando ela entra no táxi, e sim quando ela estava pronta para ir para casa. Na vida real ele não reage quando ela entra no carro para ir para casa, e sim quando ela começa a se despedir dos amigos e pensando "bem, vou-me embora". Ele parece captar essa intenção dela. É bem verdade que JT vai até a janela ocasionalmente quando Pam não está a caminho de casa, normalmente porque vai latir para um gato que passa na rua ou está olhando alguma coisa que está acontecendo do lado de fora. Nesses gráficos incluímos todos esses casos, embora fique claro no vídeo que ele não está esperando, mas como os céticos dizem que, se você usar evidência seletiva isso demonstra que você inventou a coisa toda, não fizemos nenhuma seleção aqui. Às vezes há uns trechos barulhentos, quando ele vai até a janela de qualquer maneira, mas podemos ver que isso é a média de 12 ocasiões diferentes quando ela estava fora por mais de 3 horas. O tempo que ele está esperando na janela é maior quando ela está no caminho de casa do que quando ela não está. Vemos um pequeno aumento antes de ela ir para casa que, a meu ver, tem relação com esse efeito antecipatório.

JT está obviamente esperando por ela principalmente quando ela está no caminho de casa. O que é claro nesses gráficos é que JT não vai para a janela com mais frequência quanto mais tempo ela estiver fora. Ele obviamente está muito mais na janela aqui, quando ela está no caminho de volta, do que nos períodos correspondentes aqui. Esses efeitos têm uma enorme significância estatística. Vários tipos de análise mostram significâncias que vão mais além da escala de meu computador. Esses efeitos são do tipo p é menor que .00001.

Esses resultados foram amplamente publicados na Grã-Bretanha, nos jornais, e - é claro - foram criticados pelos céticos, que estão sempre prontos para dizer que nada semelhante poderia ocorrer. Um dos céticos mais ativos na Grã-Bretanha, cujo nome é Richard Wiseman, disse que eu não tinha usado procedimentos adequados, não os tinha registrado de forma adequada, etc. Eu fiz também muitos experimentos com horas de retorno aleatórias. Pam tem um pager em seu bolso que eu ativei por telefone de Londres e ela vem para casa em momentos verdadeiramente aleatórios, usando um desses pagers da telecom. De qualquer forma, ele criticou os detalhes, então eu disse: "Tudo bem, por que você mesmo não faz o experimento? Eu organizo tudo para que você possa fazê-lo com o mesmo cachorro. Emprestamos uma câmera de vídeo, Pam irá onde você quiser, o seu ajudante ficará observando-a". Na verdade, então, o próprio Wiseman filmou o cachorro e ficou no apartamento dos pais da Pam, enquanto seu ajudante ia com a Pam para pubs, ou outros lugares, até que em um momento determinado aleatoriamente fosse decidido que eles voltariam para casa. Eles checavam o tempo todo para garantir que não haveria chamadas telefônicas secretas, nenhum meio de comunicação invisível, nenhuma fraude ou trapaça.

Wiseman é um mágico, e ele é um desses céticos que está sempre afirmando que tudo pode ser feito por trapaça ou ilusionismo. Bem, ele mesmo esteve lá, e eles estavam se protegendo de tudo, e ele realizou três experimentos com Pam na casa de seus pais, e esses foram os resultados dos três experimentos que ele fez, usando todos seus controles rigorosíssimos, seu próprio procedimento aleatório, e outras coisas mais (os resultados são exatamente iguais aos outros; o público ri). Portanto, esses resultados são sólidos, mesmo com um cético, que ao fazer o experimento na verdade não quer que ele dê certo. Atualmente realizo uma série de experimentos em Santa Cruz, Califórnia, com um tipo de periquito italiano que mostra o mesmo tipo de reação: eles guincham quando o dono está vindo para casa, e obtemos quase o mesmo tipo de gráficos, mostrando que os guinchos vão aumentando de intensidade quando o dono está a caminho de casa em horas aleatórias.

Um cão e um ser humano, quando formam uma união entre eles, são parte de um grupo social. Os cães são animais intensamente sociais, eles descendem dos lobos que têm uma vida social intensa. Portanto, eu acho que o que ocorre quando uma pessoa sai de casa, é que ela ainda continua conectada pelo campo mórfico da família, do qual o cão é parte. O campo mórfico se estica, por assim dizer, mas eles ainda estão ligados por esse campo mórfico, e é devido a essa conexão contínua invisível que a informação pode viajar, as intenções da pessoa podem afetar o cachorro em casa.

Portanto, eu interpreto tudo isso em termos de campos mórfícos. É claro, outras pessoas podem querer interpretá-lo em termos de outras coisas, e pode ser que isso esteja relacionado com a não-localidade quântica, ninguém sabe. Existem na física quântica, fenômenos não-locais misteriosos, sistemas que foram conectados como parte do mesmo sistema, e quando são separados retêm essa conexão não-local e não separável à distância. Bem, uma pessoa e um cachorro, que estiveram conectados por terem vivido juntos como companheiros, quando se separam podem ter uma conexão não-local semelhante. Mas ninguém sabe se essa não-localidade quântica se estende aos fenômenos macroscópicos ou não.

MEMÓRIA COLETIVA
Acho que esses campos têm uma espécie de memória, essa é minha ideia de ressonância mórfíca, o que significa que cada tipo de campo mórfico tem uma memória de sistemas passados semelhantes, por meio de um processo de ressonância através do espaço e do tempo. Os campos são locais, estão dentro e ao redor do sistema que eles organizam, mas sistemas semelhantes têm uma influência não-local através do espaço e do tempo, oriunda da ressonância mórfíca, que dá uma memória coletiva para cada espécie. Não tenho tempo de explicar os detalhes da teoria da ressonância mórfíca, a não ser para dizer que cada espécie neste planeta teria uma memória coletiva. Todos os ratos extrairiam memórias da memória coletiva de ratos anteriores. Se ratos aprenderem um novo truque no laboratório, outros ratos em outros locais deveriam ser capazes de aprender o mesmo truque mais rapidamente. Haja evidência, que eu discuti em meus livros, de que isso realmente ocorre.

No reino humano, se as pessoas aprendem uma nova habilidade, como windsurf, ou andar de skate, ou programação de computador, o fato de que muitas pessoas já aprenderam a mesma coisa deveria fazer com que fosse mais fácil para os outros aprenderem. Bem, essa é uma teoria que, claramente, é muito polêmica, e eu a descrevi em detalhe em meus livros A new science of life e A presença do passado. Já houve um número considerável de testes experimentais, e quando um número grande de pessoas está envolvida, eles dão resultados positivos; com uma amostra pequena (20, 30 pessoas) aprendendo algo novo, os resultados são às vezes positivos e às vezes não significativos. Esses efeitos são relativamente pequenos e difíceis de detectar no contexto de variações individuais. Mas há certos tipos de evidência que surgiram espontaneamente, que são relevantes aqui, e um deles está relacionado com testes de QI. Como vocês sabem, os testes padrão de QI vêm sendo ministrados por muitos anos para medir a inteligência e esses mesmos testes são aplicados ano após ano. Foram feitos estudos para examinar a contagem de testes de QI no decorrer do tempo; quando examinamos o desempenho absoluto nesses testes - e aqui estamos falando de testes feitos por milhões de pessoas - os testes mostram um efeito muito interessante que foi descoberto pela primeira vez por James Flynn, e portanto é chamado de Efeito Flynn: há um aumento misterioso e inesperado nas porcentagens do QI com o correr do tempo. Aqui temos um gráfico mostrando resultados de testes de QI, tirado de um número recente da revista Scientific American. As porcentagens aumentaram uns três por cento a cada década, não só nos Estados Unidos, mas também na Inglaterra, na Alemanha e na França. Por que o QI é uma questão polêmica na psicologia, tem havido muita discussão sobre a razão pela qual isso aconteceu: melhor nutrição, escolas melhores, mais experiência com os testes, e assim por diante.

Mas nenhuma dessas teorias foi capaz de explicar mais do que uma fração desse efeito. O próprio Flynn, após 10 anos pensando sobre isso, e testando todas essas explicações, chegou à conclusão que o efeito é desconcertante, não há explicação para ele na ciência convencional. No entanto, é apenas o tipo de efeito que seria de se esperar com a ressonância mórfíca. Não é porque as pessoas estão realmente ficando mais inteligentes, mas o que está acontecendo é que elas simplesmente estão mais eficientes quando fazem os testes de QI, e eu acho que isso ocorre porque milhões de pessoas já fizeram os mesmos testes.

CRISTAIS
Se você fizer um novo cristal que nunca existiu antes, não poderia existir um campo mórfico para esse cristal. Essa teoria se aplica também a moléculas. Se você a cristalizar repetidamente, o campo mórfico ficará mais forte, e ficaria mais fácil para a substância se cristalizar. Na verdade isso é um fato bem conhecido dos químicos, que os novos compostos se cristalizam com mais facilidade com o passar do tempo nos vários laboratórios. A explicação desses químicos é que isso ocorre porque fragmentos dos cristais anteriores são levados de um laboratório para o outro, nas barbas de químicos migrantes, ou que foram transportados da atmosfera como partículas invisíveis de poeira. Mas eu estou sugerindo que isso poderia ser um efeito da ressonância mórfica e essa é uma das áreas em que ela pode ser testada. Na química existem também outras áreas onde ela pode ser testada.

O UNIVERSO E OS ANJOS
Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfogenético específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.
Se, através da teoria de Gaya, estamos passando a enxergar a Terra como um organismo vivo, então será que a Terra pensa? Será que ela poderia ser consciente? E o Sol? Todas as religiões tradicionais tratam o Sol como sendo consciente. É um deus (Hélios), na religião grega. Mitra, na Pérsia. Surya, na Índia, onde seus devotos o saúdam pela manhã, através de um exercício de yoga chamado Surya namaskar. Portanto, estas são tradições que existem em todas as partes, mas, é claro, para nós, com uma estrutura científica, o Sol é apenas uma grande explosão nuclear do tipo que ocorre o tempo todo emitindo radiação.

O Sol, sabemos hoje em dia, tem uma série incrível de mutações de ressonância elétrica e magnética ocorrendo em seu interior: ciclos de onze anos, explosões de manchas solares, dinâmica caótica, freqüências ressonantes. Atualmente sistemas estão monitorando, com um detalhamento anteriormente considerado impossível, essas incríveis mudanças eletromagnéticas - minuciosas e complexas - que estão ocorrendo no Sol. Bem, se padrões elétricos complexos são uma interface suficiente para a consciência e o cérebro humano, por que é que o Sol não poderia tê-los também? Por que o Sol não poderia pensar? E se o Sol é consciente, por que não as estrelas? E se as estrelas são conscientes, por que não as galáxias? Essas últimas teriam uma consciência de um tipo muito mais inclusivo do que a das estrelas que elas contêm. E se galáxias, por que não os grupos de galaxias? Então teríamos uma idéia de níveis hierárquicos de consciência por todo o universo. É claro, na tradição ocidental, como em todas as tradições, temos uma idéia exatamente desse tipo. A idéia das hierarquias dos anjos na Idade Média não era a de seres com asas - isso era apenas uma maneira bastante ingênua de representá-los. Eles eram compreendidos tradicionalmente como níveis de consciência além do humano. Havia nove níveis, dos quais três ou mais eram relacionados com as estrelas e com a organização de corpos celestiais. Eles eram as inteligências das estrelas e dos planetas, os três níveis intermediários dos anjos. Portanto, já existe a tradição no ocidente sobre uma consciência super-humana.

Fontes: IPPB: A memória da natureza;

Revista Galileu

Referência: Site de Rupert Sheldrake;
O Renascimento da Natureza: o Reflorescimento da Ciência e de Deus; Rupert Sheldrake - Ed.