quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PESQUISA - "O APÊNDICE E O SISTEMA IMUNOLÓGICO"


 Um órgão bem conhecido, mas largamente desprezado, pode estar prestes a mudar de categoria.

O apêndice humano, uma bolsa estreita que se projeta fora do ceco no sistema digestório, tem uma má reputação por sua tendência a se inflamar (apendicite), muitas vezes exigindo remoção cirúrgica.

Embora os cientistas o descrevam como um órgão residual, com função pouco conhecida e que a evolução estaria se incumbindo de fazer desaparecer, novas pesquisas sugerem que o apêndice pode servir a um propósito importante.

Em particular, ele funciona como um reservatório para bactérias intestinais benéficas, aquelas mesmas que agora se sabe terem importante função protetora contra doenças como Parkinson e Alzheimer, e até mesmo estabelecer uma ligação com o cérebro.

Apêndice e evolução
Várias outras espécies de mamíferos têm igualmente um apêndice, e estudar como ele evoluiu e como funciona nessas espécies pode lançar alguma luz sobre este órgão misterioso nos humanos.

Uma equipe internacional de pesquisa reuniu dados sobre a presença ou ausência do apêndice e outros traços gastrointestinais e ambientais em 533 espécies de mamíferos. Eles mapearam os dados em uma filogenia - uma árvore genética - para rastrear como o apêndice evoluiu através da evolução dos mamíferos e tentar determinar por que algumas espécies têm um apêndice, enquanto outras não o têm.

O que se revelou é que o apêndice evoluiu independentemente em várias linhagens de mamíferos - mais de 30 vezes de forma independente. E, uma vez que apareceu, ele quase nunca desaparece de uma linhagem.

Isto sugere que o apêndice provavelmente serve a uma finalidade adaptativa, não sendo meramente um resquício prestes a sumir.

Analisando os fatores ecológicos, como dieta, clima, a sociabilidade de cada espécie e onde ela vive, foi possível rejeitar várias hipóteses previamente propostas pelos cientistas para tentar vincular o apêndice a fatores alimentares ou ambientais.

Apêndice com função imunológica
Em lugar das situações previstas pelas teorias científicas, o que os dados mostraram é que as espécies com um apêndice têm maiores concentrações médias de tecido linfoide (imunológico) no ceco. Isto indica que o apêndice pode desempenhar um papel importante como um órgão imunológico secundário. O tecido linfático também pode estimular o crescimento de alguns tipos de bactérias intestinais benéficas, fornecendo mais evidências de que o apêndice pode servir como um refúgio seguro para as bactérias intestinais úteis.

Também ficou claro que os animais com certos formatos de ceco (cônico ou em forma de espiral) são mais propensos a ter um apêndice do que os animais com um ceco redondo ou cilíndrico. Portanto, a equipe concluiu que o apêndice não está evoluindo sozinho, mas como parte de um "complexo ceco-apendicular" maior, que inclui o apêndice e o ceco como um conjunto.

O estudo, liderado pela professora Heather Smith, da Universidade Meio-Oeste do Arizona (EUA), foi publicado na revista científicaComptes Rendus Palevol.

(Diário Da Saúde)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

PESQUISA - "ÍMÃS SUBSTITUEM ANTIBIÓTICOS CONTRA INFECÇÕES"


Já pensou em substituir os antibióticos - caros e com riscos de efeitos colaterais e de tornar as bactérias resistentes - e ter as infecções curadas por ímãs ?

Os primeiros testes laboratoriais com essa nova terapia - bem-sucedidos e promissores - acabam de ser realizados por uma equipe internacional incluindo médicos do Instituto EMPA (Suíça), Instituto Adolphe Merkle e Escola de Medicina de Harvard (EUA). 

A terapia envolve injetar nanopartículas magnéticas de ferro no sangue do paciente. As nanopartículas ligam-se às bactérias, que são então removidas do sangue usando campos magnéticos gerados do lado de fora do corpo. 

Ímãs contra sepse

A sepse, ou septicemia - também conhecida como "envenenamento do sangue" -, é uma condição de infecção generalizada que é fatal em mais de 50% dos casos, mas pode ser curada se tratada em uma fase inicial. A maior prioridade, portanto, é agir rapidamente.
Por isso, os médicos costumam administrar antibióticos tão logo se suspeite de envenenamento do sangue, sem tempo para determinar se é realmente uma sepse bacteriana. Como em muitos casos não é, essa medida necessária de emergência acaba aumentando o risco de resistência bacteriana aos antibióticos.

Por isso, Inge Herrmann e sua equipe estão trabalhando no desenvolvimento de uma solução alternativa sem a necessidade de usar antibióticos - eles chamam sua técnica de "purificação magnética do sangue".

Purificação magnética do sangue

O princípio é, pelo menos na teoria, muito simples. As nanopartículas de ferro são revestidas com um anticorpo que detecta e se liga às bactérias nocivas no sangue. 

Decorrido um tempo suficiente para que as bactérias sejam capturadas, elas são removidas do sangue magneticamente.

Mas, até agora, havia um porém: os cientistas só haviam conseguido preparar as partículas magnéticas com anticorpos para reconhecer um único tipo de patógeno - mas muitos tipos diferentes de bactérias podem estar envolvidas na septicemia.

Finalmente, a equipe do professor Gerald Pier (Harvard) conseguiu desenvolver um anticorpo que pode se ligar a quase todas as bactérias que podem desencadear a septicemia - desta forma, se houver uma suspeita de sepse, o tratamento magnético poderia ser iniciado imediatamente, independentemente de qual patógeno está realmente no sangue.

Esse anticorpo polivalente permitiu finalmente que a equipe tivesse sucesso na filtragem das bactérias patogênicas do sangue, resultando em um procedimento semelhante à diálise.

Riscos das partículas de ferro

A equipe alerta que a nova terapia ainda não está suficientemente madura para ser usada em pacientes.
Na próxima etapa do trabalho, eles pretendem fazer testes para ver se algumas partículas permanecem no sangue após a extração magnética. Isto porque o requisito fundamental para essas capturadoras de bactérias é claro: elas não podem prejudicar o corpo humano.


Nos primeiros testes, feitos em culturas de células (in vitro), as nanopartículas de ferro se degradaram completamente após cinco dias.


www.diariodasaude.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ALERTA - "MACONHA CAUSA ROMPIMENTO DE CIRCUITOS NEURAIS"


Pesquisadores conseguiram esclarecer mecanismos importantes envolvidos na formação da circuitaria cerebral. A equipe também descobriu que o tetraidrocanabinol (THC), substância psicoativa presente na Cannabis, causa rompimento dos circuitos neurais dentro do córtex. 

A atividade neural possui um papel importante na formação dos circuitos neurais. No entanto, ainda não se sabe muito sobre quais atividades neurais estão envolvidas nesse processo de formação. Ele é especialmente complexo em projeções do tálamo para o córtex. Sobre elas, os pesquisadores sabiam apenas que à medida que se desenvolvem, as projeções desnecessárias são eliminadas, e apenas as as corretas permanecem. Um grupo de pesquisadores liderado por Fumitaka Kimura, professor associado do Departamento de Neurociência Molecular da Universidade de Osaka, conseguiu explicar o envolvimento de inúmeros mecanismos na formação desse circuito neural. Os cientistas também publicaram evidências científicas de que o consumo deCannabis causa cortes desnecessários nas conexões neurais, levando a um colapso desses circuitos.

O grupo de pesquisadores descobriu que em uma seção diferente do córtex, a regra que determinava a força sináptica entre neurônios (Pico de plasticidade dependente de tempo, chamado STDP na sigla em inglês) mudava repentinamente em um certo ponto do desenvolvimento. A partir desse achado, o grupo examinou se uma mudança similar no STDP ocorria também na projeção do tálamo e do córtex. Eles descobriram que, inicialmente, as sinapses eram fortalecidas graças à atividade sincronizada dos neurônios sinápticos pré-talâmicos e pós-corticais. Mas depois das projeções terem se espalhado, as atividades sincronizadas enfraqueceram quase todas as sinapses, eliminando assim projeções desnecessárias para habilitar outras mais sistemáticas. À medida que as sinapses eram enfraquecidas, canabinóides endógenos são liberados pelas células neurais através dessas atividades sincronizadas, levando à uma regressão das projeções desnecessárias. Os pesquisadores também confirmaram essa regressão quando o canabinóide era consumido por vias externas.

Essas descobertas podem ter um impacto nas pesquisas que focam no avanço do nosso entendimento sobre mecanismos envolvidos na formação de circuitos neurais e possuem potencial para ajudar no desenvolvimento de novas terapias para melhorar a recuperação do cérebro em casos de demência. Além disso, os achados fornecem dados que comprovam os efeitos adversos do consumo de Cannabis no desenvolvimento do cérebro e, portanto, podem ajudar a diminuir o abuso de maconha.


FONTE : SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL EM BANCA

terça-feira, 13 de setembro de 2016

FÍSICA QUÂNTICA - "ENTRELAÇAMENTO : ORAÇÕES ALÉM DO TEMPO E ESPAÇO"


(Membranas Dimensionais/Teoria das Cordas/Entrelaçamento/Campo Unificado)


Um estranho debate ocupou, de 2001 a 2003, as páginas do seríssimo "British Medical Journal".
Premissa: várias pesquisas, há tempos, mostram os efeitos positivos da oração numa variedade de condições patológicas. Documenta-se que o doente encontra benefícios (quanto ao andamento de sua enfermidade) no ato de rezar ou na consciência de que seus próximos rezam por ele. 
Até aqui, tudo bem: o paciente acharia assim uma paz de espírito que melhora sua evolução. 
A coisa se complica: às vezes, as pesquisas mostram que a prece traz benefícios mesmo quando alguém reza por um doente sem que ele próprio saiba disso. Como explicar esses casos ? 
Talvez o benefício seja fruto de uma intervenção caridosa da divindade solicitada, mas essa explicação depende de um ato de fé que não cabe na interpretação de uma pesquisa científica. Além disso, é curioso que os benefícios apareçam seja qual for o deus ou o intercessor que receba a oração.
Resta, pois, imaginar que a intenção humana (o esforço cerebral de quem deseja que algo aconteça e reza por isso) tenha alguma realidade material (energia, partículas etc.) capaz de influir no andamento de um processo patológico.

 Estranho ? 

Nem tanto: afinal, até poucas décadas atrás, ignorávamos a existência de uma série de partículas que, segundo a física de hoje, povoam nosso universo. Por que as nossas intenções não movimentariam uma energia desconhecida, mas capaz de alterar o mundo físico ?
No final de 2001, o "British Medical Journal", depois de um editorial lembrando que a razão não explica tudo, publicou uma pesquisa, de L. Leibovici, que registra os efeitos benéficos (em pacientes com septicemia) de uma reza afastada não só no espaço, mas também no tempo.

 Explico. 

Foram incluídos no estudo todos os pacientes internados com septicemia, de 1990 a 1996, num hospital israelense; eram 3393. Em 2000 (de quatro a dez anos mais tarde), por um processo rigorosamente aleatório, os arquivos desses pacientes foram divididos em dois grupos: um grupo pelo qual haveria reza e um grupo de controle. Para cada nome do primeiro grupo, foi dita uma breve reza que pedia a recuperação do paciente e do grupo inteiro. 
Resultado: no grupo que recebeu uma reza em 2000, a mortalidade foi (ou melhor, fora, de 90 a 96) inferior, embora de maneira pouco significativa; no mesmo grupo, a duração da febre e da hospitalização fora (ou melhor, havia sido, de 90 a 96) significativamente menor. 
A publicação da pesquisa provocou uma enxurrada de cartas, algumas contestando as estatísticas, outras manifestando uma certa incompreensão do problema, que é o seguinte: como entender que uma reza possa agir não só sem que o paciente tenha consciência da intercessão pedida (com possível efeito psicológico positivo), mas à distância no tempo ? Como entender, em suma, que uma reza dita em 2000 tenha um efeito retroativo em alguém que estava doente entre 90 e 96, quando a pesquisa e a reza nem sequer estavam sendo cogitadas ? 
Uma tentativa de resposta veio em 2003. O "BMJ" (2003, 327) publicou um interessante e enigmático artigo de Olshansky e Dossey, "History and Mystery" (história e mistério), em que os dois médicos dão prova de conhecimentos de física quântica muito acima de minha cabeça. 

O argumento de fundo é o seguinte: há modelos do espaço-tempo nos quais é possível que haja relações físicas entre o passado e o presente ou seja, modelos em que o presente pode alterar o passado. 

Simples assim !

Fonte : Folha de São Paulo

terça-feira, 5 de julho de 2016

EPIGENÉTICA - "É HIPERTENSO ? OUÇA MOZART"

Ouvir músicas de Mozart ou de Strauss é suficiente para reduzir as concentrações de lipídios no sangue e a taxa de batimentos do coração.
O resultado surpreendente foi verificado por meio de uma análise comparativa que procurava pelos efeitos que diferentes estilos musicais teriam sobre o sistema cardiovascular de voluntários, feita por Hans-Joachim Trapa e Gabriele Volt, da Universidade Ruhr de Bochum (Alemanha).
Os dois pesquisadores estão interessados em usar a musicoterapia para tratar pacientes com hipertensão ou pressão alta, de forma não medicamentosa.
Os 120 voluntários ouviram música por 25 minutos. Metade deles foi disposta em três grupos: o primeiro grupo ouviu músicas de Mozart, o segundo de Strauss e o terceiro da banda pop ABBA. Os restantes 60 voluntários ficaram em um grupo de controle, que passava o mesmo tempo deitado em silêncio em um ambiente calmo.
Antes e após a exposição à música ou ao momento de tranquilidade, todos os participantes passaram por medições de sua pressão arterial, frequência cardíaca e concentração de cortisol.
Serenidade musical
A música clássica de Mozart e Strauss diminuiu significativamente a pressão arterial e a frequência cardíaca, enquanto nenhum efeito substancial foi observado no grupo que ouviu as canções do ABBA.
No grupo de controle foi verificada uma redução da pressão arterial, mas em um nível muito menos pronunciado do que a verificada no grupo que ouviu as músicas clássicas. A frequência cardíaca não teve alterações no grupo de controle.
Todos os participantes que ouviram música tiveram uma redução pronunciada na concentração de cortisol, o que também aconteceu no grupo do descanso, mas em um nível bastante inferior.
No caso das concentrações de cortisol, o sexo dos participantes também desempenhou seu papel, uma vez que a queda nos níveis do hormônio foi mais pronunciada nos homens do que nas mulheres, especialmente após a exposição à música de Mozart e Strauss.
Os resultados foram publicados na revista Deutsches Ärzteblatt International.

DIÁRIO DA SAÚDE

quarta-feira, 29 de junho de 2016

PESQUISA - "CÂNCER, TALVEZ UMA TERRÍVEL REALIDADE"


Cientistas acreditam terem identificado uma das principais razões pelas quais o câncer é tão difícil de combater.
A razão é que o câncer seria um mecanismo evolutivo para proteger a sobrevivência da vida na Terra.
Rumena Petkova e Stoyan Chakarov, da Universidade de Sofia (Bulgária), idealizadores da nova teoria, explicam que nossos corpos são geralmente muito eficientes na identificação e reparo do DNA danificado em nossas células, o que é feito através de uma série de "pontos de verificação".
Quando o dano não pode ser reparado, a célula morre em um processo natural chamado apoptose. Mas, quando isso não acontece, o câncer pode aparecer como um último recurso, um "ponto de verificação" final para remover as células defeituosas, as mutações que causaram o dano e seu DNA.
O fato de que o câncer leva à morte do indivíduo, segundo a teoria proposta pelos dois pesquisadores, é tão natural quanto a morte celular programada - a apoptose - que ocorre o tempo todo em nossos corpos. A diferença é, que, enquanto a apoptose sacrifica a célula para garantir a continuidade da vida do organismo como um todo, o câncer sacrifica o indivíduo para garantir a continuidade da vida como um todo.
O que essa teoria significa, na prática, infelizmente, é que uma cura "universal e radical" para o câncer pode nunca existir.
"Apesar dos sucessos da medicina moderna, o câncer raramente é completamente curado e costuma provocar, direta ou indiretamente, a morte do paciente, evitando assim a propagação dos erros que fizeram as células tumorais capazes de evitar a senescência replicativa ou morte celular," escrevem eles em ser artigo, publicado na revista científica Biotechnology & Biotechnological Equipment.
Sua conclusão pessimista é: "Neste sentido, estamos tão perto quanto poderíamos estar do combate ao câncer."
Extinção das teorias
Embora de fato estejamos muito longe de uma cura completa para o câncer, a medicina moderna já consegue curar completamente alguns tipos de câncer e retardar significativamente a progressão de outros.
O resultado é que muitas pessoas afetadas pelo câncer podem e levam uma vida de qualidade e mantêm sua expectativa de vida. Além disso, é provável que os tipos de câncer que podem ser tratados continuem a aumentar à medida que a medicina avança.
Se isso vai simplesmente desmentir a nova teoria, ou se os pacientes terão que se acostumar com a ideia de se sacrificarem para evitar extinção da humanidade, isso é algo que vai exigir um acompanhamento de muito longo prazo - tão longo que haverá tempo para que muitas teorias se extingam primeiro e surjam outras.
DIÁRIO DA SAÚDE

segunda-feira, 27 de junho de 2016

PESQUISA - "GENES ACORDAM NA HORA DA MORTE...E DEPOIS DELA"


Cientistas da Universidade de Washington, em Seattle, descobriram que, após a morte, centenas de genes começam a funcionar. E que essa atividade toda continua por pelo menos 48 horas.
A pesquisa, conduzida pelos biólogos moleculares Peter Noble e Alex Pozhitkov, foi relatada pela revista britânica New Scientist.
Eles mediram a concentração de mRNA, ou RNA mensageiro – o mensageiro do gene para avisar a célula para ligar as máquinas da fábrica de proteínas. Como previam, o mRNA diminuiu progressivamente na imensa maioria dos genes, mas, em algumas centenas deles, houve picos post mortem.
Os cientistas então investigaram que genes eram esses. Descobriram que alguns têm relação com o desenvolvimento do feto, e se desligam em todos nós logo depois do parto.
Em outras palavras: algum processo de antes de nascermos, e que ficou desligado durante toda nossa vida, volta a funcionar assim que morremos.
Outro achado dos pesquisadores foi que, entre os genes que são ativados depois de morrermos, alguns têm relação com câncer. Os cientistas acreditam que essa descoberta pode ser útil para a pesquisa médica sobre transplantes – ajudando a evitar que receptores tenham câncer no órgão transplantado.
Já se sabia que genes ficam vivos após o corpo morrer – e não só os de peixinhos e ratinhos. Uma pesquisa anterior havia revelado que alguns genes humanos estão ativos pelo menos 12 horas após a morte, como contou o site Exame.
Os cientistas acreditam que muitos desses genes estejam envolvidos numa espécie de operação de ressuscitação: eles iniciam processos de cura, como a inflamação e cicatrização, que podem deixar o corpo pronto para abraçar uma oportunidade de reiniciar o motor.
De qualquer maneira, a descoberta deixa ainda mais vaga a definição de “morte”. Cada vez fica mais claro que morrer é um longo processo, que começa bem antes da data na nossa certidão de óbito e termina muito depois dela.
Por mais mórbido que seja pensar nisso, não deixa de ser fascinante pensar que nosso corpo veio dotado de uma equipe que, quando chega a hora de fechar, recolhe os copos e coloca as cadeiras em cima das mesas.
Fonte : Exame

sábado, 25 de junho de 2016

PESQUISA - "CHÁ VERDE REDUZ DE FORMA RADICAL COMPLICAÇÕES DO DIABETES"

Os pesquisadores brasileiros Cynthia Borges e José Butori de Faria, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), comprovaram que o chá verde possui um forte efeito positivo no controle das doenças renais induzidas pelo diabetes.
A equipe já havia demonstrado que o chá verde e o cacau protegem contra complicações do diabetes  usando animais de laboratório. Agora eles confirmaram os resultados em pacientes humanos.
"Realizamos um ensaio clínico com 42 pacientes diabéticos, portadores de doença renal secundária ao diabetes, todos eles recebendo o melhor tratamento disponível, incluindo dose máxima de bloqueador do sistema renina-angiotensina [padrão ouro para o tratamento da doença renal associada ao diabetes]. Metade dos integrantes do grupo recebeu extrato de chá verde e metade recebeu placebo," explica o professor José Butori.
"O grupo que recebeu o extrato de chá verde teve uma redução de 41% na albuminúria [perda da proteína albumina por meio da urina], ao passo que o grupo que recebeu placebo teve um aumento de 3%," acrescentou.
Perda de albumina
É normal eliminar albumina na urina, em quantidades muito pequenas, de até 30 miligramas por dia. Os pacientes diabéticos, porém, costumam eliminar quantidades muito superiores, apesar do tratamento medicamentoso.
"Essa albumina provém do sangue do indivíduo. O sangue passa pelos rins originando o que chamamos de 'ultrafiltrado', e é esse 'ultrafiltrado' que, depois de sofrer algumas transformações, dá origem à urina. No 'ultrafiltrado' de uma pessoa normal, a quantidade de albumina é muito baixa. Porém no paciente com doença renal em decorrência do diabetes ela se torna bem maior," disse o pesquisador
O ensaio clínico atendeu aos requisitos mais rigorosos da pesquisa científica, sendo randomizado, isto é, a seleção para integrar um ou outro subgrupo se deu ao acaso, e duplo-cego, isto é, nem os pacientes e nem os pesquisadores sabiam quem estava recebendo chá verde e quem estava recebendo placebo.
"Mantida a medicação para todos os pacientes, os que receberam chá verde consumiram, diariamente, durante 12 semanas, uma quantidade de extrato que continha 800 miligramas de epigalocatequina-galato, um polifenol que constitui o principal princípio ativo do produto. Essa dose, que equivale a três xícaras de chá, já havia sido utilizada em um estudo com pacientes com câncer e se mostrado segura", informou o pesquisador.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

PESQUISA - "MICROBIOMA INTESTINAL REGULA PROCESSOS CEREBRAIS"

(SINCRONISMO INSUSPEITO)
Um corpo crescente de resultados de pesquisas confirma a importância do "eixo" intestino-cérebro para a neurologia e indica que os gatilhos para uma série de doenças neurológicas podem ser localizados no trato digestivo.
Já existem indícios, por exemplo, de que a doença de Parkinson pode começar no intestino e migrar para o cérebro.
"O microbioma intestinal pode influenciar o sistema nervoso central, o desenvolvimento das células nervosas e o sistema imunológico. Uma melhor compreensão do seu efeito pode revolucionar nossas opções terapêuticas," afirmou a Dra. Patricia Lepage, do instituto INRA (França).
O microbioma intestinal é o agregado de microrganismos do intestino humano, incluindo todas as bactérias, archaea, vírus e fungos.
Ligação entre intestino e cérebro
Por um longo tempo, parecia muito forçado pensar que o microbioma poderia ser responsável por processos fora do trato digestivo. Contudo, experimentos continuam revelando detalhes cada vez mais surpreendentes.
A equipe da Dra Patricia, por exemplo, usou animais de laboratório que crescem sem quaisquer microrganismos (livres de germes) para mostrar que os microrganismos no intestino são capazes até mesmo de influenciar o comportamento dos animais.
"Micróbios intestinais podem comprovadamente produzir neuro mediadores que têm efeito sobre o cérebro. Camundongos livres de germes mostraram menos ansiedade do que seus companheiros cujo intestino foi preenchido com microbiota comensal. No entanto, ainda são poucas as evidências até agora de como esse processo funciona no cérebro humano," disse a pesquisadora.
Eixo cérebro-intestino
Enquanto isso, outros estudos mostraram que o intestino e o cérebro comunicam-se através de várias vias, incluindo o nervo vago, o sistema imunológico, o sistema nervoso entérico e pelos processos metabólicos microbianos.
Por exemplo, as bactérias intestinais convertem carboidratos em ácidos graxos de cadeia curta, como o ácido butírico, que reforça a ligação entre as células e reforça a barreira sangue-cérebro, que serve como uma parede celular para proteger o cérebro de infecções e inflamações.
Microbioma intestinal regula processos cerebrais
Para o neurocientista John Cryan, da Universidade College de Cork (Irlanda), não há dúvida de que o microbioma intestinal regula processos cerebrais fundamentais para o desenvolvimento de doenças neurológicas.
"Estudamos os cérebros de camundongos livres de germes. Em uma região, o córtex pré-frontal, descobrimos um aumento da mielinização em comparação com os animais mantidos sob condições normais. Isto pode ter consequências diretas para desordens relacionadas com a mielina. Também se mostrou que processos dependentes do microbioma incluem a neurogênese no hipocampo adulto e a ativação da microglia, ou seja, a ativação das células do cérebro e da medula semelhantes às células do sistema imunológico," afirmou.
Para o pesquisador, as novas informações já são suficientes para abrir uma nova abordagem para encontrar a causa da esclerose multipla, uma doença autoimune que resulta de uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

www.diariodasaude.com.br

PESQUISA - "PLACAS BETA AMILÓIDES PROTEGEM O CÉREBRO COM ALZHEIMER "

(Engano Fatal)

As placas amiloides, por décadas consideradas as causas do Alzheimer, podem ser parte do processo natural do corpo para se defender contra microrganismos.
Embora haja remédios aprovados para o Alzheimer que combatem essas placas de proteínas - sem resultados satisfatórios - a presença das placas amiloides e o alzheimer vem sendo questionada por um estudo após o outro. Alguns experimentos já haviam concluído que, ao contrário da teoria mais aceita, a proteína beta-amiloide pode ter um efeito benéfico para o paciente.
Agora, um novo estudo realizado no Hospital Geral de Massachusetts (EUA), fornece evidência adicional de que a proteína beta amiloide é uma parte normal do sistema imunológico humano, a primeira linha de defesa do organismo contra as infecções.
Os resultados publicados na revista Science Translational Medicine, mostram que a expressão da beta amiloide humana protege o cérebro contra infecções potencialmente letais em ratos, em vermes e em células cerebrais humanas cultivadas em laboratório.
Defesa contra bactérias
"Nossos resultados levantam a possibilidade intrigante de que a patologia do Alzheimer possa surgir quando o cérebro percebe que está sob ataque de patógenos invasores, embora mais estudos sejam necessários para determinar se é ou não uma infecção 'autêntica' que está envolvida," afirmam Robert Moir e Rudolph Tanzi.
Em um trabalho anterior, a dupla já havia mostrado que as proteínas amiloides beta apresentam muitas das mesmas qualidades de um peptídeo antimicrobiano bem conhecido, uma pequena proteína do sistema imunológico que protege contra uma vasta gama de agentes patogênicos.
No presente estudo, eles descobriram que os animais de laboratório modificados geneticamente para expressar a beta-amiloide humana sobreviveram muito mais tempo após a indução de uma infecção porSalmonella no cérebro do que os animais sem a beta-amiloide. O mesmo ocorreu nos vermes C. elegans infectados por Candida ou Salmonella e nas células neuronais em cultura infectadas por Candida.
Na verdade, a beta amiloide humana expressa pelas células vivas parece ser 1.000 vezes mais potente contra a infecção do que a beta amiloide sintética utilizada em estudos anteriores.
"Se forem validados [por outros estudos], nossos dados também alertam para a necessidade de cautela com as terapias destinadas a eliminar totalmente as placas de beta-amiloide," afirmam os pesquisadores.
Fonte / Diário da Saude

PESQUISA - "ELETRICIDADE CURA FERIMENTOS E INFECÇÕES"

(CURA PELA ENERGIA)

Crescem as evidências de que pequenas correntes elétricas podem ativar certas células imunológicas, que aceleram a velocidade de cicatrização de ferimentos.
A equipe da Dra. Heather Wilson, da Universidade de Aberdeen (Reino Unido), expôs os macrófagos, originários do sangue humano, a campos elétricos de força semelhante aos que são gerados naturalmente quando nossa pele é lesionada - a intensidade é insuficiente para que a pessoa sinta um choque.
 Quando a eletricidade foi aplicada, os macrófagos começaram a se movimentar em resposta ao campo elétrico.
E, em vez de um movimento "burro", os macrófagos se deslocaram para a borda da pele danificada, onde passaram a atuar para facilitar a cura.
O campo elétrico também aumentou significativamente a capacidade dos macrófagos para engolir e digerir partículas extracelulares, na chamada fagocitose - a fagocitose é um processo importante na cicatrização de feridas em que os macrófagos limpam o local lesionado e limitam o risco de infecção, abrindo caminho para o processo de cicatrização.
Os experimentos também mostraram que os campos elétricos aumentam seletivamente a produção de moduladores de proteínas associadas com o processo de cicatrização, confirmando que os macrófagos são capazes de responder aos sinais elétricos gerados naturalmente de uma maneira que aumenta a sua capacidade de cura.

Macrófagos com impulso elétrico
Esta linha de pesquisa é particularmente importante para pessoas com doenças que podem fazer com que ferimentos demorem demais para cicatrizar, ou mesmo não cicatrizem completamente.
"Em alguns casos, tais como no diabetes, a capacidade do organismo para curar é comprometida e as feridas podem ser infectadas. Nos casos em que existe uma falta de macrófagos, a aplicação de campos elétricos 'sintéticos' [não produzidos pelo próprio corpo], usando dispositivos clínicos, pode ajudar no processo de cicatrização, não só atraindo macrófagos aos locais danificados para apoiar a cura, mas também alterando suas propriedades para facilitar a cura das feridas e, mais importante, reduzir a infecção," disse a Dra. Wilson.
Os efeitos são tão positivos que já existem curativos elétricos para acelerar a cicatrização e algumas linhas de pesquisas já falam em alternativas elétricas aos antibióticos.
Os resultados foram publicados no Journal of Leukocyte Biology.

terça-feira, 7 de junho de 2016

TENDÊNCIA - "CACAU PURO EM PÓ SUBSTITUI A COCAÍNA"


Uma matéria publicada pelo site Mail Online revela que uma nova "onda" está tomando conta de boates na Europa: ao invés de cheirar cocaína, os frequentadores dos locais estão cheirando cacau. 
Eventos dedicados, como uma rave que aconteceu em Berlim, tem oferecido cacau em pó, em bebidas ou pílulas para seus frequentadores. Cacau em sua forma pura causa uma "invasão" de endorfina na corrente sanguínea e causa sentimentos de euforia semelhantes ao da cocaína. 
Ele também contém altas doses de magnésio, que relaxam os músculos. 
Os efeitos do cacau têm sido constantemente estudados por pesquisadores. Uma pesquisa da Kingston Univeristy, em Londres, mostrou que ciclistas que consumiam chocolate eram capazes de pedalar mais rápido e por mais tempo. Acredita-se que isso ocorra por causa da substância epicatechin, encontrada especialmente no chocolate amargo, que dá energia "extra" ao corpo pois expande as artérias. Isso faz com que o oxigênio chegue ao músculo mais rápido, e "amortece" os efeitos do cansaço. 
O chef belga Dominique Persoone anunciou a criação de um dispositivo especial para facilitar o consumo, e parece que este é o "equipamento" que as pessoas têm utilizado nas festas. "Eu não sou o 'bad boy' promovendo as drogas, de maneira alguma… A vida é entediante. Vamos nos divertir", disse Persoone.

(FONTE : REDETV)


sexta-feira, 13 de maio de 2016

FÍSICA QUÂNTICA - "VÓS SOIS DEUSES"


Há poucos dias, em um experimento histórico, físicos finalmente mostraram de forma incontestável que Einstein estava errado ao menos em uma de duas de suas ideias fundamentais, uma delas envolvendo as incertezas e as leis probabilísticas da mecânica quântica.

Para não deixar margens a dúvidas, outra equipe finalmente demonstrou de forma inequívoca uma das previsões mais estranhas da teoria quântica - a previsão de que um sistema quântico não pode mudar enquanto o pesquisador o estiver observando, confirmando que o observador de fato influencia os experimentos quânticos.
Segundo os físicos da Universidade de Cornell, nos EUA, responsáveis pelo experimento, esse comportamento quântico foi bem ilustrado na série Dr. Who pelos "Anjos Lamentadores", criaturas predatórias que assumem a forma de estátuas e que apenas se movem e atacam quando não estão sendo olhadas.
Além de resolver uma disputa de longa data entre os físicos, o experimento abre o caminho para uma técnica fundamentalmente nova para controlar e manipular os estados quânticos de átomos - em um primeiro momento, permitindo ao menos a criação de novos tipos de sensores.
Efeito Zeno Quântico
Para testar a influência do observador sobre os experimentos quânticos, Yogesh Patil e Srivatsan Chakram resfriaram um gás contendo cerca de um bilhão de átomos de rubídio, no interior de uma câmara de vácuo, até próximo do zero absoluto, e suspenderam a massa usando feixes de laser. Nesse estado, os átomos se organizam em uma grade ordenada como se estivessem em um cristal sólido e funcionam como se fossem uma entidade única - por isso essa estrutura é muitas vezes chamada de "átomo artificial".
Em temperaturas tão baixas, os átomos podem tunelar de um lugar para outro na rede atômica. O famoso princípio da incerteza de Heisenberg diz que a posição e a velocidade de uma partícula estão relacionadas e não podem ser simultaneamente medidas com precisão.
Como a temperatura é uma medida do movimento de uma partícula, no frio extremo do quase zero absoluto a velocidade é praticamente zero, de forma que há muita flexibilidade na posição: quando você os observa, os átomos são tão susceptíveis de estar em um lugar na rede como em qualquer outro.
Os pesquisadores demonstraram então ser possível suprimir o tunelamento quântico - as mudanças de posição - meramente observando os átomos. Olhe para eles, e eles "congelam" no lugar; interrompa a medição, e eles voltam a tunelar. Isto foi feito repetindo rapidamente as medições: quanto mais rapidamente elas são feitas, menor é a probabilidade de os átomos terem saído do lugar.
Este assim chamado "Efeito Zeno Quântico" - ou "Efeito do Observador" - deriva de uma proposta feita em 1977 por George Sudarshan e Baidyanath Misra, da Universidade do Texas, que notaram que a natureza estranha das medições quânticas permite, em princípio, que um sistema quântico seja "congelado" por medições repetidas, feitas em sequência.
Classicalidade emergente
"Esta é a primeira observação do Efeito Zeno Quântico por uma medição do movimento atômico no espaço real," disse o professor Mukund Vengalattore, orientador da equipe. "Além disso, devido ao alto grau de controle que conseguimos demonstrar em nossos experimentos, nós podemos 'sintonizar' gradualmente a maneira pela qual observamos esses átomos. Usando este ajuste, nós fomos capazes de demonstrar também um efeito chamado 'classicalidade emergente' neste sistema quântico."
Na classicalidade emergente, os efeitos quânticos desaparecem, e os átomos começam a se comportar da maneira prevista pela física clássica, que nos parece muito mais intuitiva.
A propósito, com o estabelecimento desses experimentos definitivos mostrando a realidade das esquisitices quânticas, as atenções começam a se voltar justamente para essa fronteira entre o clássico e o quântico - entre os "reinos" que obedecem às leis da física clássica ou às leis da mecânica quântica.
Embora tradicionalmente associados com as dimensões - o tamanho - das partículas envolvidas, alguns indícios apontam que a gravidade possa ser usada para explicar a fronteira clássico-quântico, enquanto outros físicos vão ainda mais longe, propondo que a física quântica emerge na fronteira entre múltiplos universos.

Bibliografia:

Measurement-Induced Localization of an Ultracold Lattice Gas

Y. S. Patil, S. Chakram, M. Vengalattore

Physical Review Letters
Vol.: 115, 140402
DOI: 10.1103/PhysRevLett.115.140402

Nondestructive imaging of an ultracold lattice gas

Y. S. Patil, S. Chakram, L. M. Aycock, M. Vengalattore

Physical Review Letters
Vol.: 90, 03342

sábado, 2 de abril de 2016

PESQUISA - "CARNE VERMELHA E MENSTRUAÇÃO PRECOCE"

Meninas que comem carne vermelha começam a menstruar mais cedo do que aquelas que não comem esse tipo de carne.
Por outro lado, as garotas que consomem peixes com alto teor de gordura, como atum e sardinha, mais de uma vez por semana, têm seu primeiro ciclo menstrual significativamente mais tarde do que aquelas que comem os mesmos peixes apenas uma vez por mês ou menos.
Os dados foram coletados entre meninas de 5 a 12 anos de idade da Colômbia por pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA). Elas foram monitoradas por cerca de seis anos.
Carne vermelha e menstruação precoce
A carne vermelha consumida pelas meninas variou entre menos de quatro vezes por semana a duas vezes por dia.
As meninas que comiam mais carne vermelha começaram seus períodos em uma idade mediana de 12 anos e 3 meses. Aquelas que comiam com menos frequência menstruaram com 12 anos e 8 meses. Aquelas que comiam peixe gordo mais frequentemente começaram aos 12 anos 6 meses.
"Nós não sabemos quais componentes específicos da carne vermelha podem provocar a menstruação precoce. Poderia ser a proteína ou alguns micronutrientes naturalmente presentes na carne vermelha, subprodutos que são criados durante a fabricação, a embalagem das carnes curadas, durante o cozimento, ou substâncias que estão nos alimentos do gado," disse o professor Eduardo Villamor.
Micronutrientes da carne
Cinco meses podem não parecer muito, mas é um número significativo quando se fala de um estudo populacional, disseram os pesquisadores.
"É uma diferença importante porque está associada ao risco de doenças mais tarde na vida. Este resultado pode também contribuir para explicar porque o consumo de carne vermelha no início da vida está relacionado ao aumento do risco de câncer de mama mais tarde na vida," disse Erica Jansen, a principal autora do estudo.
Além do câncer de mama, o início precoce da puberdade tem sido associado com doenças cardíacas, como a obesidade e o diabetes tipo II.

fonte : http://diariodasaude.com.br/

PESQUISA - "VIBRAÇÃO MÍNIMA PARA RESULTADOS MÁXIMOS EM EXERCÍCIOS FÍSICOS"

Os pesquisadores construíram um equipamento simples, que pode ser adaptado aos aparelhos tradicionais de ginástica, para que os usuários fiquem mais fortes mais rapidamente.

Exercícios vibrantes
Adicionar uma vibração de 30 Hertz - 30 "vibradas" por segundo - a uma sessão de exercícios físicos melhora o impacto do treinamento de 25 a até 100 por cento.
Esse resultado surpreendente é importante não apenas para quem quer resultados mais rápidos na academia, mas particularmente para a reabilitação de pacientes que precisam recuperar sua força depois de cirurgias ou longos períodos de convalescença.
A descoberta foi feita Lin Xu e Massimo Mischi, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven (Holanda).
Com os bons resultados, a dupla construiu um equipamento simples, que pode ser adaptado aos aparelhos tradicionais de ginástica, para que os usuários fiquem mais fortes mais rapidamente.
Autoesforço dos músculos
Segundo os pesquisadores, a razão da melhoria do ganho muscular gerado pelas vibrações está no reflexo dos próprios músculos à vibração, um fenômeno pelo qual os músculos se contraem em resposta à vibração.
É como se os músculos malhassem por conta própria, com esse "autoesforço" somando-se ao esforço consciente do atleta.
Esse esforço extra pode ser comprovado no fato de que o cansaço também vem mais rapidamente - mas a soma dos dois esforços compensa largamente o menor tempo de treino.
Tríceps e peso
Os testes, que compararam usuários que faziam os mesmos exercícios com e sem vibração, mostraram que, no cômputo geral de todos os aparelhos, a vibração de 30 Hertz aumentou o efeito em pelo menos 25%.
Para um exercício específico para o tríceps, o efeito foi otimizado por uma média de 100% entre todos os voluntários.
Em exercícios que envolviam levantamento de peso, os voluntários também foram capazes de trabalhar com pesos duas vezes maiores do que os indivíduos sem vibração.

FONTE : http://www.diariodasaude.com.br/
[Imagem: Bart van Overbeeke/TU Eindhoven]

segunda-feira, 28 de março de 2016

PESQUISA - "CÃES E OUTROS ANIMAIS ENXERGAM CAMPOS MAGNÉTICOS"


Alguns animais têm um sentido adicional que os ajuda a detectar campos magnéticos, algo chamado de “magnetorrecepção”. E cientistas europeus descobriram que a molécula responsável por isto também pode ser encontrada nos olhos de cachorros e de alguns primatas, sugerindo que eles são capazes de ver campos magnéticos.
Existe um tipo especial de proteína que permite a certos animais – como aves, insetos, peixes e répteis – regular o “relógio biológico” (ritmo circadiano) e também detectar campos magnéticos, percebendo sua direção, altitude e localização. Essas moléculas sensíveis à luz se chamam “criptocromos”.
Humanos são incapazes de ter esse tipo de percepção, mas alguns mamíferos – como morcegos, toupeiras e ratos – parecem ter essa capacidade; no entanto, a extensão disso ainda é desconhecida.
No primeiro estudo do tipo, pesquisadores do Instituto Max Planck e várias outras instituições investigaram a presença de uma versão desta molécula (chamada criptocromo 1) em retinas de 90 espécies de mamíferos.
fotoreceptor
Imagens da camada do fotorreceptor nas retinas de cachorros e orangotangos. O criptocromo 1 (Cry 1) pode ser visto na imunofluorescência verde. Crédito: Christine Niessner et al., 2016/Nature Scientific Reports
Eles acharam esta molécula em cones sensíveis à cor azul de carnívoros como cachorros, lobos, ursos, raposas e texugos, mas não a encontraram nos olhos de gatos, leões e tigres.
Entre os primatas, foi descoberta a presença do criptocromo 1 em orangotangos, macacos Rhesus e macacos-cinomolgos. Os detalhes foram publicados na Nature Scientific Reports.
Embora seja considerada uma espécie de sexto sentido, a magnetorrecepção é ligada ao sistema de visão dos animais. Os campos magnéticos ativam o criptocromo 1 na retina, ajudando os animais a verem como a inclinação dos campos se alinham com a superfície da Terra.
Como o criptocromo 1 ativo está na parte sensível à luz das células cones dos mamíferos, os pesquisadores suspeitam que isso auxilia na magnetorecepção, e não no ritmo circadiano ou na visão em si.
Ainda não sabemos como cachorros e primatas usam a magnetorecepção, mas as raposas podem dar uma pista: ao caçar, elas têm mais sucesso ao pegar ratos quando eles vão na direção norte. Para os primatas, isto pode ajudá-los com a orientação corporal, ou pode ser um vestígio evolucionário que não é usado.
O próximo passo será provar se esses mamíferos estão influenciando o poder do criptocromo 1, ou se as moléculas estão agindo de outras formas na retina.