terça-feira, 14 de julho de 2015

PESQUISA - "PARKINSON PODE TER ORIGEM INTESTINAL"

Origem do Parkinson
Embora o Mal de Parkinson seja uma das mais graves doenças neurodegenerativas, ela pode não se originar no cérebro, mas no trato gastrointestinal.
A conclusão é fruto de um grande levantamento epidemiológico feito por pesquisadores da Universidade Aarhus (Dinamarca).
Esta conclusão dá suporte a um estudo feito por pesquisadores suecos no ano passado, igualmente afirmando que o mal de Parkinson pode se originar no intestino, embora os pesquisadores dinamarqueses sugiram uma outra rota de migração da doença.
Partindo do trato gastrointestinal, sugerem eles, a doença de Parkinson chegaria ao cérebro por meio do nervo vago.
Nervo vago
"Nós fizemos um estudo dos registros médicos de quase 15.000 pacientes que tiveram seu nervo vago interrompido no estômago - entre 1970 e 1995 esse procedimento era um tratamento comum de úlceras," explica a pesquisadora Elisabeth Svensson, coordenadora do estudo.
"Se realmente é correto que a doença de Parkinson começa no intestino e se espalha através do nervo vago, então esses pacientes de vagotomia devem, naturalmente, estar protegidos contra o desenvolvimento da doença," prossegue ela.
E a hipótese se mostrou fortemente válida, com os pacientes sem a conexão do nervo vago apresentando apenas metade da chance de terem Parkinson no período de 20 anos após a cirurgia. Essa proteção não ocorreu nos pacientes com dano parcial no nervo vago.
"Pacientes com doença de Parkinson frequentemente ficam constipadas muitos anos antes que recebam o diagnóstico [da doença neurodegenerativa], o que pode ser um indicador precoce da ligação entre a patologia gastrointestinal e a patologia neurológica relacionada com o nervo vago," justifica a pesquisadora.
Mesmo caminho do Alzheimer
Curiosamente, o mesmo processo vem-se dando com outra importante doença crônica neurodegenerativa, o Mal de Alzheimer.
Algumas novas hipóteses apontam que as placas amiloides típicas do Alzheimer podem nascer no fígado, enquanto outros pesquisadores acreditam queAlzheimer e diabetes são a mesma doença.
Outra hipótese já largamente aceita é que as placas de beta-amiloide podem ser consequência, e não causa do Alzheimer.

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

PESQUISA : "CONSIGA EMAGRECER COMENDO MENOS OU SUBINDO MONTANHAS"

(AVANTE !)

Segundo Aaron E. Carroll, professor de pediatria da Escola de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), quando se trata de perder peso, comer menos é mais importante do que fazer atividade física. Pelo menos, é isso que os estudos mostram.
Isso não quer dizer que não devemos nos exercitar – o exercício faz muito bem para a saúde, no geral. Mas fechar a boca é mais eficiente quando se trata de derreter uns quilinhos.
É só fazer a seguinte reflexão: se uma pessoa acima do peso consome 1.000 calorias a mais do que queima por dia e busca um equilíbrio de energia, pode fazê-lo através do exercício ou da dieta. Enquanto trinta minutos de corrida ou natação pode queimar 350 calorias, a mesma redução de calorias pode ser alcançada eliminando 470 ml de refrigerante por dia. O que é mais fácil?

Dieta 1 x 0 Exercício

O exercício tem muitos benefícios, mas há problemas com contar com ele para controlar o peso. Carroll explica que, de 2001 a 2009, o percentual de pessoas suficientemente ativas fisicamente nos EUA tem aumentado, mas a porcentagem de americanos obesos não tem diminuído. Uma coisa não conseguiu impedir a outra.
Uma meta-análise de 2011 observou a relação entre atividade física e massa gorda nas crianças e descobriu que ser ativo provavelmente não é o fator determinante para saber se elas têm peso saudável.
Na população adulta, estudos também têm dificuldade em mostrar que uma pessoa fisicamente ativa tem menos probabilidade de ter excesso de peso do que uma pessoa sedentária. Além disso, estudos de balanço energético mostram que o gasto energético total e níveis de atividade física nos países em desenvolvimento e industrializados são semelhantes, tornando a atividade improvável de ser a causa das diferentes taxas de obesidade (sendo assim, pode ser a dieta, os fast foods, as porções gigantescas…).
Além disso, o exercício aumenta o apetite. Afinal, quando você queima calorias, seu corpo geralmente sinaliza para substituí-las. Pesquisas confirmam isso. Uma revisão sistemática de 2.012 estudos que analisou quão bem as pessoas seguiam programas de exercícios mostrou que, ao longo do tempo, elas acabam queimando menos energia do que o previsto e aumentando a sua ingestão calórica.
  • Papel pequeno na perda de peso
Outras alterações metabólicas podem anular os benefícios esperados de perda de peso a partir do exercício a longo prazo. Quando você perde peso, o metabolismo muitas vezes fica mais lento. A pesquisa mostra que a taxa metabólica de repouso em quem faz dieta diminui significativamente, independentemente da quantia de exercício físico feita. É por isso que a perda de peso pode parecer fácil quando você começa, mas torna-se mais difícil ao longo do tempo.
Isso não quer dizer que o exercício não ajude em nada na perda de peso. Muitos estudos mostram que a adição de uma rotina de exercícios à dieta pode ser benéfica.
Uma meta-análise publicada no ano passado mostrou que, longo prazo, os programas de gestão de peso que combinam exercício com dieta podem levar à perda de peso mais sustentada ao longo de um ano do que só fazer dieta. Ao longo de um período de seis meses, no entanto, a adição de exercício não fez diferença. Outra revisão sistemática de pesquisas encontrou resultados semelhantes, com dieta e exercício sendo uma combinação um pouco melhor do que somente dieta para a perda der peso.

Mudança gradual

Se você tem tempo para fazer uma hora ou mais de exercício físico por dia, também tem tempo para cozinhar ou preparar uma refeição caseira saudável – e, se o seu objeto for perder peso, você provavelmente terá resultados melhores com a dieta.
Carroll assume que não é fácil – nem manter uma dieta saudável, nem criar uma rotina de exercícios. Mas só com força de vontade se chega a algum lugar. O que é mais provável de funcionar é a mudança gradual, que lute contra um metabolismo desacelerando e o desejo de comer mais a fim de conquistar o peso ideal.
  • Sim ao exercício
Para perder peso, é melhor fechar a boca, mas isso não quer dizer que os exercícios não sirvam para nada. Eles têm grandes vantagens para a saúde, por exemplo, podem prevenir doenças musculoesqueléticas, cardiovasculares, pulmonares, neurológicas, diabetes e depressão.
Se, para você, fazer exercício é mais atraente do que comer menos, vá fundo. Você só terá a ganhar. Mas leve em conta que, infelizmente, essa não é a forma mais eficaz de escorrer os quilos a mais para fora do corpo. 


terça-feira, 16 de junho de 2015

EPIGENÉTICA - "O MÊS DO SEU NASCIMENTO E SUAS DOENÇAS CORRELATAS"


Cientistas encontraram uma relação consistente entre o mês de nascimento e o risco de doença de uma pessoa.
Longe das previsões da astrologia, a análise mostrou que a influência parece estar ligada às condições climáticas e ambientais de cada estação do ano.
Vários estudos já haviam apontado indícios dessa ligação entre mês de nascimento e saúde - sabe-se, por exemplo, que o mês do nascimento afeta o temperamento das pessoas - mas sempre houve críticas sobre as dimensões da amostra, que deveria ser grande o suficiente para ser estatisticamente significativa.
Por isso, os pesquisadores da Universidade de Colúmbia (EUA) usaram um novo algoritmo para analisar as bases de dados médicos da cidade de Nova Iorque.
Eles descobriram que nada menos do que 55 doenças se correlacionam com a estação de nascimento.
A boa notícia é que é possível contrabalançar os efeitos negativos da data de nascimento com mudanças de hábitos, cujos efeitos são maiores.
Meses e estações
É importante observar que todos os resultados dizem respeito ao hemisfério Norte, cujas estações são invertidas em relação ao hemisfério Sul.
No geral, o estudo indica que as pessoas nascidas em maio (meio da primavera no hemisfério Norte) têm o menor risco de doenças, e os nascidos em outubro (meio do outono) o maior risco de doenças.
"Estes dados podem ajudar os cientistas a descobrir novos fatores de risco das doenças," justifica o Dr. Nicholas Tatonetti, coordenador do trabalho.
A equipe planeja agora replicar a análise com dados de outros locais nos EUA e no exterior para ver como os resultados variam com a mudança das estações e com fatores ambientais nesses lugares.
Confirmada conexão entre 55 doenças e mês de nascimento
Algumas das 55 doenças que revelaram uma conexão com o mês de nascimento do paciente. [Imagem: Mary Regina Boland et al. - JAMIA]
55 doenças
A equipe comparou 1.688 doenças com as datas de nascimento e histórico médico de 1,7 milhão de pacientes atendidos no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque entre 1985 e 2013.
A análise descartou mais de 1.600 associações, mas confirmou 39 ligações previamente relatadas na literatura médica. Também surgiram 16 novas associações, incluindo nove tipos de doença cardíaca, elevando para 55 o total de doenças para as quais há associações que não podem ser atribuídas ao acaso.
Pesquisas anteriores sobre doenças individuais, tais como asma e TDAH (hiperatividade), já haviam sugerido uma ligação com a estação de nascimento e incidência. Estas ligações foram confirmadas pelos novos dados.
Sem motivos para preocupação
O que mais chamou a atenção foi a conexão entre mês de nascimento e nove tipos de doenças cardíacas, uma das maiores causas de mortalidade nos países desenvolvidos.
As pessoas nascidas em março (fim do inverno) enfrentam o maior risco para a fibrilação atrial, insuficiência cardíaca congestiva e distúrbio da válvula mitral.
Mas parece não haver motivos para grandes preocupações, como alertam os próprios pesquisadores.
"É importante não ficar excessivamente nervoso sobre estes resultados, porque mesmo que tenhamos encontrado associações significativas, o risco global de doença não é tão grande," observa o Dr. Tatonetti. "O risco relacionado ao mês de nascimento é relativamente menor quando comparado a variáveis mais importantes, como a dieta e os exercícios físicos."
O estudo foi publicado no Journal of American Medical Informatics Association.

A seguir, confira algumas das doenças que podem se relacionar com o mês de nascimento:
Janeiro: hipertensão

Fevereiro: câncer de pulmão

Março: insuficiência cardíaca, arritmia, distúrbio da válvula mitral

Abril: angina
Maio: mês sem doenças associadas
Junho: angina severa
Julho: asma
Agosto: mês sem doenças associadas
Setembro: vômitos
Outubro: picadas de insetos, doenças sexualmente transmissíveis, infecções respiratórias
Novembro: não há risco aumentado de doenças; mas há menos chance que os demais de apresentar arritmia, distúrbio da válvula mitral, câncer de pulmão e TDAH.
Dezembro: hematomas

Fonte : www.diariodasaude.com.br

segunda-feira, 8 de junho de 2015

PESQUISA - "PASTILHAS EFERVESCENTES, INIMIGAS DO CORAÇÃO"



Pode parecer estranho, mas essas bolhas escondem mais riscos ao coração do que você imagina. Segundo um estudo publicado em janeiro no British Medical Journal, existe uma relação entre as pastilhas e infartos ou AVC. Os pesquisadores da Universidade Dundee analisaram exames médicos de 1,2 milhões de pacientes britânicos e descobriram que tomadores regulares de medicamentos efervescentes eram sete vezes mais propensos a desenvolver pressão alta ou hipertensão, além de correrem um risco 16% maior para eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. O estudo analisou 24 diferentes remédios efervescentes, incluindo os principais analgésicos, como paracetamol e ácido acetilsalicílico, assim como suplementos. 

Essa relação acontece porque esses medicamentos possuem grandes quantidades de sódio. Segundo o estudo, algumas pastilhas de 69 mg a 415 mg de sódio -  aproximadamente um quinto de uma colher de chá. O consumo diário recomendado para um adulto é de 2000 mg a 2400 mg, equivalente a 6 gramas de sal.  

Olhando para esses números isoladamente, os medicamentos não parecem oferecer uma ameaça tão grande - afinal, seria necessário ingerir uma quantidade muito grande deles para chegar as recomendações diárias estipuladas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, devemos pensar que esses remédios só agregam à lista de alimentos ricos em sódio que são ingeridos ao longo do dia, como refrigerantes outros industrializados. "Quando em excesso no organismo, o sódio fica acumulado no sangue em vez de ser absorvido pelas células, ocorrendo o que chamamos de desequilíbrio osmótico, já há maior concentração do mineral fora das células do que dentro delas", explica o cardiologista Luiz Ferlante, do Hospital Samaritano de São Paulo. Para equilibrar esses níveis, o corpo precisa de mais água circulando pelo sangue, reduzindo assim as concentrações de sódio. "A retenção de água faz o volume de sangue nas artérias aumentar, e por isso o coração precisa bombear mais sangue do que o normal, aumentando a pressão sanguínea", diz Luiz. Quando esse problema se torna crônico, temos a hipertensão arterial, que por si só aumenta o risco de diversas doenças cardiovasculares.

Caso você use medicamentos efervescentes de forma contínua, converse com o médico e discuta seus riscos. Se não, o ideal é não usar com frequência e sempre ficar atento à alimentação de forma geral.

Fonte : http://www.minhavida.com.br/

sábado, 30 de maio de 2015

ALERTA - "METAIS PESADOS E SEUS MALES"



O adjetivo "pesado" é literal, resultado de esses materiais serem mais densos - isto é, seus átomos ficam mais próximos uns dos outros. Para ter uma idéia, 1 centímetro cúbico de um metal considerado leve, como o magnésio, pesa 1,7 grama. Já 1 centímetro cúbico de qualquer metal pesado tem pelo menos 6 gramas. E onde entram os riscos para a saúde? Em contato com o organismo, esses metais acabam atraindo para si dois elementos essenciais do corpo: proteínas e enzimas. Eventualmente eles se unem a algumas delas, impedindo que funcionem - o que pode levar até à morte. "Os metais pesados também se ligam às paredes celulares, dificultando o transporte de nutrientes", diz o químico Jorge Masini, da USP. Mesmo assim, o organismo também tem necessidade de pequenas quantidades de alguns desses metais. É o caso do cobre, que nos ajuda a absorver vitamina C. Em concentrações altas, porém, os mesmos metais são tóxicos.
Tríade inimiga Mercúrio, chumbo e cádmio são os metais mais perigosos
PULMÕES
Ficam inflamados em contato com o cádmio
FÍGADO E RINS
São os órgãos mais danificados pelo cádmio
MÃOS
Suas articulações - até as dos dedos e do pulso - ficam paralisadas por contaminação de chumbo
CÉREBRO
Ingerido em peixes contaminados, o mercúrio debilita as funções cerebrais. E o vapor do metal causa distúrbios psíquicos, como depressão
APARELHO DIGESTIVO
É atacado pelo chumbo e pelo cádmio
Males metálicosMetais pesados têm diferentes graus de toxicidade
Altamente tóxicos
Tóxicos, mas os riscos de contaminação se restringem a trabalhadores da indústria
Úteis para o organismo em pequenas quantidades, mas tóxicos em grandes quantidades
Não-tóxicos em pequenas quantidades, mas tóxicos em grandes quantidades
METAL - CÁDMIO (Cd)
DANOS AO ORGANISMO - Inflamação nos pulmões, problemas no fígado e nos rins
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Fumaça de cigarro e alimentos preparados em vasilhas feitas com esse metal
METAL - CHUMBO (Pb)
DANOS AO ORGANISMO - Dores abdominais, distúrbios na visão, paralisia nas mãos
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Tintas e alimentos contaminados por pesticidas à base do elemento
METAL - MERCÚRIO (Hg)
DANOS AO ORGANISMO - Perda da visão, debilitamento das funções cerebrais, coma
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Ingestão de peixes contaminados e o vapor do metal
METAL - CROMO* (Cr)
DANOS AO ORGANISMO - Úlceras, inflamação nasal, câncer de pulmão
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com resíduos na indústria de curtição de couros
METAL - NÍQUEL (Ni)
DANOS AO ORGANISMO - Doenças respiratórias, alergias
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Exposição a vapores do metal em indústrias metalúrgicas
METAL - PLATINA (Pt)
DANOS AO ORGANISMO - Urticária, problemas respiratórios
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com resíduos em fábricas que industrializam o metal
METAL - PRATA (Ag)
DANOS AO ORGANISMO - Dores abdominais, vômito e diarréia
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Ingestão acidental em indústrias que trabalham com derivados do material
METAL - COBALTO (Co)
DANOS AO ORGANISMO - Problemas respiratórios, alergias
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com a poeira do metal em indústrias
METAL - COBRE (Cu)
DANOS AO ORGANISMO - Febre, náuseas, diarréia
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Ingestão de água contaminada pelo metal presente em encanamentos
METAL - FERRO (Fe)
DANOS AO ORGANISMO - Vômitos, diarréias e problemas intestinais
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Transfusões de sangue, excesso de ferro na alimentação
METAL - MANGANÊS (Mn)
DANOS AO ORGANISMO - Distúrbios neurológicos, como Mal de Parkinson
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Inalação de poeira do material na indústria de mineração
METAL - ZINCO (Zn)
DANOS AO ORGANISMO - Tosse, febre, náusea, vômitos
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com resíduos de indústrias metalúrgicas
METAL - ESTANHO (Sn)
DANOS AO ORGANISMO - Náusea, vômito e diarréia
FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Resíduos do metal em comidas enlatadas
Fonte : Revista Mundo Estranho

sábado, 16 de maio de 2015

SAÚDE - "PORQUE DORMIR DO LADO ESQUERDO DO CORPO"



De qual lado do corpo você tem o hábito de dormir ? Direito ou esquerdo ? Ou você é mais uma das pessoas que prefere dormir de barriga para cima ? Especialistas advertem que o melhor lado para dormir é o esquerdo. A seguir, descubra o porque.

5 benefícios de dormir do lado esquerdo do corpo

Pode ser que o título desse artigo te surpreenda. Talvez você seja uma pessoa que, até o momento, não havia parado para pensar no fato de que Dormir em determinada posição pode ser mais ou menos benéfico para nosso corpo. Mas, ao que parece esse detalhe tem sim sua importância.

A realidade é que a medicina oriental já nos dizia a muito tempo que todos deveríamos dormir sobre o lado esquerdo do corpo. Um estudo recente publicado no The Journal of Flinical Gastroenterology demonstrou isto através de princípios simples, que o doutor John Doulliard nos explica para que entendamos melhor essa questão.
Nesse espaço, faremos um pequeno resumo desse estudo para que o coloquemos em prática, e temos certeza que te convencerá.


1. Favorece a drenagem linfática
O doutor Doulliard explica que dormir do lado esquerdo é agir da forma natural. Essa parte é o lado dominante do Sistema linfático é por esse lado que ocorrem drenagens, por onde a linfa transporta elementos importantes como as proteínas, glicose, metabolitos e elementos que devem ser filtrados pelos nódulos linfáticos e que devem ser conduzidos pela parte esquerda.
Assim, lembre-se que o primeiro princípio é precisamente devido ao nosso sistema linfático, que se beneficiará ao dormirmos desse lado.


2. Por razões anatômicas
Pode ser que agora você não se lembre, mas tanto o estômago quanto o Pâncreas situam-se do lado esquerdo do corpo. Se nos posicionamos desse lado para dormir favorecemos uma melhor digestão. Esse é um modo de canalizar melhor os sucos gástricos, também ajudando as enzimas pancreáticas a serem secretadas com facilidade. Tudo isso ocorre lentamente, e não de uma vez como, por exemplo, costuma ocorrer quando dormimos sobre a parte direita.


3. Para o bem-estar do coração
Surpreso (a)? Provavelmente sim. Esse estudo nos explica que mais de 80% do Coração encontra-se do lado esquerdo do corpo e que por meio do simples ato de dormir do lado esquerdo, favorecemos a saúde desse órgão de um modo simples e natural. Além disso, como já mencionamos, o sistema linfático faz a drenagem mais facilmente nessa posição.

Outro ponto a considerar é que a aorta sai do coração tomando uma forma arqueada para o lado esquerdo para chegar ao abdômen. Se dormirmos do lado esquerdo o coração bombeará o sangue de forma mais simples e eficaz, impulsionando-o mais facilmente.


4. Você costuma cochilar depois do almoço?
Se você costuma cochilar um pouco depois do almoço, principalmente quando come muito, então não se esqueça de fazer isso optando sempre por se deitar sob seu lado esquerdo. Dessa forma estará favorecendo a digestão e levantará mais relaxado e menos cansado, sem dor no estômago. Prove e verá como cai bem essa soneca pós almoço optando pelo lado esquerdo.


5. Pela saúde do baço
O baço, como se lembrará, também fica do lado esquerdo do corpo. Esse órgão também é parte básica do sistema linfático, necessário para filtrar o sangue e para executar uma ótima função linfática. Se dormirmos na parte esquerda do corpo faremos com que nossos fluidos se dirijam até o baço de uma forma mais simples, favorecendo o sentido natural da gravidade em nosso corpo. A maior parte de nosso sistema linfático executa suas tarefas desse lado do corpo.

Logo, você já sabe, por questão de saúde é sempre mais recomendável dormir do lado esquerdo. Que tal tentar esta noite ?


(http://melhorcomsaude.com/)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ALERTA : "BRASIL CAMPEÃO MUNDIAL EM USO DE AGROTÓXICOS, INCLUSIVE OS PROIBIDOS"

(PROSTITUTAS EM SERVIÇO)

O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos, sendo que muitos deles são PROÍBIDOS em outros países.
De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%.
Os dados estão no Dossiê Abrasco - Um Alerta sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde, elaborado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
"Desde 2009 o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo daria 5,5 quilos por brasileiro por ano", disse o diretor da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Paulo Petersen.
Monocultura e transgênicos
Petersen explica que esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos.
"Ao contrário do que vinha sendo propagandadeado quando [os transgênicos] foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Nós fomos levados a importar em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos, que foram atacados por lagartas," explicou Petersen.
Segundo ele, 22 dos 50 princípios ativos mais empregados em agrotóxicos no Brasil estão banidos em outros países, além de haver uso além da necessidade técnica e métodos menos tóxicos e eficientes para o controle de pragas. "Estamos em uma situação de total descontrole, o Estado não cumpre o processo de fiscalização como deveria e a legislação para o uso de agrotóxicos também não é cumprida," disse.
Pronara
O Brasil registrou, entre 2007 e 2014, 34.147 casos de intoxicação por agrotóxico, de acordo com o presidente da ABA. Entre os problemas causados por esse tipo de intoxicação estão mal formação de feto, câncer, disfunção fisiológica, problemas cardíacos e neuronais.
Desde a primeira edição, o debate sobre a questão foi ampliado na sociedade civil e também no governo e levou à criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), cuja minuta está pronta mas ainda aguarda lançamento oficial pelo governo.

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

PESQUISA - "EXERCÍCIOS PARA EMAGRECER NUNCA FUNCIONARAM; COMER MENOS SIM"

(COMA MENOS)
A atividade física tem um papel relativamente pequeno no controle do peso, e a atenção de políticas públicas contra a obesidade deveria estar na qualidade da alimentação - é o que defende um artigo assinado por médicos no British Journal of Sports Medicine.
"A atividade física regular reduz o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e algumas formas de câncer em até 30%" - mas não a perda de peso - escrevem os pesquisadores.
Eles dizem querer desfazer o que chamam de "mitos" sobre exercício e obesidade: "A atividade física não promove a perda de peso", argumentam.
Propaganda enganosa
O texto, assinado por três especialistas da Grã-Bretanha, Estados Unidos e África do Sul, põe a culpa do problema da obesidade no alto consumo de açúcar e carboidratos nas dietas modernas.
E ataca a indústria alimentícia por incentivar a percepção equivocada de que o exercício possa compensar os efeitos negativos da má alimentação.
"A Coca-Cola, que gastou US$ 3,3 bilhões em publicidade em 2013, empurra a mensagem de que 'toda caloria vale'; eles associam seus produtos com o esporte, sugerindo que está tudo bem consumir suas bebidas desde que você se exercite", escrevem. "A ciência nos diz que isto é enganoso e equivocado. O que é crucial é a origem das calorias. As calorias do açúcar promovem depósitos de gordura e fome. As calorias da gordura promovem saciedade."
Mau hábito
Os cientistas dizem que até 40% dos indivíduos com peso considerado normal enfrentarão anormalidades metabólicas associadas com a obesidade por causa de hábitos alimentares inadequados.
Também observam que a obesidade representa "apenas a ponta do iceberg" dos efeitos adversos da má alimentação na sociedade: "Segundo o relatório sobre o peso global das doenças da (publicação científica) Lancet, uma dieta pobre já gera mais doenças que a inatividade física, o álcool e o fumo juntos."
Para o cardiologista Aseem Malhotra, da Academy of Medical Royal Colleges, na Grã-Bretanha - um dos médicos que assinam o artigo - "uma pessoa obesa não precisa fazer nenhum exercício para perder peso, só precisa comer menos. Minha maior preocupação é que a mensagem que está sendo transmitida ao público sugere que você pode comer o quanto quiser, desde que se exercite."
"Isto não tem base científica. Você não pode compensar os efeitos de maus hábitos alimentares fazendo exercício," finalizou.
Equilíbrio
Para outros médicos e pesquisadores, contudo, o equilíbrio não precisa ser só na dieta: uma boa dieta e uma quantidade razoável de atividade física é o melhor caminho para o fim da obesidade e a garantia de uma melhor saúde.
A preocupação é que posicionamentos como o defendido pelos três médicos possa desencorajar as pessoas a se exercitarem, abrindo mão dos benefícios que a prática física traz à saúde.

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domingo, 12 de abril de 2015

CIÊNCIA - " A GALÁXIA COM 40 BILHÕES DE TERRAS"

(Via Láctea vista de cima)

Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora dos sistema solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos.
Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã - ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.
"Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis", afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. "Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta."
Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida - água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida?
Para a Nasa, vida é oficialmente definida como "um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana". Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca?
LEIA TAMBÉM:
A descoberta de mundos - A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo.
"Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor", afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. "Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto."
A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo - entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um dos "caçadores de planetas" mais bem-sucedidos da astronomia moderna - o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).
Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia - elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas.
"Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia", afirma Kane. "Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas."
Missões do futuro - A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores.
Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados.
Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida - os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida.
Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler - que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que "mira" o telescópio, mas continua em atividade - virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
Possibilidade de vida - Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea - o único tipo conhecido até hoje - mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar.
Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico.
"Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP).
Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira "Terrocêntrica", buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas.
"Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida", afirma o cientista.
Um cosmo próspero? - Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem.
"Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza", diz Galante.
Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. "Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro - uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia", afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta - e minúsculo - cercado de bilhões de outros com seres diferentes.
"Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida", diz o astrofísico Stephen Kane. "O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres."
Fonte Limpa : http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia