sexta-feira, 13 de maio de 2016

FÍSICA QUÂNTICA - "VÓS SOIS DEUSES"


Há poucos dias, em um experimento histórico, físicos finalmente mostraram de forma incontestável que Einstein estava errado ao menos em uma de duas de suas ideias fundamentais, uma delas envolvendo as incertezas e as leis probabilísticas da mecânica quântica.
Para não deixar margens a dúvidas, outra equipe finalmente demonstrou de forma inequívoca uma das previsões mais estranhas da teoria quântica - a previsão de que um sistema quântico não pode mudar enquanto o pesquisador o estiver observando, confirmando que o observador de fato influencia os experimentos quânticos.
Segundo os físicos da Universidade de Cornell, nos EUA, responsáveis pelo experimento, esse comportamento quântico foi bem ilustrado na série Dr. Who pelos "Anjos Lamentadores", criaturas predatórias que assumem a forma de estátuas e que apenas se movem e atacam quando não estão sendo olhadas.
Além de resolver uma disputa de longa data entre os físicos, o experimento abre o caminho para uma técnica fundamentalmente nova para controlar e manipular os estados quânticos de átomos - em um primeiro momento, permitindo ao menos a criação de novos tipos de sensores.
Efeito Zeno Quântico
Para testar a influência do observador sobre os experimentos quânticos, Yogesh Patil e Srivatsan Chakram resfriaram um gás contendo cerca de um bilhão de átomos de rubídio, no interior de uma câmara de vácuo, até próximo do zero absoluto, e suspenderam a massa usando feixes de laser. Nesse estado, os átomos se organizam em uma grade ordenada como se estivessem em um cristal sólido e funcionam como se fossem uma entidade única - por isso essa estrutura é muitas vezes chamada de "átomo artificial".
Em temperaturas tão baixas, os átomos podem tunelar de um lugar para outro na rede atômica. O famoso princípio da incerteza de Heisenberg diz que a posição e a velocidade de uma partícula estão relacionadas e não podem ser simultaneamente medidas com precisão.
Como a temperatura é uma medida do movimento de uma partícula, no frio extremo do quase zero absoluto a velocidade é praticamente zero, de forma que há muita flexibilidade na posição: quando você os observa, os átomos são tão susceptíveis de estar em um lugar na rede como em qualquer outro.
Os pesquisadores demonstraram então ser possível suprimir o tunelamento quântico - as mudanças de posição - meramente observando os átomos. Olhe para eles, e eles "congelam" no lugar; interrompa a medição, e eles voltam a tunelar. Isto foi feito repetindo rapidamente as medições: quanto mais rapidamente elas são feitas, menor é a probabilidade de os átomos terem saído do lugar.
Este assim chamado "Efeito Zeno Quântico" - ou "Efeito do Observador" - deriva de uma proposta feita em 1977 por George Sudarshan e Baidyanath Misra, da Universidade do Texas, que notaram que a natureza estranha das medições quânticas permite, em princípio, que um sistema quântico seja "congelado" por medições repetidas, feitas em sequência.
Classicalidade emergente
"Esta é a primeira observação do Efeito Zeno Quântico por uma medição do movimento atômico no espaço real," disse o professor Mukund Vengalattore, orientador da equipe. "Além disso, devido ao alto grau de controle que conseguimos demonstrar em nossos experimentos, nós podemos 'sintonizar' gradualmente a maneira pela qual observamos esses átomos. Usando este ajuste, nós fomos capazes de demonstrar também um efeito chamado 'classicalidade emergente' neste sistema quântico."
Na classicalidade emergente, os efeitos quânticos desaparecem, e os átomos começam a se comportar da maneira prevista pela física clássica, que nos parece muito mais intuitiva.
A propósito, com o estabelecimento desses experimentos definitivos mostrando a realidade das esquisitices quânticas, as atenções começam a se voltar justamente para essa fronteira entre o clássico e o quântico - entre os "reinos" que obedecem às leis da física clássica ou às leis da mecânica quântica.
Embora tradicionalmente associados com as dimensões - o tamanho - das partículas envolvidas, alguns indícios apontam que a gravidade possa ser usada para explicar a fronteira clássico-quântico, enquanto outros físicos vão ainda mais longe, propondo que a física quântica emerge na fronteira entre múltiplos universos.

Bibliografia:


Measurement-Induced Localization of an Ultracold Lattice Gas
Y. S. Patil, S. Chakram, M. Vengalattore
Physical Review Letters
Vol.: 115, 140402
DOI: 10.1103/PhysRevLett.115.140402



Nondestructive imaging of an ultracold lattice gas
Y. S. Patil, S. Chakram, L. M. Aycock, M. Vengalattore
Physical Review Letters
Vol.: 90, 03342

sábado, 2 de abril de 2016

PESQUISA - "CARNE VERMELHA E MENSTRUAÇÃO PRECOCE"

Meninas que comem carne vermelha começam a menstruar mais cedo do que aquelas que não comem esse tipo de carne.
Por outro lado, as garotas que consomem peixes com alto teor de gordura, como atum e sardinha, mais de uma vez por semana, têm seu primeiro ciclo menstrual significativamente mais tarde do que aquelas que comem os mesmos peixes apenas uma vez por mês ou menos.
Os dados foram coletados entre meninas de 5 a 12 anos de idade da Colômbia por pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA). Elas foram monitoradas por cerca de seis anos.
Carne vermelha e menstruação precoce
A carne vermelha consumida pelas meninas variou entre menos de quatro vezes por semana a duas vezes por dia.
As meninas que comiam mais carne vermelha começaram seus períodos em uma idade mediana de 12 anos e 3 meses. Aquelas que comiam com menos frequência menstruaram com 12 anos e 8 meses. Aquelas que comiam peixe gordo mais frequentemente começaram aos 12 anos 6 meses.
"Nós não sabemos quais componentes específicos da carne vermelha podem provocar a menstruação precoce. Poderia ser a proteína ou alguns micronutrientes naturalmente presentes na carne vermelha, subprodutos que são criados durante a fabricação, a embalagem das carnes curadas, durante o cozimento, ou substâncias que estão nos alimentos do gado," disse o professor Eduardo Villamor.
Micronutrientes da carne
Cinco meses podem não parecer muito, mas é um número significativo quando se fala de um estudo populacional, disseram os pesquisadores.
"É uma diferença importante porque está associada ao risco de doenças mais tarde na vida. Este resultado pode também contribuir para explicar porque o consumo de carne vermelha no início da vida está relacionado ao aumento do risco de câncer de mama mais tarde na vida," disse Erica Jansen, a principal autora do estudo.
Além do câncer de mama, o início precoce da puberdade tem sido associado com doenças cardíacas, como a obesidade e o diabetes tipo II.

fonte : http://diariodasaude.com.br/

PESQUISA - "VIBRAÇÃO MÍNIMA PARA RESULTADOS MÁXIMOS EM EXERCÍCIOS FÍSICOS"

Os pesquisadores construíram um equipamento simples, que pode ser adaptado aos aparelhos tradicionais de ginástica, para que os usuários fiquem mais fortes mais rapidamente.

Exercícios vibrantes
Adicionar uma vibração de 30 Hertz - 30 "vibradas" por segundo - a uma sessão de exercícios físicos melhora o impacto do treinamento de 25 a até 100 por cento.
Esse resultado surpreendente é importante não apenas para quem quer resultados mais rápidos na academia, mas particularmente para a reabilitação de pacientes que precisam recuperar sua força depois de cirurgias ou longos períodos de convalescença.
A descoberta foi feita Lin Xu e Massimo Mischi, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven (Holanda).
Com os bons resultados, a dupla construiu um equipamento simples, que pode ser adaptado aos aparelhos tradicionais de ginástica, para que os usuários fiquem mais fortes mais rapidamente.
Autoesforço dos músculos
Segundo os pesquisadores, a razão da melhoria do ganho muscular gerado pelas vibrações está no reflexo dos próprios músculos à vibração, um fenômeno pelo qual os músculos se contraem em resposta à vibração.
É como se os músculos malhassem por conta própria, com esse "autoesforço" somando-se ao esforço consciente do atleta.
Esse esforço extra pode ser comprovado no fato de que o cansaço também vem mais rapidamente - mas a soma dos dois esforços compensa largamente o menor tempo de treino.
Tríceps e peso
Os testes, que compararam usuários que faziam os mesmos exercícios com e sem vibração, mostraram que, no cômputo geral de todos os aparelhos, a vibração de 30 Hertz aumentou o efeito em pelo menos 25%.
Para um exercício específico para o tríceps, o efeito foi otimizado por uma média de 100% entre todos os voluntários.
Em exercícios que envolviam levantamento de peso, os voluntários também foram capazes de trabalhar com pesos duas vezes maiores do que os indivíduos sem vibração.

FONTE : http://www.diariodasaude.com.br/
[Imagem: Bart van Overbeeke/TU Eindhoven]

segunda-feira, 28 de março de 2016

PESQUISA - "CÃES E OUTROS ANIMAIS ENXERGAM CAMPOS MAGNÉTICOS"


Alguns animais têm um sentido adicional que os ajuda a detectar campos magnéticos, algo chamado de “magnetorrecepção”. E cientistas europeus descobriram que a molécula responsável por isto também pode ser encontrada nos olhos de cachorros e de alguns primatas, sugerindo que eles são capazes de ver campos magnéticos.
Existe um tipo especial de proteína que permite a certos animais – como aves, insetos, peixes e répteis – regular o “relógio biológico” (ritmo circadiano) e também detectar campos magnéticos, percebendo sua direção, altitude e localização. Essas moléculas sensíveis à luz se chamam “criptocromos”.
Humanos são incapazes de ter esse tipo de percepção, mas alguns mamíferos – como morcegos, toupeiras e ratos – parecem ter essa capacidade; no entanto, a extensão disso ainda é desconhecida.
No primeiro estudo do tipo, pesquisadores do Instituto Max Planck e várias outras instituições investigaram a presença de uma versão desta molécula (chamada criptocromo 1) em retinas de 90 espécies de mamíferos.
fotoreceptor
Imagens da camada do fotorreceptor nas retinas de cachorros e orangotangos. O criptocromo 1 (Cry 1) pode ser visto na imunofluorescência verde. Crédito: Christine Niessner et al., 2016/Nature Scientific Reports
Eles acharam esta molécula em cones sensíveis à cor azul de carnívoros como cachorros, lobos, ursos, raposas e texugos, mas não a encontraram nos olhos de gatos, leões e tigres.
Entre os primatas, foi descoberta a presença do criptocromo 1 em orangotangos, macacos Rhesus e macacos-cinomolgos. Os detalhes foram publicados na Nature Scientific Reports.
Embora seja considerada uma espécie de sexto sentido, a magnetorrecepção é ligada ao sistema de visão dos animais. Os campos magnéticos ativam o criptocromo 1 na retina, ajudando os animais a verem como a inclinação dos campos se alinham com a superfície da Terra.
Como o criptocromo 1 ativo está na parte sensível à luz das células cones dos mamíferos, os pesquisadores suspeitam que isso auxilia na magnetorecepção, e não no ritmo circadiano ou na visão em si.
Ainda não sabemos como cachorros e primatas usam a magnetorecepção, mas as raposas podem dar uma pista: ao caçar, elas têm mais sucesso ao pegar ratos quando eles vão na direção norte. Para os primatas, isto pode ajudá-los com a orientação corporal, ou pode ser um vestígio evolucionário que não é usado.
O próximo passo será provar se esses mamíferos estão influenciando o poder do criptocromo 1, ou se as moléculas estão agindo de outras formas na retina.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

FÍSICA QUÂNTICA - " FORMAS DE VIDA DESCONHECIDAS DETECTADAS NO AMBIENTE POR LENTES ESPECIAIS "


Pesquisadores que procuram por evidência de antimatéria no Universo acreditam ter encontrado uma ‘forma de vida invisível’ no planeta, anteriormente desconhecida.
O grupo de pesquisadores que descobriu as misteriosas entidades trabalha para a corporação Thunder Energies, uma empresa envolvida com física nuclear, energia e equipamentos ópticos.  De acordo com eles, estas misteriosas entidades habitam a atmosfera da Terra.
A empresa é gerenciada pelo físico nuclear, diplomado na Havard, Dr. Ruggero Santilli.  O Dr. Santilli é considerado por muitos como perito em matemática e física, e já foi indicado para os Prêmios Nobel de Química e Física.  Ele desenvolveu um telescópio revolucionário, o qual foi projetado para encontrar luz antimatéria no Universo.  Ao contrário de telescópios refratores convencionais, que são feitos com lentes convexas, o telescópio de Santilli é feito com lentes côncavas.
De acordo com Santilli:
“Através do uso de telescópios com lentes côncavas, conhecidos como telescópios Santilli (marca e patente pendentes pela empresa pública estadunidense Thunder Energies Corporation), revisamos evidências da existência aparente de galáxias antimatéria, e raios cósmicos antimatéria.  Independentemente destas detecções astrofísicas, apresentamos pela primeira vez evidências da aparente existência de entidades em nosso ambiente terrestre, as quais são somente visíveis através de telescópios com lentes côncavas, enquanto são invisíveis aos nossos olhos e aos telescópios convencionais do tipo Galileu, com lentes convexas…”
O novo relatório, que foi publicado no American Journal of Modern Physics revelou a descoberta controversa, a qual sugere pela primeira vez a existência de entidades em nosso ambiente terrestre, as quais são invisíveis à olho nu e aos telescópios feitos de lentes convexas.
A detecção das entidades terrestres invisíveis foi publicada no trabalho intitulado:  Apparent Detection via New Telescopes with Concave Lenses of Otherwise Invisible Terrestrial Entities (ITE).
No estudo Santilli declara:
“Para sua grande surpresa, entidades não identificadas, porém claramente visíveis, imediatamente apareceram na tela da câmera acoplada ao telescópio Santilli, sem qualquer ampliação, sem que as mesmas entidades fossem visíveis a olho nu, e sem qualquer imagem correspondente existente na tela da câmera acoplada ao telescópio Galileu.  Esta descoberta inesperada disparou um novo uso sistemático dos telescópios Galileu e Santilli, desta vez para a procura de entidades, aqui chamadas de Invisible Terrestrial Entities – ITE (Entidades Terrestres Invisíveis), as quais são invisíveis aos nossos olhos, bem como aos instrumentos ópticos com lentes convexas, mas são de outra forma perfeitamente visíveis através dos telescópio Santilli com lentes côncavas, e estão localizadas em nosso ambiente terrestre.”
Uma primeira visão das Entidades Terrestres Invisíveis (ITE-1), foi detectada em duas fotos diferentes, em 5 de setembro de 2015, no céu noturno de Tampa Bay, Flórida, através e um par de telescópios Galileu e Santilli de 100mm, com uma câmera Sony SLT-A58K, ajustada com o ISO automático e uma exposição de 15 segundos.  A entidade é classificada como ISE-1, pois foi somente detectada no telescópio Santilli (assim emitindo luz com índice de refração negativa), e ela deixa uma imagem preta no fundo da câmera digital (assim emite luz com energia negativa).
Em observações posteriores, o Dr. Santilli identificou dois tipos diferentes de ITEs, reconhecendo que mais tipos de entidades podem ser identificadas no futuro.  Santilli declara que ambos os tipos de ITEs têm sido independentemente verificadas por colegas cientistas e suas existências foram confirmadas numa palestra no Clube de Astronomia de St. Petersburg, em 25 de setembro de 2015.
O primeiro tipo de ITE é definido pelo Dr. Santilli como entidades que:
  • Não são visíveis ao olho humano ou aos instrumentos ópticos convencionais com lentes convexas, mas são de outra forma completamente visíveis através de telescópios Santilli com lentes côncava;
  • Elas são visíveis em nosso ambiente terrestre, e não no espaço astrofísico profundo; e
  • Deixam ‘imagens pretas’ no fundo de câmeras digitais acopladas aos telescópios Santilli.
De acordo com relatórios, estas entidades se moviam lentamente e rotacionavam.  O Dr. Santilli declara que este tipo de movimento em particular exclui impurezas em seus telescópios, já que algumas pessoas especularam que estas entidades eram na verdade erros nas lentes dos telescópios, ou na câmera.
Santilli diz que a emissão da luz antimatéria não significa que a entidade seja feita de antimatéria, pois a existência de entidades dentro de nossa atmosfera implicaria numa explosão catastrófica, devido a aniquilação matéria-antimáteria.
Ele ainda escreve que:
“ITE-1 consiste em entidades-matéria em nosso ambiente terrestre, se locomovendo através da aquisição de antimatéria em seus interiores, com o consequente uso de propulsão matéria-antimatéria, e conseguem a invisibilidade através da emissão de luz antimatéria, como um tipo de exaustor.”
ITE-1
Santilli define o segundo tipo de entidade, ITE-2, como:
“Não visíveis ao olho humano ou aos instrumentos ópticos convencionais com lentes convexas, mas perfeitamente visíveis através de telescópios Santilli com lentes côncavas… Deixam ‘imagens claras’no fundo das câmeras digitais acopladas aos telescópios Santilli.”
Santilli continua seu estudo declarando:
“Consequentemente, tanto ITE-1 quanto ITE-2 possuem um índice negativo de refração quando propagam no meio da matéria, tal como vidro.  Sua diferença principal é que as primeiras entidades, também chamadas de ITEs escuras, carregam energia negativa, assim causando imagens pretas no fundo de uma câmera acoplada ao um Telescópio Santilli, enquanto as últimas, também chamadas de ITEs claras, carregam energia positiva, assim causando imagens claras, embora tenham um índice de refração negativo.”
O cientista declarou que as ITE-2 estavam se movendo e pulsando para frente e para trás quando foram vistas pelos telescópios Santilli, sugerindo que estavam “conduzindo uma vigilância não autorizada da área de Tampa… assim confirmando a necessidade de monitoramento sistemático de instalações civis, militares e industriais sensíveis.”
Para acessar a página em inglês sobre a descoberta, acesse o seguinte link: http://www.thunder-energies.com/docs/ITE-paper-12-15-15.pdf

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PESQUISA - "PENSAMENTOS HUMANOS SÃO FEITOS DE MATÉRIA"

(CRIANDO, MANTENDO E MODIFICANDO A MATÉRIA)

Pesquisadores da Tomsk State University, na Rússia, e da New Bulgarian University, na Bulgária, afirmaram que pensamentos humanos são capazes de materializar um objeto.
Os resultados de seu estudo foram publicados na revista processamento Cognitive Processing.

Simulação mental

Os cientistas basearam sua pesquisa na ideia da chamada “simulação mental”, a fim de mostrar que o pensamento humano é material.
Eles queriam saber como o idioma influenciava a percepção do espaço, particularmente as dimensões essenciais “em cima-embaixo” e “esquerda-direita”.
“Queríamos verificar se o significado das palavras podia influenciar a simulação mental, isto é, a simulação da situação na cabeça”, disse Oksana Tsaregorodtseva, da Tomsk State University.
Na experiência, os pesquisadores pediram aos participantes para lembrar a localização do ponto no qual eles haviam escrito as palavras “para cima” ou “para baixo”. Os resultados indicam que a leitura das palavras ativou a representação do espaço designada por estas palavras, mesmo que no momento os participantes estivessem focados em outro processo, no caso, memorizar a localização dos pontos.
“A palavra é capaz de aumentar a sensação da realidade do objeto no espaço, não obstante o fato de que não existem objetos”, explicou Tsaregorodtseva.

Palavra = objeto

Pesquisas recentes nos mostram que a simulação mental não é muito diferente da realidade no que diz respeito à percepção do cérebro. Para nosso principal órgão, a situação real e a simulação são um único evento.
Experimentos realizados por outros cientistas na Europa sugerem que a mera tentativa de lembrar a posição espacial de um ponto na tela pode afetar a trajetória de nosso olhar.
Por exemplo, se uma pessoa memoriza a posição de um ponto como sendo no canto superior esquerdo da tela, e em seguida é convidada a olhar para cima em uma tela em branco, a trajetória do olhar centra-se no lado oposto ao do ponto anteriormente visto.
Este efeito é explicado pela simulação mental: a pessoa está ocupada memorizando a posição do ponto no cérebro, e essa memória é tão ativa que ela precisa “dar a volta” nesse obstáculo como se algo estivesse lá (ou seja, olhar para o lado oposto de um ponto inexistente em uma tela em branco, não havendo necessidade de se fazer isso).
A conclusão é de que as palavras, embora inerentemente intangíveis, desencadeiam a sensação de um objeto real no espaço.
O estudo ainda está em uma fase inicial, mas os cientistas especulam a aplicação dos seus resultados em neuropsicologia, por exemplo, para ajudar pessoas com percepção espacial prejudicada.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

EPIGENÉTICA - "VOCÊ NÃO É SÓ VOCÊ"

(DNA DE VÁRIOS HUMANOS DENTRO DE VOCÊ)


É um fato bem estudado que não estamos sozinhos dentro de nossos corpos.
 Abrigamos, por exemplo, milhões de bactérias em nosso organismo que influenciam em diversas coisas, por exemplo, no nosso apetite.
No entanto, os cientistas estão começando a entender que podemos ter também, dentro de nós, DNA de outros humanos.
Não é ficção científica, nem filme de terror. De acordo com Peter Kramer, da Universidade de Pádua, na Itália, “diferentes indivíduos dentro de nós lutam por controle”. Isso significa que esse DNA estranho dentro de nós pode mudar nosso comportamento.
Kramer e sua colega Paola Bressan publicaram recentemente um artigo na revista Perspectives in Psychological Science sobre esse estranho fenômeno, chamado de microquimerismo (lembra da quimera, uma criatura mista que possui DNA de dois animais diferentes?). 
A ideia do texto é pedir que psicólogos e psiquiatras prestem mais atenção nas formas com que isso pode influenciar a nossa conduta.
Mas, questiona você, de onde vem esse DNA que “absorvemos”? Talvez de um gêmeo com quem você tenha compartilhado o útero, de um irmão mais velho que veio antes de você nesse útero, de sua mãe, ou, se você for mulher, de um filho.
Por exemplo, um estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriu que 63% das mulheres que tinham tido filhos abrigavam células masculinas em seus cérebros.
Foi descoberto também que este DNA estranho pode potencialmente influenciar qual mão é sua dominante, ou a propensão a desenvolver a doença de Alzheimer, por exemplo..

Muitos mistérios permanecem

Em uma pesquisa com mulheres dinamarquesas que tinham estado grávidas, epidemiologistas determinaram que os cromossomos Y “sobrados” no seu organismo melhoraram a saúde geral das participantes.
O que é mais estranho, no entanto, é que o microquimerismo de células masculinas em mulheres ocorreu mesmo quando elas nunca tinham dado à luz a um filho do sexo masculino – o DNA foi possivelmente transferido por um irmão mais velho ou até mesmo através do sexo com um homem.
Tudo isso nos mostra que o corpo humano está longe de ser fixado ao nascimento, e que se transforma com o tempo.
 Por enquanto, só estamos começando a compreender a extensão com que “incorporamos” DNA estranho, e como isso nos afeta.


terça-feira, 14 de julho de 2015

PESQUISA - "PARKINSON PODE TER ORIGEM INTESTINAL"

Origem do Parkinson
Embora o Mal de Parkinson seja uma das mais graves doenças neurodegenerativas, ela pode não se originar no cérebro, mas no trato gastrointestinal.
A conclusão é fruto de um grande levantamento epidemiológico feito por pesquisadores da Universidade Aarhus (Dinamarca).
Esta conclusão dá suporte a um estudo feito por pesquisadores suecos no ano passado, igualmente afirmando que o mal de Parkinson pode se originar no intestino, embora os pesquisadores dinamarqueses sugiram uma outra rota de migração da doença.
Partindo do trato gastrointestinal, sugerem eles, a doença de Parkinson chegaria ao cérebro por meio do nervo vago.
Nervo vago
"Nós fizemos um estudo dos registros médicos de quase 15.000 pacientes que tiveram seu nervo vago interrompido no estômago - entre 1970 e 1995 esse procedimento era um tratamento comum de úlceras," explica a pesquisadora Elisabeth Svensson, coordenadora do estudo.
"Se realmente é correto que a doença de Parkinson começa no intestino e se espalha através do nervo vago, então esses pacientes de vagotomia devem, naturalmente, estar protegidos contra o desenvolvimento da doença," prossegue ela.
E a hipótese se mostrou fortemente válida, com os pacientes sem a conexão do nervo vago apresentando apenas metade da chance de terem Parkinson no período de 20 anos após a cirurgia. Essa proteção não ocorreu nos pacientes com dano parcial no nervo vago.
"Pacientes com doença de Parkinson frequentemente ficam constipadas muitos anos antes que recebam o diagnóstico [da doença neurodegenerativa], o que pode ser um indicador precoce da ligação entre a patologia gastrointestinal e a patologia neurológica relacionada com o nervo vago," justifica a pesquisadora.
Mesmo caminho do Alzheimer
Curiosamente, o mesmo processo vem-se dando com outra importante doença crônica neurodegenerativa, o Mal de Alzheimer.
Algumas novas hipóteses apontam que as placas amiloides típicas do Alzheimer podem nascer no fígado, enquanto outros pesquisadores acreditam queAlzheimer e diabetes são a mesma doença.
Outra hipótese já largamente aceita é que as placas de beta-amiloide podem ser consequência, e não causa do Alzheimer.

www.diariodasaude.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2015

PESQUISA : "CONSIGA EMAGRECER COMENDO MENOS OU SUBINDO MONTANHAS"

(AVANTE !)

Segundo Aaron E. Carroll, professor de pediatria da Escola de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), quando se trata de perder peso, comer menos é mais importante do que fazer atividade física. Pelo menos, é isso que os estudos mostram.
Isso não quer dizer que não devemos nos exercitar – o exercício faz muito bem para a saúde, no geral. Mas fechar a boca é mais eficiente quando se trata de derreter uns quilinhos.
É só fazer a seguinte reflexão: se uma pessoa acima do peso consome 1.000 calorias a mais do que queima por dia e busca um equilíbrio de energia, pode fazê-lo através do exercício ou da dieta. Enquanto trinta minutos de corrida ou natação pode queimar 350 calorias, a mesma redução de calorias pode ser alcançada eliminando 470 ml de refrigerante por dia. O que é mais fácil?

Dieta 1 x 0 Exercício

O exercício tem muitos benefícios, mas há problemas com contar com ele para controlar o peso. Carroll explica que, de 2001 a 2009, o percentual de pessoas suficientemente ativas fisicamente nos EUA tem aumentado, mas a porcentagem de americanos obesos não tem diminuído. Uma coisa não conseguiu impedir a outra.
Uma meta-análise de 2011 observou a relação entre atividade física e massa gorda nas crianças e descobriu que ser ativo provavelmente não é o fator determinante para saber se elas têm peso saudável.
Na população adulta, estudos também têm dificuldade em mostrar que uma pessoa fisicamente ativa tem menos probabilidade de ter excesso de peso do que uma pessoa sedentária. Além disso, estudos de balanço energético mostram que o gasto energético total e níveis de atividade física nos países em desenvolvimento e industrializados são semelhantes, tornando a atividade improvável de ser a causa das diferentes taxas de obesidade (sendo assim, pode ser a dieta, os fast foods, as porções gigantescas…).
Além disso, o exercício aumenta o apetite. Afinal, quando você queima calorias, seu corpo geralmente sinaliza para substituí-las. Pesquisas confirmam isso. Uma revisão sistemática de 2.012 estudos que analisou quão bem as pessoas seguiam programas de exercícios mostrou que, ao longo do tempo, elas acabam queimando menos energia do que o previsto e aumentando a sua ingestão calórica.
  • Papel pequeno na perda de peso
Outras alterações metabólicas podem anular os benefícios esperados de perda de peso a partir do exercício a longo prazo. Quando você perde peso, o metabolismo muitas vezes fica mais lento. A pesquisa mostra que a taxa metabólica de repouso em quem faz dieta diminui significativamente, independentemente da quantia de exercício físico feita. É por isso que a perda de peso pode parecer fácil quando você começa, mas torna-se mais difícil ao longo do tempo.
Isso não quer dizer que o exercício não ajude em nada na perda de peso. Muitos estudos mostram que a adição de uma rotina de exercícios à dieta pode ser benéfica.
Uma meta-análise publicada no ano passado mostrou que, longo prazo, os programas de gestão de peso que combinam exercício com dieta podem levar à perda de peso mais sustentada ao longo de um ano do que só fazer dieta. Ao longo de um período de seis meses, no entanto, a adição de exercício não fez diferença. Outra revisão sistemática de pesquisas encontrou resultados semelhantes, com dieta e exercício sendo uma combinação um pouco melhor do que somente dieta para a perda der peso.

Mudança gradual

Se você tem tempo para fazer uma hora ou mais de exercício físico por dia, também tem tempo para cozinhar ou preparar uma refeição caseira saudável – e, se o seu objeto for perder peso, você provavelmente terá resultados melhores com a dieta.
Carroll assume que não é fácil – nem manter uma dieta saudável, nem criar uma rotina de exercícios. Mas só com força de vontade se chega a algum lugar. O que é mais provável de funcionar é a mudança gradual, que lute contra um metabolismo desacelerando e o desejo de comer mais a fim de conquistar o peso ideal.
  • Sim ao exercício
Para perder peso, é melhor fechar a boca, mas isso não quer dizer que os exercícios não sirvam para nada. Eles têm grandes vantagens para a saúde, por exemplo, podem prevenir doenças musculoesqueléticas, cardiovasculares, pulmonares, neurológicas, diabetes e depressão.
Se, para você, fazer exercício é mais atraente do que comer menos, vá fundo. Você só terá a ganhar. Mas leve em conta que, infelizmente, essa não é a forma mais eficaz de escorrer os quilos a mais para fora do corpo. 


terça-feira, 16 de junho de 2015

EPIGENÉTICA - "O MÊS DO SEU NASCIMENTO E SUAS DOENÇAS CORRELATAS"


Cientistas encontraram uma relação consistente entre o mês de nascimento e o risco de doença de uma pessoa.
Longe das previsões da astrologia, a análise mostrou que a influência parece estar ligada às condições climáticas e ambientais de cada estação do ano.
Vários estudos já haviam apontado indícios dessa ligação entre mês de nascimento e saúde - sabe-se, por exemplo, que o mês do nascimento afeta o temperamento das pessoas - mas sempre houve críticas sobre as dimensões da amostra, que deveria ser grande o suficiente para ser estatisticamente significativa.
Por isso, os pesquisadores da Universidade de Colúmbia (EUA) usaram um novo algoritmo para analisar as bases de dados médicos da cidade de Nova Iorque.
Eles descobriram que nada menos do que 55 doenças se correlacionam com a estação de nascimento.
A boa notícia é que é possível contrabalançar os efeitos negativos da data de nascimento com mudanças de hábitos, cujos efeitos são maiores.
Meses e estações
É importante observar que todos os resultados dizem respeito ao hemisfério Norte, cujas estações são invertidas em relação ao hemisfério Sul.
No geral, o estudo indica que as pessoas nascidas em maio (meio da primavera no hemisfério Norte) têm o menor risco de doenças, e os nascidos em outubro (meio do outono) o maior risco de doenças.
"Estes dados podem ajudar os cientistas a descobrir novos fatores de risco das doenças," justifica o Dr. Nicholas Tatonetti, coordenador do trabalho.
A equipe planeja agora replicar a análise com dados de outros locais nos EUA e no exterior para ver como os resultados variam com a mudança das estações e com fatores ambientais nesses lugares.
Confirmada conexão entre 55 doenças e mês de nascimento
Algumas das 55 doenças que revelaram uma conexão com o mês de nascimento do paciente. [Imagem: Mary Regina Boland et al. - JAMIA]
55 doenças
A equipe comparou 1.688 doenças com as datas de nascimento e histórico médico de 1,7 milhão de pacientes atendidos no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque entre 1985 e 2013.
A análise descartou mais de 1.600 associações, mas confirmou 39 ligações previamente relatadas na literatura médica. Também surgiram 16 novas associações, incluindo nove tipos de doença cardíaca, elevando para 55 o total de doenças para as quais há associações que não podem ser atribuídas ao acaso.
Pesquisas anteriores sobre doenças individuais, tais como asma e TDAH (hiperatividade), já haviam sugerido uma ligação com a estação de nascimento e incidência. Estas ligações foram confirmadas pelos novos dados.
Sem motivos para preocupação
O que mais chamou a atenção foi a conexão entre mês de nascimento e nove tipos de doenças cardíacas, uma das maiores causas de mortalidade nos países desenvolvidos.
As pessoas nascidas em março (fim do inverno) enfrentam o maior risco para a fibrilação atrial, insuficiência cardíaca congestiva e distúrbio da válvula mitral.
Mas parece não haver motivos para grandes preocupações, como alertam os próprios pesquisadores.
"É importante não ficar excessivamente nervoso sobre estes resultados, porque mesmo que tenhamos encontrado associações significativas, o risco global de doença não é tão grande," observa o Dr. Tatonetti. "O risco relacionado ao mês de nascimento é relativamente menor quando comparado a variáveis mais importantes, como a dieta e os exercícios físicos."
O estudo foi publicado no Journal of American Medical Informatics Association.

A seguir, confira algumas das doenças que podem se relacionar com o mês de nascimento:
Janeiro: hipertensão

Fevereiro: câncer de pulmão

Março: insuficiência cardíaca, arritmia, distúrbio da válvula mitral

Abril: angina
Maio: mês sem doenças associadas
Junho: angina severa
Julho: asma
Agosto: mês sem doenças associadas
Setembro: vômitos
Outubro: picadas de insetos, doenças sexualmente transmissíveis, infecções respiratórias
Novembro: não há risco aumentado de doenças; mas há menos chance que os demais de apresentar arritmia, distúrbio da válvula mitral, câncer de pulmão e TDAH.
Dezembro: hematomas

Fonte : www.diariodasaude.com.br