sábado, 22 de novembro de 2014

ALERTA - "ANSIOLÍTICOS, UMA ABORDAGEM ATUALIZADA"


A busca pela tranquilidade perdida através de medicamentos alopáticos, os conhecidos antidepressivos ou ansiolíticos, passa por caminhos perigosos e muitas vezes de difícil retorno !
Uma leitura atenciosa da bula de qualquer um deles, especificamente dos “Efeitos Colaterais” deveria ser um estímulo poderoso para uma mudança radical de foco ou a busca por amparo em tratamentos que não colocassem em risco a saúde mental e física do usuário, mesmo que isto soe como contrassenso, é um fato concreto e assustador.
E as notícias são cada vez piores!
Em recente investigação da Universidade Emory em Atlanta nos Estados Unidos, descobriu-se que o uso constante deste tipo de medicamento estreita perigosamente os vasos sanguíneos, notadamente a artéria carótida em até 5 % de sua espessura original. O estudo foi realizado com 500 americanos adultos que utilizavam antidepressivos diversos, demonstrando um alerta evidente para prováveis casos de AVC ou infarto do miocárdio, principalmente em homens sob tratamento antidepressivo com estas substâncias.
Os dados foram apresentados na reunião anual da American Cardiology Society de 2011 mas por motivos comerciais óbvios não teve a divulgação merecida. Em comunicado a imprensa, o líder do estudo Amit Shaha, explicou que a interação de duas substâncias químicas cerebrais, a serotonina e a noradrenalina com antidepressivos e ansiolíticos diversos causa esta constrição vascular, diminuindo o fluxo de sangue para os órgãos e elevando a pressão arterial, sendo alto o fator de risco para a aterosclerose.
Observa-se também o aumento de peso entre muitos usuários de antidepressivos, e nos indagamos com base neste estudo se todo o sistema linfático também não sofre com esta interação químico/hormonal, já que é uma delicada rede de vasos capilares, bem menores por natureza que veias e artérias, também afetadas.
Quando voltamos os olhos para crianças e adolescentes usuários destes medicamentos, os resultados são ainda mais assustadores. A Citizens Comission on Human Rights Internacional relata que a nível mundial:
- 20 Milhões de Crianças no Mundo tomam antidepressivos receitados pelo seu médico;
- A cada 8 horas nasce um bebê no mundo com defeitos ocasionados porque a mãe usava antidepressivos durante a gestação;
- Toda a semana uma criança entra em coma no mundo devido ao uso de psicotrópicos /drogas psiquiátricas;
- Todos os meses morrem no mundo 4 crianças em razão dos efeitos colaterais ocasionados pelas drogas psiquiátricas;
- No mundo, toda semana uma criança comete suicídio por efeito atribuído ao uso de antidepressivos.
Diante destes dados negativos todos, e outros estudos atuais alertando médicos e usuários que não caberiam em todas as páginas desta revista, torna-se urgentíssima a necessidade de divulgação dos resultados positivos com estes pacientes através do uso da terapia quântica frequencial, baseada em moduladores e biofatores de órgãos e sistemas humanos, funcionando como verdadeira biblioteca de informações disponíveis para o reequilíbrio fisiológico, mental, psicológico e emocional do organismo humano. 
Sem resíduos químicos, sem interações medicamentosas ou hormonais. A resposta positiva da reposição vibracional correta funciona em ressonância com as frequências originais do sistema nervoso central ou do cérebro e todas as suas regiões, varia em função da bio-receptividade individual, mas todos os resultados são felizes em seu objetivo de sanar a depressão, falta de motivação e síndromes mais complexas como bipolaridade, síndrome do pânico, TDAH ou outros transtornos de origem central.
É fundamental analisar todo o sistema digestivo do paciente, cada profissional dentro de sua abordagem específica. Pesquisas sobre o eixo cérebro-intestino mostram-se bastante promissoras e evoluem para uma comprovação definitiva desta interação. 

Sendo o intestino identificado atualmente como “nossa maior glândula endócrina”, e produtor de grande quantidade de neurotransmissores cerebrais, pode originar daí vários quadros de alterações emocionais e psicológicas. Cérebro e intestino estão biológica e quanticamente conectados e compartilham funções.
Dentre as muitas interações e sinergias conseguidas com biofatores, moduladores e indutores frequenciais, resultados excelentes tem sido obtidos com a nova linha “Fisiotox” na drenagem e reequilíbrio emocional e psicológico de pacientes, evidenciando Neurotox, Psicodren e Tonicotox.
Em nome de todos os amigos médicos, terapeutas e profissionais da área da saúde, nossa gratidão pela disponibilidade desta abordagem; revolucionária, limpa e providencial.


Miguel Galli

Fonte : Revista Saúde Quântica / http://www.revistasaudequantica.com.br/

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CIÊNCIA - "O GRANDE MISTÉRIO DO ALINHAMENTO DE QUASARES"

( E agora ? )

Observações realizadas com o telescópio VLT, no Chile, revelaram alinhamentos nas maiores estruturas descobertas no Universo até hoje.
Os eixos de rotação dos buracos negros centrais supermassivos numa amostra de quasares encontram-se paralelos entre si ao longo de distâncias de bilhões de anos-luz.
A equipe descobriu também que os eixos de rotação destes quasares tendem a alinhar-se com as enormes estruturas da rede cósmica onde residem.
Os quasares são regiões compactas dos núcleos das galáxias onde existem buracos negros supermassivos muito ativos. Estes buracos negros encontram-se rodeados por discos de matéria extremamente quente, que é muitas vezes ejetada na direção dos seus eixos de rotação. Os quasares podem brilhar mais intensamente que todas as estrelas da galáxia onde se encontram.
"A primeira coisa estranha em que reparamos foi que alguns dos eixos de rotação dos quasares estavam alinhados uns com os outros - apesar destes quasares se encontrarem separados de bilhões de anos-luz", disse Damien Hutsemékers da Universidade de Liège, na Bélgica.
A equipe foi mais longe e descobriu que estes corpos celestes não se encontram uniformemente distribuídos, mas formam uma rede cósmica de filamentos e nós em torno de enormes vazios onde as galáxias são mais escassas.
Alinhamento cósmico
Os novos resultados do VLT indicam que os eixos de rotação dos quasares tendem a posicionar-se paralelamente às estruturas de larga escala nas quais se encontram, ou seja, se os quasares se encontram em um filamento comprido, a rotação dos seus buracos negros centrais apontarão na direção do filamento. Os pesquisadores estimam que a probabilidade destes alinhamentos serem simplesmente um resultado aleatório é menor que 1%.
"O alinhamento nos novos dados, em escalas ainda maiores do que as atuais previsões das simulações, poderá indicar que ainda falta um ingrediente nos nossos modelos do cosmos atuais", disse Dominique Sluse, coautor do estudo.
A equipe não conseguiu observar de forma direta os eixos de rotação ou os jatos dos quasares. Em vez disso, foi medida a polarização da radiação emitida por cada quasar e, para 19 deles, encontrou-se um sinal polarizado significativo. A direção desta polarização, combinada com outras informações, pôde ser utilizada para deduzir o ângulo do disco de acreção e consequentemente a direção do eixo de rotação do quasar.
"A correlação entre a orientação dos quasares e a estrutura a que pertencem é uma importante previsão dos modelos numéricos de evolução do Universo. Estes dados nos fornecem a primeira confirmação observacional deste efeito, em escalas muito maiores do que o que tem sido observado até hoje em galáxias normais", concluiu Sluse.
Bibliografia:

Alignment of quasar polarizations with large-scale structures
D. Hutsemékers, L. Braibant, V. Pelgrims, D. Sluse
Astronomy & Astrophysics
Vol.: Accepted paper
Fonte : http://www.inovacaotecnologica.com.br/

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CIÊNCIA - "EFEITOS QUÂNTICOS PODEM SER RESULTADO DE MUNDOS PARALELOS INTERAGINDO"


Um físico químico da Universidade de Tecnologia do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova teoria da mecânica quântica que não apenas presume a existência de mundos paralelos, mas também que a sua interação mútua é o que dá origem a todos os efeitos quânticos observados na natureza.
A teoria, publicada pela primeira vez pelo professor Bill Poirier há quatro anos, tem atraído recentemente a atenção da comunidade da física fundamental, o que o levou a ser convidado a fazer um comentário na revista de “Physical Review X”.
Segundo a teoria de Poirier, a realidade quântica não é semelhante a ondas, mas é composta de vários mundos clássicos. Em cada um desses mundos, cada objeto tem atributos físicos muito definidos, tais como posição e momento. Dentro de um determinado mundo, os objetos interagem uns com os outros de forma clássica. Todos os efeitos quânticos, por outro lado, manifestam-se como interações entre mundos paralelos que estão “nas proximidades”.
A ideia de muitos mundos não é nova. Em 1957, Hugh Everett III publicou o que agora é chamada de interpretação de “Muitos Mundos” da mecânica quântica. “Mas na teoria de Everett, os mundos não são bem definidos”, assegura Poirier, “porque a matemática subjacente é a da teoria quântica padrão, baseada em ondas”.
Em contraste, na “Teoria dos Muitos Mundos Interagindo” de Poirier, os mundos são construídos na matemática desde o início. Será que isso prova algo definitivo sobre a natureza da realidade? “Ainda não”, disse Poirier. “Observações experimentais são o teste final de qualquer teoria. Até agora, a Muitos Mundos Interagindo faz as mesmas previsões que a teoria quântica padrão, então tudo que podemos dizer com certeza no momento é que ela pode estar correta”.
Poirier teve a ideia pela primeira vez de forma inesperada, na busca de um objetivo muito mais prático. “Eu não sentei um dia e disse ‘nossa, vou inventar uma nova interpretação quântica maluca com mundos paralelos’. Eu estava tentando desenvolver um método computacional eficiente usando algo chamado trajetórias quânticas, quando de repente me ocorreu que podemos obter tudo, desde as trajetórias (ou seja, os mundos próprios), sem realmente precisar de qualquer onda”
Poirier publicou tanto a nova matemática como a nova interpretação em um artigo na “Chemical Physics” em 2010, levando a uma colaboração com o matemático Jeremy Schiff na Universidade de Bar-Ilan, em Berlim. Esta, por sua vez, levou a uma publicação de 2012 no “Journal of Chemical Physics” que – com mais de 20 mil downloads – é um dos trabalhos mais baixados na história do periódico. Mais recentemente, o trabalho tem atraído a atenção da comunidade em geral. “Estamos muito satisfeitos que outros físicos e até mesmo filósofos estejam se envolvendo agora”, comemora Poirier.
Um destes pesquisadores é o físico australiano Howard Wiseman, da Universidade de Griffith, em Brisbane. “Estou muito feliz por ter conhecido Bill”, diz Wiseman, acrescentando que Poirier “pega literalmente essa ideia de que você tem um conjunto de partículas, ao invés de apenas um”. Wiseman e seus colegas de trabalho apresentaram recentemente o seu primeiro artigo sobre Muitos Mundos Interagindo para a “Physical Review X”, que foi publicado em conjunto com o comentário de Poirier. A abordagem de Wiseman é uma versão discreta, para a qual “existe um conjunto finito, mas extremamente grande de partículas… Bem, conjunto de mundos, devo dizer”, explica-se..
Em relação aos desenvolvimentos matemáticos no artigo de Wiseman, Poirier afirma: “Estas são grandes ideias – não apenas conceitualmente, mas também em relação aos novos avanços numéricos que quase certamente serão gerados. Nosso grupo ofereceu à comunidade da física fundamental uma nova interpretação da mecânica quântica; com efeito, eles retornaram o favor, oferecendo-nos um novo método computacional promissor”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

FÍSICA QUÂNTICA - "DE ONDE VEM A INCRÍVEL COMPLEXIDADE E ORDENAÇÃO DO UNIVERSO"


A complexidade do nosso mundo pode ser avassaladora: das delicadas formas de flocos de neve aos padrões de movimento de bactérias em uma gota de água, vários fenômenos exibem uma grande engenhosidade.
Mas de onde vem esta complexidade ?
“Emergência”, uma palavra derivada do verbo emergir, vir à tona, é usada para descrever a capacidade de componentes individuais de um sistema maior de trabalharem juntos a fim de dar origem a um comportamento dramático e diverso.

Vórtices de bactérias

Um dos trabalhos recentes feitos por Enkeleida Lushi, da Universidade Brown (EUA), mostrou bactérias formando espontaneamente um vórtex bidirecional dentro de uma gota de água. As bactérias do centro da gota movimentavam-se na direção oposta às das bordas. Nenhuma bactéria escolhia criar o vórtex de forma consciente, por isto este comportamento é chamado de “emergente”.
Uma das características do comportamento emergente é que ele surge de uma forma espontânea, devido a interações geralmente simples entre as partes que constituem o grupo e o ambiente. Não há um “líder” decidindo como o sistema irá se comportar.
Uma das características desconcertantes da emergência é que o fenômeno geralmente não pode ser predito pelo comportamento das partes. Em outras palavras, sistemas emergentes são considerados maiores que a soma de suas partes.
Alguns modelos simplificados, como o dos autômatos celulares, servem para ajudar a compreender o fenômeno da emergência. Alguns modelos incluem a interação entre os elementos do sistema e seu efeito sobre o ambiente.

Emergência, emergência por todos lados

As amebas, nas condições certas, unem-se e formam algo novo: uma meleca que começa a trabalhar como um organismo único. Essa “forma única” é capaz de cobrir mais terreno que as bactérias originais, colocar colônias em locais escolhidos e já mostraram que podem encontrar a saída em labirintos.
O cérebro é outra estrutura que apresenta o fenômeno da emergência. Um neurônio individual, ou mesmo fatias inteiras do cérebro, não tem as mesmas propriedades de um cérebro interconectado. Afete partes do cérebro, e a vítima apresenta uma variação enorme na capacidade cognitiva e física, na personalidade, no humor e, em alguns casos, ocorre perda total de função.
Não só na biologia, como na sociologia aparecem fenômenos emergentes. Um dos mais dramáticos talvez seja a organização da sociedade das formigas. São todas operárias, até mesmo aquela que nós chamamos de rainha – uma operária especializada em colocar ovos.

As necessidades do formigueiro envolvem saúde, segurança e alimentação e, a qualquer momento, 25% das formigas estão dedicadas à limpeza do ninho, 25% à segurança e 50% à busca de alimentos.
emergencia
As proporções são fixas e, quando uma formiga morre, outra é convertida automaticamente para manter a relação. Esta relação é mantida pelos ferormônios que as formigas emitem: quando uma encontra muitas operárias, ela automaticamente muda de perfil para outro dos menos representados. Este sistema simples de sinais químicos mantém a força de trabalho em equilíbrio não importa o que aconteça coma colônia.
Na física e na matemática, a emergência tem um sentido um pouco diferente da biologia. A migração do micro para o macro, na física, geralmente não resulta em organização, mas em novas propriedades. Alguns átomos, ou até mesmo bilhões de átomos, fluindo por um cano ou por um lago se movimentam de forma aleatória e imprevisível, mas quando certo fluxo é atingido, ele se torna previsível. A dinâmica de fluídos é, de certa forma, uma propriedade emergente de grupos aleatórios de átomos.
Outros aspectos da física em que a emergência aparece são a pressão e volume de substâncias, que é mantida pela interação de grupos de átomos. O campo magnético de ímãs é outro exemplo de emergência – é o resultado do alinhamento espontâneo do momento magnético de bilhões, trilhões de elétrons. E a supercondutividade, bem como a super fluidez, emergem do fluxo cooperativo de elétrons e átomos, respectivamente.
Em uma escala muito maior, a própria estrutura do universo emerge da interação gravitacional das estrelas. E voltando a escalas menores, a combinação de átomos forma moléculas e macromoléculas, com a emergência de estruturas e interações que determinam sua função em biologia molecular, que por sua vez criam a biologia celular.

Ligando os níveis de complexidade

Apesar do comportamento emergente estar em praticamente todos os lugares, esta é uma área nova de pesquisa, e não há uma compreensão profunda sobre ela.
A cada nível de complexidade surgem novas leis, propriedades e fenômenos, o que é problemático para a ciência: as leis e propriedades que descrevem um nível de um sistema complexo não necessariamente explicam outro nível, não importa o quanto eles possam ser conectados. A compreensão da emergência de estruturas de moléculas não permite necessariamente que alguém possa prever a emergência da biologia celular.
Mesmo a análise e modelagem de fenômenos como os vórtices de bactérias, que ajudam a identificar ingredientes necessários para o comportamento emergente, não é suficiente. É preciso encontrar novas formas de pensar sobre a emergência, que ultrapassem os limites da modelagem convencional de sistemas específicos.
Estas novas ferramentas vão nos permitir determinar os princípios unificantes do comportamento emergente, fazendo a conexão entre todos os níveis de complexidade. Este é um dos grandes desafios da ciência atualmente: compreender e utilizar os princípios da emergência. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

INDICAÇÃO - "ENZICATAL PARA MALES DIGESTIVOS E DISBIOSE"

(NATURAL, EFICIENTE E ÚNICO EM SUA FORMULAÇÃO)

EnziCatal é composto por cinco enzimas digestivas naturais (Amilase, Bromelina, Lactase, Lipase e Protease), acrescido de fibras. Tem como ação a suplementação enzimática, garantindo uma melhor
digestão dos alimentos e consequentemente uma maior biodisponibilidade dos nutrientes, retirando a sobrecarga do organismo.

É totalmente isento de Glúten, Sódio, Lactose, Gorduras transgênicas, Gorduras totais e Gorduras saturadas.

O uso do ENZICATAL pode auxiliar beneficamente adultos e idosos com:

- Dificuldades digestivas;
- Déficit de absorção de nutrientes;
- Incompatibilidades alimentares;
- Disbiose;
- Empachamentos e Dispepsias;
- Gazes e flatulências;
- Intolerância à Lactose;
- Azia;
- Síndrorne do intestino irritável;
- Dificuldade em atingir suas necessidades nutricionais
através da alimentação.

COMPONENTES
AMILASE - Decompõe carboidratos, permitindo a absorção de elementos que produzem energia.

BROMELlNA - Enzima proteolitica vegetal com propriedades anti-inflamatórias naturais, anti-edema, protetor de massa muscular no exercício físico e modulador da síntese de fibrinogênio.

LACTASE  - Quebra a lactose em glicose e galactose, diminuindo e eliminando os sintomas causados pela intolerância à lactose.

LlPASE - Degrada os lipídios em Ácidos Graxos, que são componentes essenciais das membranas celulares, tecido cerebral e nervoso; e são fonte de energia.

PROTEASE - Ajuda a digerir proteínas, permitindo que o organismo absorva os aminoácidos necessários para produção de enzimas, hormônios, neurotransmissores, e para regeneração dos tecidos.

POLlDEXTROSE - Fornece fibras alimentares.

Modo de Usar:
1 sache ao dia ou conforme orientação de  um profissional da saúde para orientação 

Encontra-se em Ribeirão Preto e Região na Spazio Vitta (16 -36109165)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SAÚDE - "ENTENDA OQUE É DISBIOSE INTESTINAL"

  (CORRIGINDO O CAOS INTESTINAL)


A disbiose inibe a formação de vitaminas produzidas no intestino, como a B12, e permite o crescimento de fungos e bactérias capazes de afetar o funcionamento do organismo

Segundo a nutricionista consultora da farmácia online Netfarma, Sulanne Oliveira, os sintomas são: prisão de ventre crônica, gases, cólicas e diarreia. “Por serem sintomas 'simples', muitas pessoas acreditam que são coisas passageiras e acabam não procurando um médico.

 O tratamento é simples, mas caso não seja feito, doenças mais graves podem aparecer em consequência da disbiose”, explica.O intestino está entre os órgãos mais importantes no organismo. Ele funciona como um filtro, capaz de permitir ou impedir a entrada de determinados nutrientes e, até mesmo, de substâncias que podem ser prejudiciais para a nossa saúde.

Porém, quando suas paredes estão prejudicadas e há um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e agressoras do intestino, ocorre a disbiose intestinal, um distúrbio que pode acarretar sobrepeso, desnutrição e até o surgimento de outras doenças mais graves, como câncer, pancreatite aguda, esofagite, infecções urinárias e até depressão.
Causas
É possível evitar o problema tomando algumas precauções na rotina. Sabe-se que as principais causas da disbiose intestinal são o uso frequente e indiscriminado de antibióticos, antiácidos, corticosteroides, laxantes, uma alimentação pobre em fibras e nutrientes, a pouca ingestão de água, má digestão, consumo em excesso de açúcar, gorduras, proteínas e alimentos refinados, estresse crônico e deficiência de vitaminas e minerais.  
Portanto, manter uma dieta equilibrada é o primeiro passo para evitar a doença. “Em caso de sintomas, é recomendado procurar um médico gastroenterologista, para que o profissional possa desenvolver o melhor tratamento, acompanhado de uma dieta que pode ser passada pelo nutricionista”, elenca Sulanne. 

Como tratar 

O tratamento é realizado inicialmente com o ajuste da alimentação, inserindo mais fibras e líquidos no dia a dia, além do consumo de probióticos, bacilos intestinais benéficos que restabelecem o equilíbrio. “O intuito é restabelecer a recolonização intestinal com micro-organismos benéficos, o equilíbrio intestinal, a integridade da mucosa e, consequentemente, o equilíbrio funcional do organismo”, conclui a consultora.

TEXTO LETÍCIA MACIEL PARA REVISTA VIVA SAÚDE
(http://revistavivasaude.uol.com.br/)




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PESQUISA - "REPOSIÇÃO DE MELATONINA, PORQUÊ ?"

A melatonina apresenta efeito antioxidante que já foi descrito em vários estudos. Não só ela, mas vários de seus metabólitos podem detoxificar os radicais livres e seus derivados.  Devido à capacidade antioxidante da melatonina, ela pode constituir remédio efetivo para reduzir o envelhecimento, prolongar a vida e conter desordens relacionadas à idade. Alguns benefícios da propriedade antioxidante da melatonina foram observados no tratamento da artrite reumatoide, de mulheres com infertilidade, pacientes idosos com hipertensão arterial primária, doenças neurodegenerativas, e na redução dos níveis de colesterol. 
Outro papel da melatonina é sua ação imunomoduladora, já observada em vários estudos. Guerrero e Reiter sugeriram que as propriedades imunomoduladoras são mediadas via receptores nucleares e de membrana. Também foi demonstrada a atuação da melatonina na ativação de linfócitos B e T, células Natural Killer (NK), monócitos e citocinas.

Sendo assim, estudos em ratos foram capazes de demonstrar que injeções de melatonina recuperaram a função imune em ratos idosos ou imunossuprimidos, além de antagonizar efeitos de imunossupressão gerados por estresse. Os efeitos imunomoduladores da melatonina também foram observados em pacientes com asma e na artrite reumatoide tanto profilática como terapêutica, inibindo a resposta inflamatória.

Sendo assim, os efeitos da melatonina no sistema imune são complexos, às vezes contraditórios, e dependem de vários fatores, como, por exemplo, a dose estipulada, o sistema imune do paciente, o ritmo circadiano da imunidade, o estado da glândula pineal.
Existem algumas evidências de que a melatonina esteja envolvida na prevenção do surgimento, promoção e progressão tumoral. O aumento da incidência de câncer de mama, endometrial e colorretal notado em enfermeiras e outros trabalhadores noturnos sugerem a possibilidade de existir ligação entre a diminuição de secreção de melatonina e maior exposição à luz no período noturno. Ansimov e colaboradores demonstraram que o tratamento constante com melatonina em ratos diminuiu a incidência e o tamanho dos tumores de mama, assim como a incidência de metástase pulmonar.

 Nos pacientes com câncer de próstata os níveis de melatonina estão reduzidos em dois terços em comparação aos de pacientes com doença prostática benigna. Estudos relatam, contudo, que algumas questões ainda precisam ser esclarecidas sobre os efeitos da melatonina no câncer, sendo necessária a realização de ensaios clínicos antes de esse hormônio ser aceito como droga anticancerígena.
Sabe-se que distúrbios do sono ocorrem com o envelhecimento. A melatonina, por ter efeito na regulação circadiana, possui relação com a manutenção do sono; dessa forma, muitos estudos demonstraram diminuição dos níveis de melatonina em idosos com insônia.
Além desses efeitos, a melatonina possui atividade anticonvulsivante e parece estar envolvida na modulação de funções cerebrais. Pacientes com doença de Alzheimer apresentam redução nos níveis de melatonina,e esse hormônio demonstrou benefícios cognitivos nesses pacientes.
Diante desses fatos, a melatonina apresenta a fama de ser droga milagrosa, e grande número de pessoas idosas e de meia idade dela tem feito uso diariamente. Apesar da existência de muitas teorias relacionando melatonina ao envelhecimento, entretanto, seu papel nesse processo ainda não está claro.

De forma resumida, as razões pelas quais a melatonina poderia participar no envelhecimento seriam as seguintes: diminuição da produção durante a vida, potente ação antioxidante, redução da eficácia do sono associada à diminuição de sua produção, deterioração do ritmo circadiano com o passar da idade e propriedades imunomoduladoras.

FONTES : NET

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ALERTA - "ISTO NÃO DEVERIA SER BRINQUEDO DE CRIANÇA"

(A MINHA MÃE DEIXA )

Estudo recente mostra que as crianças absorvem mais radiação em micro-ondas do que os adultos e que este tipo de radiação, presente em dispositivos sem fio, já foi declarada como um possível carcinógeno humano (classe 2B) pela International IARC da Organização Mundial de Saúde.
Alguns pontos importantes desta publicação:
  • A simulação por computador usando exames de ressonância magnética de crianças é a única maneira possível de determinar a radiação de micro-ondas (MWR) absorvida em tecidos específicos em crianças. As crianças absorvem mais MWR do que os adultos, porque seu tecido cerebral é mais absorvente, sua calota craniana e a pele são mais finas e seu tamanho relativo é menor. A MWR de dispositivos sem fio foi declarada como um possível carcinógeno humano (classe 2B) pela International Agency for Research on Cancer (IARC) da Organização Mundial de Saúde.
  • As crianças estão em maior risco do que os adultos, quando expostos a qualquer agente cancerígeno. E quanto mais nova a criança, maior o risco. O feto é particularmente vulnerável à MWR.
  • O tempo médio de latência entre a exposição e o primeiro diagnóstico  de um tumor pode ser de décadas, tumores induzidos em crianças podem não ser diagnosticados até a idade adulta.
  • A exposição à MWR pode resultar na degeneração da bainha de mielina que rodeia os neurônios. Brinquedos emissores de MWR estão sendo vendidos e usados por crianças muito pequenas e bebês !
  • A “Demência Digital” tem sido relatada em crianças em idade escolar.
  • Um estudo de caso mostrou que, quando celulares são colocados em sutiãs de meninas adolescentes, isso pode levar ao desenvolvimento de câncer de mama primário e múltiplo embaixo de onde esses telefones foram colocados.
    • Os limites jurídicos de exposição à MWR mantiveram-se inalterados por dezenove anos. Todos os fabricantes de SMARTPHONES têm avisos que descrevem a distância mínima em que o telefone deve ser mantido longe dos usuários, a fim de não exceder os atuais limites legais para a exposição à MWR. O limite de exposição para computadores portáteis e TABLETS é definido quando os dispositivos são testados a 20 centímetros de distância do corpo. 
  • Bélgica, França, Índia e outros governos tecnologicamente sofisticados estão aprovando leis ou emitindo alertas sobre o uso de dispositivos sem fio por crianças.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014 - Atualizado em quarta-feira, 20 de agosto de 2014
NEWS.MED.BR, 2014. Crianças absorvem mais radiação de micro-ondas do que adultos: as consequências. Publicação do Journal of Microscopy and Ultrastructure. Disponível em: . Acesso em: 23 ago. 2014.

domingo, 7 de setembro de 2014

CIÊNCIA - "A FÍSICA QUÂNTICA E A ESPIRITUALIDADE"



A mecânica quântica desvendou para o homem moderno um novo e extraordinário panorama oculto na realidade fenomênica do microcosmo, onde ela se deparou com um irrefutável domínio, a permear toda a nossa realidade: o imponderável. 
E terminou por redesenhar uma diferenciada cosmovisão, a implantar-se nas paisagens paradigmáticas do novo milênio que se inicia. Velhos pilares da física clássica e os fundamentos da dimensão macrocósmica em que vivemos foram profundamente abalados. 
O profissional da área de saúde, porém, muitas vezes alheio a essas estonteantes revelações, de modo geral ainda não absorveu o profundo impacto dessa nova visão de mundo.
Suas importantes conclusões até então não se estenderam ao campo biológico, onde possivelmente resultarão em significativas mudanças, com consequências até mesmo na prática médica vigente.
 Como a visão quântica afeta a compreensão humana? Isso é importante para a sua vida, seus sofrimentos e seus fins? Ela altera o nosso entendimento do universo? E, afinal, qual a relação existente entre os fenômenos quânticos e o espiritualismo? Será a nova física, de fato, a ponte entre a ciência e a espiritualidade, como pretendem muitos?
Para analisar tais pertinentes questões faz-se necessário lucubrar em campo ainda incipiente para a mente humana. Para muitos, elas extrapolam a imparcial pesquisa científica, adentrando especulações puramente prospectivas e filosóficas. 
Os físicos modernos que, na atualidade, se insurgem em tais conjecturas têm sido considerados místicos e não verdadeiros cientistas. 
Entretanto, para avançar é preciso aventurar-se nessas ignotas regiões do conhecimento, ainda que com o risco de errar ou resvalar-se em improfícuas fantasias.
 Essa é, seguramente, a única forma de explorar o desconhecido e alcançar verdades ainda mais abrangentes que venham auxiliar o homem na compreensão de si mesmo e da fantástica realidade que o alberga.
Embasado, sobretudo, pelos autores tidos como místicos da física quântica, dentre os quais citamos Fritjof Capra, Amit Goswami e Deepak Chopra, este trabalho consiste em um simples resumo das disquisições por eles suscitadas em torno das revelações dessa ciência. Disquisições aqui regadas pelas conjecturas filosóficas de Pietro Ubaldi e Ervin Lazlo, pelas brilhantes dissertações científicas de Brian Greene sobre a mecânica quântica e de Timothy Ferris e Marcelo Gleiser nos pontos em que esta toca a cosmologia. 
Temperadas, naturalmente pelo crivo pessoal do autor, consideremo-las, portanto, nada mais que silogismos dialéticos a aguardar a evolução dos tempos para serem devidamente validadas.
A Morte da Matéria e do Materialismo
O primeiro grande feito da física quântica, com importante respaldo na moderna visão de mundo, foi a destituição da matéria como substrato último da complexidade universal. 
As conclusões, evidenciadas nas fórmulas de Erwin Schrödinger, demonstraram que a matéria não pode ser decomposta em partículas fixas e fundamentais. Sua base final é um processo dinâmico, destituído de forma ou qualquer vestidura material.
Sua segunda proeza foi concluir que partícula e onda são fenômenos de mesma natureza, distinguindo-se não pela essência, mas por momentânea forma de se manifestarem. Um substrato incompreensível e imponderável revela-se capaz de se apresentar como massa ou energia, em obediência às exigências do meio em que se mostram, ou mesmo, à simples resposta aos nossos instrumentos de aferição.
Como consequência dessas primeiras evidências, a realidade concreta desvaneceu-se aos olhos da magia quântica. O universo físico não pôde mais ser explicado pela matéria e suas propriedades, pois esta não tem existência real e independente.
 Tudo que existe tornou-se expressão de eventos imateriais, destituídos de qualquer concretude.
A matéria, agora feita de ilusões, desaparece como o último estofo do universo físico. E com a morte desta, sucumbe também o materialismo que conduziu o pensamento humano nos três últimos séculos. Um intrigante campo de eventos, que entretece tanto a energia quanto a matéria, é agora o último sustentáculo da realidade.
Um Reino Além da Matéria
Além de desfazer-se da matéria como último alicerce da realidade, a ciência quântica deparou-se, nos entremeios do infinitamente pequeno, com uma diferenciada região de eventos, na qual não se delineiam o tempo e o espaço. Chamado de não-localidade, demonstrava-se à inteligência humana a existência de um domínio por onde trafegam informações que não consomem tempo para caminhar e que não percorrem distância alguma entre seus intervalos.
 São verdadeiros saltos, chamados quânticos, por sobre o espaço e à revelia do tempo.
Estava aberto para a inteligência humana o reino do absurdo: processos que ludibriam os parâmetros euclidianos, brincando com as imposições das dimensões macroscópicas. Nesse estranho domínio, realizam-se proezas inimagináveis, como trocas de informações instantâneas, interligações que ignoram as distâncias, partículas que ocupam dois lugares ao mesmo tempo e que podem surgir momentaneamente desse “não-lugar” para nele tornarem a desaparecer misteriosamente.
 Ou seja, a não-localidade, embora feita do mais absoluto vazio físico, está plena de potencialidades que não se sabe de onde procedem. 
Exatamente por isso, Niels Bohr, um dos fundadores dessa estranha ciência, afirmou que se ela parecer lógica para alguém, este não a compreendeu de fato.
A mesma ciência que tão veementemente negar  a existência de qualquer imaterialidade subjacente à realidade visível, agora se via obrigada, através da magia quântica, a readmiti-la como verdade científica. 
Entreabriam-se para o atônito homem moderno as portas do imponderável.
Novos Parâmetros da Realidade
Ademais da descoberta da não-localidade, onde se esconde um universo inexprimível e idealista, a ciência quântica estabelecia ainda outros intrigantes fundamentos que contribuíram decisivamente para derruir a forma clássica de se ver e analisar a complexidade fenomênica que nos envolve. 
Os principais deles são descritos sucintamente a seguir.
princípio de incerteza, fundamentado por Heisenberg, demonstrou que todas as medidas realizadas no mundo objetivo são ilusões dos sentidos humanos e não podem ser aferidas com absoluta precisão no universo do infinitamente pequeno. Nos campos quânticos, impera o indeterminismo e a imprecisão domina todos os seus movimentos. Da objetividade, própria da ciência clássica, passou-se ao subjetivismo como sustento científico da nova visão da realidade.
A ciência humana, como pretendeu no passado, enterrava definitivamente o sonho de medir com precisão absoluta os fenômenos ao seu derredor e dominá-los ao seu bel prazer. E da aparente estabilidade e quietude do funcionamento universal, estabeleceu-se a instabilidade como fundamento de equilíbrio na intimidade da fenomenologia física.
interatividade descoberta nas instâncias do microcosmo fundiu os elementos aparentemente apartados do universo material em um todo integrado. 
No reino do microcosmo, os objetos físicos estão intimamente interligados e, segundo a nova física, a separação denotada na realidade macroscópica tornou-se mera ilusão dos sentidos humanos. 
A realidade fez-se um amálgama fenomênico de expressões cósmicas, onde tudo está em íntimo contato com tudo. E assim, da fragmentação conceitual veiculada pela antiga visão de mundo, evoluímos para a moderna interconexão do universo.
A linearidade causal apregoada pela física clássica perdera, ante as peripécias quânticas, a sua expressividade norteadora da fenomenologia universal. A não-linearidade, veiculada pela realidade não-local, ludibriando o tempo e o espaço, agora é passível de manifestar-se como exótica expressão do mundo quântico. Causa e efeito já não se encadeiam na irreversibilidade do ritmo cronológico, mas coexistem fora da linha do tempo, em um presente constante.
A ontologia fenomênica igualmente se desfez ante a inquestionável realidade do holismo quântico. A unicidade mostrou-se a única expressão da complexidade universal. A existência isolada e independente de qualquer fenômeno tornou-se um devaneio das nossas sensações, denominada por muitos de fantasia da separatividade. O todo agora abraça a si mesmo, em expressões inimagináveis. O uno está inexoravelmente urdido no diverso, desde os confins do infinito à intimidade do átomo.
O vácuo absoluto, como concebido pela ciência clássica morria para se compreender que o vazio puro está plenificado de prodigiosas potências criativas.
A concretude do mundo tornou-se aparente e ilusória ante a inefável manifestação dos processos quânticos que o sustentam nos redutos infinitesimais. Os objetos físicos transformaram-se em processos energéticos a se desdobrarem no tempo e no espaço, feitos de ondas de probabilidades, indeterminísticas, completamente abstratas e interligadas. E desse modo o cosmo, modulado por princípios que a física clássica já não podia mais explicar, fez-se um todo dinâmico, substancialmente interligado por uma imensa teia de eventos.
Além disso, nas fronteiras do incomensurável, a cosmologia se unia à física quântica para anunciar que o universo eterno e estático das antigas concepções mecanicistas sucumbira ante evidências que agora apontavam para um cosmo dinâmico, que nascera de um vazio pleno e se encontra em vertiginosa expansão no tempo e no espaço. Das cinzas do materialismo científico, ressurgia o criacionismo quântico.
Com a física relativista de Einstein, o espaço e o tempo absolutos da mecânica newtoniana davam lugar ao continuum espaço-tempo. O espaço, antes planificado, dobrou-se sobre si mesmo em um enrodilhado relativista, encerrado em seus próprios limites. E a eternidade, antes fluindo sem fim, morre, ante a descoberta de que existiu um dia em que o tempo nasceu, no momento em que a semente cósmica do Big Bang explodia para tudo criar. Eram novos conceitos que se somavam ao neocriacionismo quântico para redesenhar a imagem do cosmo em moldes até então inalcançados pela ciência clássica.
Recuperando antigos preceitos criacionistas, a razão humana, estonteante, questiona agora de onde vieram as portentosas forças que se condensaram no ponto de singularidade, para então explodir no incontido ímpeto criacionista. E a cosmologia convocou a ciência quântica para lhe explicar as intrigantes “questões do começo”, ao admitir que essas fenomenais potências irromperam-se de um quiescente oceano quântico, pleno de vagas criativas, a se precipitarem na realidade.
Nessa nova tessitura conceitual, o cosmo, agora fecundado pela criatividade do vazio quântico, deixou de ser um imenso maquinário para se tornar um ilimitado campo de processos essencialmente dinâmicos e abstratos – “um grande pensamento”, no dizer do físico Fritjof Capra. A mente humana certamente agora questiona a origem e a finalidade desse “grande pensamento”, sem encontrar respostas convincentes no terreno científico. Sua vida certamente não será mais a mesma quando ela se convencer de que existe uma “Consciência de proporções cósmicas” a comandar esse imenso cortejo de ordenações fenomênicas, cujos atributos somente uma avançada teologia poderá designar.
Eram conceitos muito novos e revolucionários para o homem ainda materialista da era moderna, extrapolando todos os sentidos de sua lógica, construída em séculos de racionalismo. Um novo panorama ideológico se lhe entreabria, pleno de revolucionárias possibilidades, derruindo os fundamentos do velho materialismo. Muitos, cerrando os olhos ante essa estonteante realidade, ainda preferem ignorá-la, eximindo-se de alcançar suas ricas paisagens conceituais. Enquanto outros cuidam simplesmente de negá-la, imputando-a ao absurdo, ante a patente insuficiência em compreendê-la.
Nasce a Ciência Idealista
Com o fim do materialismo e a insurgência das pertinentes e curiosas observações da mecânica quântica, compreendeu-se que a dimensão macrocósmica corresponde a um campo fechado de manifestações fenomênicas, a localidade, onde somente é possível analisar e conhecer o que os irrisórios sentidos humanos são capazes de perceber e os grosseiros instrumentos científicos podem aferir. Contudo, essa instância corresponde somente a uma pequena parcela da realidade global do universo, pois além dela se escondem outros campos subjacentes, não-físicos.
Nessa limitada bolha de espaço-tempo em que o homem vive, a localidade, a ciência clássica delineia e individualiza os fatos fenomênicos com critérios de observações que se passou a denominar objetividade forte, pois lhes são dados contornos e existências independentes como se fossem objetos reais e concretos. E aí se estabelecem os limites do realismo fenomênico.Objetividade forte realismo fenomênico construíram a ciência clássica e sua estreita visão materialista da realidade, embasada na ilusão dos sentidos e no separatismo. O homem teve, em uma época, a fátua pretensão de poder englobar nas restritas fronteiras da objetividade forte toda a complexidade universal, chegando ao cúmulo de considerar inexistente tudo aquilo que a extrapolava e se colocava fora de sua estreita análise reducionista.
Com a descoberta da não-localidade, o homem, até então cerceado pelas barreiras da objetividade, começou a divisar para além da bolha espaço-tempo onde se restringe sua razão. E deu-se início, através da física quântica, à construção do idealismo, uma nova ciência de observação do imponderável e da compreensão do universo.
Heisenberg, inaugurando esse idealismo científico, usou o termo potentiapara designar essa outra realidade fenomenológica – palavra utilizada por Aristóteles para definir o espaço que permeava o empíreo, o reino dos deuses, e fonte da matéria primordial. Dizia Heisenberg que se deve pensar em fatos físicos não como objetos concretos, mas como eventos em potentia, ocupando um domínio não-local da realidade, transcendendo o espaço-tempo situacional em que vivemos. A dimensão objetiva torna-se uma ínfima e ilusória parte de uma estonteante realidade que transcende os limites do perceptível pela consciência humana. Em potentia, os objetos não estão subordinados à velocidade da luz e ao ritmo cronológico, podendo trocar informações instantâneas e existirem como possibilidades de manifestações.
Esse aparentemente novo idealismo nos faz recordar exatamente as inferências de Platão no seu ilustrativo mito da caverna. Segundo esse grande pensador, vivemos como prisioneiros em uma escura cova, onde percebemos uma ilusória realidade, parcamente iluminada pelos albores que nos chegam de uma realidade maior, que brilha além da sua abertura. A luz desse outro e fundamental domínio projeta-se sobre os contornos dos objetos físicos, imersos na penumbra, emprestando-lhes aparente realismo, pois todos existem em plenitude somente fora dos estreitos e escuros limites dessa caverna. Eis, assim, delineada uma visão atual do nosso universo físico, um condensado espaço-tempo preso nas fronteiras da não-localidade – esta sim, a verdadeira fonte da realidade que a tudo ilumina.
David Bohm, outro físico da era quântica, registrando essa mesma verdade, formulou igualmente a hipótese da existência de duas ordens no universo: aimplícita e a explícita. Segundo esse pensador moderno, o Todo está edificado segundo essas duas ordenações, sendo a primeira, existente fora da esfera espaço-tempo, a verdadeira e a qual se pode conhecer somente pelas vias das abstrações intelectuais. Esta é que dá origem e orienta a ordem explícita, aquela que se revela no mundo manifesto observável, nada mais que quimérica construção dos nossos sentidos. A ordem implícita, pertinente ao universo ideal, far-se-ia então a única realidade e o objeto último de conhecimento da ciência.
Prevê-se que, em breve tempo, esse nascente idealismo científico será acatado como verdade, desde a física à biologia, das artes às filosofias, da medicina às religiões, dominando por completo todas as expressões do pensamento humano.
Salto para a Unidade
Ante essa nova visão, o dualismo que nascera com Descartes e fora fortemente alimentado pela ciência em seus quase três séculos de objetividade forte perdeu o seu significado como retrato da realidade. Aunidade partícula-onda tornou-se prenunciadora de uma unicidadefenomênica universal, a fundir no Todo suas aparentes diversidades.
E assim, o resultado último do estupendo movimento lançado pelo paradigma quântico foi o desabrochar de uma nova visão de mundo que se caracteriza pela unificação de todos os eventos físicos, dotando o universo de um extraordinário sentido de unidade.
Ao conceituar que a matéria nada mais é que uma onda colapsada, a visão quântica superou definitivamente a dicotomia energia-matéria que vigorara na ciência, como herança do dualismo cartesiano. Em última análise, todo evento a se precipitar na realidade objetiva é um objeto quântico que se comporta de modo semelhante, segue as mesmas leis fenomênicas e possui idêntica natureza íntima. Estabelecia-se assim o fundamento unitário do universo físico e dinâmico. Matéria e energia não podem mais se distinguir como substâncias de propriedades independentes. Estava feita a união, já prevista pelo pensamento de Einstein e enunciada pelas doutrinas espiritualistas. A realidade perdera a sua concretude e compreendeu-se que tudo se sustenta em um substrato comum cujo maior atributo é a imaterialidade.
Em busca desse elemento único, a mecânica quântica compreendeu que toda manifestação física, seja energia ou massa, é uma íntima vibração de uma mesma potência, cuja natureza não pode ser conhecida, mas que é sempre idêntica a si própria, em todas suas múltiplas expressões possíveis na realidade concreta.
monismo, definido como a doutrina da unidade e apregoado por grandes filósofos do passado, como Plotino, Giordano Bruno, Baruch Spinoza, e mais recentemente Pietro Ubaldi, encontrava, enfim, a sua viabilidade no palco das especulações humanas.

 
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Quadro sinóptico da velha visão clássica versus a nova visão quântica de mundo.

Consciência Quântica
A despeito de todas essas novas e espetaculares considerações, o aspecto mais importante suscitado pela nova física foi demonstrar que os objetos quânticos são hábeis em interagir com o observador, alterando a forma como se apresentam de acordo com a intenção de quem os analisa. Por exemplo, se o experimentador usa um aparelho de medição de radiações, o objeto quântico se mostra como onda; mas se este utiliza um aferidor de massa, ele se revela como partícula. Essa interatividade entre o observador e o fenômeno observado motivou, no âmbito da própria ciência, a noção de que um campo consciencial não somente pode interferir na expressão do objeto quântico, mas que ambos são objetos de mesma natureza.
E logo surgiu a ideia de que a consciência seria o elemento, pertinente ao universo virtual, capaz de provocar o colapso da onda quântica, permitindo-lhe manifestar-se em suas variadas formas na dimensão real e concreta em que vivemos. Portanto, passou-se a admitir a existência desse novo domínio quântico – a consciência – aparentemente independente da dimensão exterior e ao mesmo tempo nela fundido, que não era matéria ou energia, possuindo, contudo, a mesma natureza de ambas as manifestações, uma vez que com estas é capaz de interagir.
O mais surpreendente, contudo, foi a inferência de que, como um evento igualmente quântico, a consciência revelava-se hábil não só em interagir ativamente com a dimensão exterior, mas igualmente em produzi-la. Assim compreendida, ela se mostrava agora ser o único objeto realmente existente no universo.
A consciência deixava de ser uma instância pertinente às sensações do eu e, extrapolando o âmbito da psicologia, tornava-se agora um potencial determinístico de ordem física. Em breve, um mais amplo sentido de unidade será conferido à constituição do universo, pois esse novo e abstrato elemento, a consciência, mostra-se ser, cada vez mais, o constructo capaz de unificar todos os fenômenos quânticos e de sustentar a realidade, segundo seu inerente padrão de observância. Assim compreendido, o primado da consciência será aceito como o princípio organizador fundamental não só da dimensão física, mas, sobretudo, e com muita mais propriedade, de todo e qualquer ser vivo.
De todos os novos conceitos semeados pela física quântica, esse tem sido, seguramente, o mais polêmico e de mais difícil aceitação pela comunidade científica tradicional. Contudo, facilmente se conclui que a cada dia esses pressupostos tornar-se-ão mais evidentes e crescerão no entendimento do homem, pois este tem pressa em convencer-se de que é um domínio abstrato muito além da matéria.
Espiritualismo Científico
Inegavelmente, as proezas quânticas evidenciavam aos novos tempos um admirável mundo, desenhado com os traços imprecisos dos eventos e as cores inefáveis da imponderabilidade, pinceladas pela consciência. A cética análise científica, afeita à imagem newtoniana do universo e cativa do dualismo cartesiano, permanece atribuindo às façanhas quânticas nada mais que uma exótica realidade física subjacente ao cosmo infinitesimal. Ainda distante do espetacular salto rumo à unidade, não lhe interessou interpretá-las à luz do idealismo, e segue acreditando que física e consciência, assim como ciência e religião, delineiam parâmetros que não se misturam.
Entrementes, os físicos intérpretes de uma ordem mística na consideração desses conceitos acorreram a associar esse novo campo fenomênico ao espírito. A identidade entre os atributos quânticos e as propriedades da alma já anunciadas pelas escolas espiritualistas de todos os tempos e culturas é evidente o bastante para que a razão humana a legitime. Estavam abertas as janelas visionárias que farão evoluir os postulados da mecânica quântica ao puro espiritualismo, em um novo e moderno renascimento cultural.
Se a magia quântica realizara o extraordinário feito de urdir perfeitamente a matéria à energia na equação diferencial de Schrödinger, resta-lhe agora muito pouco para unificar, através de uma matemática elevada, toda a complexidade universal em torno de seu único e último substrato: a consciência. E então nada faltará para que o pensamento científico aceite que essa consciência é o mesmo espírito, desvestindo-se do velho preconceito que o impede de pronunciar tão antiga palavra, pejada de religiosidade, porém rica de elevados conceitos.
A existência desse campo consciencial criativo e imaterial a extrapolar a dimensão física, deixando o estreito âmbito religioso onde sempre existiu, torna-se a cada dia uma hipótese viável não só entre os eruditos quânticos, mas igualmente a partir de outros modernos filósofos da ciência. Encontramo-la, por exemplo, no pertinente princípio antrópico, enunciado por esses pensadores hodiernos. Segundo esse interessante fundamento, as leis físicas nasceram e sempre atuaram segundo o apriorístico propósito de produzir um universo compatível com a futura manifestação da consciência em seu bojo. Assim, de acordo com esse princípio, as forças básicas da natureza atuaram, em toda a história do cosmo, como se conhecessem o futuro, adotando exatos valores de modo a viabilizar a estabilização do átomo como entidade fundamental e própria para a expressão da vida. Por exemplo, se a carga elétrica do próton, a despeito de sua massa ser mil vezes maior, não fosse exatamente a mesma do elétron, se as forças básicas – fraca, forte, eletromagnética e gravitacional – diferenciassem frações mínimas de suas medidas originais, a unidade atômica não seria viável e a consciência, em forma de vida, não teria se manifestado no âmbito físico.
Com essas novas postulações, emergentes entre os místicos da nova física, a linha de causalidade fenomênica inverteu o seu sentido. Se antes a consciência nascia como um epifenômeno da matéria (causalidade ascendente), esta agora é filha da consciência fenomênica, primeira e última expressão real da existência (causalidade descendente). O domínio físico torna-se manifestação última e concreta da consciência. A matéria transforma-se, nessa nova dialética monista, em mero hálito do espírito. Assim, imensos paradoxos da atual ciência dualista, finalmente, encontrarão soluções plausíveis nesse monismo conceitual. (Para maiores detalhes dacausalidade quântica, veja o trabalho “Uma Nova Visão da Medicina”, neste site.)
A seguir esse caminho de deduções, prevê-se que, mais cedo do que se pensa, a física quântica efetivamente anunciará ao mundo que o espírito, fonte da consciência, é não só um fato científico como também a única realidade concreta da existência. Alicerçado em equações infinitesimais, ele será compreendido como o agente unificador dos eventos quânticos, conferindo à criação o seu mais estupendo sentido de unidade e imponderabilidade.
A alma ganhará substância e manifestar-se-á com irrefutável evidência ao concebível humano. E, uma vez admitida a sua completa imaterialidade, a imortalidade lhe será facilmente reconhecida, como quesito fundamental, para grande alívio de todos aqueles que acreditam sermos herdeiros da eternidade.
Uma nova Medicina para Um Novo Homem
Com a junção da física quântica ao espiritualismo, o homem será entendido não mais como um casual amontoado de órgãos, porém um domínio unitário de campos quânticos sutis produzidos e organizados pela consciência, estabelecendo-se a perfeita fusão de sua trindade consubstancial – matéria, energia e espírito. Assim, ele deixará de ser produto de suas moléculas, o pensamento não mais será uma mera secreção cerebral e o genoma, o determinante da construção orgânica. O homem, para grande proveito de si mesmo, far-se-á, em última análise, uma edificação da própria consciência. Novos modelos de saúde serão então suscitados para compreendê-lo e tratá-lo nessa inovadora perspectiva.
A nova física, seguramente, será convocada para a edificação dessa revolucionária medicina. E certamente ela validará muitos tratamentos até o momento inaceitáveis pela ciência médica contemporânea, como a homeopatia, a acupuntura e as curas espirituais. No campo da não-localidade, essas consentâneas porém menosprezadas práticas terapêuticas encontrarão os subsídios científicos que lhes faltavam para validá-las como genuínos recursos de saúde para o homem enfermo.
Igualmente novos recursos terapêuticos serão desenvolvidos, utilizando-se os mais avançados estudos e pesquisas no campo da ciência quântica. Recursos que se sustentarão sobretudo na orientação da consciência como a mais genuína ação curativa possível à unidade orgânica. E assim a medicina abandonará o exclusivo de drogas químicas como solução última para os males humanos.
Em apoio à medicina, ciência e religião voltarão a se unir, proporcionando ao homem o almejado bem-estar e o equilíbrio que ele sempre aspirou. (Leia mais sobre essa nova visão médica no artigo “Uma Nova Visão da Medicina”, neste site.)
Biologia Sagrada
Se no campo médico o paradigma quântico muito poderá auxiliar na visão unitária do ser humano, as ciências biológicas igualmente auferirão importantes benefícios com a nova compreensão da realidade. Uma vez comprovado que todo objeto físico é uma emanação de forças sutis, com muito mais propriedade assim também serão compreendidos os seres vivos. E do mesmo modo que o homem, estes deixarão de ser quiméricos amontoados de órgãos para se transformarem em processos vitais, dotados de uma consciência igualmente imortal. Isso modificará substancialmente a biologia, orientando as suas pesquisas na procura desse psiquismo ativo, pleno de intencionalidades, em ação na unidade animal.
Desse modo, facilmente se conceberá ser o espírito o campo abstrato que interage e carreia as formas biológicas, efetuando preconcebidos e criativos saltos evolutivos, segundo movimentos exatos, capazes de superar com eficiência todas as dificuldades do meio ambiente em que se expressa a vida. E assim, o reino do espírito implantar-se-á na biologia, sustentado pela imponderabilidade quântica, joeirando definitivamente a aridez com que o materialismo científico lhe conspurcou.
A vida, em qualquer de suas expressões, será entendida como um processo sublime, muito além da matéria. O homem, como nos tempos da fé, curvar-se-á diante de suas maravilhosas expressões, admirando as formas vivas como genuínas criações do espírito. E a biologia deixará de ser mero estudo de corpos para se fazer a ciência sagrada da vida.
Da Ciência à Teologia
Como terminante consequência desse neoespiritualismo quântico, um Criador e Seu reino estão a um passo de serem redescobertos pela razão humana e demonstrados como fatos científicos.
Pelas janelas da mecânica quântica, os físicos místicos já prenunciam que anão-localidade é não só o império da consciência fenomênica, mas igualmente a dimensão onde se expressaria uma Consciência máxima, fonte de todas as outras, cuja identidade coincide com a de um suposto Criador, segundo os mesmos atributos determinados pelas antigas teologias. Por isso, Deepak Chopra, famoso médico e escritor da atualidade, afirma: “Para além do espaço e do tempo, encontra-se a fonte das possibilidades infinitas, um florescimento de vida, verdade, inteligência e realidade que não poderá jamais ser reduzido. É a promessa dos antigos visionários, e ela se confirma hoje”.
E, de fato, torna-se lícito admitir que, se consciência humana existe, interfere e produz a realidade física, ela necessariamente advirá de alguma fonte abstrata comum e superior. Fonte facilmente identificada como potentia, a realidade supradimensional concebida por Heisenberg, onde impera, absoluta, a ordem implícita, preconizada por David Bohm. Seguramente, esse é o caminho dedutivo que muitos físicos quânticos estão percorrendo para se compreender as mais profundas razões filosóficas da vida e aceitar, inclusive, a existência de Deus e a imortalidade da consciência.
As grandes doutrinas religiosas da Terra sedimentaram conhecimentos que aguardam da ciência explicações convincentes. Julgados inúteis devaneios do fideísmo humano e abandonados como traste do pensamento pelo materialismo científico, começam agora a ser admitidos como retratos genuínos de uma realidade que transcende a matéria. O imponderável, constatado como objeto real das modernas pesquisas no infinitamente pequeno, mostra-se a cada dia mais próximo da dimensão abstrata do espírito, corroborando os enunciados teológicos de todos os tempos. Acredita-se, desse modo, que não tardará o dia em que a mecânica quântica irá acolher em suas avançadas teorias os corolários religiosos, compreendendo-os como parte da mesma realidade subjacente que sustenta o domínio físico.
Desse modo, o idealismo científico far-se-á o perfeito elo entre o racionalismo e a fé. E terminará por comprovar que potentia, o império superior da ordem implícita, a não-localidade, fora do tempo e do espaço e o vazio quântico, além do cone de relativismo que nos prende, são expressões que encontram perfeita correspondência com o nirvana dos budistas, omundo das ideias de Platão e o céu com que sonharam os primitivos cristãos.
Facilmente se elucidará que tudo que existe advém desse reino fundamental, cuja origem e organização somente poderão ser imputadas a um ingênito Criador. A dimensão em que respiramos será admitida como uma pálida e ilusória cópia dessa realidade maior, habilmente construída pela consciência, a fim de manifestar-se na realidade objetiva.
E assim religião e ciência, urdindo seus preceitos fundamentais, encontrar-se-ão no palco da imponderabilidade quântica, dando-se as mãos, em perfeita concórdia, na condução do homem às fronteiras do Infinito.
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