terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PESQUISA - "O CARBOIDRATO MATA O CÉREBRO LENTAMENTE"

(OBESIDADE, ALZHEIMER, DEPRESSÃO E DIABETES)

O carboidrato já foi declarado como o vilão em diversas dietas que visam o emagrecimento, mas um programa alimentar proposto pelo neurologista e nutricionista americano David Perlmutter prega que alimentos ricos nesse nutriente – principalmente os que contêm glúten – não só engordam como também matam o cérebro aos poucos.
A ideia alarmante  foi esmiuçada no livro “A Dieta da Mente: A surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro” (editora Paralela).
Na obra, o médico cita diversos estudos científicos que apontam uma relação entre o consumo de alimentos como trigo, aveia, cevada e seus derivados e o desenvolvimento de doenças degenerativas como o Alzheimer, depressão, enxaqueca, entre outras.
Esses e vários outros problemas, segundo Perlmutter, surgem devido ao alto potencial inflamatório dos itens com glúten, como pães, bolos, biscoitos e cerveja. Essa relação entre carboidrato (açúcar) e distúrbios cognitivos é tamanha que o neurologista não teme dizer que o Alzheimer é, na verdade, um novo tipo de diabetes.  (Temos outros artigos reforçando este estudo aqui no nosso Blog)
A justificativa está também no fato de que pessoas com diabetes tipo 2 têm mais chances de ter Alzheimer do que quem é saudável. A ousada proposta de sua dieta é voltar a comer da forma como nossos ancestrais do período Paleolítico, com um cardápio predominantemente composto por GORDURAS (75%) e proteínas (20%) e pouquíssimos carboidratos (5%).
A diferença é chocante, se comparada com a dieta que predomina atualmente, de 60% de carboidratos, 20% de gordura e 20% de proteínas.
A ideia que ele propõe inclui eliminar inclusive grãos considerados saudáveis, como os integrais, e a permissão de comidas demonizadas, como aquelas ricas em colesterol – que, para ele, é quase que inofensivo, para o desespero dos cardiologistas.
De acordo com o regime descrito no livro, isso vale não só para quem tem sensibilidade ao glúten, mas para todas as pessoas. Segundo o autor, não há risco de aumentar as gorduras do corpo, se ele não estiver sob os efeitos negativos dos carboidratos.
Perlmutter afirma, no livro, que a inflamação causada por esses nutrientes desencadeia um processo de oxidação no organismo e é precisamente o LDL (conhecido como colesterol ruim) oxidado que provoca o acúmulo de gordura nas artérias. Em um corpo não inflamado, o LDL segue sua função de levar o colesterol vital (HDL) para o cérebro.
Além de pregar que as gorduras são amigas do homem, o neurologista afirma que fazer jejuns (de 24 a 72 horas) e tomar suplementos, como cúrcuma, probióticos e óleo de coco, também ajudam a melhorar as funções cerebrais.
Fonte : http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida

PESQUISA - "FALTA DE MELATONINA CAUSA DIABETES E OBESIDADE"


Médicos brasileiros descobriram que a melatonina pode ser uma importante aliada no combate a distúrbios metabólicos, entre eles diabetes, hipertensão e obesidade.
Muito além de apenas regular o sono, a melatonina controla a ingestão alimentar, o gasto de energia, o acúmulo da energia no tecido adiposo e a síntese e a ação da insulina nas células.
Além disso, o hormônio é um importante agente anti-hipertensivo, regula a resposta do organismo à atividade física aeróbica e participa da formação de neurônios durante o desenvolvimento fetal e pós-natal.
Isto sem contar estudos recentes que mostraram que a melatonina combate o câncer de mama.
Melatonina e metabolismo energético
Agora, o grupo de pesquisa coordenado pelo Dr. José Cipolla Neto, da USP (Universidade de São Paulo) acaba de concluir um estudo mostrando o papel da melatonina no metabolismo energético.
"Nossos dados fundamentaram na literatura científica a importância da melatonina no controle da ingestão alimentar, do dispêndio energético pelo organismo e do armazenamento de energia nos estoques, como o tecido adiposo e o fígado. O resultado final desse balanço energético é o peso corpóreo. Podemos afirmar que a melatonina tem papel fundamental na regulação do peso corpóreo," explicou o Dr. José Cipolla.
Segundo ele, a melatonina é um poderoso regulador da secreção e da ação da insulina, com várias funções importantes no organismo, entre as quais regular o desvio da energia ingerida pela alimentação para os estoques energéticos, bem como a retirada de energia desses estoques para uso nas atividades do dia a dia.
"Pode ser vista, portanto, como um possível coadjuvante no tratamento do diabetes do tipo 2, decorrente da resistência insulínica. Mesmo no diabetes do tipo 1, no qual há pouca produção de insulina, a melatonina poderia melhorar a ação desse hormônio pancreático," disse o médico.
Evitar a luz azul à noite
Os problemas de saúde podem começar a aparecer quando a produção de melatonina é prejudicada - e essa produção se dá sobretudo à noite.
"A principal causa de queda na produção noturna de melatonina é a foto estimulação. A maioria das pessoas começa a produzir esse hormônio por volta de 20 horas. Quando o indivíduo se expõe à luz durante a noite, seja vendo TV ou mexendo no smartphone ou no computador, a síntese de melatonina que deveria estar ocorrendo nesse período é bloqueada. 
Esse pode ser um dos fatores por trás da epidemia de obesidade da sociedade contemporânea," disse José Cipolla.
Segundo o médico, para evitar ou minimizar o problema, além de dormir bem em quartos sem iluminação, o ideal é evitar a luz azul à noite.
"Uma das coisas que têm sido sugeridas é eliminar o comprimento de onda da luz azul, de 480 nanômetros, que controla a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina. 
As empresas de iluminação já estão trabalhando nesse tema. Estudos mostraram que, se o ambiente noturno estiver com baixas intensidade de luz azul, o indivíduo pode permanecer trabalhando sem ter a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina afetadas significativamente. Mas esse é justamente o comprimento de onda emitido pelo LED de luz azul presente em computadores, televisores e smartphones. Há empresas que vendem películas para colocar na tela e filtrar a luz azul. É uma forma de lidar com o problema," conclui o médico.
Fonte : www.diariodasaude.com.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CIÊNCIA - " A CONSCIÊNCIA É UMA MANIFESTAÇÃO QUÂNTICA DETECTÁVEL "

Uma das hipóteses para explicar a consciência mais controversas surgidas nos últimos 20 anos foi criada pelo físico-matemático Sir Roger Penrose. Segundo ela, a consciência seria o resultado de fenômenos quânticos acontecendo ao nível dos neurônios.
Esta hipótese ou teoria tem sido muito criticada. Um dos problemas alegados seria que o cérebro é um ambiente muito úmido, quente e ruidoso para que fenômenos como coerência quântica se manifestem. No entanto, já foram demonstrados fenômenos quânticos na orientação das aves, na fotossíntese, e no nosso sentido olfatório.
Em uma revisão de 20 anos da teoria “Orch OR” (Orchestrated Objective Reduction, ou Redução Objetiva Orquestrada), os autores Stuart Hameroff e Sir Roger Penrose afirmam que, das 20 previsões testáveis da teoria, 6 foram confirmadas, e nenhuma foi refutada.
A mais recente confirmação, segundo os autores, foi a descoberta de vibrações quânticas em microtúbulos dentro dos neurônios. A descoberta, realizada por um grupo de pesquisadores liderados por Anirban Bandyopadhyay, do Instituto Nacional de Ciências Materiais em Tsukuba, Japão (e atualmente trabalhando no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) sugere que os ritmos observados em eletroencefalogramas (EEGs) derivam de vibrações em microtubos.
Outro trabalho, feito pelo laboratório de Roderick G. Eckenhoff, na Universidade da Pensilvânia (EUA), sugere que a anestesia, que desliga de forma seletiva a consciência, ao mesmo tempo que mantém as atividades não conscientes do cérebro, também atua via microtúbulos nos neurônios cerebrais.
Os microtúbulos, vibrando na frequência de megahertz, acabam gerando padrões de interferência, ou “batimentos” em frequências menores, batimentos estes que aparecem nos EEGs. Em testes clínicos, o cérebro foi estimulado com ultrassom transcraniano, e foram relatadas melhoras de humor, que talvez venham a ser úteis no tratamento de Alzheimer e danos cerebrais no futuro.
Os autores Hameroff e Penrose afirmam que, depois de 20 anos de críticas céticas, “a evidência agora claramente apoia a Orch OR”. Eles acreditam que tratar as vibrações dos microtúbulos cerebrais poderá trazer benefícios a várias funções mentais, neurológicas e cognitivas. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

CIÊNCIA - "A VIA LÁCTEA TODA, É UMA PASSAGEM PARA OUTRAS DIMENSÕES"


Você acreditaria que a Via Láctea inteira pode ser um gigantesco buraco de minhoca, um "sistema de transporte" ?
Pois com base nos últimos dados e cálculos dos físicos, nossa galáxia pode, em teoria, ser um enorme buraco de minhoca, um túnel no espaço-tempo capaz de nos levar aos confins do Universo. E, se isso for verdade, a Via Láctea seria um buraco de minhoca "estável e navegável".
Esta é a hipótese levantada por uma equipe de físicos indianos, italianos e norte-americanos que, de quebra, tenta estimular seus colegas cientistas a repensar a matéria escura "com mais precisão".
"Se combinarmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo, e aventarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que temos é que a nossa galáxia realmente poderia conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia," explica Paolo Salucci, astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), na Itália.
"Mas há mais: Nós poderíamos até mesmo viajar por este túnel, uma vez que, com base em nossos cálculos, ele pode ser navegável, exatamente como aquele que vimos no recente filme Interestelar," acrescenta o cientista.
Buracos de minhoca
Embora túneis no espaço-tempo ou Pontes de Einstein - tenham ganho popularidade entre o público por meio dos filmes de ficção científica, eles têm sido o foco de atenção de pesquisas sérias dos físicos há décadas - Albert Einstein e Nathan Rosen publicaram seu trabalho em 1935 e levaram a fama, mas Ludwig Flamm havia publicado um trabalho sobre túneis no espaço-tempo em 1916.
Mais recentemente, os buracos de minhoca foram a grande estrela do filme Interestelar, de Christopher Nolan.
"O que tentamos fazer em nosso estudo foi resolver a equação fundamental na qual a astrofísica 'Murph' [personagem do filme, interpretada por Jessica Chastain] estava trabalhando. É evidente que nós fizemos isso muito antes de o filme sair," brinca Salucci. "É, de fato, um problema extremamente interessante para estudos da matéria escura.
Mas será que essa teoria poderia ser testada experimentalmente?
"Em princípio, poderíamos testar a hipótese comparando duas galáxias - nossa galáxia e outra, muito próxima, por exemplo a Nuvem de Magalhães, mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer essa comparação," responde Salucci.
Matéria Escura? Fala sério
Para chegar às suas conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da Relatividade Geral com um mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea, obtido em um estudo realizado pela equipe em 2013.
"Além da hipótese da ficção científica, nossa pesquisa é interessante porque propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura," explica o físico, que conclama seus colegas a "falar mais sério" sobre a hipótese da matéria escura.
Ele salienta que os cientistas vêm tentando há muito tempo explicar a matéria escura levantando a hipótese da existência de uma partícula específica, o neutralino, que no entanto, nunca foi identificada no LHC e nem observada no Universo.
Mas também existem teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula "e talvez seja a hora de os cientistas levarem essa questão mais a sério," recomenda Salucci, sem ser muito ácido em suas críticas às atuais teorias da matéria escura.
A seguir ele acrescenta suas próprias ideias e os caminhos que as discussões deveriam tomar.
"A matéria escura pode ser 'outra dimensão', talvez até mesmo um sistema central de transporte galáctico. De qualquer forma, nós realmente precisamos começar a nos perguntar o que a matéria escura é," conclui Salucci.
Bibliografia:

Possible existence of wormholes in the central regions of halos
Farook Rahaman, P. Salucci, P.K.F. Kuhfittig, Saibal Ray, Mosiur Rahaman
Annals of Physics
Vol.: 350, Pages 561-567
DOI: 10.1016/j.aop.2014.08.003
FONTE LIMPA : http://www.inovacaotecnologica.com.br/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

PESQUISA - "MELATONINA E A ENDOMETRIOSE"


Endometriose é uma doença benigna que afeta mulheres em idade fértil. Tem caráter multifatorial estrogenodependente associado à resposta inflamatória generalizada na cavidade peritoneal e sendo a causa mais comum de dor pélvica crônica. 

Objetivos: O estudo comparou o efeito da melatonina (10 mg/dia) com placebo na dor e níveis séricos do Brainderived neurotrophic factor (BDNF) de pacientes com endometriose.

 Métodos: Foi realizado um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, em paralelo, controlado com placebo. Foram incluídas mulheres com idade entre 24 e 52 anos com diagnóstico de endometriose por laparoscopia selecionadas a partir da agenda diária de consultas do ambulatório de Ginecologia e por chamamento na mídia local, no período de setembro de 2010 a abril de 2012. 

Foram utilizados questionários para avaliar a frequência e a intensidade da dor (na relação sexual, na micção e no trabalho), sintomas depressivos, nível de pensamento catastrófico e o Structured Clinical Interview for DSM-IV (SCID) para diagnósticos psiquiátricos.

Resultados: Na analise por intenção de tratar a média de dor no período menstrual foi de 4,8 cm ± 0,15 no grupo que recebeu melatonina (n=20) e de 6,9 cm ± 0,13 no grupo placebo (n=20) !

Também houve diferença entre as médias de dor ao urinar !

Pacientes que receberam melatonina tiveram redução nos níveis séricos de BDNF. 

Conclusões: O uso da melatonina foi associado à redução da dor mesmo fora do período menstrual em pacientes com endometriose. O tratamento também reduziu os níveis de BDNF, sugerindo mudança em sistemas moduladores de dor. 

Tais achados sugerem que a melatonina é eficaz no tratamento da endometriose.


FONTE : http://www.lume.ufrgs.br


TítuloEficácia da melatonina no tratamento da endometriose
AutorSantos, Claudia Carina Conceição dos 
OrientadorCaumo, Wolnei 
Data2012
NívelMestrado
InstituiçãoUniversidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
AssuntoEndometriose
Melatonina
[en] Endometriosis
[en] Melatonin
[en] Pineal-immune axis 

sábado, 17 de janeiro de 2015

PESQUISA - "LANTERNA MEDICINAL COMBATE INFECÇÕES"



O estudante brasileiro Caio Moreira Guimarães, foi premiado pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos nos EUA, pelo desenvolvimento de uma "lanterna medicinal".
O aparelho portátil é capaz de erradicar infecções provocadas por bactérias resistentes a antibióticos, usando apenas algumas frequências de luz.
Caio, formado em engenharia Elétrica pela Escola Politécnica de Pernambuco (POLI/UPE), é bolsista do Programa Ciência Sem Fronteiras, que está enviando milhares de universitários e recém-formados para estágios e complemento de estudos em universidades do exterior e trazendo pesquisadores experientes para ensinar no Brasil.
Depois de especializar-se em engenharia elétrica biomédica, Caio conseguiu uma vaga para fazer pesquisas em um dos laboratórios de maior prestígio no mundo na área, o Centro Wellman de Fotomedicina, em Boston (EUA).
Prêmios
O estudante apresentou sua lanterna medicinal em um evento que reúne os melhores estudantes da área médica e tecnológica, quando então seu trabalho foi classificado e escolhido por cientistas de Harvard e do MIT como o melhor do evento em sua categoria.
Em reconhecimento ao seu projeto, Caio recebeu o convite do chefe do laboratório para apresentar sua nova tecnologia em fevereiro de 2015 na Photonics West, considerada a maior conferência de fotomedicina do mundo, realizada em São Francisco, na Califórnia.
http://www.diariodasaude.com.br/

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

ALERTA - "ADOÇANTES ARTIFICIAIS ENGORDAM E PODEM CAUSAR DIABETES"


Os adoçantes artificiais, promovidos como auxiliares para perda de peso e prevenção da diabetes, podem, na verdade, acelerar o desenvolvimento de intolerância à glicose e doença metabólica.
De acordo com um artigo publicado na revista “Nature”, eles fazem isso de uma forma surpreendente: alterando a composição e função da microbiota intestinal, a população substancial de bactérias que reside em nossos intestinos.
De acordo com Eran Elinav, do Departamento de Imunologia do Instituto Weizmann (Israel), que liderou a pesquisa em parceria com Eran Segal, o uso generalizado de adoçantes artificiais em bebidas e alimentos pode contribuir para a obesidade e epidemia de diabetes que está varrendo boa parte do mundo !
Durante anos os pesquisadores vêm tentando entender o fato de que adoçantes artificiais não calóricos não parecem ajudar na perda de peso. Alguns estudos têm sugerido que eles podem até ter um efeito contrário.
A novo pesquisa descobriu que os adoçantes artificiais, mesmo aqueles que não contêm açúcar, têm um efeito direto sobre a capacidade do corpo de utilizar a glicose. A intolerância à glicose – que acredita-se ocorrer quando o corpo não consegue lidar com grandes quantidades de açúcar na dieta – é o primeiro passo no caminho para a síndrome metabólica e diabetes do adulto.
Os cientistas deram água com os três adoçantes artificiais mais comumente usados (nas quantias equivalentes àquelas permitidas por lei) a camundongos. Estes ratos desenvolveram intolerância à glicose, em comparação com os ratos que bebiam água ou mesmo água com açúcar. Repetir a experiência com diferentes tipos de ratos e diferentes doses dos adoçantes produziu os mesmos resultados – de alguma forma, estas substâncias induziram a intolerância à glicose.
Em seguida, os pesquisadores investigaram a hipótese de que a microbiota intestinal estivesse envolvida neste fenômeno. Eles cogitaram que a bactéria poderia fazer isso ao reagir a novas substâncias, como adoçantes artificiais, que o próprio corpo pode não reconhecer como “alimento”. Com efeito, os adoçantes artificiais não são absorvidos no trato gastrointestinal, mas ao passar por ele encontram triliões de bactérias na microbiota intestinal.
Então, os pesquisadores trataram os ratos com antibióticos para erradicar muitas das suas bactérias intestinais, o que resultou em uma reversão total dos efeitos dos adoçantes artificiais sobre o metabolismo da glicose. Depois, transferiram a microbiota de ratos que consumiram adoçantes artificiais aos ratos “livres de germes”, resultando em uma transmissão completa da intolerância à glicose para os ratos destinatários.
O mesmo grupo verificou que a incubação da microbiota fora do corpo, em conjunto com edulcorantes artificiais, foi suficiente para induzir a intolerância à glucose nos ratos estéreis. A caracterização detalhada da microbiota nesses camundongos revelou profundas mudanças em suas populações bacterianas, incluindo novas funções microbianas que são conhecidas por inferir uma tendência para a obesidade, diabetes e complicações destes problemas em ratos e seres humanos.
Para descobrir se o microbiota humano funciona da mesma forma, Elinav e Segal analisaram os dados recolhidos em seu projeto de nutrição personalizado, o maior estudo humano até hoje a analisar a relação entre nutrição e a microbiota. Aqui, descobriram uma associação significativa entre o consumo auto relatado de adoçantes artificiais, configurações pessoais de bactérias no intestino e propensão para a intolerância à glicose.
Em seguida, realizaram um experimento controlado, pedindo a um grupo de voluntários que em geral não come ou bebe alimentos adoçados artificialmente para consumi-los por uma semana e, em seguida, testaram seus níveis de glicose, bem como as composições de sua microbiota intestinal.
Os resultados mostraram que muitos dos – mas não todos – voluntários tinham começado a desenvolver intolerância à glicose após apenas uma semana de consumo de adoçantes artificiais. A composição de sua microbiota intestinal explicou a diferença: os pesquisadores encontraram duas populações diferentes de bactérias do intestino humano – aquela que induziu a intolerância à glicose quando exposta aos adoçantes, e uma segunda, que não teve nenhum efeito.
Elinav acredita que certas bactérias nos intestinos das pessoas que desenvolvem intolerância à glicose reagem aos adoçantes químicos através da secreção de substâncias que, em seguida, provocam uma resposta inflamatória similar à overdose de açúcar, promovendo mudanças na capacidade do organismo de utilizar a substância. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CIÊNCIA - " AQUI ENTRE NÓS...VOCÊ NÃO É TUDO ISTO ! "


Seu corpo é formado por várias células. Disso você já sabia. O que talvez você não saiba é que, para cada célula do seu corpo, existem outros 10 organismos que são essenciais para o desempenho de várias funções que o nosso sistema precisa.
Existem cerca de 100 trilhões – vamos repetir: 100 trilhões! – de organismos vivendo sobre ou dentro de você neste momento. Eles entram por sua boca, nariz, ouvidos e por qualquer outra entrada de seu corpo. Ou seja, aquilo que você considera ser você é apenas uma fração do que realmente é… você.
Nós chamamos este sistema de seres vivos morando em nós de microbiota. 
Estas pequenas criaturas contém cerca de 22 milhões de genes com seus próprios DNAs que não só permitem que elas existam como são fundamentais para vários processos do nosso corpo. Elas auxiliam na digestão, mantém o sistema imune saudável e controlam nossa fome, ajudando a nos fazer sentir “cheios”. Elas até mesmo podem alterar nosso humor.
 Ratos criados em ambientes esterilizados, não expostos a estes micro-organismos, respondem de formas menos efetivas a estímulos de estresse do que ratos normais.
Você já ouviu falar em transplante de fezes? Acredite, é uma coisa real e muito eficiente. Algumas doenças são causadas por microbiotas com pouca diversidade, o que deixa o indivíduo suscetível a infecções. As fezes de uma pessoa saudável são transferidas diretamente para o intestino da pessoa com poucos micro-organismos. Os novos habitantes recolonizam o local e deixam tudo bem novamente. 
Esse tratamento é usado com mais frequência quando alguém toma algum antibiótico que acaba matando uma parte grande demais do microbiota.
Cientistas inclusive descobriram que ratos obesos que receberam microbiota de ratos magros incrivelmente perdem peso de forma mais eficiente, mesmo que as suas dietas fossem mantidas as mesmas.
Os micro-organismos que vivem em nós são tão significativos, de várias maneiras diferentes, que cogita-se que, no futuro, os médicos não irão mais nos diagnosticar, mas sim diagnosticar eles.

Mudança de inquilinos

Embora apenas 10% de você seja você, você tem um papel importante em relação a seu corpo. Porque, na verdade, você pode mudar os outros 90%.
 Tudo o que você come afeta sua microbiota. Comidas que possuem prebióticos e probióticos, por exemplo, introduzem novas e saudáveis bactérias, que podem ajudar as velhas a funcionarem. Por outro lado, os nuggets de frango que você adora ou quaisquer outros alimentos processados são tratados com produtos químicos que matam as más bactérias, mas que possuem o infeliz efeito colateral de matar as suas bactérias boas também.
Pessoas que vivem no lado ocidental do planeta, na verdade, possuem uma microbiota muito menos rica do que pessoas em outras culturas sem o costume comer alimentos processados. Isso acontece não só por causa deste tipo de dieta, mas também pelo uso frequente de antibióticos e sabonetes antibactericidas. 
Esses costumes ocidentais também podem explicar por que existem muitos mais casos de alergia e de doenças autoimunes neste lado do planeta.
Se você está tendo uma crise existencial neste momento, tenha em mente que, se você se alimentar direito e tratar bem os seus amiguinhos que compartilham seu corpo, eles vão cuidar bem de você.
 Ou dos 10% de você que realmente são você.

 [ASAPScience] VIA http://hypescience.com/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

FÍSICA QUÂNTICA - "ESTE FÓTON NÃO EXISTE MAIS... MAS ESTA AQUI"


Pesquisadores da Universidade de Jerusalém usaram um fenômeno da mecânica quântica chamada entrelaçamento quântico para provar que fótons que não existem no mesmo período de tempo podem se comunicar entre si. 
Em outras palavras, um fóton do presente pode se comunicar com um fóton do 'além'.
Por partes - o entrelaçamento quântico é capaz de ligar dois objetos por mais que eles estejam espacialmente separados. A ideia é que suas propriedades físicas se influenciem mutuamente.
 Por exemplo, se um fóton estiver na mesma sala que você e outro estiver em outra sala, quando você alterar uma propriedade como o spin ou a polarização do fóton próximo, o outro será alterado imediatamente, como um movimento espelhado.
A pesquisa da Universidade de Jerusalém, no entanto, vai além, criando pares de fótons que estão entrelaçados não entre uma distância espacial, mas através de uma distância temporal. 
E, para o experimento, foram usados não apenas dois fótons, mas quatro.
Primeiro, os cientistas entrelaçaram uma dupla de fótons, chamando-os de P1 e P2. Depois eles mediram a polarização de P1 e o destruiram. 
Depois, eles criaram um segundo par de fótons entrelaçados, P3 e P4. E, depois, entrelaçaram P2 e P3.
 Depois disso, os pesquisadores afirmaram que P4 demonstrou estar entrelaçado com P1 - mesmo que P1 tivesse sido destruído antes de P4 ter sido criado.
De acordo com os pesquisadores, as mudanças no primeiro fóton foram detectadas antes do último fóton serem criadas. Ou seja, de certa forma, a ação futura muda medições feitas no passado. 
Outro ponto de vista para as mesmas questões é que as propriedades aplicadas no passado foram imediatamente transferidas para um fóton que nem havia sido criado. 
De qualquer forma, uma partícula é capaz de afetar a outra mesmo tendo existido em tempos distintos.
Via Gizmodo

sábado, 22 de novembro de 2014

ALERTA - "ANSIOLÍTICOS, UMA ABORDAGEM ATUALIZADA"


A busca pela tranquilidade perdida através de medicamentos alopáticos, os conhecidos antidepressivos ou ansiolíticos, passa por caminhos perigosos e muitas vezes de difícil retorno !
Uma leitura atenciosa da bula de qualquer um deles, especificamente dos “Efeitos Colaterais” deveria ser um estímulo poderoso para uma mudança radical de foco ou a busca por amparo em tratamentos que não colocassem em risco a saúde mental e física do usuário, mesmo que isto soe como contrassenso, é um fato concreto e assustador.
E as notícias são cada vez piores!
Em recente investigação da Universidade Emory em Atlanta nos Estados Unidos, descobriu-se que o uso constante deste tipo de medicamento estreita perigosamente os vasos sanguíneos, notadamente a artéria carótida em até 5 % de sua espessura original. O estudo foi realizado com 500 americanos adultos que utilizavam antidepressivos diversos, demonstrando um alerta evidente para prováveis casos de AVC ou infarto do miocárdio, principalmente em homens sob tratamento antidepressivo com estas substâncias.
Os dados foram apresentados na reunião anual da American Cardiology Society de 2011 mas por motivos comerciais óbvios não teve a divulgação merecida. Em comunicado a imprensa, o líder do estudo Amit Shaha, explicou que a interação de duas substâncias químicas cerebrais, a serotonina e a noradrenalina com antidepressivos e ansiolíticos diversos causa esta constrição vascular, diminuindo o fluxo de sangue para os órgãos e elevando a pressão arterial, sendo alto o fator de risco para a aterosclerose.
Observa-se também o aumento de peso entre muitos usuários de antidepressivos, e nos indagamos com base neste estudo se todo o sistema linfático também não sofre com esta interação químico/hormonal, já que é uma delicada rede de vasos capilares, bem menores por natureza que veias e artérias, também afetadas.
Quando voltamos os olhos para crianças e adolescentes usuários destes medicamentos, os resultados são ainda mais assustadores. A Citizens Comission on Human Rights Internacional relata que a nível mundial:
- 20 Milhões de Crianças no Mundo tomam antidepressivos receitados pelo seu médico;
- A cada 8 horas nasce um bebê no mundo com defeitos ocasionados porque a mãe usava antidepressivos durante a gestação;
- Toda a semana uma criança entra em coma no mundo devido ao uso de psicotrópicos /drogas psiquiátricas;
- Todos os meses morrem no mundo 4 crianças em razão dos efeitos colaterais ocasionados pelas drogas psiquiátricas;
- No mundo, toda semana uma criança comete suicídio por efeito atribuído ao uso de antidepressivos.
Diante destes dados negativos todos, e outros estudos atuais alertando médicos e usuários que não caberiam em todas as páginas desta revista, torna-se urgentíssima a necessidade de divulgação dos resultados positivos com estes pacientes através do uso da terapia quântica frequencial, baseada em moduladores e biofatores de órgãos e sistemas humanos, funcionando como verdadeira biblioteca de informações disponíveis para o reequilíbrio fisiológico, mental, psicológico e emocional do organismo humano. 
Sem resíduos químicos, sem interações medicamentosas ou hormonais. A resposta positiva da reposição vibracional correta funciona em ressonância com as frequências originais do sistema nervoso central ou do cérebro e todas as suas regiões, varia em função da bio-receptividade individual, mas todos os resultados são felizes em seu objetivo de sanar a depressão, falta de motivação e síndromes mais complexas como bipolaridade, síndrome do pânico, TDAH ou outros transtornos de origem central.
É fundamental analisar todo o sistema digestivo do paciente, cada profissional dentro de sua abordagem específica. Pesquisas sobre o eixo cérebro-intestino mostram-se bastante promissoras e evoluem para uma comprovação definitiva desta interação. 

Sendo o intestino identificado atualmente como “nossa maior glândula endócrina”, e produtor de grande quantidade de neurotransmissores cerebrais, pode originar daí vários quadros de alterações emocionais e psicológicas. Cérebro e intestino estão biológica e quanticamente conectados e compartilham funções.
Dentre as muitas interações e sinergias conseguidas com biofatores, moduladores e indutores frequenciais, resultados excelentes tem sido obtidos com a nova linha “Fisiotox” na drenagem e reequilíbrio emocional e psicológico de pacientes, evidenciando Neurotox, Psicodren e Tonicotox.
Em nome de todos os amigos médicos, terapeutas e profissionais da área da saúde, nossa gratidão pela disponibilidade desta abordagem; revolucionária, limpa e providencial.


Miguel Galli

Fonte : Revista Saúde Quântica / http://www.revistasaudequantica.com.br/

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CIÊNCIA - "O GRANDE MISTÉRIO DO ALINHAMENTO DE QUASARES"

( E agora ? )

Observações realizadas com o telescópio VLT, no Chile, revelaram alinhamentos nas maiores estruturas descobertas no Universo até hoje.
Os eixos de rotação dos buracos negros centrais supermassivos numa amostra de quasares encontram-se paralelos entre si ao longo de distâncias de bilhões de anos-luz.
A equipe descobriu também que os eixos de rotação destes quasares tendem a alinhar-se com as enormes estruturas da rede cósmica onde residem.
Os quasares são regiões compactas dos núcleos das galáxias onde existem buracos negros supermassivos muito ativos. Estes buracos negros encontram-se rodeados por discos de matéria extremamente quente, que é muitas vezes ejetada na direção dos seus eixos de rotação. Os quasares podem brilhar mais intensamente que todas as estrelas da galáxia onde se encontram.
"A primeira coisa estranha em que reparamos foi que alguns dos eixos de rotação dos quasares estavam alinhados uns com os outros - apesar destes quasares se encontrarem separados de bilhões de anos-luz", disse Damien Hutsemékers da Universidade de Liège, na Bélgica.
A equipe foi mais longe e descobriu que estes corpos celestes não se encontram uniformemente distribuídos, mas formam uma rede cósmica de filamentos e nós em torno de enormes vazios onde as galáxias são mais escassas.
Alinhamento cósmico
Os novos resultados do VLT indicam que os eixos de rotação dos quasares tendem a posicionar-se paralelamente às estruturas de larga escala nas quais se encontram, ou seja, se os quasares se encontram em um filamento comprido, a rotação dos seus buracos negros centrais apontarão na direção do filamento. Os pesquisadores estimam que a probabilidade destes alinhamentos serem simplesmente um resultado aleatório é menor que 1%.
"O alinhamento nos novos dados, em escalas ainda maiores do que as atuais previsões das simulações, poderá indicar que ainda falta um ingrediente nos nossos modelos do cosmos atuais", disse Dominique Sluse, coautor do estudo.
A equipe não conseguiu observar de forma direta os eixos de rotação ou os jatos dos quasares. Em vez disso, foi medida a polarização da radiação emitida por cada quasar e, para 19 deles, encontrou-se um sinal polarizado significativo. A direção desta polarização, combinada com outras informações, pôde ser utilizada para deduzir o ângulo do disco de acreção e consequentemente a direção do eixo de rotação do quasar.
"A correlação entre a orientação dos quasares e a estrutura a que pertencem é uma importante previsão dos modelos numéricos de evolução do Universo. Estes dados nos fornecem a primeira confirmação observacional deste efeito, em escalas muito maiores do que o que tem sido observado até hoje em galáxias normais", concluiu Sluse.
Bibliografia:

Alignment of quasar polarizations with large-scale structures
D. Hutsemékers, L. Braibant, V. Pelgrims, D. Sluse
Astronomy & Astrophysics
Vol.: Accepted paper
Fonte : http://www.inovacaotecnologica.com.br/

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CIÊNCIA - "EFEITOS QUÂNTICOS PODEM SER RESULTADO DE MUNDOS PARALELOS INTERAGINDO"


Um físico químico da Universidade de Tecnologia do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova teoria da mecânica quântica que não apenas presume a existência de mundos paralelos, mas também que a sua interação mútua é o que dá origem a todos os efeitos quânticos observados na natureza.
A teoria, publicada pela primeira vez pelo professor Bill Poirier há quatro anos, tem atraído recentemente a atenção da comunidade da física fundamental, o que o levou a ser convidado a fazer um comentário na revista de “Physical Review X”.
Segundo a teoria de Poirier, a realidade quântica não é semelhante a ondas, mas é composta de vários mundos clássicos. Em cada um desses mundos, cada objeto tem atributos físicos muito definidos, tais como posição e momento. Dentro de um determinado mundo, os objetos interagem uns com os outros de forma clássica. Todos os efeitos quânticos, por outro lado, manifestam-se como interações entre mundos paralelos que estão “nas proximidades”.
A ideia de muitos mundos não é nova. Em 1957, Hugh Everett III publicou o que agora é chamada de interpretação de “Muitos Mundos” da mecânica quântica. “Mas na teoria de Everett, os mundos não são bem definidos”, assegura Poirier, “porque a matemática subjacente é a da teoria quântica padrão, baseada em ondas”.
Em contraste, na “Teoria dos Muitos Mundos Interagindo” de Poirier, os mundos são construídos na matemática desde o início. Será que isso prova algo definitivo sobre a natureza da realidade? “Ainda não”, disse Poirier. “Observações experimentais são o teste final de qualquer teoria. Até agora, a Muitos Mundos Interagindo faz as mesmas previsões que a teoria quântica padrão, então tudo que podemos dizer com certeza no momento é que ela pode estar correta”.
Poirier teve a ideia pela primeira vez de forma inesperada, na busca de um objetivo muito mais prático. “Eu não sentei um dia e disse ‘nossa, vou inventar uma nova interpretação quântica maluca com mundos paralelos’. Eu estava tentando desenvolver um método computacional eficiente usando algo chamado trajetórias quânticas, quando de repente me ocorreu que podemos obter tudo, desde as trajetórias (ou seja, os mundos próprios), sem realmente precisar de qualquer onda”
Poirier publicou tanto a nova matemática como a nova interpretação em um artigo na “Chemical Physics” em 2010, levando a uma colaboração com o matemático Jeremy Schiff na Universidade de Bar-Ilan, em Berlim. Esta, por sua vez, levou a uma publicação de 2012 no “Journal of Chemical Physics” que – com mais de 20 mil downloads – é um dos trabalhos mais baixados na história do periódico. Mais recentemente, o trabalho tem atraído a atenção da comunidade em geral. “Estamos muito satisfeitos que outros físicos e até mesmo filósofos estejam se envolvendo agora”, comemora Poirier.
Um destes pesquisadores é o físico australiano Howard Wiseman, da Universidade de Griffith, em Brisbane. “Estou muito feliz por ter conhecido Bill”, diz Wiseman, acrescentando que Poirier “pega literalmente essa ideia de que você tem um conjunto de partículas, ao invés de apenas um”. Wiseman e seus colegas de trabalho apresentaram recentemente o seu primeiro artigo sobre Muitos Mundos Interagindo para a “Physical Review X”, que foi publicado em conjunto com o comentário de Poirier. A abordagem de Wiseman é uma versão discreta, para a qual “existe um conjunto finito, mas extremamente grande de partículas… Bem, conjunto de mundos, devo dizer”, explica-se..
Em relação aos desenvolvimentos matemáticos no artigo de Wiseman, Poirier afirma: “Estas são grandes ideias – não apenas conceitualmente, mas também em relação aos novos avanços numéricos que quase certamente serão gerados. Nosso grupo ofereceu à comunidade da física fundamental uma nova interpretação da mecânica quântica; com efeito, eles retornaram o favor, oferecendo-nos um novo método computacional promissor”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

FÍSICA QUÂNTICA - "DE ONDE VEM A INCRÍVEL COMPLEXIDADE E ORDENAÇÃO DO UNIVERSO"


A complexidade do nosso mundo pode ser avassaladora: das delicadas formas de flocos de neve aos padrões de movimento de bactérias em uma gota de água, vários fenômenos exibem uma grande engenhosidade.
Mas de onde vem esta complexidade ?
“Emergência”, uma palavra derivada do verbo emergir, vir à tona, é usada para descrever a capacidade de componentes individuais de um sistema maior de trabalharem juntos a fim de dar origem a um comportamento dramático e diverso.

Vórtices de bactérias

Um dos trabalhos recentes feitos por Enkeleida Lushi, da Universidade Brown (EUA), mostrou bactérias formando espontaneamente um vórtex bidirecional dentro de uma gota de água. As bactérias do centro da gota movimentavam-se na direção oposta às das bordas. Nenhuma bactéria escolhia criar o vórtex de forma consciente, por isto este comportamento é chamado de “emergente”.
Uma das características do comportamento emergente é que ele surge de uma forma espontânea, devido a interações geralmente simples entre as partes que constituem o grupo e o ambiente. Não há um “líder” decidindo como o sistema irá se comportar.
Uma das características desconcertantes da emergência é que o fenômeno geralmente não pode ser predito pelo comportamento das partes. Em outras palavras, sistemas emergentes são considerados maiores que a soma de suas partes.
Alguns modelos simplificados, como o dos autômatos celulares, servem para ajudar a compreender o fenômeno da emergência. Alguns modelos incluem a interação entre os elementos do sistema e seu efeito sobre o ambiente.

Emergência, emergência por todos lados

As amebas, nas condições certas, unem-se e formam algo novo: uma meleca que começa a trabalhar como um organismo único. Essa “forma única” é capaz de cobrir mais terreno que as bactérias originais, colocar colônias em locais escolhidos e já mostraram que podem encontrar a saída em labirintos.
O cérebro é outra estrutura que apresenta o fenômeno da emergência. Um neurônio individual, ou mesmo fatias inteiras do cérebro, não tem as mesmas propriedades de um cérebro interconectado. Afete partes do cérebro, e a vítima apresenta uma variação enorme na capacidade cognitiva e física, na personalidade, no humor e, em alguns casos, ocorre perda total de função.
Não só na biologia, como na sociologia aparecem fenômenos emergentes. Um dos mais dramáticos talvez seja a organização da sociedade das formigas. São todas operárias, até mesmo aquela que nós chamamos de rainha – uma operária especializada em colocar ovos.

As necessidades do formigueiro envolvem saúde, segurança e alimentação e, a qualquer momento, 25% das formigas estão dedicadas à limpeza do ninho, 25% à segurança e 50% à busca de alimentos.
emergencia
As proporções são fixas e, quando uma formiga morre, outra é convertida automaticamente para manter a relação. Esta relação é mantida pelos ferormônios que as formigas emitem: quando uma encontra muitas operárias, ela automaticamente muda de perfil para outro dos menos representados. Este sistema simples de sinais químicos mantém a força de trabalho em equilíbrio não importa o que aconteça coma colônia.
Na física e na matemática, a emergência tem um sentido um pouco diferente da biologia. A migração do micro para o macro, na física, geralmente não resulta em organização, mas em novas propriedades. Alguns átomos, ou até mesmo bilhões de átomos, fluindo por um cano ou por um lago se movimentam de forma aleatória e imprevisível, mas quando certo fluxo é atingido, ele se torna previsível. A dinâmica de fluídos é, de certa forma, uma propriedade emergente de grupos aleatórios de átomos.
Outros aspectos da física em que a emergência aparece são a pressão e volume de substâncias, que é mantida pela interação de grupos de átomos. O campo magnético de ímãs é outro exemplo de emergência – é o resultado do alinhamento espontâneo do momento magnético de bilhões, trilhões de elétrons. E a supercondutividade, bem como a super fluidez, emergem do fluxo cooperativo de elétrons e átomos, respectivamente.
Em uma escala muito maior, a própria estrutura do universo emerge da interação gravitacional das estrelas. E voltando a escalas menores, a combinação de átomos forma moléculas e macromoléculas, com a emergência de estruturas e interações que determinam sua função em biologia molecular, que por sua vez criam a biologia celular.

Ligando os níveis de complexidade

Apesar do comportamento emergente estar em praticamente todos os lugares, esta é uma área nova de pesquisa, e não há uma compreensão profunda sobre ela.
A cada nível de complexidade surgem novas leis, propriedades e fenômenos, o que é problemático para a ciência: as leis e propriedades que descrevem um nível de um sistema complexo não necessariamente explicam outro nível, não importa o quanto eles possam ser conectados. A compreensão da emergência de estruturas de moléculas não permite necessariamente que alguém possa prever a emergência da biologia celular.
Mesmo a análise e modelagem de fenômenos como os vórtices de bactérias, que ajudam a identificar ingredientes necessários para o comportamento emergente, não é suficiente. É preciso encontrar novas formas de pensar sobre a emergência, que ultrapassem os limites da modelagem convencional de sistemas específicos.
Estas novas ferramentas vão nos permitir determinar os princípios unificantes do comportamento emergente, fazendo a conexão entre todos os níveis de complexidade. Este é um dos grandes desafios da ciência atualmente: compreender e utilizar os princípios da emergência.