sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PESQUISA - "MELATONINA E TAMOXIFENO, DESCOBERTA REVOLUCIONÁRIA PARA TRATAR O CÂNCER DE MAMA"

(Nossas pacientes e amigas já sabiam..e faz tempo !)

A exposição à luz durante a noite, desligando a produção noturna do hormônio melatonina, torna o câncer de mama completamente resistente ao tamoxifeno, um medicamento contra o câncer de mama amplamente utilizado.
O alerta surpreendente está em um artigo publicado na revista científica Cancer Research, de autoria da equipe dos professores Steven Hill e David Blask, da Universidade Tulane (EUA).
Escuridão e melatonina
"Na primeira fase do estudo, mantivemos animais por várias semanas em um ciclo diário de luz/escuro de 12 horas de luz seguidas por 12 horas de escuridão total - a melatonina aumenta durante a fase escura," explica o professor Hill.
"No segundo experimento, expusemos os animais ao mesmo ciclo diário claro/escuro. No entanto, durante a fase de 12 horas de escuridão, os animais foram expostos a uma luz extremamente fraca à noite, aproximadamente equivalente à luz fraca vinda por baixo de uma porta, o que fez os níveis de melatonina serem suprimidos," completa ele.
melatonina por si só retarda a formação de tumores do câncer de mama e diminui significativamente seu crescimento, mas o tamoxifeno causou uma regressão dramática dos tumores nos animais com altos níveis de melatonina noturna durante a completa escuridão e naqueles que receberam suplemento de melatonina durante a exposição à luz fraca à noite.
Mas o efeito do medicamento foi inibido simplesmente pela presença da luz fraca à noite e a consequente redução na produção de melatonina.
Acordando o câncer
Segundo os pesquisadores, estes resultados têm implicações potencialmente enormes para as mulheres que estão sendo tratadas do câncer de mama com tamoxifeno, sobretudo porque é comum a exposição à luz durante a noite devido a problemas de sono, turnos de trabalho ou exposição à luz das telas de computador e TV que permanecem ligados.
"Altos níveis de melatonina à noite colocam as células do câncer de mama para 'dormir', desligando mecanismos-chave de seu crescimento. Estas células são vulneráveis ao tamoxifeno. Mas quando as luzes estão acesas e a melatonina é suprimida, as células do câncer de mama 'acordam' e ignoram o tamoxifeno," disse o Dr. Blask.

FONTE : www.diariodasaude.com.br

quarta-feira, 23 de julho de 2014

ALERTA - "GLUTAMATO MONOSSÓDICO PROVOCA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA - ELA"

(..entre outros males)

Um silencioso e difundido assassino que é pior à sua saúde que álcool, nicotina e muitas outras drogas está provavelmente escondido em seu armário de cozinha neste exato momento. "Ele" é o glutamato monossódico ou GMS , (Monossodium Glutamate do nome original em inglês), um realçador de sabor que é conhecido amplamente como um aditivo na comida chinesa, mas que na verdade é adicionado a milhares de alimentos que você e sua família regularmente comem, especialmente se você é como a maior parte dos norte-americanos e come a maioria de sua comida como alimento processado ou em restaurantes.

Glutamato monossódico é um dos piores aditivos alimentares no mercado e é usado em sopas enlatadas, biscoitos, carnes, saladas, refeições congeladas e muito mais. É encontrado em restaurantes e supermercados locais, na lanchonete da escola das crianças, e incrivelmente, mesmo na comida de bebê e em fórmulas infantis.

O GMS é mais do que somente um tempero como o sal e pimenta, ele realça o sabor dos alimentos, fazendo o gosto de carnes processadas e refeições congeladas ficar melhor e cheirar melhor, as saladas ficarem mais saborosas e comidas enlatadas com gosto menos metálico.

Enquanto os benefícios do GMS à indústria de alimentos está bem clara, este aditivo alimentar pode estar lentamente e silenciosamente fazendo grandes danos para sua saúde.

Você pode lembrar quando o pó de GMS chamado "Accent" primeiramente veio aos mercados norte-americanos. Bem foi há muitas décadas anterior a este, em 1908, que o glutamato foi inventado. O inventor foi Kikunae Ikeda, um japonês que identificou a substância natural que incrementava o sabor, provinda da alga marinha.

Tomando como base esta substância, eles foram capazes de criar um aditivo criado pelo homem, o glutamato monossódico, e ele e seu parceiro criaram a Ajinomoto, que é hoje o maior produtor deste produto (e, interessante, também um produtor de remédios).
Quimicamente falando, o GMS é aproximadamente 78% de ácido glutâmico livre, 21% de sódio, e até 1% composto de contaminantes. 

É uma ideia errada que o glutamato monossódico é um condimento ou um amaciador de carne. Na realidade, ele tem um sabor fraco, além do que, quando você ingere GMS, você pensa que o alimento que está comendo tem mais proteína e tem um melhor sabor. Ele faz isso enganando sua língua, usando um pouco conhecido quinto estado de sabor: umami.

Umami é o gosto do glutamato, que é um saboroso gosto encontrado em muitas comidas japonesas, bacon e também no aditivo alimentar tóxico glutamato monossódico. É por causa do umami que o alimento com GMS tem sabor mais forte, robusto, e geralmente melhor, para muitas pessoas, do que o alimento sem ele.

O ingrediente não se tornou amplamente divulgado nos Estados Unidos até a Segunda Guerra Mundial, quando os militares americanos perceberam que a ração dos soldados japoneses era muito mais saborosa que as versões americanas por causa do GMS.

Em 1959, a FDA (Food and Drug Administration, ou Agência Norte-Americana de Controle de Alimentos e Medicamentos), classificou o glutamato monossódico como "ordinariamente conhecido como seguro (Generally Recognized as Safe ou GRAS)" e assim se manteve desde então. 

Ainda assim foi um sinal de alerta quando apenas 10 anos depois uma condição conhecida como a "Síndrome do restaurante chinês" apareceu na literatura médica, descrevendo os numerosos efeitos colaterais, desde falta de sensação, até palpitações cardíacas que a pessoas experienciavam depois de comer glutamato.

Hoje esta síndrome é mais apropriadamente chamada "complexo dos sintomas do GMS" (termo original do inglês: MSG Symptom Complex), que a FDA identifica como "reações de curto-prazo" do glutamato. Mais destas "reações" ainda virão à tona.

Uma das melhores visões gerais dos reais perigos do glutamato vem do Doutor Russell Blaylock, um neurocirurgião "board certified" (que tem anos de treinamento e entendimentos da diagnose, tratamento e prevenção de enfermidades) e autor do "Excitotoxinas: o Sabor que Mata". Nele ele explica que o glutamato é uma excito-toxina, o que significa que ele superexcita suas células ao ponto de ser perigoso ou mortal, causando danos em vários graus - e potencialmente mesmo acionar ou piorar disfunções de aprendizado, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, Mal de Lou Gehrig, ou Esclerose Lateral Amiotrófica !

E mais :

Parte do problema também é que o ácido glutâmico livre é o mesmo neurotransmissor que o seu cérebro, sistema nervoso, pâncreas e outros órgãos usam para iniciar certos processos em seu corpo. Até a FDA afirma:

"Estudos tem mostrado que o corpo usa glutamato, um aminoácido, como um transmissor de impulsos nervosos no cérebro e que há também tecidos que respondem ao glutamato em outras partes do corpo. As anomalias no funcionamento dos receptores de glutamato tem sido conectadas com certas enfermidades neurológicas, como o Mal de Alzheimer e a doença de Huntington (distúrbio caracterizado por movimentos musculares anormais espontâneos e irregulares). 
Injeções de glutamato em animais de laboratório resultaram em danos às células nervais do cérebro." 

Embora a FDA continua a alegar que consumir glutamato monossódico nos alimentos não causa estes efeitos danosos, muitos outros especialistas dizem o contrário.

De acordo com Dr. Blaylock, numerosos receptores glutâmicos tem sido encontrados tanto no sistema de condução elétrica do coração quanto no músculo do coração em si. Isto pode ser bem danoso para seu coração, e pode mesmo explicar as mortes inesperada às vezes vista entre atletas jovens.

Ele diz: "Quando um excesso de excito-toxinas de origem alimentar, como o GMS, proteína hidrolisada de soja e concentrada, caseinato de sódio e aspartato do aspartame, são consumidas, estes receptores glutâmicos são super-estimulados, produzindo arritmia cardíaca. QUANDO O ESTOQUE DE MAGNÉSIO ESTA BAIXO, como vemos em atletas, os receptores glutâmicos são muito sensíveis e mesmo níveis pequenos destas excito-toxinas podem resultar em arritmias cardíacas e morte". 

Muitos outros efeitos adversos tem sido relacionados ao consumo regular de GMS, incluindo:

* Obesidade
* Danos oculares
* Cefaleia (dor de cabeça)
* Fadiga e Desorientação
* Depressão

Além do mais, mesmo a FDA admite que as "reações de curto-prazo" conhecidas como complexo dos sintomas do GMS (MSG Symptom Complex) podem ocorrer em certos grupos de pessoas, especialmente os que ingeriram "altas doses" de glutamato monossódico ou aqueles que tem asma.

De acordo com a FDA, O complexo de sintomas do GMS pode envolver sintomas como:

* Perda de sensibilidade sensibilidade
* Sensação de queimadura
* Formigamento
* Pressão facial ou sensação de sufocamento
* Dor no peito ou dificuldade respiratória
* Cefaleia
* Náusea
* Palpitação cardíaca
* Sonolência
* Fraqueza

Ninguém sabe informar com certeza quantas pessoas podem ser "sensíveis" ao GMS, mas estudos dos anos 70 sugerem que 25 a 30% da população norte-americana era intolerante ao Glutamato - em níveis então encontrados em alimentos. Desde que o uso do Glutamato expandiu dramaticamente deste aquele período, é estimado que até 40% da população pode ser impactada. 

Como saber se o Glutamato Monossódico está em sua comida

Os produtores de alimentos não são estúpidos, e eles são cautelosos do fato que as pessoas como você procuram evitar comer este tipo de aditivo alimentar asqueroso. Como resultado, você acha que eles respondem removendo o glutamato de seus produtos? Bem, poucos tem feito, mas a maioria deles só tentaram "limpar" suas embalagens. Em outras palavras, eles tentam esconder o fato que o GMS é um ingrediente.

Como eles fazem isso? Usando nomes que você nunca poderia associar com o produto.

É requerido pela FDA que os produtores de alimentos listem o ingrediente "glutamato monossódico" nas embalagens dos alimentos, mas eles não tem que listar os ingredientes que contém ácido glutâmico livre, mesmo se ele é o principal componente do GMS.

Além disso, em alguns alimentos o ácido glutâmico é formado durante o processamento, e novamente, as embalagens dos alimentos não lhe informam isso.

Dicas para evitar o Glutamato Monossódico de sua alimentação

Em geral, se um alimento é processado você pode supor que ele contém glutamato (ou um de seus pseudo-ingredientes). Então, se você aderiu a uma alimentação de alimentos frescos, você pode bem garantir que você está evitando esta toxina.

O outro local onde você terá que tomar cuidado são os restaurantes. Você pode perguntar que itens do menu são livres de glutamato, e pedir que nenhum glutamato seja adicionado em sua refeição, mas claro que o único local onde você pode ter certeza absoluta do que é adicionado ou não é a sua própria cozinha.

Para realmente se garantir, você deve saber com que ingredientes tomar precaução em alimentos empacotados. Aqui está uma lista de ingredientes que SEMPRE contém glutamato monossódico: (nem todos foram traduzidos por não existir correlato ao português, segue abaixo os nomes originais como constam no artigo): 

Autolyzed Yeast (Extrato de levedura), Calcium Caseinate (Caseinato de calcio), Gelatin (Gelatina), Glutamate/Glutamic Acid (Ácido glutâmico), Hydrolyzed Protein, Monopotassium Glutamate ( Glutamato monopotássico), Monosodium Glutamate (Glutamato monossódico), Sodium Caseinate (Caseinato de sódio),Textured Protein, Yeast Extract (Extrato de levedura), Yeast Nutrient

Estes ingredientes frequentemente contém glutamato ou criam este durante o processamento:  (não foram traduzidos os termos abaixos, por isso fica listado integralmente os originais em inglês): Flavors and Flavorings (Condimentos), Seasonings (Temperos), Natural Flavors and Flavorings, Natural Pork Flavoring, Natural Beef Flavoring, Natural Chicken Flavoring, Soy Sauce, Sopy Protein Isolate, Soy Protein, Bouillon, Stock, Broth, Malt Extract, Malt Flavoring, Barley Malt, Why Protein,Carrageenan, Maltodextrin, Pectin, Enzymes, Protease, Corn Starch, Citric Acid, Powdered Milk, Anything Protein Fortified, Anything Enzyme Modified, Anything Ultra-Pasteurized 

Se você come alimentos processados, por favor lembre-se de verificar estes nomes ocultos do glutamato.

Escolhendo ser Livre dos Glutamatos

Tomar a decisão de evitar GMS em sua alimentação é mais que possível uma escolha sábia para todos ao seu redor. Reconhecidamente, toma mais tempo planejando na cozinha e preparando comida em casa, usando ingredientes frescos e cultivados localmente. Mas saber que sua comida é pura e livre de aditivos tóxicos como o glutamato é algo inestimável.
Além disso, escolher seu alimento lhe trará ultimamente um melhor sabor e valores mais saudáveis que qualquer comida processada com glutamato que você pode comprar no supermercado.

Nota do tradutor: O texto é escrito utilizando o contexto dos Estados Unidos, nem por isso ele não deixa de ser válido no Brasil ou em outro país que seja. No país, o glutamato é encontrado em salgados como batata-frita com sabor de cebola, embutidos como salames, também na mortadela, presunto, frios em geral, no molho de soja (algumas marcas aparentemente não colocam este ingrediente) e em muitos produtos japoneses. Ler o rótulo das embalagens é um bom começo para evitar o consumo desta substância.

 O equivalente maléfico doce do glutamato é o aspartame, encontrado em produtos diet, light, e similares. Grandes empresas usam GMS, leia a lista de ingredientes, e zele pelo seu bem-estar. O melhor protesto é não comprar produtos de quem não tem se preocupa com a sua saúde. Em português http://www.vidaintegral.com.br/noticias.php?noticiaid=948

Fontes e Referências:
Notícias Naturais: Glutamato Monossódico (GMS): O Sabor Que Mata
-Blog Mercola: MSG: Is This Silent Killer Lurking in Your Kitchen Cabinets? 

sábado, 19 de julho de 2014

GENÉTICA - "AMIGOS VERDADEIROS SÃO FAMÍLIA, LITERALMENTE"

(Amigos : geneticamente próximos)

De acordo com James Fowler, professor de genética médica e ciência política na Universidade da Califórnia (EUA) e coautor do estudo, ao olhar todo o genoma humano, ele descobriu que, de uma maneira geral, é bastante parecido entre amigos. “Nós temos mais DNA em comum com as pessoas que escolhemos como amigos do que com estranhos em uma mesma população”, esclarece.
Que demais, não é ?

Detalhes do estudo

O estudo que revela a semelhança genética entre amigos de verdade parte de uma análise de todo o genoma de quase 1,5 milhões de marcadores de variação genética, e se baseia em dados do Framingham Heart Study. O conjunto de dados de Framingham é o maior disponível até o momento, e os autores estão cientes de que ele contém um nível de detalhamento genético e informações sobre quem é amigo de quem.
Para conduzir a pesquisa, os cientistas se concentraram em temas únicos e nada menos que 1.932 pares de comparação de amigos sem grau de parentesco contra pares de estranhos também sem parentesco. As mesmas pessoas, que não eram nem parentes nem cônjuges, foram utilizadas em ambos os tipos de amostras. A única coisa que difere entre os participantes é a sua relação social.
Os resultados não são, segundo os pesquisadores, um artefato de tendência das pessoas de fazerem amizade com pessoas de etnias semelhantes. 
A observação proposta por esse estudo vai além do que você esperaria encontrar entre as pessoas de herança genética compartilhada. Segundo Fowler, o coautor do estudo, os resultados encontrados são uma “rede de ancestralidade”.

Quão geneticamente similares são os amigos de verdade?

Os pesquisadores encontraram que os amigos de verdade, aqueles amigos do coração, os irmãos que a gente escolhe, têm semelhanças genéticas que equivalem a um grau de parentesco semelhante ao de primos de quarto grau, ou pessoas que têm o mesmo tataravô. Em outras palavras, isso se traduz em cerca de 1% de nossos genes.
Achou pouco?
1% pode realmente parecer pouco, mas, para os geneticistas, esse é um número realmente MUITO significativo. Ainda mais se você pensar que a maioria das pessoas nem sequer sabem quem são seus primos de quarto grau. De certa forma, dá o que pensar. Pense: eu mesma não sei quem são meus primos de quarto grau, mas, por uma acaso do destino, escolhi me relacionar com pessoas que muito bem poderia ter esse grau de parentesco comigo. Essas pessoas poderiam ser da minha família de verdade, sem eu saber disso.

Nível de amizade

No estudo, os pesquisadores também desenvolveram uma escala que chamaram de “nível de amizade”, que eles podem usar para prever as chances de pessoas serem amigas mais ou menos no mesmo nível de confiança que atualmente os cientistas usam para prever as chances de uma pessoa ser obesa ou ter esquizofrenia. Palmas para eles !

Amigos com benefícios

Atributos compartilhados entre amigos ou “parentesco funcional” pode conferir uma variedade de vantagens evolutivas. Algo do tipo se o seu amigo está com frio quando você faz uma fogueira, você dois se beneficiam do fogo. Esse também é o caso de alguns traços que só funcionam se o seu amigo também o tiver. Fowler exemplifica: “O primeiro mutante a falar precisava de alguém para falar com ele. Essa capacidade seria inútil se não houvesse ninguém para compartilhá-la”. Esses tipos de traços em pessoas são uma espécie de efeito de se viver em sociedade.

Porque você e seus amigos não ficam doentes ao mesmo tempo

Além das semelhanças “macro”, os pesquisadores também olharam para um conjunto de genes focados. Assim, eles descobriram uma coisa inusitada: eles acham que os amigos são mais semelhantes em genes que afetam o sentido do olfato.
O oposto vale para os genes que controlam a imunidade. Ou seja, os amigos são relativamente mais desiguais em sua proteção genética contra várias doenças.
A descoberta apoia o que as pessoas têm encontrado recentemente em relação a seus pares. E há uma vantagem evolutiva bastante simples para isso: ter conexões com pessoas que são capazes de resistir a diferentes patógenos reduz sua propagação interpessoal. Mas como é que vamos selecionar as pessoas para este benefício da imunidade? O mecanismo ainda permanece obscuro.
A questão da semelhança entre genes olfativos também segue aberta a debates e precisa de mais pesquisa para que conclusões sejam tiradas. Mas, até o momento, os cientistas supõem que a explicação pode estar no fato de que o nosso sentido de cheiro, quando semelhante, pode nos atrair a ambientes semelhantes. Sendo assim, não é difícil imaginar que pessoas que gostam de café, por exemplo, frequentem lugares com cheiro de café e lá encontrem pessoas que tenham o mesmo gosto – ainda que essa seleção não esteja no plano da consciência.
Cientistas observam também que, provavelmente, existem vários mecanismos que operam de forma paralela, nos guiando para escolher amigos geneticamente similares.

“With a Little Help From Our Friends”

Talvez o resultado mais intrigante do estudo seja que os genes que eram mais semelhantes entre amigos parecem estar evoluindo mais rapidamente do que outros genes. Fowler e sua equipe dizem que isso pode ajudar a explicar por que a evolução humana parece ter acelerado nos últimos 30 mil anos, e sugerem que o próprio ambiente social é uma força evolutiva.
Portanto, fica a melhor dica de todos os tempos: mantenha os amigos por perto.
 [Phys]

FONTE : http://hypescience.com/

sábado, 12 de julho de 2014

SAÚDE - DESINTOXICAÇÃO DE METAIS PESADOS

(Coentro, amigo poderoso)

Metais pesados podem provocar danos significativos no corpo.

A maioria das pessoas se encontra exposta a metais pesados nos tempos de hoje, pela sua alimentação, água, vacinas, ou o ar ao seu redor.

A boa notícia é que existem maneiras naturais de quelar metais pesados do corpo.

A toxicidade de metais pesados pode causar inúmeros sintomas como dor de cabeça, náuseas, vômitos, sudorese e até mesmo a morte.

Chumbo ou mercúrio, por exemplo podem ser nocivos mesmo em quantidades sutis !

O processo de eliminação destes venenos do organismo chama-se quelação.

Esta palavra realmente vem da palavra grega "garra" e foi usada pelos primeiros praticantes com substâncias que literalmente agarravam estes metais e os eliminava para fora do corpo através do sistema digestivo. 

Felizmente, existem alimentos com propriedades naturais quelantes. Em casos de exposição menor não é necessário gastar uma fortuna em drogas e até mesmo suplementos, a fim de restaurar a saúde ideal.

Eis alguns quelantes eficientes :

Coentro : Coentro é uma super-erva que pode efetivamente remover metais pesados (alumínio, mercúrio e chumbo, em particular) – em apenas duas semanas.

Além disso, porque estes metais podem tamponar o sistema imunológico, o coentro também reconhecido como um imuno-reforço.  

Carvão Vegetal Ativado -  O carvão vegetal ativado é importante recurso na desintoxicação geral, incluindo a desintoxicação de metais pesados.
 Em dosagem apropriada durante 10/12 dias o organismo fica livre de venenos antigos e químicas nocivas vindas de alimentação e medicamentos !

Chlorella:  A alga chlorella é conhecido por sua capacidade de eliminar toxinas do corpo.
Entre as propriedades surpreendentes da alga Chlorella é a sua capacidade de desintoxicar o fígado, os intestinos e sangue. 


Extraído de http://naturalsociety.com/6-foods-natural-heavy-metal-chelation/

sexta-feira, 11 de julho de 2014

PESQUISA - "VITAMINA D AUMENTA CHANCES DE VIDA EM PACIENTE COM CÂNCER DE INTESTINO"


Um estudo publicado recentemente, pela associação 'Cancer Research UK', provou que doentes com cancro no intestino que tenham níveis altos de vitamina D no sangue têm mais possibilidade de sobreviver à doença. 

O ensaio clínico, que teve lugar no Reino Unido e contou com a participação de 1600 pacientes, descobriu que a vitamina D diminui para metade o risco de morrer com a doença, quando os pacientes com níveis mais altos da vitamina são comparados com os doentes que têm níveis mais baixos. 

Esta é a primeira vez que os cientistas provam a correlação entre a sobrevivência a longo prazo do cancro no intestino e os níveis da vitamina no sangue.

FONTE :  http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/vitamina-d-aumenta-esperanca-de-vida-em-pacientes-com-cancro-do-intestino

sexta-feira, 4 de julho de 2014

EPIGENÉTICA - "O DNA NÃO TEM ESTABILIDADE PARA ESTUDOS PRÁTICOS DE FATO"

SOMOS MAIS...MUITO MAIS !

Conforme o sequenciamento genético tornou-se mais barato e acessível, mais e mais informações genômicas estão-se tornando disponíveis, em um ritmo que aumenta velozmente.
Quase todas as semanas é possível ler manchetes do tipo "Genoma do organismo 'tal' foi decifrado".
Mas, por enquanto, essa montanha de dados genéticos tem trazido mais decepção do que conhecimento.
Na verdade, o conhecimento que interessa - por exemplo, como os microrganismos interagem com seu ambiente, como eles infectam outros organismos e como alteram seus programas moleculares em resposta a alterações das suas condições ambientais - não é automaticamente dedutível a partir apenas dos dados genômicos.
O reconhecimento dessa "decepção com o DNA" é o eixo central de um estudo realizado conjuntamente por pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca, do Instituto Max Planck (Alemanha) e da Universidade Federal de Minas Gerais.
Sequenciamento do DNA: sem respostas
Segundo os pesquisadores, no tocante ao sequenciamento genético, "estamos afogados em dados, mas morrendo de sede de conhecimento".
A equipe levanta dúvidas sobre o valor das pesquisas para sequenciar o genoma de inúmeras espécies, uma vez que o genoma não consegue trazer novos conhecimentos úteis e práticos.
Para chegar a essa conclusão, eles analisaram os genomas que se tornaram disponíveis nos últimos 20 anos graças aos trabalhos de sequenciamento de DNAs de bactérias.
Os cientistas então tentaram usar esse monte de dados para responder a uma simples pergunta: Pode-se distinguir entre bactérias que causam doenças (patogênicas) daquelas inofensivas (não-patogênicas) com base apenas no seu DNA?
Eles descobriram que isso não é possível em muitos casos, ou seja, os dados do sequenciamento genético não servem nem mesmo para fazer uma distinção tão simples, mas extremamente importante, do que faz ou não mal ao homem.
"Por que devemos nos esforçar ainda mais para coletar esse tipo de dado?" escreve a equipe.
Desperdício de recursos
O DNA de quase 3.000 espécies bacterianas já foi sequenciado até agora. Outros 24.000 projetos de sequenciamento estão atualmente em andamento, e há inúmeros projetos adicionais pretendendo sequenciar o genoma de mais organismos de todos os reinos.
"Pode-se perguntar qual é o valor de tudo isso," questionam os pesquisadores.
Para eles, a ciência e a medicina podem ter usos muito mais úteis para os recursos gastos nesses trabalhos de sequenciamento genético que não trazem resultados práticos ou conhecimentos novos.
"Devemos continuar a sequenciar o DNA de bactérias em uma escala tão grande? Talvez uma parte desse esforço e desses recursos pudesse ser melhor gasta," afirmam eles.
O estudo, cujo principal autor é o brasileiro Eudes Barbosa, foi publicado na revista científica Briefings in Functional Genomics.
Promessas esquecidas
Esta não é a primeira vez que os próprios cientistas demonstram sua decepção com o sequenciamento genético !
Na verdade, a própria imagem do DNA como algo estável, inquestionável e inconfundível está-se desfazendo rapidamente.
Agora que já foram esquecidas pelo público as inúmeras promessas que os próprios cientistas fizeram à exaustão sobre os benefícios que o sequenciamento genético traria para a medicina, a comunidade acadêmica começa a reconhecer que já é mais do que hora de rever o direcionamento dos recursos gastos nessas pesquisas.
Esquecimento do público que, a propósito já vem nublando as grandes expectativas que os cientistas também criaram a respeito das células tronco.
FONTE : www.diariodasaude.com.br

quinta-feira, 3 de julho de 2014

SAÚDE - "MEMÓRIA FRACA ? COMA AMENDOIM !"


Quem se prepara para provas como vestibulares e concursos públicos está acostumado a ouvir dicas sobre como se alimentar bem para encarar a pesada rotina de estudos. 

Entre os alimentos indicados está o amendoim, que ajudaria a melhorar a memória.

 A concentração de gorduras saturadas não inflamatórias, mais as insaturadas, presente nesse alimento garante que a transmissão de impulsos nervosos seja mais eficaz e, com isso, as falhas sinápticas sejam evitadas. "Com menos falhas sinápticas, há muito mais retenção de informação no cérebro e melhoria da memória, ou seja, o aproveitamento de todo o conteúdo estudado é substancialmente melhor", explica a nutricionista Vanderlí Marchiori. 

O amendoim é considerado fonte de fibras, vitaminas antioxidantes, minerais e fitoquímicos e é rico em ácidos graxos insaturados (ácido oleico, linoleico e alfa-linolênico). 

Além de todas suas propriedades naturais, ele possui vitamina E, nutriente importante para a memória e que eleva o nível de saciedade por até duas horas, e vitamina B, que é essencial ao sistema nervoso, auxilia na digestão e afasta o mau-humor, ajudando na formação da serotonina, conhecida como hormônio do bem-estar. 

"Podemos dizer que, para os estudantes em geral e, sobretudo para os vestibulandos, o amendoim é uma excelente alternativa de lanche prático, seguro, fácil de ser encontrado, com custo acessível e que ainda traz muitos benefícios para a saúde. 

O ideal é que se consuma 30 gramas da semente por dia", finaliza Vanderlí.


FONTE : http://www.bonde.com.br/

quarta-feira, 2 de julho de 2014

FÍSICA QUÂNTICA : "EXPERIMENTO RESULTA NA OBSERVAÇÃO DO BÓSON DE HIGS DECAINDO EM MATÉRIA"


O decaimento direto do bóson de Higgs em férmions – corroborando a hipótese de que ele é o gerador das massas das partículas constituintes da matéria – foi comprovado no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o gigantesco complexo experimental mantido pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) na fronteira da Suíça com a França. 

O anúncio da descoberta acaba de ser publicado na revista Nature Physics pelo grupo de pesquisadores ligado ao detector Solenoide Compacto de Múons (CMS, na sigla em inglês).

Da equipe internacional, composta por cerca de 4.300 integrantes (entre físicos, engenheiros, técnicos, estudantes e pessoal administrativo), participam dois grupos de cientistas brasileiros: um sediado no Núcleo de Computação Científica (NCC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, e outro no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Rio de Janeiro.

“O experimento mediu, pela primeira vez, os decaimentos do bóson de Higgs em quarks bottom e léptons tau. E mostrou que eles são consistentes com a hipótese de as massas dessas partículas também serem geradas por meio do mecanismo de Higgs”, disse o físico Sérgio Novaes, professor da Unesp, à Agência FAPESP.

Novaes é líder do grupo da universidade paulista no experimento CMS e pesquisador principal do Projeto Temático “Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo” (Sprace), integrado ao CMS e apoiado pela FAPESP.

O novo resultado reforçou a convicção de que o objeto cuja descoberta foi oficialmente anunciada em 4 de julho de 2012 é realmente o bóson de Higgs, a partícula que confere massa às demais partículas, de acordo com o Modelo Padrão, o corpo teórico que descreve os componentes e as interações supostamente fundamentais do mundo material.

“Desde o anúncio oficial da descoberta do bóson de Higgs, muitas evidências foram coletadas, mostrando que a partícula correspondia às predições do Modelo Padrão.

 Foram, fundamentalmente, estudos envolvendo seu decaimento em outros bósons (partículas responsáveis pelas interações da matéria), como os fótons (bósons da interação eletromagnética) e o W e o Z (bósons da interação fraca)”, disse Novaes.

“Porém, mesmo admitindo que o bóson de Higgs fosse responsável pela geração das massas do W e do Z, não era óbvio que ele devesse gerar também as massas dos férmions (partículas que constituem a matéria, como os quarks, que compõem os prótons e os nêutrons; e os léptons, como o elétron e outros), porque o mecanismo é um pouco diferente, envolvendo o chamado ‘acoplamento de Yukawa’ entre essas partículas e o campo de Higgs”, prosseguiu.

Os pesquisadores buscavam uma evidência direta de que o decaimento do bóson de Higgs nesses campos de matéria obedeceria à receita do Modelo Padrão. Porém, essa não era uma tarefa fácil, porque, exatamente pelo fato de conferir massa, o Higgs tem a tendência de decair nas partículas mais massivas, como os bósons W e Z, por exemplo, que possuem massas cerca de 80 e 90 vezes superiores à do próton, respectivamente.

“Além disso, havia outros complicadores. No caso particular do quark bottom, por exemplo, um par bottom-antibottom pode ser produzido de muitas outras maneiras, além do decaimento do Higgs. Então era preciso filtrar todas essas outras possibilidades. E, no caso do lépton tau, a probabilidade de decaimento do Higgs nele é muito pequena”, contou Novaes.

“Para se ter ideia, a cada trilhão de colisões realizadas no LHC, existe um evento com bóson de Higgs. Destes, menos de 10% correspondem ao decaimento do Higgs em um par de taus. Ademais, o par de taus também pode ser produzido de outras maneiras, como, por exemplo, a partir de um fóton, com frequência muito maior”, disse.

Para comprovar com segurança o decaimento do bóson de Higgs no quark bottom e no lépton tau, a equipe do CMS precisou coletar e processar uma quantidade descomunal de dados. “Por isso nosso artigo na Nature demorou tanto tempo para sair. Foi literalmente mais difícil do que procurar uma agulha no palheiro”, afirmou Novaes.

Mas o interessante, segundo o pesquisador, foi que, mesmo nesses casos, em que se considerava que o Higgs poderia fugir à receita do Modelo Padrão, isso não ocorreu. Os experimentos foram muito coerentes com as predições teóricas.

“É sempre surpreendente verificar o acordo entre o experimento e a teoria. Durante anos, o bóson de Higgs foi considerado apenas um artifício matemático, para dar coerência interna ao Modelo Padrão. Muitos físicos apostavam que ele jamais seria descoberto. Essa partícula foi procurada por quase meio século e acabou sendo admitida pela falta de uma proposta alternativa, capaz de responder por todas as predições, com a mesma margem de acerto. Então, esses resultados que estamos obtendo agora no LHC são realmente espetaculares. A gente costuma se espantar quando a ciência não dá certo. Mas o verdadeiro espanto é quando ela dá certo”, disse Novaes.

“Em 2015, o LHC deverá rodar com o dobro de energia. A expectativa é chegar a 14 teraelétrons-volt (TeV) (14 trilhões de elétrons-volt). Nesse patamar de energia, os feixes de prótons serão acelerados a mais de 99,99% da velocidade da luz. É instigante imaginar o que poderemos descobrir”, afirmou.

O artigo Evidence for the direct decay of the 125 GeV Higgs boson to fermions (doi:10.1038/nphys3005), da colaboração CMS, pode ser lido em http://nature.com/nphys/journal/vaop/ncurrent/full/nphys3005.html

GLOSSÁRIO

Modelo Padrão

Modelo elaborado ao longo da segunda metade do século XX, a partir da colaboração de um grande número de físicos de vários países, com alto poder de predição dos eventos que ocorrem no mundo subatômico. Engloba três das quatro interações conhecidas (eletromagnética, fraca e forte), mas não incorpora a interação gravitacional. O Modelo Padrão baseia-se no conceito de partículas elementares, agrupadas em férmions (partículas constituintes da matéria), bósons (partículas mediadoras das interações) e o bóson de Higgs (partícula que confere massa às demais partículas).

Férmions

Assim chamados em homenagem ao físico italiano Enrico Fermi (1901-1954), prêmio Nobel de Física de 1938. Segundo o Modelo Padrão, são as partículas constituintes da matéria. Compõem-se de seis quarks (up, down, charm, strange, top, bottom), seis léptons (elétron, múon, tau, neutrino do elétron, neutrino do múon, neutrino do tau) e suas respectivas antipartículas. Os quarks agrupam-se em tríades para formar os baryons (prótons e nêutrons) e em pares quark-antiquark para formar os mésons. Em conjunto, baryons e mésons constituem os hádrons.

Bósons

Assim chamados em homenagem ao físico indiano Satyendra Nath Bose (1894-1974). Segundo o Modelo Padrão, os bósons vetoriais são as partículas mediadoras das interações. Compõem-se do fóton (mediador da interação eletromagnética); do W+, W− e Z (mediadores da interação fraca); e de oito tipos de glúons (mediadores da interação forte). O gráviton (suposto mediador da interação gravitacional) ainda não foi encontrado nem faz parte do Modelo Padrão.

Bóson de Higgs

Nome em homenagem ao físico britânico Peter Higgs (nascido em 1929). Segundo o Modelo Padrão, é o único bóson elementar escalar (os demais bósons elementares são vetoriais). De forma simplificada, diz-se que é a partícula que confere massa às demais partículas. Foi postulado para explicar por que todas as partículas elementares do Modelo Padrão possuem massa, exceto o fóton e os glúons. Sua massa, de 125 a 127 GeV/c2 (gigaelétrons-volt divididos pela velocidade da luz ao quadrado), equivale a aproximadamente 134,2 a 136,3 vezes a massa do próton. Sendo uma das partículas mais massivas propostas pelo Modelo Padrão, só pode ser produzido em contextos de altíssima energia (como aqueles que teriam existido logo depois do Big Bang ou os agora alcançados no LHC ), decaindo quase imediatamente em partículas de massas menores. Após quase meio século de buscas, desde a postulação teórica em 1964, sua descoberta foi oficialmente anunciada no dia 4 de julho de 2012. O anúncio foi feito, de forma independente, pelas duas principais equipes do LHC, ligadas aos detectores CMS e Atlas do LHC. Em reconhecimento à descoberta, a Real Academia Sueca concedeu o Prêmio Nobel de Física de 2013 a Peter Higgs e ao belga François Englert, dois dos propositores da partícula.

Decaimento

Processo espontâneo por meio do qual uma partícula se transforma em outras, dotadas de massas menores. Se as partículas geradas não são estáveis, o processo de decaimento pode continuar. No caso mencionado no artigo, o decaimento do bóson de Higgs em férmions (especificamente, no quark bottom e no lépton tau) é tomado como evidência de que o Higgs é o gerador das massas dessas partículas.

LHC

O Grande Colisor de Hádrons é o maior e mais sofisticado complexo experimental já possuído pela humanidade. Construído pelo Cern ao longo de 10 anos, entre 1998 e 2008, consiste basicamente em um túnel circular de 27 quilômetros de extensão, situado a 175 metros abaixo da superfície do solo, na fronteira entre a França e a Suíça. Nele, feixes de prótons são acelerados em sentidos contrários e levados a colidir em patamares altíssimos de energia, gerando, a cada colisão, outros tipos de partículas, que possibilitam investigar a estrutura da matéria. A expectativa, para 2015, é produzir colisões de 14 TeV (14 trilhões de elétrons-volt), com os prótons movendo-se a mais de 99,99% da velocidade da luz. O LHC é dotado de sete detectores, sendo os dois principais o CMS e o Atlas.

Agência FAPESP 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

PESQUISA - "CAMINHO CERTO PARA DEMÊNCIA : DESCONFIAR DE TUDO E DE TODOS"

Pessoas com altos níveis de "desconfiança cínica" são mais propensas a desenvolver demência.
Para começar, os psicólogos definem desconfiança cínica como a crença de que os outros são motivados principalmente por preocupações egoístas.
Esse cinismo, que julga os outros como materialistas e interesseiros, tem sido associado a vários problemas de saúde, entre eles às doenças do coração.
Além disso, já se demonstrou que ter uma impressão negativa dos outros leva a ações egoístas e que pessoas que fazem trabalho voluntário e são altruístas vivem mais, enquanto outros que fazem o mesmo trabalho voluntário com interesses próprios não conseguem os mesmos resultados.
Mas este parece ser o primeiro estudo a examinar a relação entre acreditar que as pessoas são egoístas e a demência.
Minando a própria mente
A análise envolveu 1.449 pessoas com uma idade média de 71 anos. Os participantes passavam por exames para verificar sinais de demência e respondiam um questionário para medir o seu nível de cinismo.
Os voluntários tinham que responder, por exemplo, quanto concordavam com declarações do tipo "Eu acho que a maioria das pessoas iria mentir para ter vantagens", "É mais seguro não confiar em ninguém" e "A maioria das pessoas vai usar razões injustas para obter lucro ou vantagem".
Essas avaliações foram repetidas várias vezes ao longo de um período de vários anos.
Com base nas pontuações de cada participante, eles foram agrupados em níveis baixo, moderado e alto de desconfiança cínica.
Das 164 pessoas com níveis elevados de cinismo, 14 pessoas desenvolveram demência ao longo do período do estudo - uma incidência de 8,5%.
Das 212 pessoas com baixos níveis de cinismo, 9 pessoas desenvolveram demência - uma incidência de apenas 4,3%.
"Estes resultados reforçam as evidências de que a visão das pessoas sobre a vida e a personalidade pode ter um impacto sobre a sua saúde," disse Anna-Maija Tolppanen, da Universidade da Finlândia Oriental. "Entender como um traço de personalidade como o cinismo afeta o risco de demência pode nos fornecer informações importantes sobre a forma de reduzir os riscos da demência."
www.diariodasaude.com.br

domingo, 29 de junho de 2014

FÍSICA QUÂNTICA - "A DIFÍCIL E PRAZEROSA MISSÃO DE COMUNICAR CIÊNCIA"


A linguagem é uma das maiores criações da humanidade. O fato de podermos nos expressar e transmitir nossos pensamentos, temores e ideias é sem dúvida um dos principais motores para o desenvolvimento da nossa civilização.
Nas eras mais primitivas da humanidade, as situações do cotidiano (caçadas, colheitas etc.) e os eventos astronômicos (como eclipses e estrelas cadentes), por exemplo, eram registrados em cavernas na forma de pinturas rupestres. Era uma maneira de deixar gravados fatos importantes para que outras pessoas pudessem conhecê-los. A tradição oral, ou seja, a preservação de histórias, lendas, usos e costumes por meio da fala, também era uma forma de passar conhecimentos.
Com a invenção da escrita, por volta do ano 4.000 a.C. na Mesopotâmia, região onde atualmente se encontra o Iraque, os saberes puderam ser mais bem registrados. O advento da imprensa no século 15 fez aumentar a produção de livros, o que levou à popularização de várias obras e à maior disseminação do conhecimento.
Nessa mesma época, apareceram também os jornais, veiculando notícias periodicamente. A fotografia e o cinema surgiram no século 19 como novas formas de nos expressarmos e comunicarmos.
Finalmente, com a invenção do rádio e da televisão, no começo do século 20, e com a criação da internet, nos anos 1980, o conhecimento assumiu um papel central na nossa sociedade. Nunca antes ele esteve tão acessível.
Contudo, comunicar e ser entendido nem sempre é fácil. A linguagem a ser utilizada para cada público ou audiência deve ser diferenciada. Em particular, falar sobre ciência, principalmente para um público que não é da área científica, é um empreendimento maior ainda. Além de ser necessário muitas vezes transmitir ideias complexas, nem sempre as pessoas entendem como a própria ciência funciona.
Recriação do conhecimento
Para falar sobre ciência para o público em geral, é preciso também recriar o conhecimento, pois, quando este é formatado dentro de determinada área, utiliza-se uma linguagem própria. Por exemplo, a física usa a matemática para expressar seus conceitos. Dependendo do ramo da física, essa matemática pode ser tão complexa que apenas os especialistas que trabalham com o tema são capazes de entender.
Uma das áreas da física em que talvez seja mais difícil fazer essa recriação do conhecimento é a física quântica, que começou a ser elaborada no início do século 20 por físicos como Albert Einstein, Neils Bohr, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger, entre outros. A física quântica foi uma revolução científica, no sentido de que nossa visão da natureza teve que ser completamente reformulada para compreendermos os fenômenos que ocorrem na escala atômica.
Na física quântica, não somente foram criados novos conceitos, mas também foi preciso introduzir ferramentas matemáticas até então não usadas pelos físicos. Conceitos como adualidade onda-partículaincertezas nos valores das grandezas físicastunelamento quânticoemaranhado quântico, entre outros, são alguns de difícil compreensão até os dias de hoje. Equações diferenciais, matrizes e vetores de muitas dimensões, funções de ondas, bras e kets (usados para representar os estados quânticos) são algumas das ferramentas matemáticas empregadas na física quântica.
Essa teoria física não apenas nos levou a compreender novos fenômenos, mas também nos permitiu aplicá-los de inúmeras maneiras. Os dispositivos eletrônicos, indispensáveis no nosso cotidiano, são construídos com base em fenômenos quânticos, como o efeito transistor, que possibilitou o desenvolvimento de dispositivo de mesmo nome, e a magnetorresistência gigante, responsável pela leitura de informações nos discos rígidos dos computadores.
Mas como então falar de algo tão complexo, e ao mesmo tempo tão presente no nosso cotidiano?
Aliadas da divulgação
Entre as alternativas que normalmente uso, estão a analogia e a metáfora, ou seja, o emprego de palavras ou expressões em sentido literal ou figurado que resulta em comparação explícita ou implícita. Mas é preciso ressaltar que toda comparação tem um limite de validade.
Para exemplificar essa estratégia, podemos usar uma explicação do conceito de dualidade onda-partícula, introduzido pela física quântica. Existem determinados experimentos nos quais um elétron, partícula fundamental com carga elétrica negativa, se comporta como se fosse uma onda.
Nos antigos televisores de tubo (atualmente eles são feitos de cristal líquido, plasma ou LED), um filamento emitia elétrons e estes eram acelerados por um campo elétrico até atingirem a tela da TV. Nessa situação, os elétrons se comportam como pequenas esferas carregadas individuais (eis uma analogia), atingindo diferentes pontos da tela com intensidades variadas para produzir a imagem.
Por outro lado, nos chamados microscópios eletrônicos usados para produzir imagens com grande aumento (de até cerca de 100 mil vezes), os elétrons são também emitidos por um filamento, mas, ao se chocarem com a superfície dos materiais, eles se comportam como uma onda. De fato, nessa situação, os elétrons ‘iluminam’ (eis uma metáfora) a superfície do material, permitindo a formação de uma imagem.
Portanto, na física quântica, o elétron pode ser uma onda ou uma partícula, dependendo da forma como está agindo. Na verdade, ele não é uma coisa nem outra, mas apenas podemos imaginá-lo se ora o considerarmos onda, ora partícula.
Explicar a ciência para o grande público é um grande desafio, mas é também uma tarefa de grande prazer. Cada vez que eu recebo uma mensagem de algum leitor desta coluna dizendo que aprendeu um novo conceito, ou começou a apreciar a física, a astronomia, a química, entre outras áreas, eu sempre me emociono. Por meio dessa interação, tenho a esperança de aproximar cada vez mais a ciência do público, para que ela seja apreciada como parte da nossa cultura.
Afinal, perceber que é possível compartilhar com as outras pessoas conhecimentos que me fascinam e também estimulá-las a refletir sobre eles não tem preço. Essa sem dúvida é a maior recompensa que eu recebo por fazer esta coluna mensalmente.
FONTE :  http://observatoriodaimprensa.com.br
Adilson de Oliveira - É professor do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos