quarta-feira, 29 de abril de 2015

PESQUISA - "EXERCÍCIOS PARA EMAGRECER NUNCA FUNCIONARAM; COMER MENOS SIM"

(COMA MENOS)
A atividade física tem um papel relativamente pequeno no controle do peso, e a atenção de políticas públicas contra a obesidade deveria estar na qualidade da alimentação - é o que defende um artigo assinado por médicos no British Journal of Sports Medicine.
"A atividade física regular reduz o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e algumas formas de câncer em até 30%" - mas não a perda de peso - escrevem os pesquisadores.
Eles dizem querer desfazer o que chamam de "mitos" sobre exercício e obesidade: "A atividade física não promove a perda de peso", argumentam.
Propaganda enganosa
O texto, assinado por três especialistas da Grã-Bretanha, Estados Unidos e África do Sul, põe a culpa do problema da obesidade no alto consumo de açúcar e carboidratos nas dietas modernas.
E ataca a indústria alimentícia por incentivar a percepção equivocada de que o exercício possa compensar os efeitos negativos da má alimentação.
"A Coca-Cola, que gastou US$ 3,3 bilhões em publicidade em 2013, empurra a mensagem de que 'toda caloria vale'; eles associam seus produtos com o esporte, sugerindo que está tudo bem consumir suas bebidas desde que você se exercite", escrevem. "A ciência nos diz que isto é enganoso e equivocado. O que é crucial é a origem das calorias. As calorias do açúcar promovem depósitos de gordura e fome. As calorias da gordura promovem saciedade."
Mau hábito
Os cientistas dizem que até 40% dos indivíduos com peso considerado normal enfrentarão anormalidades metabólicas associadas com a obesidade por causa de hábitos alimentares inadequados.
Também observam que a obesidade representa "apenas a ponta do iceberg" dos efeitos adversos da má alimentação na sociedade: "Segundo o relatório sobre o peso global das doenças da (publicação científica) Lancet, uma dieta pobre já gera mais doenças que a inatividade física, o álcool e o fumo juntos."
Para o cardiologista Aseem Malhotra, da Academy of Medical Royal Colleges, na Grã-Bretanha - um dos médicos que assinam o artigo - "uma pessoa obesa não precisa fazer nenhum exercício para perder peso, só precisa comer menos. Minha maior preocupação é que a mensagem que está sendo transmitida ao público sugere que você pode comer o quanto quiser, desde que se exercite."
"Isto não tem base científica. Você não pode compensar os efeitos de maus hábitos alimentares fazendo exercício," finalizou.
Equilíbrio
Para outros médicos e pesquisadores, contudo, o equilíbrio não precisa ser só na dieta: uma boa dieta e uma quantidade razoável de atividade física é o melhor caminho para o fim da obesidade e a garantia de uma melhor saúde.
A preocupação é que posicionamentos como o defendido pelos três médicos possa desencorajar as pessoas a se exercitarem, abrindo mão dos benefícios que a prática física traz à saúde.

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domingo, 12 de abril de 2015

CIÊNCIA - " A GALÁXIA COM 40 BILHÕES DE TERRAS"

(Via Láctea vista de cima)

Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora dos sistema solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos.
Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã - ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.
"Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis", afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. "Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta."
Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida - água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida?
Para a Nasa, vida é oficialmente definida como "um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana". Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca?
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A descoberta de mundos - A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo.
"Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor", afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. "Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto."
A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo - entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um dos "caçadores de planetas" mais bem-sucedidos da astronomia moderna - o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).
Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia - elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas.
"Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia", afirma Kane. "Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas."
Missões do futuro - A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores.
Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados.
Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida - os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida.
Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler - que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que "mira" o telescópio, mas continua em atividade - virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
Possibilidade de vida - Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea - o único tipo conhecido até hoje - mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar.
Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico.
"Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP).
Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira "Terrocêntrica", buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas.
"Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida", afirma o cientista.
Um cosmo próspero? - Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem.
"Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza", diz Galante.
Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. "Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro - uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia", afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta - e minúsculo - cercado de bilhões de outros com seres diferentes.
"Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida", diz o astrofísico Stephen Kane. "O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres."
Fonte Limpa : http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia

terça-feira, 7 de abril de 2015

PESQUISA - "A BIOELETRICIDADE COORDENA A VIDA"

Biólogos demonstraram pela primeira vez que as células embrionárias se comunicam, mesmo em longas distâncias, utilizando sinais bioelétricos, e usam essa informação para coisas essenciais, como saber onde o cérebro deve ser gerado e até o tamanho que o cérebro deve ter.
A bioeletricidade teve seus dias de glória com pesquisadores pioneiros, mas foi deixada de lado por muitos anos pela academia. Agora, com melhores técnicas para seu monitoramento, os sinais elétricos do corpo humano voltaram à pauta dos cientistas.
E, segundo o novo estudo, estes sinais são mais do que uma mera chave liga/desliga de eletricidade. Na verdade, eles têm um papel similar ao de um software que permite que um computador realize atividades complexas.
Sinais bioelétricos
A conclusão da equipe é que os sinais bioelétricos entre as células controlam e coordenam o desenvolvimento do cérebro embrionário e de vários outros órgãos.
A expectativa é que, descobrindo como manipular esses sinais, possa ser possível reparar defeitos genéticos e induzir o desenvolvimento de tecido cerebral saudável.
"Os sinais não são necessários apenas para o desenvolvimento normal, eles são orientadores," confirma o Dr. Michael Levin, da Universidade Tufts (EUA). "Nós constatamos que as células se comunicam, mesmo em longas distâncias no embrião, usando sinais bioelétricos, e usam essa informação para saber onde formar um cérebro e que tamanho o cérebro deve ter."
Os experimentos mostraram que a sinalização bioelétrica regula a atividade de dois fatores de reprogramação celular - proteínas que podem transformar células adultas em células-tronco.
Esses sinais bioelétricos são gerados por alterações na diferença de tensão ao longo da membrana celular - o chamado potencial de repouso celular - e pelos padrões diferenciais de tensão entre as regiões anatômicas.
E a sinalização bioelétrica envolve diferentes tipos de células, incluindo células somáticas maduras e células-tronco.
Remédios elétricos
Os experimentos demonstraram a função dos gradientes bioelétricos na formação do olho, dos membros e dos órgãos internos, além de mostrar que os gradientes naturais de tensão elétrica no embrião coordenam a formação do cérebro.
Com a ampliação das pesquisas na área, a expectativa é que os cientistas descubram técnicas terapêuticas que possam funcionar em conjunto ou servir de alternativa às terapêuticas químicas dos medicamentos.
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sexta-feira, 27 de março de 2015

FÍSICA QUÂNTICA - "LHC PODE COMPROVAR EXISTÊNCIA DE OUTRAS DIMENSÕES"


Um grupo de físicos levantou a possibilidade de que o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderia fazer uma descoberta que iria colocar seu triunfo anterior com o Bóson de Higgs no chinelo. Os autores sugerem que ele poderia detectar mini-buracos negros. Tal conclusão seria uma questão de enorme importância por si só, mas pode ser uma indicação de coisas ainda mais importantes.
Poucas ideias de física teórica capturam tanto a imaginação do público quanto a hipótese de outras dimensões, que propõem um número infinito de universos que diferem do nosso de formas grandes e pequenas. Essa ideia tem servido de inspiração para vários filmes e histórias em quadrinhos.
No entanto, segundo o professor Mir Faizal da Universidade de Waterloo (Canadá), “normalmente, quando as pessoas pensam no multiverso, pensam na interpretação de muitos mundos da mecânica quântica, onde cada possibilidade se concretiza. Isso não pode ser testado e por isso é filosofia e não ciência”, afirma. No entanto, Faizal considera a possibilidade de um teste para um tipo diferente de universos paralelos quase ao nosso alcance.
“O que podemos observar é universos reais em dimensões extras. À medida que a gravidade pode fluir para fora do nosso universo, para dimensões extras, tal modelo pode ser testado pela detecção de mini-buracos negros no LHC”, explica.
A ideia de que o universo pode ser preenchido com pequenos buracos negros foi proposta para explicar quebra-cabeças tais como a natureza da matéria escura. No entanto, a energia necessária para criar esses objetos depende do número de dimensões que o universo tem. Em um universo quadridimensional convencional, estes furos exigiriam TeV 1016, 15 ordens de grandeza superiores à capacidade do LHC.
A teoria das cordas, por outro lado, propõe 10 dimensões, mas apenas quatro que podem ser “experimentadas”. As tentativas de modelar tal universo sugerem que a energia necessária para fazer esses pequenos buracos negros seria muito menor, tanto que alguns cientistas acreditam que eles deveriam ter sido detectados em experimentos que o LHC já executou.
Então, se não há detecção, não há teoria das cordas ? Não de acordo com Faizal e seus coautores. Eles argumentam que os modelos utilizados para prever a energia dos buracos negros em um universo de 10 dimensões deixaram de fora a deformação quântica do espaço-tempo que muda a gravidade ligeiramente.
Se esta deformação é real é uma questão em rápido desenvolvimento, mas se for, o artigo argumenta que os buracos negros teriam níveis de energia muito menores do que em um universo de quatro dimensões, mas cerca de duas vezes maior do que o detectável por qualquer execução de teste de modo distante. O LHC foi projetado para chegar a 14 TeV, mas até agora só foi a 5,3 TeV, enquanto o artigo aponta que os buracos podem estar à espreita em 11,9 TeV. Neste caso, uma vez que o LHC atinja a sua plena capacidade, devemos encontrá-los.
Tal descoberta iria demonstrar a deformação do espaço-tempo em micro escala, a existência de dimensões extras, universos paralelos dentro deles e a teoria das cordas. Se forem encontrados nos níveis de energia certos, os buracos confirmariam a interpretação da equipe de uma nova teoria sobre o comportamento dos buracos negros chamada arco-íris da gravidade. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

PESQUISA - "ULTRA SOM PODERÁ TRATAR ALZHEIMER"


A bem conhecida e não-invasiva tecnologia de ultra-sons poderá ser utilizada para tratar a doença de Alzheimer, que responde por cerca de dois terços dos casos de demência.
Pesquisadores da Universidade de Queensland (Austrália) descobriram que o ultra-som rompe as placas amiloides que se acredita serem neurotóxicas e resultem na perda de memória e no declínio cognitivo.
As placas de amiloides beta são consideradas a marca registrada da doença de Alzheimer, embora haja contestações sobre seu papel.
Apesar disso, existem medicamentos já disponíveis, e vários em desenvolvimento, que visam justamente a destruição das placas de amiloides beta.
Sem remédios
O professor Jürgen Götz, coordenador da equipe australiana, afirma que a nova técnica pode revolucionar o tratamento de Alzheimer e a restauração da memória porque não depende de medicamentos, evitando os efeitos colaterais.
"Nós estamos extremamente entusiasmados com esta inovação no tratamento da doença de Alzheimer sem usar terapêutica de drogas," disse ele. "As ondas de ultra-som oscilam tremendamente rápido, ativando as células microgliais que digerem e removem as placas amiloides que destroem as sinapses cerebrais.
Barreira hematoencefálica
Segundo a análise da equipe, as ondas de ultra-som abrem temporariamente a barreira sangue-cérebro, ativando mecanismos que limpam os aglomerados tóxicos de proteína e restaurando as funções relacionadas à memória.
"Com a nossa abordagem, a barreira hematoencefálica abre-se apenas temporariamente, por algumas horas, de forma que ela recompõe rapidamente o seu papel protetor," disse Götz.
É a barreira hematoencefálica que protege o cérebro de eventuais patógenos que possam chegar através do sangue, e sua transposição tem sido objeto de intenso debate entre os cientistas, sobretudo por causa das nanopartícula.
O estudo foi realizado em camundongos com modelo de Alzheimer. Agora a equipe começará testes em animais maiores e, dentro de cerca de dois anos, poderão começar os estudos em humanos.
Fonte : www.diariodasaude.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2015

PESQUISA - "OUVIR MÚSICA CLÁSSICA ATIVA GENES CEREBRAIS"

A musicoterapia é uma das chamadas terapias alternativas - tipicamente tratamentos não -medicamentosos - que mais têm crescido devido aos efeitos positivos sem qualquer efeito colateral.
Um dos mecanismos fisiológicos que explicam como ouvir música pode fazer bem ao cérebro foi agora descoberto pela equipe da Dra. Irma Jarvela, da Universidade de Helsinque (Finlândia).
Os resultados mostraram que ouvir música clássica aumenta a atividade dos genes envolvidos na secreção e transporte do hormônio dopamina, na intensidade das sinapses, no aprendizado e na memória.
Além disso, a música reduz a atividade dos genes envolvidos na neuro degeneração, normalmente envolvida em doenças como Alzheimer e Parkinson, entre várias outras.
Música e cérebro
A equipe estudou 48 voluntários que ouviram o Concerto para Violino número 3, de Mozart.
Um dos genes mais afetados foi o SNCA (alfa-sinucleída) , fortemente envolvido com o Parkinson
"O efeito apenas foi detectável nos participantes musicalmente experientes, sugerindo a importância da familiaridade e experiência em mediar os efeitos induzidos pela música," escreveu a equipe em seu artigo.
De qualquer forma, este estudo é mais um na lista cada vez maior de experimentos científicos que desvendam alterações fisiológicas induzidas por sentimentos e emoções, como a recente demonstração de que natureza, arte e espiritualidade são anti-inflamatórios naturais !

Fonte Limpa : http://www.diariodasaude.com.br

terça-feira, 10 de março de 2015

PESQUISA - "INSÔNIA CRÔNICA AUMENTA RISCO DE MORTALIDADE"



Há uma ligação significativa entre a insônia persistente, o aumento da inflamação no corpo e, como consequência final, uma maior taxa de mortalidade.
Em outras palavras, pessoas que sofrem de insônia persistente estão sob um maior risco de morrer, sobretudo por causas cardiovasculares, do que aquelas que apenas experimentam uma insônia intermitente.
Isto foi demonstrado por Sairam Parthasarathy e seus colegas da Universidade do Arizona (EUA), que caracterizaram a insônia persistente como a dificuldade para dormir consistente ao longo de um período de oito anos.
Em comparação com a insônia intermitente, a insônia persistente está associada com maior taxa de mortalidade independentemente dos efeitos de sedativos e da oportunidade para dormir (diferente da privação de sono).
Estudos anteriores já demonstraram que a insônia crônica pode ser causada por anormalidades neuroquímicas e que ficar sem dormir diminui a imunidade do organismo.
Proteína C-reativa
Os pesquisadores descobriram que, após o ajuste da amostra de voluntários para fatores como idade, sexo, peso corporal, tabagismo, medicamentos hipnóticos e atividade física, os indivíduos com insônia persistente apresentaram 58% mais propensão a morrer durante o período do estudo do que indivíduos sem insônia.
A maior incidência de mortalidade observada no grupo teve origem cardiovascular - em vez de estar relacionada ao câncer.
Os pesquisadores também constataram que os níveis séricos de proteína C-reativa (PCR), um fator de risco independente para a mortalidade, eram maiores nos indivíduos com insônia persistente.
Embora os voluntários com insônia intermitente tenham uma probabilidade ligeiramente maior de morrer do que os indivíduos sem insônia, quando os dados foram ajustados para vários fatores conflitantes, tais como índice de massa corporal, tabagismo e atividade física regular, esse hipotético excesso de risco devido à insônia intermitente foi eliminado.
Fonte : www.diariodasaude.com.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"SINERGIA : O CRISTAL DE APATITA E A GLÂNDULA PINEAL"


A glândula que rege o chacra coronário, localizado no alto da cabeça, popularmente chamado de "moleira", é a epífise ou pineal. Seu nome foi herdado pelo formato de pinha e seu tamanho é comparado ao de uma ervilha, mas a função que esta glândula exerce no ser total é grandiosa.

A ação biológica da pineal é a de produzir hormônios para informar ao organismo humano os ciclos da vida - procriação, gravidez, puberdade, velhice, assim como para controlar os ritmos diários de sono e vigília.

Como regente do sétimo chacra, o coronário - considerado um dos mais elevados centros de vibração do corpo sutil, a glândula pineal está associada a uma profunda busca interior, a chamada busca pelo próprio espírito ou Eu Superior e esta é sua função espiritual.
 
Esta pequena glândula possui em sua constituição cristais de apatita e segundo pesquisas estes cristais vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações. 

No ser humano, ela vai interagir com outras áreas do cérebro como o córtex cerebral, por exemplo, que seria capaz de decodificar essas informações e ninguém pode aumentar ou diminuir essa concentração de cristais, pois é uma característica biológica, assim como a cor da pele ou dos olhos. Já nos outros animais, essa interação seria bastante baixa.

A pineal bem trabalhada e desenvolvida através de meditações, equilibra a polaridade energética entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, e esta teoria mística pretende explicar fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade, trazendo contato com outras dimensões, portanto, diz-se que a pineal está diretamente ligada à Consciência Cósmica.

Por sua vez, o cristal de Apatita é usado comumente na terapia com cristais facilitando o clarear dos pensamentos, aliviando a exaustão psíquica, a irritação, o estresse, a hipertensão, trazendo equilíbrio aos dois lados do cérebro- razão e emoção.

 Oferece também novos estímulos à vida cotidiana ajudando na falta de ânimo, aumentando a vivacidade e a criatividade, atraindo a atenção para circunstâncias mais felizes e para um sentido mais positivo da vida. O nome Apatita, em grego, significa "trapaceira, enganadora", porque este cristal existe sob tantas formas e cores que pode facilmente ser confundida com várias outras pedras, mas a cor que vai predominar em seu uso no sexto ou no sétimo chacras (frontal e coronário), é o azul índigo.
 
 
Não é por acaso que ambas, pedra e glândula, estão juntas neste sagrado ofício de acalmar o espírito mostrando caminhos como um farol luminoso para que possamos elevar nossa consciência e alma como seres espirituais em evolução. Se soubermos manter nossos pensamentos, palavras e atitudes equilibrados, não seremos "enganados e trapaceados" pela mente concreta ou emoções descontroladas!


(Fonte : http://caminhodoscristais.blogspot.com.br/)




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

PESQUISA - "CONFIRMADO : REPOSIÇÃO HORMONAL AUMENTA RISCO DE CÂNCER DE OVÁRIO"


Metade dos estudos epidemiológicos com dados sobre uso de terapia hormonal na menopausa e o risco de câncer de ovário permanecem sem publicação e alguns estudos retrospectivos poderiam ter sido influenciados pela participação seletiva ou recall
O objetivo da meta-análise publicada pelo The Lancet foi avaliar com viés mínimo os efeitos da terapia hormonal sobre o risco de câncer de ovário.
Os conjuntos de dados de participantes individuais de 52 estudos epidemiológicos foram analisados de forma centralizada. A análise principal envolveu os estudos prospectivos (com o uso de terapia hormonal por mais de quatro anos) e as análises de sensibilidade incluíram os estudos retrospectivos.
Durante o seguimento prospectivo, 12.110 mulheres na pós-menopausa, 55% (6.601) das quais tinham usado a terapia hormonal, desenvolveram câncer de ovário.
Entre as mulheres registradas como usuárias atuais, o risco foi aumentado mesmo com menos de cinco anos de uso. 
Este risco foi semelhante em estudos prospectivos europeus e americanos e para o uso tanto de preparações com estrógeno apenas, quanto para aquelas com estrogênio e progesterona, mas diferiu entre os quatro principais tipos de tumores. 
O risco diminuía a medida que o tempo de suspensão dos hormônios aumentava, embora cerca de 10 anos depois de ter parado de usar  ainda havia um excesso de tumores serosos ou endometrioides "
O estudo foi financiado pelo Medical Research Council, Cancer Research UK.

Fonte : http://www.news.med.br/

domingo, 8 de fevereiro de 2015

EPIGENÉTICA - "SUAS DEFESAS VEM DE FORA DE VOCÊ"


Um estudo com gêmeos realizado por cientistas da Universidade de Stanford (EUA) mostrou que o nosso ambiente, e não os genes que herdamos dos nossos pais, é o principal determinante do estado do nosso sistema imunológico, a defesa primária do corpo contra as doenças.
Isto é especialmente verdade à medida que envelhecemos, indica o estudo publicado na revista Cell.
Sonhos genéticos
Os cientistas acreditavam - muitos ainda acreditam - que os genes tinham papel determinante direto sobre a saúde humana, como se fossem chaves liga/desliga, e seu entendimento poderia predizer a saúde futura das pessoas.
 Mas, com algumas exceções notáveis, muito poucas variações genéticas individuais contribuem fortemente para doenças específicas.
Ambiente, não genes, explicam variações imunológicas humanas
Outro estudo recente conclama que devemos esquecer tudo o que pensávamos saber sobre genes e mutações. [Imagem: Art 4 Science]
"A ideia em alguns círculos [científicos e médicos] tem sido que, se você sequenciar o genoma de alguém, você poderá dizer quais doenças essa pessoa terá 50 anos mais tarde", comenta o Dr. Mark Davis, líder do estudo. "Contudo, embora a variação genômica desempenhe claramente um papel em algumas doenças, o sistema imunológico precisa ser extremamente adaptável a fim de lidar com episódios imprevisíveis de infecção, ferimentos e formação de tumores."
"Ao contrário dos ratos de laboratório com genética controlada, as pessoas têm heranças genéticas amplamente divergentes," continua Davis. "E quando você examina o sistema imunológico das pessoas, muitas vezes você encontra enormes diferenças entre elas. Então, nos perguntamos se isso reflete diferenças genéticas subjacentes ou alguma outra coisa.
Gêmeos idênticos e gêmeos fraternos
Para determinar as contribuições relativas da genética e do ambiente - as condições de vida de cada pessoa - Davis e seus colegas usaram um método largamente utilizado para separar influências ambientais das influências hereditárias: eles compararam pares de gêmeos monozigóticos - mais conhecidos como gêmeos idênticos, gerados do mesmo óvulo - com gêmeos dizigóticos - ou gêmeos fraternos, gerados ao mesmo tempo mas de dois óvulos.
Os gêmeos idênticos herdam o mesmo genoma, à exceção de alguns erros de cópia inevitáveis quando as células se dividem. Já os gêmeos fraternos não são mais parecidos geneticamente do que irmãos regulares, partilhando em média 50% dos seus genes.
Ambiente, não genes, explicam variações imunológicas humanas
Mesmo células geneticamente idênticas comportam-se de forma diferente no organismo. [Imagem: Andrew B. Stergachis et al./Science]
Como os dois tipos de gêmeos compartilham o mesmo ambiente no útero e geralmente compartilham o mesmo ambiente na infância, eles são excelentes para contrastar a hereditariedade genética em relação à influência ambiental.
A equipe então aplicou os melhores métodos laboratoriais de análise disponíveis nas amostras de sangue dos voluntários para medir mais de 200 componentes e atividades do sistema imunológico.
Genética e sistema imunológico
"Mas o que descobrimos foi que, na maioria dos casos, incluindo a reação a uma vacina padrão contra a gripe e outros tipos de resposta imunológica, há pouca ou nenhuma influência genética operando e, provavelmente, o meio ambiente e sua exposição a inúmeros micróbios é o fator principal."
"Influências não herdadas, particularmente micróbios, parecem desempenhar um papel gigantesco na variação imunológica," disse Davis. "Pelo menos para os primeiros 20 e poucos anos de sua vida, quando seu sistema imunológico está amadurecendo, este sistema incrível parece ser capaz de se adaptar a condições ambientais largamente diferentes.
"Um sistema imunológico humano saudável se adapta continuamente para seus encontros com agentes patogênicos hostis, bactérias amigáveis, componentes nutricionais e muito mais, ofuscando as influências da maioria dos fatores hereditários," concluiu o cientista.

FONTE : www.diariodasaude.com.b

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PESQUISA - "O CARBOIDRATO MATA O CÉREBRO LENTAMENTE"

(OBESIDADE, ALZHEIMER, DEPRESSÃO E DIABETES)

O carboidrato já foi declarado como o vilão em diversas dietas que visam o emagrecimento, mas um programa alimentar proposto pelo neurologista e nutricionista americano David Perlmutter prega que alimentos ricos nesse nutriente – principalmente os que contêm glúten – não só engordam como também matam o cérebro aos poucos.
A ideia alarmante  foi esmiuçada no livro “A Dieta da Mente: A surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro” (editora Paralela).
Na obra, o médico cita diversos estudos científicos que apontam uma relação entre o consumo de alimentos como trigo, aveia, cevada e seus derivados e o desenvolvimento de doenças degenerativas como o Alzheimer, depressão, enxaqueca, entre outras.
Esses e vários outros problemas, segundo Perlmutter, surgem devido ao alto potencial inflamatório dos itens com glúten, como pães, bolos, biscoitos e cerveja. Essa relação entre carboidrato (açúcar) e distúrbios cognitivos é tamanha que o neurologista não teme dizer que o Alzheimer é, na verdade, um novo tipo de diabetes.  (Temos outros artigos reforçando este estudo aqui no nosso Blog)
A justificativa está também no fato de que pessoas com diabetes tipo 2 têm mais chances de ter Alzheimer do que quem é saudável. A ousada proposta de sua dieta é voltar a comer da forma como nossos ancestrais do período Paleolítico, com um cardápio predominantemente composto por GORDURAS (75%) e proteínas (20%) e pouquíssimos carboidratos (5%).
A diferença é chocante, se comparada com a dieta que predomina atualmente, de 60% de carboidratos, 20% de gordura e 20% de proteínas.
A ideia que ele propõe inclui eliminar inclusive grãos considerados saudáveis, como os integrais, e a permissão de comidas demonizadas, como aquelas ricas em colesterol – que, para ele, é quase que inofensivo, para o desespero dos cardiologistas.
De acordo com o regime descrito no livro, isso vale não só para quem tem sensibilidade ao glúten, mas para todas as pessoas. Segundo o autor, não há risco de aumentar as gorduras do corpo, se ele não estiver sob os efeitos negativos dos carboidratos.
Perlmutter afirma, no livro, que a inflamação causada por esses nutrientes desencadeia um processo de oxidação no organismo e é precisamente o LDL (conhecido como colesterol ruim) oxidado que provoca o acúmulo de gordura nas artérias. Em um corpo não inflamado, o LDL segue sua função de levar o colesterol vital (HDL) para o cérebro.
Além de pregar que as gorduras são amigas do homem, o neurologista afirma que fazer jejuns (de 24 a 72 horas) e tomar suplementos, como cúrcuma, probióticos e óleo de coco, também ajudam a melhorar as funções cerebrais.
Fonte : http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida

PESQUISA - "FALTA DE MELATONINA CAUSA DIABETES E OBESIDADE"


Médicos brasileiros descobriram que a melatonina pode ser uma importante aliada no combate a distúrbios metabólicos, entre eles diabetes, hipertensão e obesidade.
Muito além de apenas regular o sono, a melatonina controla a ingestão alimentar, o gasto de energia, o acúmulo da energia no tecido adiposo e a síntese e a ação da insulina nas células.
Além disso, o hormônio é um importante agente anti-hipertensivo, regula a resposta do organismo à atividade física aeróbica e participa da formação de neurônios durante o desenvolvimento fetal e pós-natal.
Isto sem contar estudos recentes que mostraram que a melatonina combate o câncer de mama.
Melatonina e metabolismo energético
Agora, o grupo de pesquisa coordenado pelo Dr. José Cipolla Neto, da USP (Universidade de São Paulo) acaba de concluir um estudo mostrando o papel da melatonina no metabolismo energético.
"Nossos dados fundamentaram na literatura científica a importância da melatonina no controle da ingestão alimentar, do dispêndio energético pelo organismo e do armazenamento de energia nos estoques, como o tecido adiposo e o fígado. O resultado final desse balanço energético é o peso corpóreo. Podemos afirmar que a melatonina tem papel fundamental na regulação do peso corpóreo," explicou o Dr. José Cipolla.
Segundo ele, a melatonina é um poderoso regulador da secreção e da ação da insulina, com várias funções importantes no organismo, entre as quais regular o desvio da energia ingerida pela alimentação para os estoques energéticos, bem como a retirada de energia desses estoques para uso nas atividades do dia a dia.
"Pode ser vista, portanto, como um possível coadjuvante no tratamento do diabetes do tipo 2, decorrente da resistência insulínica. Mesmo no diabetes do tipo 1, no qual há pouca produção de insulina, a melatonina poderia melhorar a ação desse hormônio pancreático," disse o médico.
Evitar a luz azul à noite
Os problemas de saúde podem começar a aparecer quando a produção de melatonina é prejudicada - e essa produção se dá sobretudo à noite.
"A principal causa de queda na produção noturna de melatonina é a foto estimulação. A maioria das pessoas começa a produzir esse hormônio por volta de 20 horas. Quando o indivíduo se expõe à luz durante a noite, seja vendo TV ou mexendo no smartphone ou no computador, a síntese de melatonina que deveria estar ocorrendo nesse período é bloqueada. 
Esse pode ser um dos fatores por trás da epidemia de obesidade da sociedade contemporânea," disse José Cipolla.
Segundo o médico, para evitar ou minimizar o problema, além de dormir bem em quartos sem iluminação, o ideal é evitar a luz azul à noite.
"Uma das coisas que têm sido sugeridas é eliminar o comprimento de onda da luz azul, de 480 nanômetros, que controla a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina. 
As empresas de iluminação já estão trabalhando nesse tema. Estudos mostraram que, se o ambiente noturno estiver com baixas intensidade de luz azul, o indivíduo pode permanecer trabalhando sem ter a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina afetadas significativamente. Mas esse é justamente o comprimento de onda emitido pelo LED de luz azul presente em computadores, televisores e smartphones. Há empresas que vendem películas para colocar na tela e filtrar a luz azul. É uma forma de lidar com o problema," conclui o médico.
Fonte : www.diariodasaude.com.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CIÊNCIA - " A CONSCIÊNCIA É UMA MANIFESTAÇÃO QUÂNTICA DETECTÁVEL "

Uma das hipóteses para explicar a consciência mais controversas surgidas nos últimos 20 anos foi criada pelo físico-matemático Sir Roger Penrose. Segundo ela, a consciência seria o resultado de fenômenos quânticos acontecendo ao nível dos neurônios.
Esta hipótese ou teoria tem sido muito criticada. Um dos problemas alegados seria que o cérebro é um ambiente muito úmido, quente e ruidoso para que fenômenos como coerência quântica se manifestem. No entanto, já foram demonstrados fenômenos quânticos na orientação das aves, na fotossíntese, e no nosso sentido olfatório.
Em uma revisão de 20 anos da teoria “Orch OR” (Orchestrated Objective Reduction, ou Redução Objetiva Orquestrada), os autores Stuart Hameroff e Sir Roger Penrose afirmam que, das 20 previsões testáveis da teoria, 6 foram confirmadas, e nenhuma foi refutada.
A mais recente confirmação, segundo os autores, foi a descoberta de vibrações quânticas em microtúbulos dentro dos neurônios. A descoberta, realizada por um grupo de pesquisadores liderados por Anirban Bandyopadhyay, do Instituto Nacional de Ciências Materiais em Tsukuba, Japão (e atualmente trabalhando no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) sugere que os ritmos observados em eletroencefalogramas (EEGs) derivam de vibrações em microtubos.
Outro trabalho, feito pelo laboratório de Roderick G. Eckenhoff, na Universidade da Pensilvânia (EUA), sugere que a anestesia, que desliga de forma seletiva a consciência, ao mesmo tempo que mantém as atividades não conscientes do cérebro, também atua via microtúbulos nos neurônios cerebrais.
Os microtúbulos, vibrando na frequência de megahertz, acabam gerando padrões de interferência, ou “batimentos” em frequências menores, batimentos estes que aparecem nos EEGs. Em testes clínicos, o cérebro foi estimulado com ultrassom transcraniano, e foram relatadas melhoras de humor, que talvez venham a ser úteis no tratamento de Alzheimer e danos cerebrais no futuro.
Os autores Hameroff e Penrose afirmam que, depois de 20 anos de críticas céticas, “a evidência agora claramente apoia a Orch OR”. Eles acreditam que tratar as vibrações dos microtúbulos cerebrais poderá trazer benefícios a várias funções mentais, neurológicas e cognitivas. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

CIÊNCIA - "A VIA LÁCTEA TODA, É UMA PASSAGEM PARA OUTRAS DIMENSÕES"


Você acreditaria que a Via Láctea inteira pode ser um gigantesco buraco de minhoca, um "sistema de transporte" ?
Pois com base nos últimos dados e cálculos dos físicos, nossa galáxia pode, em teoria, ser um enorme buraco de minhoca, um túnel no espaço-tempo capaz de nos levar aos confins do Universo. E, se isso for verdade, a Via Láctea seria um buraco de minhoca "estável e navegável".
Esta é a hipótese levantada por uma equipe de físicos indianos, italianos e norte-americanos que, de quebra, tenta estimular seus colegas cientistas a repensar a matéria escura "com mais precisão".
"Se combinarmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo, e aventarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que temos é que a nossa galáxia realmente poderia conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia," explica Paolo Salucci, astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), na Itália.
"Mas há mais: Nós poderíamos até mesmo viajar por este túnel, uma vez que, com base em nossos cálculos, ele pode ser navegável, exatamente como aquele que vimos no recente filme Interestelar," acrescenta o cientista.
Buracos de minhoca
Embora túneis no espaço-tempo ou Pontes de Einstein - tenham ganho popularidade entre o público por meio dos filmes de ficção científica, eles têm sido o foco de atenção de pesquisas sérias dos físicos há décadas - Albert Einstein e Nathan Rosen publicaram seu trabalho em 1935 e levaram a fama, mas Ludwig Flamm havia publicado um trabalho sobre túneis no espaço-tempo em 1916.
Mais recentemente, os buracos de minhoca foram a grande estrela do filme Interestelar, de Christopher Nolan.
"O que tentamos fazer em nosso estudo foi resolver a equação fundamental na qual a astrofísica 'Murph' [personagem do filme, interpretada por Jessica Chastain] estava trabalhando. É evidente que nós fizemos isso muito antes de o filme sair," brinca Salucci. "É, de fato, um problema extremamente interessante para estudos da matéria escura.
Mas será que essa teoria poderia ser testada experimentalmente?
"Em princípio, poderíamos testar a hipótese comparando duas galáxias - nossa galáxia e outra, muito próxima, por exemplo a Nuvem de Magalhães, mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer essa comparação," responde Salucci.
Matéria Escura? Fala sério
Para chegar às suas conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da Relatividade Geral com um mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea, obtido em um estudo realizado pela equipe em 2013.
"Além da hipótese da ficção científica, nossa pesquisa é interessante porque propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura," explica o físico, que conclama seus colegas a "falar mais sério" sobre a hipótese da matéria escura.
Ele salienta que os cientistas vêm tentando há muito tempo explicar a matéria escura levantando a hipótese da existência de uma partícula específica, o neutralino, que no entanto, nunca foi identificada no LHC e nem observada no Universo.
Mas também existem teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula "e talvez seja a hora de os cientistas levarem essa questão mais a sério," recomenda Salucci, sem ser muito ácido em suas críticas às atuais teorias da matéria escura.
A seguir ele acrescenta suas próprias ideias e os caminhos que as discussões deveriam tomar.
"A matéria escura pode ser 'outra dimensão', talvez até mesmo um sistema central de transporte galáctico. De qualquer forma, nós realmente precisamos começar a nos perguntar o que a matéria escura é," conclui Salucci.
Bibliografia:

Possible existence of wormholes in the central regions of halos
Farook Rahaman, P. Salucci, P.K.F. Kuhfittig, Saibal Ray, Mosiur Rahaman
Annals of Physics
Vol.: 350, Pages 561-567
DOI: 10.1016/j.aop.2014.08.003
FONTE LIMPA : http://www.inovacaotecnologica.com.br/