sábado, 29 de outubro de 2011

PESQUISA - "ASPIRINA PREVINE EM 50% O CÂNCER GENÉTICO"


(Use com moderação e na dosagem correta)


Um dos remédios mais populares do mundo acaba de ganhar mais uma utilidade. Uma pesquisa britânica publicada nesta sexta-feira (28/11/2011) diz que o ácido acetilsalicílico (AAS), mais conhecido pelo nome comercial aspirina, ajuda na prevenção dos cânceres hereditários.
Os pacientes foram divididos em dois grupos – um que tomou e outro que não tomou o AAS regularmente – e acompanhados por cerca de dez anos. Entre os que não usaram o medicamento, quase 30% desenvolveram câncer; no grupo dos que tomaram, apenas 15% tiveram a doença.

O estudo foi feito com cerca de mil pacientes com a síndrome de Lynch, um problema que afeta os genes que detectam e consertam as falhas no DNA. Em cerca de 50% dos casos, a consequência desse defeito é o câncer.

Os tipos mais comuns são o colorretal e o de útero.

Contudo, o número de pólipos – estruturas consideradas precursoras dos tumores – foi igual nos dois grupos. Segundo os pesquisadores, isso sugere que o AAS cause a destruição das células antes que elas se tornem cancerosas.

“É um grande avanço em termos de prevenção do câncer. Para quem tem histórico de cânceres hereditários na família, como o colorretal e o de útero, essa notícia será bem-vinda”, acredita Patrick Morrison, da Queen’s University, em Belfast, que coordenou a pesquisa na Irlanda do Norte.

Mas ele alerta: “Para quem está considerando tomar aspirina, eu recomendo conversar com o médico antes, pois se sabe que a aspirina traz vários riscos para o estômago, incluindo úlceras”.

A pesquisa foi publicada na edição online da revista médica Lancet.

(Lancet)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"ALERTA - MACONHA, PROBLEMA"

.
(Alucinações psicóticas,violência como defesa, perda da memória e cognição;que barato !)


Um novo e recente estudo pode ter descoberto como a maconha afeta o nosso cérebro.

É sabido que a droga prejudica a nossa memória e cognição, e agora uma pesquisa com ratos indica que isso é porque a maconha faz o cérebro ficar fora de sincronia.

O resultado disso assemelha-se aos efeitos da esquizofrenia.

Os pesquisadores neurocientistas mediram a atividade elétrica das células nervosas de ratos que receberam uma droga que imita o efeito do ingrediente psicoativo da maconha, chamado de tetrahidrocanabinol (THC).

A droga em si tem apenas efeitos sutis sobre as regiões cerebrais individuais, no entanto, ela interrompe a atividade coordenada entre as regiões do cérebro. E isto não é pouco !

Especificamente, os pesquisadores descobriram que a droga interrompeu as flutuações coordenadas da atividade elétrica – chamadas de ondas cerebrais – em todo o hipocampo e o córtex pré-frontal. O resultado parecia com dois instrumentos dentro de uma orquestra tocando fora de sincronia.

A falta de sincronização entre o hipocampo e o córtex pré-frontal – áreas do cérebro associadas à memória e à tomada de decisões – também está associada com a esquizofrenia grave e violência em alguns casos.

Sendo um grupo de distúrbios cerebrais graves, a esquizofrenia leva as pessoas a interpretar a realidade de forma anormal. Seus sintomas podem incluir uma combinação de alucinações, ilusões e pensamento e comportamento desordenados.

Como resultado da interrupção de sua atividade cerebral, os ratos do estudo se tornaram incapazes de tomar decisões precisas enquanto navegavam em torno de um labirinto.

O abuso de maconha é comum entre pessoas que sofrem de esquizofrenia.

De fato, outros trabalhos recentes mostraram que o ingrediente psicoativo da maconha pode induzir alguns sintomas de esquizofrenia em voluntários saudáveis facilmente.

“Essas descobertas são importantes para nossa compreensão das doenças psiquiátricas, que podem surgir como consequência de cérebros ‘desorquestrados’ e que poderiam ser tratadas através do reajuste da atividade do cérebro”, disse o pesquisador Matt Jones.

“Os resultados são um importante passo adiante em nossa compreensão de como a atividade rítmica no cérebro constitui a base de processos de pensamento na saúde e na doença”, disse o outro autor do estudo, Michal Kucewicz.

[LiveScience]

"SAÚDE - MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL"

(Dr. Sérgio Felipe de Oliveira)


Dr. Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra:

Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para estas coisas; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:

A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. 



No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.
Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual..

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina DA USP, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica.



A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo.

Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.

Segundo o mesmo, a pineal forma os cristais de apatite que, em indivíduos adultos, facilita a captura do campo magnético que chega e repele outros cristais. Esses cristais são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenómeno da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais cristais, foi observado que o desdobramento fora facilmente apontado.

Segundo a revista Espiritismo & Ciência,"o mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma. Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.

Sérgio Felipe de Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e do exterior, inclusive na Universidade de Londres. Numa apresentação na Universidade de Caxias do Sul, o pesquisador afirmou ter recebido vários estímulos para estudar a glândula pineal quando ainda estava concentrado em pesquisas na área de física e matemática. 



Um desses estímulos foi uma visão em que lhe apareceu o professor Zerbini, renomado médico cardiologista e pioneiro dos transplantes de coração no Brasil. Zerbini, a quem Sérgio teria substituído em seus dois últimos compromissos acadêmicos, sugeriu a Sérgio insistentemente (durante a visão) que estudasse a glândula pineal, conforme o relato do pesquisador.

E assim tem sido feito desde então, para o bem de todos nós !

domingo, 23 de outubro de 2011

ENTREVISTA - "MARCIA ANGELL - ESTAMOS DANDO VENENO PARA CRIANÇAS"



Primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no bicentenário "New England Journal of Medicine", a médica Marcia Angell já foi considerada pela revista "Time" uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA. 

Desde 2004, Angell, 72, é conhecida como a mulher que tirou o sossego da indústria farmacêutica e de muitos médicos e pesquisadores que trabalham na área. Naquele ano, ela publicou a explosiva obra "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos", que desnuda o mercado de medicamentos.

Usando da experiência de duas décadas de trabalho no "NEJM", ela conta, por exemplo, como os laboratórios se afastaram de sua missão original de descobrir e fabricar remédios úteis para se transformar em gigantescas máquinas de marketing.

Professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Harvard, Angell é autora de vários artigos e livros que questionam a ética na prática e na pesquisa clínica. Tornou-se também uma crítica ferrenha do sistema de saúde americano. Tem se dedicado a escrever artigos alertando sobre o excesso de prescrição de drogas antipsicóticas, especialmente entre crianças.
"Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade", diz ela.
Mãe de duas filhas e avó de gêmeos de oito meses, ela diz que recebe muitos convites para vir ao Brasil, mas se vê obrigada a recusá-los. "Não suporto a ideia de passar horas e horas dentro de um avião."




A seguir, trechos da entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Folha - Houve alguma mudança no cenário dos conflitos de interesses entre médicos e indústria farmacêutica desde a publicação do seu livro?
Marcia Angell - Não. Os fatos continuam os mesmos. Talvez as pessoas estejam mais atentas. Há mais discussão, reportagens, livros, artigos acadêmicos sobre esses conflitos, então eles parecem estar mais sutis do que eram no passado. Mas é claro que as companhias farmacêuticas sempre encontram uma forma de manter o lucro.

E os pacientes? Algumas pesquisas mostram eles parecem não se importar muito com essas questões.
Em geral, os pacientes confiam cegamente nos seus médicos. Eles não querem ver esses problemas.
Além disso, as pessoas sempre acreditam que os medicamentos sejam muito mais eficazes do que eles realmente são. Até porque somente estudos positivos são projetados e publicados.
A mídia, os pacientes e mesmo muitos médicos acreditam no que esses estudos publicam. As pessoas creem que as drogas sejam mágicas. Para todas as doenças, para toda infelicidade, existe uma droga. A pessoa vai ao médico e o médico diz: "Você precisa perder peso, fazer mais exercícios". E a pessoa diz: "Eu prefiro o remédio".
E os médicos andam tão ocupados, as consultas são tão rápidas, que ele faz a prescrição. Os pacientes acham o médico sério, confiável, quando ele faz isso.
Pacientes têm de ser educados para o fato de que não existem soluções mágicas para os seus problemas. Drogas têm efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores do que o problema de base.

A sra. tem escrito artigos sobre o excesso de prescrições na área da psiquiatria. Essa seria hoje uma das especialidades médicas mais conflituosas? 
Penso que sim. Há hoje um evidente abuso na prescrição de drogas psiquiátricas, especialmente para crianças.
Crianças que têm problemas de comportamento ou problemas familiares vão até o médico e saem de lá com diagnóstico de transtorno bipolar, ou TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade]. E é claro que tem o dedo da indústria estimulando os médicos a fazer mais e mais diagnósticos.
Às vezes, a criança chega a usar quatro, seis drogas diferentes porque uma dá muitos efeitos colaterais, a outra não reduz os sintomas e outras as deixam ainda mais doentes.
Drogas antipsicóticas estão claramente associadas ao diabetes e à síndrome metabólica. Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade.
Pessoas que acham que isso não é assim tão terrível sempre argumentam comigo que essas crianças, em geral, chegaram a um estado tão ruim que algo precisa ser feito. Mas isso não é argumento.

Hoje, fala-se muito em medicina personalizada. Na oncologia, há uma aposta de que drogas desenvolvidas para grupos específicos de pacientes serão uma arma eficaz no combate ao câncer. A sra. acredita nessa possibilidade?
Para mim, isso é só propaganda. Não faz o menor sentido uma companhia farmacêutica desenvolver uma droga para um pequeno número de pessoas. E que sistema de saúde aguentaria pagar preços tão altos?

Algumas escolas de medicina nos EUA começaram a cortar subsídios da indústria farmacêutica e de equipamentos na educação médica continuada. No Brasil, essa dependência é ainda muito forte. É preciso eliminar por completo esse vínculo ou há uma chance de conciliar esses interesses?
Deve ser completamente eliminado. Professores pagam para fazer cursos de educação continuada, advogados fazem o mesmo, por que os médicos não podem? A diferença é que você não precisa ir a um resort no Havaí para ter educação médica continuada. É preciso pensar em modelos de capacitação mais modestos. E, com a internet, todos os países, mesmo os pobres ou em desenvolvimento, podem fazer isso. A educação médica não pode ser financiada por quem tem interesse comercial no conteúdo dessa educação.

OCUPAÇÃO
Professora titular do departamento de Medicina Social da Escola Médica de Harvard e membro da Associação de Médicos Americanos
FORMAÇÃO
Graduada em medicina interna e patologia na Universidade de Boston
TRAJETÓRIA
Fez parte do corpo editorial do "New England Journal of Medicine" entre 1979 e 1999; primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no "NEJM"; eleita pela "Times", em 1997, como uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA
PUBLICAÇÕES
É autora dos livros "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos" (editora Record) e "Science on Trial: The Clash of Medical Evidence and the Law in Breast Implant Case" (sem tradução no Brasil)

 (FONTE JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO)

sábado, 22 de outubro de 2011

PESQUISA - "MELATONINA PREVINE E TRATA A DOENÇA DE PARKINSON"

(Mais um benefício da reposição deste importante hormônio)


A melatonina é um regulador do ciclo sono / vigília e também atua como um antioxidante eficaz e protetor da função mitocondrial das celulas nervosas do cerebro.

A redução da quantidade receptores de melatonina (MT) dos dois tipos MT (1) e MT (2) tem sido documentada na substância nigra ( nome da região do cerebro aonde ficam esses receptores) em pacientes com Doença de Parkinson.

Os distúrbios do sono constituem uma das queixas clinicas principais não motoras( que estão ligadas aos tremores musculares dos membros e do corpo) da doença de Parkinson que têm um efeito substancial na qualidade de vida dos pacientes.

O sono pode estar relacionado com a progressão dessa doença neurodegenerativa.

Eles também podem servir como marcadores pré-clínicos para o diagnostco da Doença de Parkinson, como é o caso de movimento rápido dos olhos (REM) associada à distúrbio comportamental do sono.

Embora a causa dos distúrbios do sono na doença de Parkinson permanece indefinida, a avaliação dos componentes do sistema circadiano, incluindo secreção de melatonina, poderia dar terapeuticamente informações valiosas sobre sua causa e evolução da doença.

A eficácia da melatonina para prevenir a morte celular neuronal e para amenizar os sintomas doença de Parkinson tem sido demonstrado em modelos animais.

Um pequeno número de ensaios clínicos controlados indicam que a melatonina é útil no tratamento de distúrbios de sono na doença de Parkinson e em distubios do sono em particular de outras molestias.


(FONTE NET )

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

EPIGENÉTICA - "SOMENTE 15% DOS CÂNCERES SÃO HERANÇA GENÉTICA"


(Ambiente, hábitos e estilo de vida contam mais)


Publicada no periódico americano The New England Journal of Medicine, a pesquisa analisou os dados genéticos dos pais biológicos de mais de mil crianças adotadas e constatou: ter herdado os genes de pai ou mãe natural mortos de câncer antes dos 50 anos não influencia tanto o risco de desenvolver o mal.
Na verdade, os cientistas têm demonstrado que essa possibilidade é de 15%. Por outro lado, a morte de um pai adotivo (que transfere seu estilo de vida, mas não os genes) em razão de um tumor multiplica por cinco a probabilidade de o filho sucumbir ao mesmo problema, escreve o autor.
Assim sendo, também baseado em evidências científicas, Servan-Schreiber descreve em seu livro estratégias para tentar prevenir tumores ou, no caso de quem já enfrentou um, para evitar uma recaída. 
Elas vão de ajustes na dieta, com ênfase no consumo de substâncias que afastam o mal, até o papel das emoções tudo para reforçar nossas defesas naturais contra a doença.
A maioria dos oncologistas está de acordo que, sim, os hábitos, principalmente o tabagismo, têm um grande peso na conflagração da enfermidade.
Mais de 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados com o cigarro, revela o oncologista Luiz Augusto Maltoni Júnior, coordenador de assistência do Instituto Nacional de Câncer
A ingestão de carnes processadas, como salame e mortadela, também representa um perigo para o intestino. Se o consumo for diário, e dependendo de sua proporção no cardápio, aumenta-se de 30 a 40 vezes o risco de tumores nesse órgão, diz Benedito Mauro Rossi. O motivo: conservantes como os nitritos, presentes nesses alimentos, agridem as mucosas intestinais.
Exagerar nas porções de gordura também não é nada bom. Isso porque o intestino passa a trabalhar mais lentamente, o que facilita a absorção de substâncias cancerígenas, explica o oncologista clínico Francisco Miguel Correa, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
 Além disso, quando esse órgão não trabalha direito, as fezes ficam em maior contato com suas paredes, outro fator que ajudaria a disparar a doença nesse órgão.
Já virou lugar-comum, mas a obesidade, fator de risco para um sem-número de problemas, também elevaria o risco de câncer.
Quem tem muitos quilos a mais costuma desenvolver resistência à insulina. Quer dizer, grande quantidade desse hormônio fica circulando sem conseguir realizar sua função primordial, que é botar o açúcar para dentro das células.
Em excesso e mal utilizada, a insulina favorece o crescimento celular em geral, revela Benedito Mauro Rossi.

(FONTE : REVISTA SAÚDE ABRIL)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EPIGENÉTICA - "SUAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA MODULAM SEU DNA"



(SIM VOCÊ CONSEGUE FAZER ISTO)

Nossas experiências de vida delineam nossas personalidades, permanecem conosco e influenciam nosso estado emocional.
Estas experiências de vida incluem os momentos bons e os momentos ruins, e tudo o que se encontra entre esses dois extremos.
O estudo mostra que, além dos nossos genes, nossas experiências de vida são importantes influências em nossos níveis de ansiedade e depressão.
Além dos genes
"Nesta época de gene disso e gene daquilo, é importante lembrar que nossas experiências também fazem contribuições importantes para quem nós somos como pessoas," afirma Kenneth Kendler, da Universidade da Virgínia (EUA), que, ao contrário do que possa parecer, é professor de genética molecular, além de especialista em psiquiatria.
"Quando estamos em fase de crescimento é frequente ouvirmos a expressão 'Você é o que você come'. O que este estudo mostra é que é uma grande verdade também que 'Você é o que você experimenta'. Ou seja, sua história de vida fica com você, influenciando seu jeito de ser, nas coisas boas ou nas coisas ruins", diz ele.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas estudaram gêmeos idênticos, onde se ponde encontrar um par de indivíduos com composições genéticas virtualmente idênticas, além de um mesmo ambiente familiar.
Surgimento das diferenças
O ambiente de cada um dos pares de gêmeos só começa a mudar conforme eles crescem e começam a tomar decisões divergentes, em suas experiências com amigos, dietas ou estilo de vida.
Segundo os cientistas, conforme passam da infância para a vida adulta, os gêmeos passam a divergir significativamente em seus níveis de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Mas, depois de um certo ponto, as divergências cessam.
Como compartilham um background genético idêntico e as mesmas condições familiares, essa divergência só pode ser fruto das experiências individuais durante a vida.
Fatores ambientais
Os cientistas concluíram que a contribuição dos fatores ambientais para as condições objetivas de saúde, como a ansiedade e a depressão, é muito grande.
Essas diferenças são mais perceptíveis durante a meia-idade, ao redor dos 40 anos.
Outras pesquisas já foram além, demonstrando que as experiências podem induzir alterações no próprio DNA das pessoas, um campo de estudos conhecido como epigenética.

COMPORTAMENTO - "CASAIS MATERIALISTAS E SEUS RELACIONAMENTOS DE PLÁSTICO"



"Can't buy me love", cantavam os Beatles.
De fato, uma nova pesquisa confirma a hipótese de que o tipo de coisa que o dinheiro não pode comprar é um casamento feliz e estável.
Pesquisadores da Universidade Brigham Young (EUA) estudaram 1.734 casais, cada um dos quais respondeu questionários de avaliação de si mesmos e do casamento.
Algumas questões avaliavam o quanto cada um dos parceiros valorizava "ter dinheiro e ajuntar um monte de coisas."
A análise revelou que os casais que afirmam que dinheiro não é importante para eles pontuaram de 10 a 15% melhor quanto à estabilidade do casamento e outras medidas de qualidade do relacionamento do que os casais em que um ou ambos se mostraram materialistas.
Amor ao dinheiro
"Os casais em que ambos os cônjuges são materialistas saíram-se pior em quase todas as medições que fizemos," afirma Jason Carroll, principal autor do estudo.
"Há um padrão geral nos dados mostrando comunicação ruim, má resolução de conflitos e baixa capacidade de resposta ao outro," explica.
Para um em cada cinco casais no estudo, ambos os parceiros admitiram um forte amor ao dinheiro.
Embora esses casais estivessem em melhor situação financeira, o dinheiro era frequentemente uma fonte importante de conflito entre eles.
"A forma como esses casais percebem suas finanças parece ser mais importante para seu relacionamento do que sua situação financeira real," disse Carroll.
E, apesar de seu materialismo compartilhado, os relacionamentos entre casais materialistas estavam em situação pior do que os relacionamentos entre casais no qual apenas um deles era materialista.

by diariodasaude


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SAÚDE - "CHÁ VERDE REDUZ ABSORÇÃO DE GORDURAS"


(Chá Verde - Só Benefícios)


O chá verde reduz a absorção de gordura pelo corpo, retardando o ganho de peso.
Segundo uma equipe de cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA), isto transforma definitivamente o chá verde em uma ferramenta natural para a luta contra o sobrepeso e a obesidade.
Os experimentos foram feitos em modelos animais para permitir o monitoramento preciso da dieta e da liberação de gordura nas fezes, com e sem a ingestão do chá verde.
Recentemente, uma pesquisa brasileira, feita em humanos, mostrou que o chá verde ajuda na eliminação da gordura já presente no corpo.
Uso e liberação da gordura
Os cientistas alimentaram dois grupos de camundongos com uma dieta rica em gordura.
Um dos grupos que recebeu também o composto EGCG (Epigalocatequina-3-galato), encontrado no chá verde.
Os animais desse grupo apresentaram um ganho de peso 45% mais lento do que o segundo grupo, que não recebeu o composto.
Além do menor ganho de peso, os animais alimentados com o composto do chá verde apresentaram um aumento de quase 30% na liberação de lipídios fecais, mostrando que o composto EGCG limita a absorção de gordura pelo organismo.
"Parece haver dois mecanismos aqui," diz o pesquisador Joshua Lambert, responsável pelo experimento. "Primeiro, o EGCG reduz a capacidade do organismo em absorver gordura e, segundo, ele melhora o uso da gordura pelo organismo."
O chá verde não parece reduzir o apetite. Os dois grupos de animais receberam quantidades iguais de alimentos e comeram igualmente.
Sem exageros
Por outro lado, a dose de EGCG usada pelos cientistas foi extremamente elevada: uma pessoa precisaria tomar 10 copos de chá verde por dia para obter tal quantidade do composto.
Não é recomendada a ingestão de nenhuma substância em quantidades exageradas, sob o risco de intoxicação - os cientistas não estudaram essa possibilidade no experimento.
"Os dados humanos - e já há muitos sobre isso disponíveis - mostram que as pessoas que tomam chá verde ingerem apenas um ou dois copos por dia para ver os efeitos," diz o cientista.
Outra possibilidade para a redução do ganho de peso é o controle alimentar.

NET

SAÚDE - "A FONTE DA JUVENTUDE"


(..ou quase isto !)


Pobre Ponce de Léon. O explorador espanhol e seus seguidores procuraram a Fonte da Juventude no Novo Mundo. Porém, tudo que encontraram foi uma espessa vegetação, e por isso chamaram o lugar de Flórida. Frustado em sua busca da eterna juventude, Ponce de León voltou à Espanha, onde envelheceu e morreu.

Ele não foi o primeiro, nem o último, a ponderar sobre os mistérios do envelhecimento ou a buscar formas de combatê-lo. Desde os primeiros capítulos do Gênesis, as pessoas vêm tentando entender por que envelhecemos e morremos, e como superar (ou pelo menos adiar) a inevitabilidade da morte.

Ao longo da história, e em todas as culturas, o folclore está repleto de poções e receitas para uma vida longa e uma velhice saudável e cheia de vitalidade. Nas montanhas caucasianas do leste europeu, lendas falam de informações sobre os benefícios do iogurte e do leite de cabra para a saúde e a longevidade.

Do século XIX em diante, milhões de pessoas dirigiram-se para as terras exploradas por   Ponce de León, na esperança e crença de que os invernos ensolarados da Flórida pudessem melhorar sua saúde e, de alguma forma, desacelerar o relógio da natureza.


Na Índia, os iogues praticam meditação e bebem a própria urina. Nos Estados Unidos, as tentativas de retardar o ritmo do processo de envelhecimento vão do treinamento multinacional aos cristais.


Será que essa migração anual é apenas uma resposta às propagandas de agências de viagens e do mercado imobiliário, ou existe alguma necessidade mais profunda e mais primitiva em ação?

A idéia não é tão forçada quanto você poderia imaginar. Pois os cientistas estão descobrindo hoje que os padrões de claro e escuro afetam de forma surpreendentes nossa saúde. Novas descobertas revelam que os ciclos de luz do dia regulam os ritmos biológicos básicos em animais – deixando os pássaros inquietos no outono e as porcas férteis na primavera – e nos seres humanos.

Hoje, centenas de pesquisadores, trabalhando em laboratórios universitários ou patrocinados pelo governo no mundo inteiro, estão reunindo um conjunto crescente de indícios de que esses padrões de claro e escuro – e as respostas químicas do nosso corpo a eles – podem ser a chave para que desvendemos os mistérios do envelhecimento.

Encontrando a fonte da juventude

Se existe realmente uma Fonte de Juventude, ela provavelmente está localizada entre suas orelhas: uma pequena glândula coniforme localizada no centro do cérebro, conhecida como glândula pineal. No que diz respeito às fontes, a glândula pineal não é muito produtiva.

Libera na corrente sangüínea quantidades quase indetectáveis de uma substância chamada melatonina. Mas, à medida que aprenderam mais sobre esse hormônio misterioso e indefinível, os pesquisadores descobriram que a melatonina tem efeitos de grande alcance sobre alguns dos processos  mais básicos do nosso organismo. De fato, gota a gota, a melatonina pode ser um dos hormônios mais poderosos do corpo.

Conectada aos olhos por uma via nervosa direta, a glândula  pineal produz melatonina quando a noite cai, ajudando a regular os ritmos diários básicos de seu organismo. Os estudos clínicos iniciais da melatonina concentram-se em problemas relacionados aos ciclos do sono e da vigília; por exemplo, os que afetavam viajantes e pessoas que trabalhavam em horário noturno. 

Porém, quando começaram a analisar mais cuidadosamente a melatonina, os pesquisadores descobriram que o hormônio também tem efeito de longo prazo sobre o corpo. E agora estão aprendendo que a melatonina pode ser útil no tratamento de várias doenças que, à primeira vista, parecem não estar relacionadas.

Eis aqui os motivos:
Uma das fontes mais comuns de dano celular deriva-se de um processo químico chamado oxidação. Na prática cotidiana, a oxidação faz com que o ferro enferruje, a tinta desbote e a manteiga fique rançosa. Em nível celular, causa danos degradando os compostos químicos complexos e delicados que são necessários para a vida e para a saúde. Esses ataques químicos causam diversos problemas de saúde, das rugas  da pele às doenças cardíacas.

E, danificando o DNA das células, esse processo pode promover o câncer, transformando uma célula  saudável em uma célula cancerígena.

Ocorre que a melatonina pode ser útil na prevenção e tratamento dessas doenças, pois é um dos mais poderosos antioxidantes já descobertos. Quando está presente nas células, impede a ocorrência de danos químicos.

Bloqueando a oxidação celular, a melatonina pode ajudar a prevenir as mudanças nos vasos sangüíneos que levam à hipertensão e aos ataques cardíacos e reduzir a probalidade de ocorrência de outros tipos de câncer. (De fato, já estão sendo realizados testes clínicos destinados a estudar sua eficácia na prevenção e tratamento do câncer de mama).

E mais: a descoberta das propriedades antioxidantes da melatonina levou a uma nova forma de pensar sobre o envelhecimento. Os cientistas reconheceram há anos que esses tipos de problemas de saúde estão intimamente conectados ao processo de envelhecimento, mas até agora não sabiam por quê. 

À medida que começaram a conhecer melhor o papel da melatonina na prevenção do dano celular em todo o corpo, muitos pesquisadores estão começando a adotar uma visão radicalmente nova: Eles acreditam que muitos desses problemas de saúde relacionados à idade, senão a maioria deles, são causados pelos níveis  decrescentes de melatonina.

Os níveis naturais de melatonina diminuem com o envelhecimento, e parece que esse declínio pode diminuir a capacidade de nosso corpo de prevenir e reparar os danos causados pela oxidação.

Portanto, além de todos esses benefícios específicos à saúde proporcionados pela melatonina, existem outros importantíssimos :
  1. A dádiva da juventude
  2. Um sono melhor
  3. Um sistema imunológico mais forte
  4. Níveis mais baixos de colesterol
  5. Proteção contra o câncer
  6. Mais energia
  7. Maior potência sexual
Parece que a melatonina e a glândula pineal controlam o próprio relógio do envelhecimento, e que podemos usar a melatonina para retardar esse processo.


  

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SAÚDE - "10 ALIMENTOS COMPROVADAMENTE ANTI-CANCERÍGENOS"


(APOSTE NO CHÁ VERDE..PARA TUDO !)


Os inúmeros livros e artigos noticiosos sobre alimentos que combatem o câncer podem levar você a pensar que se pode evitar esta temida doença simplesmente por comer melhor.
Infelizmente, não é tão simples. Toda vez que você ver uma manchete dizendo: “Cure o câncer naturalmente”, você deve sair de perto correndo. Correr, na verdade, será mais benéfico para sua saúde do que qualquer outra coisa que notícia estiver empurrando.
Existem sim alimentos associados a um menor risco de contrair câncer. Enquanto isso é uma notícia positiva, lembre-se de que ela é baseada apenas no que acontece em ratos e em estudos de epidemiologia humana revelando, em grande parte, que as pessoas que comiam A, B e C por “x” anos teve um y% de redução no risco de câncer, comparados a um bando de preguiçosos que não fizeram nada para se manter saudável.
Muitas causas de câncer são ambientais, ou tem relação com o tabaco, com a excessiva exposição ao sol ou com trabalho de risco, que envolvem solventes químicos e fumos. Evitar isso é a melhor estratégia de prevenção.
Fora isso, se você quiser as probabilidades ao seu lado, os alimentos nesta lista parecem levar algumas propriedades de proteção ao câncer.
Vinho e, em particular, vinho tinto com sua alta concentração de resveratrol da casca da uva, é anti-câncer e pró-coração, pelo menos, com moderação. O álcool pode ser tóxico e está associado a cânceres de mama, fígado e estômago. Porém, há um equilíbrio do resveratrol que contribui de alguma forma desconhecida para suprimir processos metabólitos associados com o crescimento do câncer. Mais e mais os pesquisadores tornaram-se confortáveis em recomendar uma taça de vinho por dia para prevenir o câncer e promover um sistema circulatório mais saudável. Se o conceito de vinho parece demasiado radical para inclui-lo em uma lista de alimentos anti-câncer, considere que o vinho quase sempre vem com uma refeição de massa italiana com molho de tomate (rico em licopeno, associado com a prevenção do câncer), sardinha e uma salada de folhas verdes (no topo da lista de alimentos anti-câncer).
Vegetais crucíferos são aqueles da família da mostarda ou do repolho – e a lista é exaustiva. Infelizmente, a maioria dos mercados só traz alguns: repolho, brócolis, couve e nabo. Estes vegetais, em graus variados, são ricos em propriedades anti-cancerígenas, como o sulforafano, diindolilmetano e selênio. Mastigar, mais do que a digestão, libera essas substâncias químicas. Assim, é importante não cozinhar demais os verdes. Qualquer uma das opções podem ser apreciadas frescas ou com uma leve douradinha, ao invés de fervê-los até o talo.
Comece a beber até meio litro de chá verde por dia, frio ou quente, sem se preocupar com a cafeína (chá só tem um terço da cafeína encontrada no café). O chá verde tem epigalocatequina galato (EGCG) e catequinas, que são tão resistentes a células cancerosas como são para nossa língua pronunciar. EGCG retarda o crescimento do câncer. Sem ele, as taxas de câncer no estômago e de pulmão no Japão provavelmente seriam ainda maiores, considerando todos os alimentos que promovem o câncer lá.
Em alguns lugares é extremamente difícil conseguir o chá verde real. O que você compra é uma bebida de chá verde (açúcar, água e alguém sussurrando as palavras “chá verde” sobre a garrafa) ou uma mistura de chá verde (uma mistura de chás para aliviar a amargura natural de chá verde). O chá verde mais potente vem do Japão e os supermercados asiáticos são carregados de variedades. Note também que os chás pretos perdem as catequinas saudáveis no processo de fermentação e os chás descafeinados perdem as catequinas no processo de lavagem.
A vitamina D não é um alimento por si só, é um proto-hormônio que parece interferir no crescimento do câncer. Muitos estudos em seres humanos demonstraram que a vitamina D é fundamental para reduzir o risco de câncer de cólon e de mama e melhorar as taxas de sobrevivência de câncer de pulmão. O mecanismo exato não é conhecido, mas a maioria dos pesquisadores nos últimos anos tornaram-se cada vez mais convencidos de que poucos de nós recebe a quantidade suficiente de vitamina D através da luz solar ou da dieta. Há poucas fontes vegetarianas, exceto ovos e cogumelos irradiados com UV. O melhor vem dos peixes, como salmão e sardinha.
Folato, e o ácido fólico relacionado ou a vitamina B9, é parte da família das vitaminas do complexo B, que como um todo tem propriedades preventivas do câncer. A relação do câncer com o folato é complexa. Pessoas com dietas pobres em ácido fólico parecem ter taxas mais altas de câncer. As dietas ricas nessa substância não necessariamente previnem o câncer, mas não parecem fazer mal. A falta de folato pode permitir que o câncer obtenha vantagens, permitindo que mutações ocorram. Geralmente vegetais de folhas verdes, aspargos, feijões, ervilhas e lentilhas, são ricos em folato.
Esta categoria de vegetais se sobrepõe à família de crucíferos e inclui o espinafre, a acelga e a beterraba (em virtude das folhas, mas a raiz vermelha é saudável também). Estes vegetais contêm, entre outras guloseimas, beta-caroteno, luteína e zeaxantina – poderosos antioxidantes que podem bloquear o desenvolvimento precoce do câncer, além de serem ricos em ácido fólico. Melhor ainda, a acelga em particular é extremamente fácil de cultivar em vasos. Verduras frescas são mais macias e saborosas.
Gengibre e açafrão são as especiarias mais próximas do que se pode chamar de medicamento de bom-gosto. Gengibre tem poderosas propriedades anti-inflamatórias e pode retardar o crescimento do câncer. Açafrão, a especiaria que forma a base da maioria dos curries, é uma raiz da família do gengibre. O ingrediente ativo é a curcumina, que pode matar células de câncer rapidamente, embora seja em um tubo de ensaio. Gengibre e açafrão realçam o sabor de qualquer refeição e vem com uma longa lista de benefícios saudáveis. Sim, você pode obter tanto gengibre e açafrão/curcurmina em forma de pílula. Mas não é o mais aconselhável. Adicione as iguarias à prateleira de temperos, não ao armário de remédios.
Adicione o gengibre e o açafrão acima citados e você terá algo bom e saudável para comer. Feijões e lentilhas contêm numerosos fitoquímicos que mostraram ser capazes de retardar ou evitar danos ao DNA, a base do câncer. O benefício adicional vem com a fibra, associada a um menor risco de câncer digestivo, como câncer de cólon. A parte complicada é aprender a cozinhá-los corretamente. O jeito é fazer amizade com alguém de Minas Gerais que possa te ajudar sempre…
Chocolate tem sofrido inúmeros estudos por cientistas, determinados a provar que ele pode não ser saudável. Mas é saudável, desde que a relação entre o cacau e o doce permaneça elevado – uma barra de chocolate escuro deve ter pelo menos 70% de cacau, de preferência mais. Quanto mais próximo de seu estado amargo, melhor. Mais de uma vez foi constatada a presença de antioxidantes e polifenóis terapêuticos. Em particular, há uma classe de substâncias químicas no cacau chamada catequina, também encontrada no chá, que parece oferecer proteção contra doenças cardíacas, derrame e câncer.
Frutas pequenas, adocicadas e com um formato arredondado. Pode ser morango, framboesa, amora, todas são extremamente saudáveis. A maioria desse tipo de fruta contêm ácido elágico e outros antioxidantes polifenóis, que inibem o crescimento de tumores. Não fique muito preso em uma única dessas frutas e nos polifenóis com nomes que não se consegue pronunciar. Concentre-se em uma variedade das frutinhas sazonais.
Tente misturar a maioria dos itens mencionados nesta lista de alimentos anti-câncer em uma vitamina com iogurte sem gordura ou tofu. Você vai se surpreender com a quantidade de lixo saudável que você pode enfiar em uma vitamina – linhaça, gérmen de trigo e até mesmo vegetais amargos – e ainda criar algo saboroso, contanto que você coloque frutas, cenouras descascadas ou outras combinações.

domingo, 2 de outubro de 2011

ARTIGO - "JUNG E A CRIATURA HOLÍSTICA"




Com Jung assistimos a uma verdadeira revolução psicanalítica, cujas consequências se começam a fazer sentir em diferentes ramos da Ciência.
O Mestre Suíço realizou uma inversão total dos valores.
Para Freud, o Inconsciente era formado pelos resíduos vitais que a consciência repelira, ou por serem imorais ou monstruosos, ou por não serem conformes às normas da sociedade. 
Para Jung, o Inconsciente é um oceano de conhecimentos que paira nas nossas consciências e onde o Eu vai à pesca, para recolher os materiais psíquicos, necessários à constituição de reservas de energias psíquicas ( anímicas, espirituais ).
Este conceito de Inconsciente Coletivo, como sendo um Oceano de energias psíquicas, está muito próximo daquilo a que os hermetistas chamam a Região dos Arquétipos, onde vivem as ideias da Vida e das Formas.
Na obra de Jung encontramos a fusão da Ciência e da Espiritualidade.
E daí resulta que, quando a Ciência e a Espiritualidade se unem, a Arte aparece por acréscimo porque a Ciência deixa de ser a mera análise de uma série de dados para se elevar, com as asas da imaginação e da intuição, até aos vastos espaços da Arte e da Poesia.
Jung compreendeu a alma humana, não por iluminação ou por revelação, mas simplesmente seguindo o caminho científico.
Perto do fim da vida, Jung tornou-se um grande hermetista e podemos dizer que, graças a ele, no ramo científico que é o seu, a Ciência e a Religião estão unidas (entendendo-se por Religião não a prática de cultos exteriores, mas o saber esotérico, interior).
Num futuro próximo, outros ramos dispersos da Ciência nomeadamente a Física, tomarão lugar nesse Grande Tronco Comum da Arte, da Ciência e da Espiritualidade." 

(Haziel in "O Grande Livro dos Sonhos")

EPIGENÉTICA - "OQUE NOS MOVE SÃO INFORMAÇÕES NÃO LOCAIS"


( VOCÊ É O AMBIENTE)


A evolução epigenética é expressão utilizada pelos cientistas para indicar influências ambientais capazes de neutralizar ou “silenciar” genes, condições que podem ser transmitidas às gerações subsequentes. É bem conhecida a influência do ambiente nas larvas das abelhas que se transformam em operárias ou rainhas, conforme o tipo de alimento ingerido e a interação ocorrida na colmeia.
Mas há muitos outros exemplos, identificados com mais clareza atualmente.
O ambiente e a experiência não alteram o genoma vegetal, animal ou humano, todavia, agem como moduladores da expressão gênica. É por meio deste mecanismo epigenético que as células se especializam, apresentando diferenças de aparência e de funções, ainda que, estruturalmente, possuam o mesmo código genético: uma célula óssea é diferente do neurônio, este de uma célula hepática ou epitelial.
 Neste contexto, afirmam Eva Jablonka e Marion J. Lambda, autoras do livro Evolução em Quatro Dimensões:

Quando as células do fígado se dividem, suas filhas são células do fígado, e as filhas das células renais são também células renais. Mesmo que as suas sequências de DNA permaneçam inalteradas durante o desenvolvimento, as células adquirem informação que podem passar à progênie. Esta informação é transmitida através do que chamamos de sistemas de herança epigenéticos.
As pesquisas que analisam a influência do ambiente sobre os genes têm se revelado promissoras, indicando, inclusive, mudanças de padrões comportamentais ou manifestação de doenças em diferentes espécies. Destacamos, a propósito, uma pesquisa bem controlada que foi realizada na Universidade de Linköping, na Suécia.
Pesquisadores submeteram um grupo de galináceos à exposição diária e aleatória de luz até a fase adulta destes animais. Outro grupo, considerado controle, foi criado de acordo com as condições usuais da Natureza: luz durante o dia e escuridão ou baixa luminosidade durante a noite.
Os resultados que se seguem demonstram como o fator luz interagiu com os genes das aves expostas à variação luminosa: a) perderam o sentido de localização espacial; b) tornaram-se muito agressivas; c) cresceram rapidamente; d) tais características foram herdadas pelos descendentes; e) foi bloqueada a expressão de 31 genes do hipotálamo e da pituitária.

Especialistas explicam que o ambiente “liga” ou “desliga” os genes por intermédio das proteínas reguladoras, situadas fora do DNA. Tais proteínas, comuns no organismo, não só realizam interação gênica, mas também controlam outros processos fisiológicos e metabólicos, como produção de hormônios, absorção de nutrientes etc.
Para o biólogo estadunidense Bruce H. Lipton, autoridade internacional na área de Biologia Celular, professor da Escola de Medicina da Universidade de Winsconsin e pesquisador da Universidade de Stanford, é preciso considerar que o “ DNA ocupa o centro do cromossoma e as proteínas formam um revestimento ao seu redor. Enquanto os genes estão cobertos [por proteínas reguladoras], porém, sua informação não pode ser ‘lida’”. Esclarece também que “estudos de síntese de proteínas revelam que os ‘controles’ epigenéticos podem criar mais de duas mil variações de proteínas a partir de um mesmo padrão genético”.

Os cientistas defendem a idéia de que a hereditariedade, com ou sem influência do ambiente, resulta de reações bioquímicas, controladas pelo corpo físico. 
O Espírito André Luiz considera, porém, que a herança genética está, na verdade, subordinada às necessidades evolutivas do Espírito, definida pela lei de causa e efeito em cada reencarnação:

Com alicerces na hereditariedade [o Espírito], toma a forma física e se desvencilha dela, para retomá-la em nova reencarnação capaz de elevar-lhe o nível cultural ou moral, quando não seja para refazer tarefas que deixou viciadas ou esquecidas na retaguarda.

Colocada a questão dessa forma, vemos então que os fatores genéticos e epigenéticos só exercem ação no corpo físico se foram aceitos pelo Espírito, pois é este que, em última instância, irá estabelecer vinculações com moléculas, substâncias e estruturas orgânicas para atender os fins da reencarnação.
Prosseguindo em suas elucidações, o Espírito Benfeitor analisa que a [...] hereditariedade e afinidade no plano físico e no extrafísico, respectivamente, são leis inelutáveis, sob as quais a alma se diferencia para a Esfera Superior, por sua própria escolha, aprendendo com larga soma de esforço a reger-se pelo bem invariável, que, em lhe assegurando equilíbrio, também lhe confere poder sobre os fatores circunstanciais do próprio ambiente, a fim de criar valores mais nobres para os seus impulsos de perfeição.

Os cromossomos, por sua vez, são interpretados pelo Espiritismo como “[...] caracteres em que a mente inscreve, nos corpúsculos celulares que a servem, as disposições e os significados dos seus próprios destinos, caracteres que são constituídos pelos genes, como as linhas são formadas de pontos [...]”. Sendo assim, é preciso investir na harmonia do Espírito, visto que a mente equilibrada tem capacidade para operar prodígios, que extrapolam os determinantes do código genético. A fé e a prece, a conduta harmônica no bem e uma vida sadia, sem vícios ou excessos, podem, perfeitamente, reverter ou amenizar provações existenciais, como enfermidades consideradas incuráveis.

O cientista Bruce H. Lipton analisa que muitos "estudos mostram que os mecanismos epigenéticos são um fator importante em diversas doenças, entre elas o câncer, os problemas cardiovasculares e a diabetes. Na verdade, apenas cinco por cento dos pacientes de câncer ou que apresentam problemas cardiovasculares podem atribuir suas doenças a fatores hereditários [...]. A mídia alardeou a descoberta do gene do câncer de mama, mas deixou de mencionar que 90 por cento dos casos desse tipo de câncer não está associado a genes herdados. A maioria ocorre por alterações induzidas pelo ambiente e não por genes defeituosos [...].

É necessário, então, desenvolvermos um processo de reeducação, que nos permita a adequada interação no meio em que vivemos, pois, como ensina a Doutrina Espírita, o estado de felicidade ou infelicidade depende das sintonias mentais que estabelecemos ao longo da jornada evolutiva. Recorda Emmanuel, assim, que a mente é “o espelho da vida”, em qualquer situação.


Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.

[...]Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.


O orientador e benfeitor Alexandre, citado no livro Missionários da Luz, destaca, por sua vez, o poderoso efeito da mente humana sobre o organismo: [...] Dela se originam as forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células do organismo físico; mas, quando perturbada, emite raios magnéticos de alto poder destrutivo para as comunidades celulares que a servem. [...]

Quando os cientistas aceitarem essa verdade, pontos obscuros da teoria da evolução deixarão de existir. Por ora, vale esperar o progresso e guardar esta oportuna orientação de André Luiz: "O metabolismo subordina-se, desse modo, à direção espiritual, tanto mais intensa e exatamente, quanto maior a quota de responsabilidade do ser pelo conhecimento e discernimento de que disponha, e, em plena floração da inteligência, podemos identificá- lo não apenas no embate das forças orgânicas, mas também no domínio da alma, porquanto raciocínio organizado é pensamento dinâmico e, com o pensamento consciente e vivo, o homem arroja de si mesmo forças criadoras e renovadoras, forjando, desse modo, na matéria, no espaço e no tempo, os meandros de seu próprio destino.