sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CIÊNCIA - "VOCÊ E EU SOMOS UM"

(Responsabilidade mútua)

Seu cérebro parece preparado para lhe ajudar a ter empatia.
Ou, ao contrário, a empatia parece ser uma emoção tão forte, que ela aparece claramente no cérebro.
Usando neuroimagens, cientistas descobriram que nosso cérebro usa os mesmos "canais" quando pensamos em nós mesmos e quando pensamos em pessoas que nos são caras, como cônjuges, companheiros e amigos.
"Com a familiaridade, outras pessoas se tornam parte de nós mesmos," diz James Coan da Universidade da Virgínia.
"Nosso self inclui as pessoas de quem nos sentimos próximos. Em outras palavras, a nossa autoidentidade é amplamente baseada em quem conhecemos e com quem simpatizamos," completou.
Você e eu somos um
Coan e seus colegas submeteram voluntários a exames de ressonância magnética de seus cérebros durante experimentos nos quais havia a ameaça de receber choques elétricos leves - os choques podiam ser dirigidos ao próprio voluntário, a um amigo ou a um estranho.
Como esperado, quando o risco de choque é para si mesmo, as regiões do cérebro responsáveis pela resposta à ameaça - a ínsula anterior, putâmen e giro supramarginal - tornaram-se ativas.
Quando a ameaça de choque era feita a um estranho, essas regiões do cérebro apresentaram pouca atividade.
Contudo, quando a ameaça de choque é feita a um amigo, a empatia entra em ação: a atividade cerebral dos participantes mostrou-se essencialmente idêntica à atividade apresentada quando a ameaça era a eles próprios.
"A correlação entre o self e o amigo foi incrivelmente semelhante," disse Coan. "Os resultados mostram a notável capacidade do cérebro de modelar o self aos outros; que as pessoas próximas de nós tornam-se uma parte de nós mesmos; e que isto não é apenas metáfora ou poesia, é algo muito real.
"Literalmente, estamos sob ameaça quando um amigo está sob ameaça. Mas não é assim quando um estranho está sob ameaça," concluiu o pesquisador.
Para sentir a dor dos estranhos, parece então que a empatia não é suficiente, talvez devendo entrar em ação um sentimento mais poderoso: a compaixão.

Fonte Limpa : www.diariodasaude.com.br

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PESQUISA - " MELATONINA CONTROLA O PESO CORPORAL "


Ao contrário do tecido adiposo branco, que armazena as calorias e provoca um aumento de peso, a gordura bege (também conhecida como "gordura boa ou adelgaçante") ajuda a regular o controlo do peso e, assim, os seus benefícios metabólicos, informou a Universidade de Granada, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

No estudo, publicado na revista "Journal of Pineal Research", participaram investigadores do Instituto de Neurociências da Universidade de Granada, o Hospital Carlos III de Madrid e o Centro Científico de Saúde da Universidade do Texas (Estados Unidos).

Os investigadores analisaram os efeitos da melatonina sobre a obesidade, a dislipidemia (nível elevado de gordura no sangue), a hipertensão arterial e a diabetes mellitus tipo 2 associados à obesidade em ratos jovens obesos diabéticos, um modelo experimental da síndrome metabólica.

Os resultados obtidos levam a pensar que o consumo de melatonina não só promove o aparecimento da gordura bege nos ratos obesos, como aumenta a sua presença nos animais magros usados como grupo de controlo.

melatonina é um hormonio natural segregado pelo corpo humano e que aumenta os seus níveis naturalmente durante a noite (no escuro).

FONTE : NET



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PESQUISA - "A LACTOSE E A SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL"

  • Os sintomas são cólicas que passam e voltam, gases que provocam distensão do abdômen, crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, sensação de que o intestino não foi esvaziado após a evacuação
Uma dieta com restrição de lactose foi responsável pela melhora dos pacientes portadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). A doença é psicossomática, ou seja, não tem causa anatômica específica, mas é reflexo de perturbações no organismo, como o estresse, a ansiedade e possíveis infecções anteriores.  Os testes foram realizados na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e englobaram dois grupos de pacientes, ambos com a SII, sendo que um grupo possuía também o diagnóstico de má digestão de lactose.
A pesquisa que diagnosticou a melhora nos pacientes foi realizada pela nutricionista Marília Pinheiro César. Os sintomas da SII são cólicas que passam e voltam, gases que provocam distensão do abdômen, crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, sensação de que o intestino não foi plenamente esvaziado após a evacuação.

Segundo a nutricionista, o estudo teve como principal objetivo "avaliar se a dieta com restrição de lactose gera melhora dos sintomas em todos os pacientes com SII ou somente naqueles que possuem má digestão de lactose diagnosticada".

Causas da doença
Entre as possíveis causas da SII, estão as ineficiências nos movimentos intestinais ou o intestino pode sofrer com sensibilidade no alongamento. A sua detecção depende da exclusão de outras doenças que possuem causas aparentes. "O portador da SII quase sempre possui algum tipo de intolerância alimentar", afirma a nutricionista.

Dentre os pacientes estudados, havia dois tipos: aqueles com apenas a SII e os que apresentavam, além da SII, uma má digestão de lactose diagnosticada. Em todos os 81 pacientes foi realizado o exame para diagnosticar a má digestão de lactose. Após esse processo, foi aplicada uma dieta com restrição de lactose em todos os envolvidos na pesquisa. A partir disso, foi avaliado se havia alguma melhora com a inserção da dieta.
O acompanhamento médico dos pacientes foi capaz de comprovar que ambos os grupos com SII, tanto os com má-digestão de lactose e os que digeriam a lactose obtiveram algum tipo de melhora com a dieta de restrição de lactose.

Os resultados surpreenderam a pesquisadora e deram respaldo para outros estudos que visam entender melhor a relação da digestão da lactose e a SII. "O que me surpreendeu foi o fato de que todos pacientes melhoraram com a dieta com restrição de lactose, o que provavelmente defende o fato de serem outros componentes do leite que não a lactose que causem melhora nesses pacientes, ao serem retirados", comenta Marília.

SII no Brasil
A SII é uma doença que afeta até 25% da população brasileira e, dentre eles, de 70% até 80% possuem alguma intolerância alimentar. Portanto, é de extrema necessidade que a SII seja tratada de forma adequada e de acordo com as tolerâncias do paciente, sem restrições alimentares muito rígidas, que podem provocar deficiências de nutrientes importantes. "Trata-se de um estudo de importância no cenário brasileiro contemporâneo", considera a nutricionista.

Marilia Pinheiro César iniciou sua pesquisa em 2010, pensando em "melhorar a qualidade de vida e o tratamento dietoterápico aplicado aos pacientes com SII". O período de recrutamento de pacientes foi de maio de 2010 até junho de 2011 e, após análise de resultados, a dissertação de mestrado Efeito da dieta com restrição de lactose em pacientes com síndrome do intestino irritável foi defendida em abril de 2013. A pesquisa contou com a orientação de Adérson Omar Mourão Cintra Damião.
Fonte : www.uol.com.br/saude

sábado, 7 de setembro de 2013

FÍSICA QUÂNTICA - "VAZAMENTO DE ENERGIA INTER-UNIVERSOS PODE REVELAR MUNDOS PARALELOS"

                                              Realidades alternativas
Quando um físico afirma ter uma ideia para um experimento de laboratório que pode ser capaz de detectar a existência de mundos quânticos paralelos - mais conhecidos como multiversos - a reação padrão é dar um sorriso amarelo e sair de fininho.
Mas quando o físico em questão é um ganhador do Prêmio Nobel, mais precisamente o Dr. Frank Wilczek, é provavelmente uma boa ideia não ir saindo tão rápido.
Sua ideia, ainda em estágio preliminar, é que pode ser possível detectar "vazamentos de energia" fluindo entre realidades alternativas - as "multiversalidades", como ele as chama.
O termo multiverso - ou multiuniverso - tem sido usado para descrever a ideia da cosmologia de que regiões muito distantes podem ser governadas por leis da física diferentes, e conteriam diferentes substâncias.
Múltiplos mundos paralelos
É claro que, como são ideias especulativas, há tantos tipos de multiversos quanto o número de físicos que pensam neles.
As ideias de Wilczek envolvem um tipo de multiverso do tipo múltiplos mundos paralelos, conforme previstos por Hugh Everett III (1930-1982) como uma reação à indeterminação do mundo quântico.
O exemplo clássico usado para explicar a ideia é o paradoxo do gato de Schrodinger, um gato fechado em uma caixa com um frasco de veneno que será aberto se um átomo radioativo decair.
Enquanto a caixa permanece fechada, o átomo existe em um estado de superposição quântica, tendo decaído e não tendo decaído ao mesmo tempo, deixando o infeliz gato preso em um limbo fantasmagórico entre a vida e a morte - sua sorte só será decidida quando um físico medir o átomo, quando então o estado superposto colapsa e o destino do gato no mundo clássico é definido.
A contribuição de Everett foi argumentar que, quando a tampa do frasco de veneno é aberta, a realidade se divide em duas: em um mundo, o gato vive, no outro, o físico é preso por crueldade contra os animais.
Vazamento de energia inter-universos pode revelar mundos paralelos
Outra pergunta que nasce naturalmente dessas teorias é:existirão vidas nos outros universos? 
Lei da conservação de energia
As ideias de Everett já têm mais de 50 anos de idade, e já ganharam muitos seguidores respeitáveis. Mas, se você acredita ou não nelas parece ser mais uma questão de fé.
Pelo menos, não parece haver nenhuma experiência de laboratório que possa ser feita para testar se tais realidades alternativas, ou multiversalidades, cada uma com seu próprio "você" alternativo, realmente existem.
Mas Wilczek confessa que uma ideia salvadora lhe ocorreu por uma pergunta feita por um de seus seguidores no Twitter.
A pergunta era: De onde viria a energia para gerar esses mundos paralelos ? Será que sua criação não violaria a lei da conservação de energia ?
O Nobel de Física passou então a se dedicar mais seriamente à pesquisa, e afirma ter chegado a uma resposta: Não, a criação dos multiversos não violaria a conservação de energia.
Vazamento de energia inter-universos pode revelar mundos paralelos
Ninguém menos do que o Nobel Wilczek afirmou que irá se debruçar totalmente sobre estas questões nos próximos meses. [Imagem: Andrei Linde]
Vazamento de energia
Segundo Wilczek, tudo se resume ao fato de que a energia não é uma substância na mecânica quântica, que seria compartilhada entre os diversos universos, mas um "operador", algo que muda um estado físico para outro estado físico.
Isso significa que não se deve simplesmente somar as energias dos universos adicionando uma à outra, como se fossem números, mas tirando uma média ponderada, que irá sempre conservar a energia total.
Então, isso significa que os universos paralelos podem trocar energia? Se eles o fizessem, poderia ser possível detectar essa troca de energia inter-universos em experimentos de laboratório.
Será que haveria uma maneira pela qual minúsculas flutuações de energia vazassem entre os mundos paralelos ? E, se houver, como poderíamos detectá-las no laboratório, dado que os físicos experimentais estão ficando cada vez melhores em manter os efeitos quânticos em objetos cada vez maiores ?
Vale a pena esperar pelas respostas, porque ninguém menos do que o Nobel Wilczek afirmou que irá se debruçar totalmente sobre estas questões nos próximos meses.

Quem viver verá !
Bibliografia:

Multiversality
Frank Wilczek
http://arxiv.org/abs/1307.7376