segunda-feira, 22 de junho de 2015

PESQUISA : "CONSIGA EMAGRECER COMENDO MENOS OU SUBINDO MONTANHAS"

(AVANTE !)

Segundo Aaron E. Carroll, professor de pediatria da Escola de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), quando se trata de perder peso, comer menos é mais importante do que fazer atividade física. Pelo menos, é isso que os estudos mostram.
Isso não quer dizer que não devemos nos exercitar – o exercício faz muito bem para a saúde, no geral. Mas fechar a boca é mais eficiente quando se trata de derreter uns quilinhos.
É só fazer a seguinte reflexão: se uma pessoa acima do peso consome 1.000 calorias a mais do que queima por dia e busca um equilíbrio de energia, pode fazê-lo através do exercício ou da dieta. Enquanto trinta minutos de corrida ou natação pode queimar 350 calorias, a mesma redução de calorias pode ser alcançada eliminando 470 ml de refrigerante por dia. O que é mais fácil?

Dieta 1 x 0 Exercício

O exercício tem muitos benefícios, mas há problemas com contar com ele para controlar o peso. Carroll explica que, de 2001 a 2009, o percentual de pessoas suficientemente ativas fisicamente nos EUA tem aumentado, mas a porcentagem de americanos obesos não tem diminuído. Uma coisa não conseguiu impedir a outra.
Uma meta-análise de 2011 observou a relação entre atividade física e massa gorda nas crianças e descobriu que ser ativo provavelmente não é o fator determinante para saber se elas têm peso saudável.
Na população adulta, estudos também têm dificuldade em mostrar que uma pessoa fisicamente ativa tem menos probabilidade de ter excesso de peso do que uma pessoa sedentária. Além disso, estudos de balanço energético mostram que o gasto energético total e níveis de atividade física nos países em desenvolvimento e industrializados são semelhantes, tornando a atividade improvável de ser a causa das diferentes taxas de obesidade (sendo assim, pode ser a dieta, os fast foods, as porções gigantescas…).
Além disso, o exercício aumenta o apetite. Afinal, quando você queima calorias, seu corpo geralmente sinaliza para substituí-las. Pesquisas confirmam isso. Uma revisão sistemática de 2.012 estudos que analisou quão bem as pessoas seguiam programas de exercícios mostrou que, ao longo do tempo, elas acabam queimando menos energia do que o previsto e aumentando a sua ingestão calórica.
  • Papel pequeno na perda de peso
Outras alterações metabólicas podem anular os benefícios esperados de perda de peso a partir do exercício a longo prazo. Quando você perde peso, o metabolismo muitas vezes fica mais lento. A pesquisa mostra que a taxa metabólica de repouso em quem faz dieta diminui significativamente, independentemente da quantia de exercício físico feita. É por isso que a perda de peso pode parecer fácil quando você começa, mas torna-se mais difícil ao longo do tempo.
Isso não quer dizer que o exercício não ajude em nada na perda de peso. Muitos estudos mostram que a adição de uma rotina de exercícios à dieta pode ser benéfica.
Uma meta-análise publicada no ano passado mostrou que, longo prazo, os programas de gestão de peso que combinam exercício com dieta podem levar à perda de peso mais sustentada ao longo de um ano do que só fazer dieta. Ao longo de um período de seis meses, no entanto, a adição de exercício não fez diferença. Outra revisão sistemática de pesquisas encontrou resultados semelhantes, com dieta e exercício sendo uma combinação um pouco melhor do que somente dieta para a perda der peso.

Mudança gradual

Se você tem tempo para fazer uma hora ou mais de exercício físico por dia, também tem tempo para cozinhar ou preparar uma refeição caseira saudável – e, se o seu objeto for perder peso, você provavelmente terá resultados melhores com a dieta.
Carroll assume que não é fácil – nem manter uma dieta saudável, nem criar uma rotina de exercícios. Mas só com força de vontade se chega a algum lugar. O que é mais provável de funcionar é a mudança gradual, que lute contra um metabolismo desacelerando e o desejo de comer mais a fim de conquistar o peso ideal.
  • Sim ao exercício
Para perder peso, é melhor fechar a boca, mas isso não quer dizer que os exercícios não sirvam para nada. Eles têm grandes vantagens para a saúde, por exemplo, podem prevenir doenças musculoesqueléticas, cardiovasculares, pulmonares, neurológicas, diabetes e depressão.
Se, para você, fazer exercício é mais atraente do que comer menos, vá fundo. Você só terá a ganhar. Mas leve em conta que, infelizmente, essa não é a forma mais eficaz de escorrer os quilos a mais para fora do corpo. 


terça-feira, 16 de junho de 2015

EPIGENÉTICA - "O MÊS DO SEU NASCIMENTO E SUAS DOENÇAS CORRELATAS"


Cientistas encontraram uma relação consistente entre o mês de nascimento e o risco de doença de uma pessoa.
Longe das previsões da astrologia, a análise mostrou que a influência parece estar ligada às condições climáticas e ambientais de cada estação do ano.
Vários estudos já haviam apontado indícios dessa ligação entre mês de nascimento e saúde - sabe-se, por exemplo, que o mês do nascimento afeta o temperamento das pessoas - mas sempre houve críticas sobre as dimensões da amostra, que deveria ser grande o suficiente para ser estatisticamente significativa.
Por isso, os pesquisadores da Universidade de Colúmbia (EUA) usaram um novo algoritmo para analisar as bases de dados médicos da cidade de Nova Iorque.
Eles descobriram que nada menos do que 55 doenças se correlacionam com a estação de nascimento.
A boa notícia é que é possível contrabalançar os efeitos negativos da data de nascimento com mudanças de hábitos, cujos efeitos são maiores.
Meses e estações
É importante observar que todos os resultados dizem respeito ao hemisfério Norte, cujas estações são invertidas em relação ao hemisfério Sul.
No geral, o estudo indica que as pessoas nascidas em maio (meio da primavera no hemisfério Norte) têm o menor risco de doenças, e os nascidos em outubro (meio do outono) o maior risco de doenças.
"Estes dados podem ajudar os cientistas a descobrir novos fatores de risco das doenças," justifica o Dr. Nicholas Tatonetti, coordenador do trabalho.
A equipe planeja agora replicar a análise com dados de outros locais nos EUA e no exterior para ver como os resultados variam com a mudança das estações e com fatores ambientais nesses lugares.
Confirmada conexão entre 55 doenças e mês de nascimento
Algumas das 55 doenças que revelaram uma conexão com o mês de nascimento do paciente. [Imagem: Mary Regina Boland et al. - JAMIA]
55 doenças
A equipe comparou 1.688 doenças com as datas de nascimento e histórico médico de 1,7 milhão de pacientes atendidos no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque entre 1985 e 2013.
A análise descartou mais de 1.600 associações, mas confirmou 39 ligações previamente relatadas na literatura médica. Também surgiram 16 novas associações, incluindo nove tipos de doença cardíaca, elevando para 55 o total de doenças para as quais há associações que não podem ser atribuídas ao acaso.
Pesquisas anteriores sobre doenças individuais, tais como asma e TDAH (hiperatividade), já haviam sugerido uma ligação com a estação de nascimento e incidência. Estas ligações foram confirmadas pelos novos dados.
Sem motivos para preocupação
O que mais chamou a atenção foi a conexão entre mês de nascimento e nove tipos de doenças cardíacas, uma das maiores causas de mortalidade nos países desenvolvidos.
As pessoas nascidas em março (fim do inverno) enfrentam o maior risco para a fibrilação atrial, insuficiência cardíaca congestiva e distúrbio da válvula mitral.
Mas parece não haver motivos para grandes preocupações, como alertam os próprios pesquisadores.
"É importante não ficar excessivamente nervoso sobre estes resultados, porque mesmo que tenhamos encontrado associações significativas, o risco global de doença não é tão grande," observa o Dr. Tatonetti. "O risco relacionado ao mês de nascimento é relativamente menor quando comparado a variáveis mais importantes, como a dieta e os exercícios físicos."
O estudo foi publicado no Journal of American Medical Informatics Association.

A seguir, confira algumas das doenças que podem se relacionar com o mês de nascimento:
Janeiro: hipertensão

Fevereiro: câncer de pulmão

Março: insuficiência cardíaca, arritmia, distúrbio da válvula mitral

Abril: angina
Maio: mês sem doenças associadas
Junho: angina severa
Julho: asma
Agosto: mês sem doenças associadas
Setembro: vômitos
Outubro: picadas de insetos, doenças sexualmente transmissíveis, infecções respiratórias
Novembro: não há risco aumentado de doenças; mas há menos chance que os demais de apresentar arritmia, distúrbio da válvula mitral, câncer de pulmão e TDAH.
Dezembro: hematomas

Fonte : www.diariodasaude.com.br

segunda-feira, 8 de junho de 2015

PESQUISA - "PASTILHAS EFERVESCENTES, INIMIGAS DO CORAÇÃO"



Pode parecer estranho, mas essas bolhas escondem mais riscos ao coração do que você imagina. Segundo um estudo publicado em janeiro no British Medical Journal, existe uma relação entre as pastilhas e infartos ou AVC. Os pesquisadores da Universidade Dundee analisaram exames médicos de 1,2 milhões de pacientes britânicos e descobriram que tomadores regulares de medicamentos efervescentes eram sete vezes mais propensos a desenvolver pressão alta ou hipertensão, além de correrem um risco 16% maior para eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. O estudo analisou 24 diferentes remédios efervescentes, incluindo os principais analgésicos, como paracetamol e ácido acetilsalicílico, assim como suplementos. 

Essa relação acontece porque esses medicamentos possuem grandes quantidades de sódio. Segundo o estudo, algumas pastilhas de 69 mg a 415 mg de sódio -  aproximadamente um quinto de uma colher de chá. O consumo diário recomendado para um adulto é de 2000 mg a 2400 mg, equivalente a 6 gramas de sal.  

Olhando para esses números isoladamente, os medicamentos não parecem oferecer uma ameaça tão grande - afinal, seria necessário ingerir uma quantidade muito grande deles para chegar as recomendações diárias estipuladas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, devemos pensar que esses remédios só agregam à lista de alimentos ricos em sódio que são ingeridos ao longo do dia, como refrigerantes outros industrializados. "Quando em excesso no organismo, o sódio fica acumulado no sangue em vez de ser absorvido pelas células, ocorrendo o que chamamos de desequilíbrio osmótico, já há maior concentração do mineral fora das células do que dentro delas", explica o cardiologista Luiz Ferlante, do Hospital Samaritano de São Paulo. Para equilibrar esses níveis, o corpo precisa de mais água circulando pelo sangue, reduzindo assim as concentrações de sódio. "A retenção de água faz o volume de sangue nas artérias aumentar, e por isso o coração precisa bombear mais sangue do que o normal, aumentando a pressão sanguínea", diz Luiz. Quando esse problema se torna crônico, temos a hipertensão arterial, que por si só aumenta o risco de diversas doenças cardiovasculares.

Caso você use medicamentos efervescentes de forma contínua, converse com o médico e discuta seus riscos. Se não, o ideal é não usar com frequência e sempre ficar atento à alimentação de forma geral.

Fonte : http://www.minhavida.com.br/