sexta-feira, 26 de outubro de 2012

EPIGENÉTICA - "MELHORE SEU COMPORTAMENTO, MELHORE SUA GENÉTICA"

(Eu posso alterar minha carga genética ?)

A resposta veio à tona no mês passado, com a divulgação dos resultados da segunda etapa do projeto de pesquisa internacional conhecido como Encode.
O Encode teve início em 2003 e envolveu 440 pesquisadores de 32 laboratórios.
A quantidade de dados gerados foi tamanha que os resultados demandaram nada menos que 30 artigos científicos diferentes, publicados na Nature e em outras duas revistas.
Epigenética
A compilação dos dados mostrou que a função de metade de nosso genoma é regular a atividade da outra metade, uma constatação que surpreendeu até os cientistas.
"Se alguém dissesse que a metade ou mais dos nossos genes possui informações para ligar e desligar a outra metade, não sei se alguém acreditaria nele", comentou John Stamatoyannopoulos, pesquisador da Universidade de Washington, que participou do projeto.
A divulgação dos resultados do Encode é uma demonstração da importância que cada vez mais ganham os estudos da área conhecida como epigenética, que estuda precisamente os mecanismos de ativação dos genes.
A epigenética lida com os mecanismos bioquímicos pelos quais os genes são "ativados" ou "desativados", explica Paula Rahal, coordenadora do Laboratório de Estudos Genômicos da Unesp em São José do Rio Preto, que atua na área há uma década.
O genoma carrega as informações necessárias para criar todas as estruturas que compõem o organismo. E cada gene possui, de forma codificada, a receita para produzir uma determinada proteína.
Nos genes "ativados", a produção da proteína correspondente ocorre normalmente. Isto é chamado de expressão gênica.
"Os genes 'desativados' não se expressam, isto é, não conseguem reproduzir a proteína cuja informação possuem de forma codificada", descreve Paula.
Ambiente afeta os genes
Há décadas, pesquisas mostram que fatores como maus hábitos alimentares, sedentarismo, ingestão de álcool, tabagismo etc. exercem influência negativa na saúde e muitas vezes estão associados à maior ocorrência de vários males.
Por meio do estudo dos mecanismos de ativação e desativação genética, os cientistas estão conseguindo compreender melhor as vias pelas quais se dá esta interação entre o genoma do indivíduo e o ambiente em que ele vive.
Segundo Paula, por meio da epigenética estamos começando a entender como o estilo de vida afeta os genes.
Hoje já se sabe, por exemplo, que exercícios físicos alteram o DNA e até que o mesmo gene que mata uma pessoa, não afeta outras..
Nutrigenômica
"Já há dados na literatura sugerindo que seria possível interferir no funcionamento dos genes, tanto no caso da obesidade quanto no do câncer, por meio da dieta. Se isso for possível, poderemos reduzir o uso de medicamentos. Este é um dos focos da nossa pesquisa", diz Daisy Salvadori, diretora do Laboratório de Toxicogenômica e Nutrigenômica da Unesp em Botucatu.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

ALERTA - "ENERGÉTICOS PODEM TE MATAR"



A FDA, agência que controla a comercialização de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (23/10/2012) que vai investigar  cinco mortes no país relacionadas ao consumo de bebida energética.
O órgão decidiu abrir o inquérito após receber a denúncia da mãe de Anais Fournier, que morreu em 23 de dezembro do ano passado após sofrer uma arritmia cardíaca.
Segundo o advogado da família de Maryland, a jovem de 14 anos teve uma parada cardíaca enquanto assistia a um filme na TV. Ela foi levada ao hospital inconsciente, mas morreu, segundo a autópsia, pelo excesso de cafeína no organismo que impediu seu coração de bombear sangue.
Anais tomou, em um período de 24 horas, duas latas grandes de 24-oz (cerca de 750 mililitros) que contêm cerca de 240 miligramas de cafeína cada - ou sete vezes mais a quantidade de estimulante da lata de 350 mililitros de refrigerante de cola.
Desde então, os pais tentam provar que a morte da sua filha está ligada ao consumo do energético Monster Energy Drink. Segundo eles, a empresa Monster Beverage falhou em não alertar sobre os riscos da bebida - a marca responde por mais de 30% do mercado e só fica atrás da gigante Red Bull nos Estados Unidos. 
Além da investigação da agência, a Monster Beverage também está sendo processada pela família de Anais. Um porta-voz da empresa disse que seus produtos eram seguros e que a marca desconhecia qualquer fatalidade causada por suas bebidas.
“Com cores brilhantes e nomes sugestivos, essas bebidas atingem adolescentes sem supervisão ou prestação de contas [à sociedade]. Essas bebidas são armadilhas mortais para jovens, meninos e meninas em fase de desenvolvimento como a minha filha, Anais”, disse a mãe Wendy Crossland à imprensa norte-americana. 
“Fiquei chocada em saber que a FDA pode regular a quantidade de cafeína em uma lata de refrigerante, mas não nesse tipo de bebida.”
FONTE : UOL

CIÊNCIA - "TELÔMEROS E LONGEVIDADE..DOMINE ISTO !"



Lá pelos idos de 1500 Ponce de Leon já procurava a fonte da juventude. Mais de 500 anos depois começamos a entender o que realmente ajuda a aumentar a nossa expectativa de vida. O segredo está bem dentro das nossas células, mais precisamente no DNA. Os telômeros são as pontas dos nossos cromossomos e funcionam como protetores dos mesmos, evitando que se desorganizem após cada divisão celular. Para ficar mais fácil, vamos visualizar um cadarço de sapato, ele tem uma proteção plástica na pontinha para evitar que este cadarço se desfie. Assim também ocorre com os nossos cromossomos – esta pontinha, chamada telômero, vai permitir que o cromossomo mantenha a sua função intacta por mais tempo.
Células se dividem sem parar
O problema é que o telômero também se desgasta e encurta com cada divisão celular, o que ocorre durante toda a nossa vida. Se ele ficar muito curto, a célula não vai mais ser capaz de se dividir, de produzir uma célula nova, então ela envelhece de forma acelerada e termina por morrer. Quanto menores forem os telômeros, maior o risco de envelhecimento precoce e da ocorrência de doenças crônicas como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, demência senil e síndrome metabólica, além de redução da capacidade imunológica.
Um pouco de ciência e matemática
Uma molécula de DNA tem um comprimento de 100 milhões de bases (timina, citosina, adenina, guanina), que se encurva em hélice dupla e se estende de um lado ao outro do cromossomo. Nas pontinhas do cromossomo está o telômero, que no momento do nascimento tem 15.000 bases de comprimento. Logo após a concepção, as células começam a se dividir e os telômeros vão encurtando. Quando estes telômeros atingem o comprimento de 5.000 bases a vida cessa, por incapacidade de ocorrer novas divisões celulares.
Por que os telômeros são importantes?
Para você ter uma vida longa e saudável, seus telômeros precisam permanecer organizados e longos, assim o processo biológico de renovação celular ocorre normalmente. Inúmeros estudos científicos têm mostrado que telômeros longos estão associados com uma idade biológica ótima. Todos conhecem alguém que, apesar da idade avançada, parece e age como uma pessoa muito mais jovem. Com certeza este alguém tem looooongos telômeros.
Telomerase
As células-tronco contêm uma enzima chamada telomerase, que repara os telômeros e impede que encurtem, ou que se gastem, permitindo assim que continuem a se multiplicar. Precisamos decifrar o papel dos telômeros e da telomerase, a enzima que os regula, porque aí está a chave que vai permitir entender os mecanismos do envelhecimento. Para a nossa sorte, existem muitas formas comprovadas de se preservar o comprimento dos telômeros, através do estímulo da produção de telomerase, a enzima reparadora que regula o seu tamanho, retardando assim o envelhecimento celular. As pesquisas têm investido em terapia gênica, em que o gene da telomerase seria inserido no núcleo da célula e esta passaria a produzir mais telomerase e a reparar adequadamente os telômeros. Enquanto este tratamento complexo está em desenvolvimento, temos outros modos menos complicados de estimular a telomerase, e assim melhorar a qualidade de vida.
O que encurta os telômeros?
Além do processo normal de envelhecimento, existem inúmeros fatores que concorrem para reduzir o tamanho dos telômeros. Poluição ambiental, stress oxidativo (produção de radicais livres), organoclorados como PCBs e outros agentes químicos, processos inflamatórios crônicos, doenças como câncer, cirrose, diabetes, doenças cardíacas e renais – estes fatores aceleram o processo de envelhecimento e também encurtam os telômeros. Nosso estilo de vida tem papel preponderante, como sedentarismo, dieta imprópria, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas diversas, insônia crônica, excesso de stress – todos estes são fatores que envelhecem a olhos vistos, e o que não vemos são os telômeros, que vão ficando cada vez mais curtos.
Dieta para reduzir os telômeros
Comer muita gordura trans, carboidratos refinados e açúcar, refrigerantes, frituras e guloseimas junk todos os dias, é o caminho certo para encurtar telômeros. No supermercado escolha as embalagens mais coloridas, os alimentos mais processados, os diet e zeros, muito biscoito e salgadinhos, e reduza a vida dos seus telômeros.
Dieta para aumentar os telômeros
Um cardápio baseado em legumes, verduras e frutas, que fornecem antioxidantes diversos, folato, minerais, carotenóides e compostos fenólicos como resveratrol, é essencial para preservar e regenerar o tamanho dos telômeros. Estes nutrientes reduzem os níveis de compostos pró-inflamatórios, tais como a proteína C reativa, a homocisteína, a interleucina-6, grandes inimigos dos telômeros. Alguns superalimentos devem ser incluídos no cardápio, como o chá verde, algas, cogumelos, própolis, colostro, pois ajudam a proteger os telômeros.
Suplementos
Antioxidantes, vitaminas e minerais protegem e regeneram o comprimento dos telômeros: folato, niacina, vitamina B12, vitaminas C e E, com destaque para a vitamina D, magnésio, selênio e zinco, carotenóides, resveratrol, omega-3, cúrcuma, um multivitamínico potente, ácido lipóico, acetil-l-carnitina, coenzima Q10. O uso de whey protein (proteína do soro do leite) também ajuda na manutenção e alongamento dos telômeros.
Magrinhos e malhados
As pessoas obesas têm telômeros mais curtos que as magras. A boa notícia é que os obesos que perdem peso conseguem alongar os telômeros, quanto mais massa gorda se perde mais compridos eles ficam. O mesmo ocorre em relação à malhação: quanto mais exercício físico as pessoas praticam, mais se alongam os seus telômeros.
Repondo os hormônios
Segundo o instituto americano NIH (National Institutes of Health) os hormônios sexuais estrogênio e testosterona são capazes de estimular a produção de telomerase na célula-tronco da medula óssea. Mulheres na menopausa que fazem terapia de reposição hormonal têm telômeros mais longos do que mulheres que não fazem este tratamento. Estudos mostram que outro hormônio, o DHEA, também tem papel importante na preservação de telômeros.
Conselhos finais
Se quiser manter seus telômeros longos não fume nunca (o cigarro reduz os telômeros de forma acelerada), arrume um jeito de relaxar (viagem, música, leitura, meditação, o que for melhor para você), tome suplementos vitamínicos (principalmente omega-3, resveratrol e vitamina D), pratique atividade física regular, cuide da sua alimentação e perca peso de forma saudável.
Alguns estudos publicados recentemente
No Google Acadêmico, onde se encontra somente estudos indexados, produzidos por instituições e cientistas altamente credenciados, e publicados em revistas e jornais médicos, uma rápida busca digitando “telômeros” listou mais de 50.000 opções.

Nature 2011 – Reativação de telomerase reverte degeneração de tecidos em cobaias.
Public Library of Science 2010 – O poder do exercício neutraliza o efeito de stress crônico sobre o comprimento dos telômeros.
JAMA 2010 – Journal of American Medical Association – Associação de níveis baixos de omega-3 marinho com o envelhecimento de telômeros em pacientes cardíacos.
American Journal of Clinical Nutrition 2009 – Uso de multivitamínicos e aumento de telômeros em mulheres.
American Journal of Clinical Nutrition 2007 – Níveis altos de vitamina D associados ao comprimento maior de telômeros em mulheres.
- Gerontology 2007 – Stress oxidativo encurta os telômeros.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

PESQUISA - "TESTOSTERONA AUMENTA HONESTIDADE NOS HOMENS"



A testosterona é considerada o hormônio masculino por natureza, responsável pela agressividade e pela postura típica dos homens.
O hormônio sexual testosterona responde por atributos tipicamente masculinos - ele promove a formação das características sexuais, aumenta a libido e os músculos.
As mulheres também têm este hormônio sexual, mas em uma quantidade muito menor.
Testosterona social
Mas o caráter essencialmente másculo da testosterona pode mudar, graças ao trabalho da equipe do Dr. Armin Falk, da Universidade de Bonn (Alemanha).
Os pesquisadores demonstraram que a testosterona também favorece o comportamento social.
Em uma série de jogos, onde os participantes podiam mentir para ganhar mais dinheiro, um maior nível de testosterona levou ao resultado oposto ao esperado, com os voluntários mentindo menos para ganhar.
Isto é surpreendente porque este hormônio sexual tem sido associado com comportamentos essencialmente competitivos, individualistas e, essencialmente, egoístas.
Causa e efeito dos comportamentos
"A desvantagem de muitos estudos é que eles apenas correlacionam o nível de testosterona dos participantes com o seu comportamento," explica o Dr. Matthias Wibral, responsável pelos novos experimentos.
Isso faz com que os resultados reflitam apenas ligações estatísticas, não fornecendo qualquer informação sobre as causas de cada comportamento.
Assim, dizem os pesquisadores alemães, as pesquisas feitas até agora não são capazes de estabelecer uma relação causal entre a testosterona e os comportamentos agressivos associados aos homens.
"Não é apenas a testosterona que influencia o comportamento, o comportamento, por sua vez, também influencia os níveis do hormônio," complementa o Dr. Wibral.
Ou seja, pode ser o comportamento agressivo que eleva o nível de testosterona, e não o contrário.
Testosterona e honestidade
A equipe partiu então em busca de uma abordagem experimental que também permitisse deduzir uma relação de causa e efeito entre testosterona e comportamento.
Os cientistas recrutaram um total de 91 homens saudáveis para uma experiência comportamental.
Um grupo de 46 deles foi tratado com testosterona, aplicada sobre a pele, na forma de gel.
Os outros 45 voluntários do teste receberam apenas um gel de placebo.
A seguir, os dois grupos foram submetidos aos experimentos comportamentais.
"Estas experiências foram projetadas de tal forma que os indivíduos podiam mentir ou não," relata o professor Weber.
Os pesquisadores então compararam os resultados do grupo com testosterona mais elevada com os resultados do grupo de controle.
Testosterona social
"[Os experimentos] mostraram que os indivíduos com os níveis mais elevados de testosterona claramente mentiram com menos frequência do que os indivíduos não tratados do teste", relata o Dr. Armin Falk, coautor do estudo.
"Esse resultado contradiz claramente a abordagem unidimensional que tem concluído que a testosterona resulta em comportamentos anti-sociais," afirmou.
Ele acrescenta que é provável que o hormônio aumente o orgulho e a necessidade de desenvolver uma auto-imagem positiva, levando os homens a mentirem menos, adotando um comportamento tipicamente social.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

PESQUISA - "FICAR SEM DORMIR DERRUBA A IMUNIDADE"



A importância do sono para o bom funcionamento do sistema imunológico é conhecida, mas pouco se sabe sobre os mecanismos fisiológicos envolvidos - como o sono altera o funcionamento do corpo.
Uma pesquisa brasileira vem ajudando a elucidar essa questão, mostrando como diferentes tipos de privação de sono interferem nas defesas do organismo.
Na primeira fase da pesquisa, para replicar situações do dia-a-dia, os pesquisadores submeteram voluntários à privação total por 48 horas - algo que ocorre com pessoas que trabalham em sistema de plantão noturno.
Outro experimento envolveu a privação seletiva de sono REM - movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), fase do sono em que prevalecem os sonhos - por quatro noites seguidas.
Chacoalhadas
"O objetivo [...] foi avaliar a alteração no perfil imunológico dos voluntários causada pela falta de sono. Para isso, realizamos leucograma - exame que mede a quantidade de leucócitos no sangue - antes e depois do experimento", disse Francieli Ruiz da Silva, autora principal do estudo, feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ao longo de uma semana, 30 voluntários saudáveis, entre 18 e 30 anos, permaneceram no laboratório distribuídos em três grupos. Aqueles do grupo controle dormiram normalmente e tiveram seu padrão de sono monitorado por meio do exame de polissonografia.
Os integrantes do grupo submetido à privação seletiva também tiveram o sono monitorado e foram acordados por uma campainha toda vez que o exame indicava a aproximação da fase REM.
"A primeira noite foi tranquila, mas à medida que a demanda do organismo por sono REM foi se acumulando, foi ficando difícil. Esse estágio aparecia cada vez mais cedo, efeito conhecido como rebote de sono REM. Na quarta noite, eles mal cochilavam e já entravam na fase REM", contou Francieli.
Já o grupo da privação total manteve-se alerta por 48 horas com a ajuda de videogames, jogos de cartas, internet e eventuais chacoalhadas.
Nas três noites seguintes, dormiram normalmente e foram monitorados pela polissonografia para registrar o efeito rebote de sono.
Efeitos no perfil imunológico
Enquanto o grupo controle não apresentou alteração no perfil imunológico, como esperado, os voluntários do grupo submetido à privação total tiveram uma elevação no número de leucócitos, especificamente de neutrófilos, o primeiro tipo celular que responde à maioria das infecções.
Também houve aumento de linfócitos T CD4, responsáveis pela imunidade adaptativa, específica para cada doença.
"Considerando que os leucócitos desempenham a função de defesa ao primeiro sinal de invasão por patógenos, observamos que a privação total de sono desencadeou um sinal de alerta no organismo. Ele entendeu como uma agressão e respondeu a um fantasma", disse Francieli.
Essa alteração foi revertida após as primeiras 24 horas de recuperação do sono. "Mas, para nossa surpresa, o número de linfócitos não voltou ao normal após as três noites de recuperação", contou.
No grupo privado de sono REM, foi observada uma diminuição da imunoglobulina A (IgA) circulante no sangue durante todo o período do experimento. Esse efeito permaneceu após as três noites de recuperação do sono.
"Essa imunoglobulina, presente na secreção de mucosas, está diretamente relacionada à proteção contra a invasão por patógenos. Isso poderia explicar por que a privação de sono REM poderia estar relacionada a uma maior suscetibilidade a doenças como gripes e resfriados já descrita na literatura", disse.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SAÚDE - "TOMATE PREVINE AVC"



Comer tomates ou alimentos à base de tomate está associado com um menor risco de sofrer um acidente vascular cerebral, ou derrame.
Os tomates são ricos no antioxidante licopeno.
Pessoas com maiores quantidades de licopeno no sangue apresentaram uma probabilidade 55% menor de ter um acidente vascular cerebral do que as pessoas com as menores quantidades de licopeno no sangue.
A conclusão é de um estudo realizado na Universidade Leste da Finlândia, pela equipe do Dr. Jouni Karppi, e publicado no jornal médico Neurology.
Licopeno e derrame
O estudo envolveu 1.031 homens com idades entre 46 e 65 anos.
O nível de licopeno no sangue foi testado no início do estudo, e os voluntários foram monitorados durante uma média de 12 anos.
Durante esse tempo, 67 homens tiveram um derrame.
Entre os homens com os níveis mais baixos de licopeno, 25 de 258 homens tiveram um acidente vascular cerebral.
Entre aqueles com os mais altos níveis de licopeno, 11 de 259 homens tiveram um acidente vascular cerebral.
Dieta rica em frutas e verduras
Quando os pesquisadores focaram apenas nos derrames devido a coágulos sanguíneos, os resultados foram ainda mais fortes.
Aqueles com os mais altos níveis de licopeno apresentaram uma probabilidade 59% menor de ter um acidente vascular cerebral do que aqueles com níveis mais baixos.
"Este estudo traz mais evidências de que uma dieta rica em frutas e vegetais está associada com um menor risco de AVC," disse Karppi.
O estudo também analisou os níveis sanguíneos dos antioxidantes alfa-caroteno, beta-caroteno, alfa-tocoferol e retinol, mas não encontrou nenhuma associação entre os níveis desses compostos e o risco de acidente vascular cerebral.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PESQUISADORES DE SISTEMAS QUÂNTICOS LEVAM PREMIO NOBEL DE FÍSICA 2012


{TOCANDO O INTOCÁVEL}

Tema que anda super bem cotado por aí, a física quântica já rendeu a empresa D-WAVE US$ 30 milhões (cerca de R$ 60 mi) em investimentos por grandes empresas da tecnologia que estão morrendo de vontade de ter um computador quântico. 
Serge Haroche e David J. Wineland de alguma forma vão ajudar esses e outros sonhos quânticos a se tornarem realidade.
Eles desenvolveram formas de medir partículas quânticas – ou seja, partículas minúsculas – sem destruí-las, algo que até então era considerado impossível. “Eles abriram a porta para uma nova era de experimentação em física quântica”, argumentou o comitê do Nobel.
De forma independente, a pesquisa de cada um desenvolveu métodos para medir e manipular partículas individuais sem destruí-las, preservando a sua natureza quântica. Esses delicados estados quânticos antes eram inacessíveis para observação direta.
Embora desenvolvidos independentemente, seus métodos têm muitas coisas em comum. David Wineland prendeu átomos eletricamente carregados – ou íons – em “armadilhas”, controlando-os e medindo-os com a luz (fótons), e Serge Haroche fez o inverso, controlando e medindo fótons aprisionados através do envio de átomos por uma “armadilha”.
Esses métodos permitiram que o campo da pesquisa quântica avançasse e se aproximasse de aplicações práticas, como a construção de relógios extremamente precisos (cerca de cem vezes mais precisos que os atuais) que poderiam se tornar a base para um novo padrão de tempo.

O nobre Prêmio

O Prêmio Nobel foi criado em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel, o inventor da dinamite. As premiações passaram a ser entregues em 1901.
Morto em 1896, Nobel determinou em seu testamento que sua fortuna fosse revertida “aos que prestam grandes serviços à humanidade”.
Todos os anos, o prêmio é concedido para pessoas com grandes realizações nas aéreas de física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. Desde 1968, também é concedido o Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas.
Além de uma medalha e um diploma, os vencedores ganham um prêmio em dinheiro. Neste ano, em consequência da crise econômica, a Fundação Nobel reduziu o valor do prêmio para oito milhões de coroas suecas (cerca de 2,4 milhões de reais) por prêmio, contra 10 milhões de coroas concedidos desde 2001.
A premiação internacional é administrada pela Fundação Nobel em Estocolmo, na Suécia. Os anúncios dos laureados são feitos no início de outubro, mas as entregas só acontecem em 10 de dezembro, no aniversário de morte de Nobel, e ocorrem em duas cerimônias paralelas: em Oslo para o da Paz, e em Estocolmo para os restantes.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NOBEL DE MEDICINA 2012 VAI PARA DESCOBERTA DE REPROGRAMAÇÃO CELULAR



A real academia de Ciências da Suécia anunciou na manhã desta segunda-feira (8) que o prêmio Nobel Fisiologia ou Medicina de 2012 vai para o britânico John B. Gurdon, de 79 anos, e o japonês Shinya Yamanaka, de 50 anos, pela descoberta de que células adultas podem ser reprogramadas e se tornarem pluripotentes, células-tronco capazes de se converter em qualquer outro tipo de célula do corpo.
Entre as aplicações da reprogramação de células está a criação de tecidos substitutos para o tratamento de doenças como o Parkinson, para o estudo da origem das doenças em laboratório, sem necessitar usar células-tronco embrionárias.
"As descobertas de Gurdon e Yamanaka mostraram que células especializadas podem voltar ao tempo no desenvolvimento em determinadas circunstâncias", disse o comitê do Nobel do Instituto Karolinska, da Suécia, em comunicado ao anunciar os vencedores do prêmio de 8 milhões de coroas (1,2 milhão de dólares).
 "Estas descobertas também forneceram novas ferramentas para os cientistas de todo o mundo e levaram a um progresso notável em muitas áreas da medicina." 
FONTE : IG

sábado, 6 de outubro de 2012

PESQUISA - "ASPIRINA DESACELERA DETERIORAÇÃO CEREBRAL EM MULHERES IDOSAS"



Uma pequena dose diária de aspirina poderia moderar a deterioração do cérebro em mulheres idosas e com risco de sofrer infarto, informou a revista médica "British Medical Journal" (BMJ).
O estudo, realizado por uma equipe da Universidade de Gotemburgo (Suécia) e liderado pelo neurologista Silke Kern, chegou a essa conclusão após analisar 681 mulheres suecas entre 70 e 92 anos.
Praticamente todas as voluntárias tinham mais de 10% de risco de sofrer uma doença cardiovascular ou um infarto e, por isso, tomavam pequenas doses diárias de aspirina para ajudar sua prevenção.
A pesquisa consistiu em uma exaustiva enquete sobre a saúde física e a capacidade cognitiva destas mulheres, sendo que, neste caso, o objetivo dos cientistas era medir aspectos como fluência verbal e velocidade de memorização.
Durante os cinco anos que durou o estudo, 129 das mulheres tomaram doses diárias de aspirina, entre 75 e 160 miligramas.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, esse fato se deve à capacidade do ácido acetilsalicílico para reduzir inflamação, um fator que influencia nas doenças cardiovasculares e que também poderia estar implicado na deterioração do cérebro e no declínio cognitivo.
Segundo Kern, o mecanismo deste efeito protetor da aspirina ainda não é totalmente compreensível, mas poderia estar ligado a sua capacidade de facilitar a circulação sanguínea no cérebro.
FONTE : www.saude.ig.com.br

ÔMEGA 3 RESTAURA TELÔMEROS


Tomar suplementos do ácido graxo ômega-3 suficientes para equilibrar os óleos comuns da dieta ocidental pode retardar um processo biológico chave ligado ao envelhecimento.
O estudo mostrou que a maioria dos adultos de meia-idade com sobrepeso, mas saudáveis, que tomaram suplementos de ômega-3 por quatro meses alteraram a proporção do seu consumo de ácidos graxos de uma maneira que ajudou a preservar pequenos segmentos de DNA nos glóbulos brancos do sangue.
Esses segmentos, chamados telômeros, diminuem ao longo do tempo em muitos tipos de células, como uma consequência do envelhecimento.
Suplementação dos telômeros
No estudo, o alongamento dos telômeros nas células do sistema imunológico foi mais prevalente em pessoas que melhoraram substancialmente a proporção de ômega-3 em relação a outros ácidos graxos em sua dieta.
A suplementação de ômega-3 também reduziu o estresse oxidativo, provocado pelo excesso de radicais livres no sangue - cerca de 15% em comparação com os efeitos observados no grupo que tomou placebo.
Os participantes no estudo tomaram ou 2,5 gramas ou 1,25 grama de ômega-3. Os participantes do grupo placebo tomaram pílulas contendo uma mistura de óleos vegetais comuns na dieta ocidental.
Outro estudo recente também havia mostrado uma associação entre a ingestão de ômega-3 e efeitos benéficos quanto ao envelhecimento:
Nutrição e envelhecimento
"A descoberta sobre os telômeros é provocativa na medida que sugere a possibilidade de que um suplemento nutricional possa realmente fazer a diferença no envelhecimento," disse Jan Kiecolt-Glaser, da Universidade do Estado de Ohio (EUA), principal autora do estudo.
Em outra publicação recente deste estudo, Kiecolt-Glaser e seus colegas relataram que suplementos de ácidos graxos ômega-3 reduziram as inflamações no mesmo grupo de adultos.
"A inflamação em particular está no coração de vários problemas de saúde. Qualquer coisa que reduza a inflamação tem um monte de efeitos potencialmente saudáveis entre os adultos mais velhos", disse ela.
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