sábado, 10 de julho de 2010

"SUPERMATÉRIA - IRIDOLOGIA, SEUS OLHOS FALAM POR VOCÊ"

(Olhos, janelas da Alma)

No início do século passado, um jovem chamado Ignatz Von Peczley, de Egernar, perto de Budapeste, Hungria, certo dia capturou uma coruja. O rapaz, que na época tinha 11 anos, lutou com o assustado pássaro e se viu preso pelas garras do animal que, instintivamente, procurava defender-se. Tentando livrar-se, Von Peczley acidentalmente quebrou uma perna da coruja. Assim que o jovem e o pássaro cruzaram olhares o rapaz observou uma listra negra surgindo no olho da coruja. Von Peczley enfaixou sua perna e cuidou do pássaro até que este restabeleceu-se e restitui-lhe a liberdade. Mas o animal permaneceu no jardim por vários anos e Von Peczley observou o aparecimento de linhas brancas e tortuosas onde primeiramente havia aparecido a listra negra. A listra negra tornou-se, finalmente, um pequeníssimo ponto preto, cercado por linhas brancas e sombras.

Quando Ignatz Von Peczley cresceu tornou-se um médico, mas jamais esqueceu o incidente com a coruja. O trabalho em salas de cirurgia do hospital da sua universidade deu-lhe a oportunidade de observar íris de pacientes após acidentes e precedendo cirurgias. Um estudo sobre as transformações nos olhos coincidindo com traumatismos, cirurgias ou doenças, convenceu Von Peczley que havia um relacionamento reflexo entre os vários sinais na íris e o resto do corpo. Ele estava certo de que a íris reflete mudanças nos tecidos dos diversos órgãos, e criou o primeiro mapa da íris, baseado em sua descobertas.

Em um ponto similar na História, o reverendo Niels Liljequist, um clérigo sueco, descobria a relação existente entre o uso contínuo de várias drogas e as descolorações específicas na íris do olho. Extremamente doente quando jovem, Liljequist tomou maciças doses de quinina. Isto levou-o a correlacionar o descoramento amarelo esverdeado do seu olho e o uso da quinina.

A Iridologia progrediu tremendamente desde o século passado. Numerosos médicos e cientistas têm estudado iridologia e revisto e ampliado o mapa da íris. Dr. Bernard Jensen, célebre iridologista e nutricionista, introduziu a ciência da Iridologia nos Estados Unidos e elaborou um dos mapas mais compreensíveis. O mapa iridológico desenvolvido por Jensen representa todos os órgãos do corpo, com a área pupilar correspondendo ao umbigo e aos demais órgãos, circundando este núcleo, irradiando-se como raios de uma roda. Além disso, certos órgãos vitais como os pulmões, rins, tiróide, fígado, etc. estão claramente traçados facilitando ao praticante detectá-los com maiores detalhes na topografia da íris. O que é exatamente “iridologia”? Como uma forma de definição podemos dizer que é a ciência e a prética de descobrir através da observação do olho inflamações, sua localização e estágio em que se encontram. A íris revela as condições de saúde, determinadas fraquezas inatas e a transição que ocorre no corpo de uma pessoa, de acordo com a forma que ela vive. Esta análise complementar permite ao médico relacionar pontos e sinais na íris com manifestações dos vários órgãos do corpo. O olho tem sido proclamado através dos tempos como o “espelho da alma”, e atualmente é também uma janela para o corpo, permitindo visualizar estados normais e anormais dentro do organismo.


Como a íris representa tudo isto? Contidos na íris estão milhares de filamentos nervosos. Eles recebem mensagens virtualmente de todos os nervos do corpo, por via de conexões aos nervos óticos, tálamo e cordão espinhal. Também encontram-se nos olhos microscópicas fibras musculares e finíssimos vasos sanguíneos. Assim, os filamentos nervosos, as fibras musculares e os vasos sanguíneos duplicam as alterações nos tecidos, simultaneamente com os órgãos associados. Deste modo, pelo exame das marcas, descoramentos, texturas e outras manifestações da íris, o médico está apto a analisar o grau de saúde de todos os constituintes do corpo humano. Conforme as alterações corporais, a íris igualmente se altera. O olho é a janela natural para o interior do corpo, e nos permite observar alterações tissulares, patologias ou a iminência delas, resistências e debilidades hereditárias, infecções, inflamações em todos os estágios, impregnações por drogas, lesões locais, destruição de tecidos, deficiências nutricionais e desequilíbrios bioquímicos.

O médico pode avisar alguém de uma iminente queda de saúde através da utilização da iridologia. Ela é, potencialmente, parte integrante da medicina preventiva. A íris vai nos alertar dos primeiros sinais de uma doença que se aproxima. Este é um grande serviço ao paciente. Indicações de alterações perigosas dos tecidos são transmitidas ao olho, e estes sinais, o paciente pode evitar um agravamento de sua sintomatologia.a

Uma vez que estas áreas problemáticas são descobertas, pela iridoscopia, podemos assistir à evolução do paciente. Caso o tratamento esteja correto, podemos verificar facilmente o processo de limpeza e cura do organismo. É realmente um método preciso: a íris mostra quando o tratamento está correto ou não – mostra detalhadamente o processo de purificação dos tecidos.

A iridologia proporciona um método simples, indolor e econômico de “olhar” dentro do corpo. Contudo, a iridologia é uma análise auxiliar – não deve ser utilizada isoladamente. Deve ser usada em conjunto com outro (s) sistema (s) de análise ou de diagnóstico disponíveis. Atualmente, mais que em qualquer outro período da história médica, o homem necessita de métodos precisos e menos complexos para analisar a condição de um paciente.

A humanidade também carece de um sistema de saúde mais preventivo. A iridologia tem suas mãos a chave para estas duas importantes questões. Muitos sintomas que prevalecem hoje são totalmente estranhos a sintomas em evidência na virada do século. Mudanças em hábitos de vida, poluição, o nível de “stress” cada vez mais alto na civilização moderna contribuem para que se alterem as manifestações dos diversos sintomas das enfermidades.

A Iridologia não pretende identificar e denominar doenças. Quando se perscruta dentro de íris de um olho, estamos vendo um sistema agregado de comunicações, a estrutura de tecido mais complicada do organismo visível. Dessa multidão de fibras da íris, é possível a comunicação e leitura de nervos derivados de cada um dos vários órgãos do corpo. Esta ciência permite que se determine o que está se passando dentro do corpo humano de um ponto externo e vantajoso. Quando penetramos nas profundezas do corpo humano através da observação externa da íris, não percebemos a doença pelo nome. Mas há manifestações, indicações, sinais, que nós podemos determinar a partir da íris de olho, que merecem considerável atenção por parte do médico dedicado a ajudar pessoas a encontrar um melhor caminho para a saúde. Existem algumas manifestações que a Iridologia pode observar, registrar e responder: primeiramente, as deficiências inerentes ao organismo, alterações tissulares, regressão de uma enfermidade – através da purificação e ou eliminação de substâncias poluentes. O corpo torna-se então quimicamente preparado por meio de nutrição apropriada que, por sua vez, eleva a capacidade funcional dos tecidos aperfeiçoando sua integridade, proporcionando maior poder de restaurar-se e maior atividade rejuvenecedora.

(Foto Maior : National Geografic)
(Texto Fonte : Gurudev Singh Khalsa, iridólogo e terapeuta naturista norte-americano.)

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