segunda-feira, 30 de agosto de 2010

" COMPORTAMENTO - HORMÔNIO DO AMOR, NÃO DA TOLICE ! "


Segundo um novo estudo, um hormônio do cérebro, que os pesquisadores acreditam desempenhar um papel nas nossas ligações sociais, nos torna mais confiantes nas pessoas, mas não completamente tolos e cegos.

Foi provado que a ocitocina, também apelidada de “hormônio do amor”, ajuda na ligação entre mãe e filho e entre casais. Alguns estudos descobriram que mesmo seu cheiro torna os seres humanos mais confiantes uns nos outros.

Porém, investigadores na Bélgica queriam saber se esses sentimentos poderiam “confundir” o nosso julgamento, fazendo-nos confiar cegamente em outras pessoas e nos tornando muito “ingênuos”.

Para descobrir se isso era possível, os pesquisadores reuniram 60 homens, com idade média de 21 anos, para participar de um jogo de confiança. Antes do jogo, os homens ou receberam um spray nasal contendo ocitocina ou receberam placebo.

O estudo incluiu apenas homens, porque homens e mulheres podem responder diferentemente ao hormônio.

Durante o estudo, os participantes receberam uma quantia em dinheiro e os pesquisadores disseram que eles poderiam partilhar uma parte do dinheiro ou todo o montante com um parceiro. Qualquer montante que se desse ao seu parceiro seria automaticamente triplicado. No entanto, o parceiro que recebesse a quantia poderia decidir mantê-la, ou devolver uma parte aos participantes.

Os pesquisadores esperavam que os indivíduos que se mostrassem mais confiantes compartilhariam mais dinheiro. Para ajudar os participantes a determinar se o seu parceiro era de confiança, algumas de suas características foram descritas, como por exemplo, “pratica primeiros socorros”, o que seria confiável, ou “pratica esportes violentos”, que seria não confiável.

Os participantes também jogaram com um computador, podendo dar dinheiro a ele, sendo que o computador determinava aleatoriamente quanto dinheiro devolveria.

Os participantes que receberam a ocitocina deram mais dinheiro aos seus parceiros de confiança e ao computador do que os participantes que receberam apenas placebo.

 No entanto, o “efeito confiança” desapareceu quando os participantes tinham que dar dinheiro a parceiros não confiáveis. Indivíduos que receberam ocitocina deram a mesma quantidade de dinheiro que os indivíduos que receberam o placebo aos parceiros não confiáveis.

Os resultados sugerem que a ocitocina apenas induz efeitos de confiança dependendo da situação. Essencialmente, isso pode significar que a ocitocina é mais eficiente para aumentar a confiança quando isso tende a trazer benefícios, mas não tem nenhum efeito quando as condições de confiança são duvidosas e poderiam ser prejudiciais.

Segundo os pesquisadores, quanto maior o risco percebido, menor o efeito de aumento da confiança da ocitocina.

[LiveScience]

Um comentário:

  1. DEUS É FIEL ! BEM COLOCADA AQUI ESTA FRASE ANTIGA !

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