terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

" SUPERMATÉRIA - MELATONINA "

(BIO-IDÊNTICO, SEGURO, BOM E BARATO : PROIBIDO !)


INTRODUÇÃO

A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio que é produzida na glândula pineal (localizada profundamente no cérebro) e por outros tecidos, como o aparelho gastrointestinal.

Ela está relacionada, de várias formas, com o ritmo circadiano e a regulação fisiológica do organismo, ajustando e mantendo o relógio biológico que administra o ritmo de funcionamento do corpo.

Ritmo circadiano, ou ciclo circadiano, designa o período de aproximadamente um dia (24 horas) sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano e de qualquer outro ser vivo, influenciado pela luz solar.

O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília, passando pelo crescimento e pela renovação das células, assim como a subida ou descida da temperatura.

O "relógio" que processa e monitora todos estes processos encontra-se localizado numa área cerebral denominada núcleo supraquiasmático, localizado no hipotálamo na base do cérebro e acima das glândulas pituitárias.

Do ponto de vista experimental, a melatonina regula este "relógio" naturalmente e aumenta a imunidade, a resposta ao estresse e algumas características do processo de envelhecimento.

No contexto clínico, tem sido utilizada nos distúrbios do ritmo biológico, alterações relacionadas ao sono e o câncer.

Ela possui vários e significativos efeitos biológicos.

Foi lançada no mercado em 1993.

Na área de distúrbios do sono, a melatonina tem se mostrado eficaz no tratamento de uma condição denominada síndrome da fase do sono retardada e na correção de alterações do ritmo circadiano ligados a mudanças de fuso horário e pelo trabalho.

Os pesquisadores estudaram os efeitos anti-câncer da melatonina, que parece funcionar em conjunto com a vitamina B6 e o zinco, opondo-se à degradação do sistema imunológico proporcionada pelo envelhecimento.

Um trabalho recente descreve a utilização da melatonina no tratamento dos distúrbios do sono em crianças hiperativas e com comprometimento neurológico: pequenas doses noturnas corrigem as alterações do sono, e os investigadores observaram uma melhora no humor e um posicionamento social favorável e mais estável em crianças que receberam melatonina. A melatonina também pareceu promissora no tratamento de problemas femininos, como a osteoporose e a síndrome pré-menstrual.

Por se tratar de um dos principais hormônios anti-estresse, participa ainda das funções adaptativas e estimulantes.

BIOQUIMICA DA MELATONINA

A melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central.

Por outro lado, a ausência da glândula pineal predispõe os animais a crises convulsivas. Muitos defendem que a pineal, atuando não apenas através da melatonina, é uma "estrutura tranqüilizadora que suporta o equilíbrio do organismo", agindo como um órgão sincronizador, estabilizador e moderador. Isso sugere que a melatonina pode ter muitas aplicações em condições onde é importante estabilizar e harmonizar a atividade cerebral.

CONTRA INDICAÇÕES

Ainda existem poucos dados sobre as influências indiretas da melatonina a longo prazo sobre o organismo. As pessoas devem descobrir qual é a melhor dose individual, iniciando-se com cerca de 3mg por dia. A melatonina tem de ser tomada à noite, de preferência algumas horas antes de dormir.

A dose ideal pode variar bastante entre pessoas diferentes, aparentemente devido a variações no metabolismo hepático dessa substância. A velocidade do metabolismo é fundamental para o incremento nas doses com o decorrer do tempo.

Um dos aspectos mais importantes para o desempenho adequado (e um dos menos praticados) é o conceito de padrão de sono regular. Acredita-se que os atletas exigem muito do seu corpo e não dormem adequadamente, limitando a sua performance e a longevidade.

A MELATONINA E A SAÚDE EM GERAL

Hoje em dia, as pessoas têm uma vida cheia de estresse. Estima-se que cerca de um quarto da população apresenta distúrbios do sono. Além disso, a melatonina parece ser promissora para indivíduos portadores de doenças crônicas e os aspectos psicológicos negativos do estresse.

Conseguir uma boa noite de sono ajuda bastante no processo de melhora. Os profissionais da área de saúde devem estar familiarizados com os benefícios e os efeitos colaterais do uso da melatonina, além das doses iniciais recomendadas.


O USO DA MELATONINA CONTRA O CANCER


Suas funções no tratamento:

Tem capacidade fortalecer o sistema imunológico, sendo que acredita-se que ela provoca um aumento da atividade das células, conhecidas como linfócito T, que são células de defesa do organismo contra agentes estranhos.

É possível que ela tenha efeitos citotóxicos diretos sobre varios tipos de células cancerosas e tumorais, notavelmente sobre células de melanoma.

A melatonina não possui, ela mesma, efeitos tóxicos conhecidos ou efeitos colaterais.

Uma pesquisa realizada na Itália com um pequeno número de portadores de tumores cerebrais foi feita nos seguintes moldes. Os pacientes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo foi operado e recebeu radioterapia e o segundo grupo, além da cirurgia e radioterapia, recebeu 20 mg por dia de melatonina durante a radioterapia e continuou a tomar melatonina posteriormente. O Resultado: o número de sobreviventes após um ano da cirurgia foi 585% maior no grupo que usou melatonina.

Outros estudos comprovaram o efeito complementar da melatonina e outros ainda estão em andamento. Vários envolvem cânceres em outras partes do corpo.

Observou-se que o uso de melatonina diminui os efeitos colaterais de alguns tipos de quimioterapia, especialmente no que diz respeito à contagem sanguínea.

Um grande estudo envolvendo 250 pacientes com diversos tipos de cânceres metatastático avançados também dividiu os paciente em dois grupos, um recebia a quimioterapia e ou outro recebia quimioterapia mais 20 mg de melatonina por dia.

Os resultados são os seguintes: (a) no grupo que recebeu a melatonina o número de regressões dos tumores foi 125% maior que no grupo de usou somente a quimioterapia; (b) no grupo da melatonina houve 6 regressões completas enquanto no outro grupo não houve nenhuma; (c) o numero de sobreviventes por mais de um ano foi 120% maior nos pacientes que usaram melatonina.

Essas informações deixam poucas dúvidas sobre os aspectos benéficos do uso da melatonina, ela não só incrementa a eficácia da quimioterapia como também reduz sua toxidade. Os efeitos da melatonina são robustos e da maior significância clínica.

Sendo tão boa, porque não é comercializada no Brasil e porque não se tem notícia dos benefícios? Acontece que a melatonina é uma substância natural e portanto não pode ser patenteada. Se não pode ser patenteada ela pode ser produzida por muitos laboratórios e isto faz com que seu preço caia.

Obviamente, os grandes laboratórios não tem interesses em substâncias deste tipo, porque podem cobrar valores absurdos por medicamentos patenteados, desta forma não existe nenhum tipo de divulgação séria de substâncias naturais com evidências de eficácia cientificamente demonstrada. Quanto a não ser vendida no Brasil, a razão não existe !

Existe uma proibição por parte da ANVISA (agência que fiscaliza a vigilância sanitária) e, ademais, nós sabemos que nem tudo funciona como deveria por aqui.

Curiosamente os efeitos benéficos do uso da melatonina para tratamento de tumores e cânceres são ignorados não só aqui no Brasil. Os oncologistas americanos também a tem ignorado largamente. Haveria alguma razão econômica por traz disso?


Referências Bibliográficas:
1. Lissoni, P., et al. Anti-angiogenic activity of melatonin in advanced cancer patients. Neuroendocrinology Letters, , 2001, Vol. 22, 45-47

2. Lissoni, P., et al. Increased survival time in brain glioblastomas by a radioneuroendocrine strategy with radiotherapy plus melatonin compared to radiotherapy alone. Oncology, 1996, Vol. 53, pp. 43-46

3. Lissoni, P., et al. Randomized study with the pineal hormone melatonin versus supportive care alone in advanced non-small cell lung cancer resistant to a first-line chemotherapy containing cisplatin. Oncology, 1992, Vol. 49, pp. 336-339

4. Lissoni, P., et al. Decreased toxicity and increased efficacy of cancer chemotherapy using the pineal hormone melatonin in metastatic solid tumor patients with poor clinical status. European Journal of Cancer, 1999, Vol. 35, pp. 1688-1692

5. Lissoni, P. et al. Five year survival in metastatic non-small cell lung cancer patients treated with chemotherapy alone or chemotherapy and melatonin: a randomized trial. Journal of Pineal Research, 2003, Vol. 35, 12-15

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